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quarta-feira, 26 de abril de 2017

DIETA DE 21 DIAS



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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Os benefícios de residir próximo de áreas arborizadas


      São inúmeros os benefícios das árvores ao meio ambiente. Também são de conhecimento geral as vantagens de manter áreas verdes em centros urbanos. Um novo estudo, porém, destacou três vantagens de se morar perto áreas arborizadas.
a)Reduzem a matéria particulada no ar, um dos piores tipos de contaminação.
Segundo um estudo da Nature Conservancy, uma organização internacional dedicada à conservação da biodiversidade, uma árvore reduz a chamada matéria particulada (um dos agentes contaminantes mais graves no ar das cidades) ao seu redor entre 7% e 24%.
A matéria particulada pode ser classificada em dois tipos: o mais grosso, de 10 ou menos micrômetros (milésima parte de um milímetro) de diâmetro, ou PM 10, que resulta do pó da construção e das ruas, entre outras fontes, e o tipo mais prejudicial, chamado PM 2,5, de um diâmetro de 2,5 ou menos micrômetros. É resultado da queima de combustíveis fósseis e madeira, entre outras fontes.
Essas partículas finas em suspensão podem penetrar profundamente nos pulmões e estima-se que causem 3,2 milhões de mortes por ano mundialmente, segundo o estudo. O material PM 2,5 está associado a um risco maior de acidentes vasculares cerebrais, problemas cardíacos e enfermidades respiratórias como a asma.
b) Reduzem a temperatura em até 2º C
As ondas de calor matam cerca de 12 mil pessoas por ano e dificultam a vida de milhões. “A mudança climática fará com que o impacto dessas ondas de calor nas cidades seja ainda mais severo”, diz o estudo.
“Muitos estudos científicos demonstraram que a sombra das árvores, além da transpiração durante a fotossíntese, contribuem para reduzir a temperatura do ar e consequentemente o consumo de eletricidade para ar condicionado”, afirma a investigação do Nature Conservancy.
c) Aumentam o bem-estar psicológico
Um estudo já conhecido liderado por Roger Ulrich na década de 1980 comparou pacientes de um hospital da Pensilvânia que haviam sido operados da vesícula. Aqueles que estavam em quartos com vista para árvores se recuperaram mais rapidamente que aqueles que estavam em quartos com janelas voltadas para edifícios.
E um estudo recente de Gregory Bratman, da Universidade de Stanford, mediu o impacto no cérebro de caminhar durante 90 minutos na natureza.
Um grupo que caminhou em meio a árvores foi comparado com outro que andou em uma rua com muito tráfego. As pessoas que andaram na rua tiveram um aumento da atividade de ponderar criticamente sobre si mesmo ou sobre eventos do passado, um padrão negativo de pensamento vinculado à depressão. Aqueles que caminharam entre as árvores tiveram menos tendência de entreter nesse tipo de pensamento.





quinta-feira, 14 de abril de 2016

Dilma sanciona lei que libera uso da “pílula anticâncer”

        A lei que autoriza a comercialização e o uso da fosfoetanolamina sintética, substância que ficou conhecida como “pílula anticâncer”, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 14, no Diário Oficial da União.        
A fosfoetanolamina não tem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e, portanto, não pode ser considerada um medicamento.
Os pacientes diagnosticados com câncer que optarem, por livre escolha, usar a substância terão que assinar um termo de consentimento e responsabilidade.
A Casa Civil recomendou à presidente Dilma na última terça-feira, 12, a liberação do uso da “pílula anticâncer” antes do registro da Anvisa para evitar desgastes às vésperas da votação do processo de impeachment no plenário da Câmara.
Pareceres elaborados pela Anvisa, pela AGU e pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Saúde; Ciência, Tecnologia e Inovação sugeriram, no entanto, o veto integral do projeto de lei que libera o uso da fosfoetanolamina.
O argumento é de que faltam estudos para confirmar se a chamada “pílula anticâncer” não é uma ameaça a saúde dos pacientes. Teme-se também que a aprovação abale a imagem do controle sanitário no Brasil.
O projeto foi aprovado na Câmara no dia 8 de março e duas semanas depois foi aprovado também no Senado. O texto, que foi redigido por deputados, não esclarece como e quando se dará a produção da fosfoetanolamina, tampouco como será feita a sua distribuição.


terça-feira, 12 de abril de 2016

Gripe H1N1 já está entre os pernambucanos

O vírus da Gripe H1N1 já está entre os pernambucanos. A Secretaria de Saúde do Estado divulgou nesta segunda-feira (4) que 24 casos da doença foram confirmados este ano, até o dia 26 de março. Além desses, o vírus da influenza H1N1 foi identificado em oito dos 104 casos de pessoas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Somando os dois tipos - amenos e mais graves - Pernambuco contabiliza 32 registros do vírus.
Os dados do Governo do Estado apontam para cinco mortes de casos de SRAG que evoluiu para o óbito, mas todos ainda estão em investigação, podendo ter sido provocados por diversos vírus, como adenovírus, vírus sincicial respiratório, influenza (A H1N1, AH3 Sazonal, B e vários outros subtipos), parainfluenza (1, 2 e 3), e diversas bactérias, além de outros agentes etiológicos, como fungos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Pernambuco: 160 jovens por ano são infectados pela Aids

       Quase 800 casos de Aids (exatamente 799) foram confirmados entre jovens pernambucanos de 13 a 24 anos. Os números foram registrados entre os anos de 2010 e 2014, representando uma média de cerca de 160 pessoas infectadas por ano e 11,29% no período, quando foram diagnosticados ao todo 7.072 casos até os 60 anos de idade.
 Apesar de preocupantes, os dados, de acordo com o Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids) da Secretaria Estadual de Saúde (SES), seguem com poucas alterações nos últimos anos, mostrando uma estabilização da epidemia nesse público.
Para o gerente Programa Estadual de IST/Aids da SES, François Figueiroa, é preciso reforçar o alerta para o risco do sexo desprotegido principalmente no carnaval, lembrando aos jovens que o uso da camisinha é essencial para evitar a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, como HPV, sífilis e hepatites, além da gravidez indesejada. "Os preservativos gratuitos são encontrados em diversos serviços de saúde municipais e disponibilizados para todos", diz, lembrando que objetos cortantes ou perfurantes não devem ser compartilhados, para evitar contato com sangue de outra pessoa.
Números - De 1983 a 2014 foram computados 21.990 casos de Aids em Pernambuco, sendo 14.249 em homens e 7.741 em mulheres. Os dados preliminares de 2015 apontam 561 casos novos no sexo masculino e 313 no feminino, totalizando 874.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Município de Pernambuco usa peixes contra aedes aegypti

     Sem água encanada há quatro anos, a população da cidade de Itapetim, em Pernambuco, depende de caminhões-pipa para abastecer as milhares de caixas d’água que se espalham pelas ruas e casas dos moradores. O uso dos reservatórios cria um cenário propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. Em abril, 13 em cada 100 imóveis da cidade continham focos do mosquito.
Para impedir o crescimento de focos, a cidade passou a utilizar uma arma biológica natural contra os mosquitos: as piabas, pequenos peixes entre 4 e 5 centímetros que se alimentam das larvas do mosquito e impedem – ou pelo menos desaceleram – a sua proliferação.
“Começamos a colocar as piabas no mês de abril e fizemos o trabalho até julho. Em setembro, notamos que o índice de focos do nosso município tinha baixado muito, para 1,2%. Agora, estamos em 2,4%, menos do que no mesmo período no ano passado”, disse Edinaldo Hollanda, agente de saúde da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e coordenador de Combate às Endemias no município. “Deu tanto resultado que até hoje continuamos colocando peixes nas casas.”
Os peixes são colocados em reservatórios fechados e abertos. “O mosquito solta seus ovos nas paredes do depósito e quando você volta a colocar água, os ovos eclodem. A piaba se alimenta dos ovos e impede que virem novos mosquitos.”
A técnica não substitui o uso do larvicida, produto químico que mata as larvas do mosquito na água. O Ministério da Saúde diz que há risco de diarreia caso os peixes sejam colocados na água para beber.
“Colocamos apenas uma piaba em cada reservatório de até 200 litros. Em cisternas maiores, de três a cinco mil litros, colocamos cerca de cinco. Monitoramos as casas para saber se havia ocorrências de diarreia e não tivemos nenhum caso”, afirma Hollanda.
O secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, mostrou interesse nos resultados de Itapetim com o uso das piabas, e disse que estudos estão sendo realizados para medir a possibilidade de utilizar a mesma técnica em outras partes do estado.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Conheça os Aedes aegypti “do bem "

        O mosquito Aedes aegypti tem sido visto como o grande vilão da temporada. Se ele já era temido por transmitir a dengue, recentemente passou a ser o culpado pela disseminação de outros dois vírus no Brasil: chikungunya, transmitido pela primeira vez no país em setembro de 2014, e zika, identificado no país em abril. Mas mosquitos Aedes modificados podem desempenhar um papel positivo na saúde pública, ajudando a combater em larga escala essas doenças no futuro. Atualmente, eles já são usados em bairros localizados em vários pontos do Brasil, mas sempre dentro de projetos de pesquisa. Conheça os Aedes aegypti “do bem”:

AEDES AEGYPTI GENETICAMENTE MODIFICADOS

Mosquitos geneticamente modificados, ou transgênicos, produzidos pela empresa britânica Oxitec já foram liberados no Brasil em dois bairros da cidade de Juazeiro, Ituberaba e Mandacaru, e em um bairro da cidade de Jacobina, ambas na Bahia. Nessas áreas, o projeto foi liderado pela Universidade de São Paulo e pela organização Moscamed, com apoio da Oxitec. Em março, o mosquito também passou a ser liberado em Piracicaba. “Em todas as regiões, temos alcançado uma supressão do mosquito selvagem acima de 90%”, afirma Glen Slade, diretor de desenvolvimento de negócios da Oxitec.
Como funciona?
A tecnologia funciona da seguinte maneira: no laboratório, ovos dos Aedes aegypti recebem uma microinjeção de DNA com dois genes, um para produzir uma proteína que impede seus descendentes de chegarem à fase adulta na natureza, chamado de tTA, e outro para identificá-los sob uma luz específica. Só os machos são liberados na natureza. Eles procriam com as fêmeas selvagens –responsáveis pela incubação e transmissão dos vírus da dengue, chikungunya e zika. Elas vão gerar descendentes que morrem antes de chegarem à vida adulta, reduzindo a população total. Os machos liberados na natureza só conseguem sobreviver até a vida adulta e procriar porque recebem, dentro do laboratório, um antibiótico chamado tetraciclina. Como essa substância não existe na natureza, seus descendentes morrerão.

Pronto para uso em larga escala?

“Estamos preparados e ansiosos para ir em frente cada vez mais rápido. O que estamos fazendo hoje pode ser feito em qualquer escala e de forma cada vez mais eficiente”, diz Slade. “Num país do tamanho do Brasil, não vamos eliminar, mas talvez em cidades isoladas poderá haver uma redução tão grande que será quase uma eliminação.” Até o momento, os mosquitos transgênicos não têm registro na Anvisa, apenas aprovações para uso em projetos de pesquisa. Para Slade, porém, isso não impede que a estratégia seja usada de forma cada vez mais ampla. “A Anvisa está analisando nossa situação. Trata-se do primeiro mosquito geneticamente modificado, o que levanta perguntas novas, é uma situação nova. Não vejo um grande obstáculo em nossa situação atual em termos de darmos os próximos passos. Próximos projetos com caráter de pesquisa podem ser cada vez maiores” Em nota, a Anvisa afirma que está analisando o material apresentado pela empresa em caráter prioritário, inclusive com consultas a outras agências reguladoras internacionais que estão tratando de questões semelhantes. “A análise envolve, inicialmente, a decisão sobre se um ‘mosquito transgênico’ é efetivamente um produto a ser regulamentado pela Anvisa”, afirmou.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

COMER PEIXE DIMINUE A DEPRESSÃO

       Peixes são alimentos importantíssimos para a saúde. Por serem fontes de proteínas de alto valor biológico e gorduras boas, é importante consumi-los de duas a três vezes por semana. Agora, um novo estudo traz mais um motivo para você incluir esse tipo de carne no seu dia a dia: pessoas que consumem peixe regularmente tem 17% menos chance de ter depressão.
A descoberta foi feita a partir da análise de 26 estudos que envolveram um total de 150.278 pessoas. Pesquisadores chineses observaram nesses estudos que quanto mais peixe as pessoas consumiam no seu dia a dia, menor a chance de apresentar depressão ao longo da vida. A correlação foi mais forte em homens, chegando a ter 20% menos chances de apresentar o problema. No estudo, eles levaram em conta apenas o quadro de depressão, sem considerar depressão na gravidez ou depressão pós-parto e os estudos envolviam pessoas de diversas populações.
Os estudos não entraram em detalhes quanto ao mecanismo que relaciona o consumo do peixe com a depressão, mas o mais provável é que isso esteja relacionado aos ácidos graxos ômega 3 que atuam nos neurotransmissores serotonina e dopamina, que se relacionam com a sensação de bem-estar no cérebro. Além disso, é provável que pessoas que comam as quantidades recomendadas de peixe também sigam dietas mais saudáveis, o que é benéfico para o corpo e cérebro como um todo.

sábado, 12 de setembro de 2015

Caminhada diária pode aumentar expectativa de vida

Um estudo realizado pela Universidade de Saarland, na Alemanha, revelou que praticar exercícios com frequência pode aumentar a expectativa de vida. A pesquisa, apresentado no Congresso Europeu de cardiologia, foi realizada com 69 indivíduos saudáveis e não fumantes, com idades entre 30 e 60 anos, que não praticavam atividade regularmente.
Durante seis meses, os participantes colocaram em suas rotinas exercícios aeróbicos, treinos de alta intensidade e de força. Após esse processo, todos tiveram amostaras de sangue recolhidas. Os exames revelaram que um processo antienvelhecimento foi acionado, o que ajudou na reparação do DNA antigo. "O resultado comprova que as pessoas que se exercitam regularmente, podem retardar o processo de envelhecimento", disse Sanjay Sharma, professor de doenças cardíacas da Universidade St. George´s, em Londres.
Já que nós não conseguimos evitar o processo de envelhecimento, podemos utilizar o exercício para parecer mais jovem e viver melhor. A atividade física, segundo os pesquisadores, oferece de três a sete anos a mais de vida. Além disso, o exercício é um ótimo antidepressivo, melhora a função cognitiva e alguns estudos ainda sugerem que ele retarda o aparecimento de demência.
A sugestão dos especialistas é: praticar, pelo menos, 25 minutos de caminhada ou corrida por dia. Você também deve considerar algumas mudanças na dieta e no estilo de vida, que podem diminuir as chances de desenvolver doenças cardíacas.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Sedentarismo: uma das principais causas de morte no mundo

O Ministério da Saúde do Reino Unido chama a vida sedentária de “o assassino silencioso”. Outros a rotularam de “o novo hábito de fumar”. A falta de atividade física está em quarto lugar na lista das causas globais de morte, depois da hipertensão, tabagismo e hiperglicemia, não só porque ajuda a aumentar a cintura.
Até um pouco de exercício tem um efeito benéfico para a saúde, mesmo que as pessoas não percam os quilos extras. Uma pesquisa apresentada em 30 de agosto em uma conferência de cardiologia em Londres sugeriu que andar rápido durante 25 minutos por dia acrescenta de três a sete anos de vida. Um estudo mais abrangente de pesquisadores da Universidade de Cambridge examinou 300 mil europeus ao longo de 12 anos. A pesquisa mostrou que uma caminhada rápida diária de 20 minutos, ou o equivalente, diminui em um quarto a taxa anual de mortalidade em pessoas com o peso normal e em 16% em pessoas obesas. O exercício físico salvaria o dobro de vidas, assim como o fim da obesidade, disse Ulf Ekelund, o principal pesquisador do estudo.
Mas uma caminhada de 20 minutos por dia está abaixo do mínimo de exercício recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, os adultos devem fazer pelo menos 150 minutos semanais de exercício moderado, como uma caminhada ou um passeio de bicicleta (até o ponto em que “você consegue falar, mas não cantar a letra de uma música”, como o National Health Service do Reino Unido esclarece), ou 75 minutos de uma atividade mais forte como correr ou nadar. Os adolescentes precisam fazer pelo menos uma hora de exercício por dia.
Poucos lugares no mundo têm o hábito de incentivar a prática de exercícios físicos com regularidade. De acordo com um estudo comparativo de faixas etárias diferentes, a Colômbia e os países ricos do Oriente Médio lideram o ranking mundial de sedentarismo. Os holandeses, os ciclistas mais entusiasmados da Europa, têm um desempenho muito melhor.

Fonte-opiniao

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A vacina contra dengue

        A vacina contra dengue do laboratório francês Sanofi é eficaz em mais de 80% dos pacientes afetados pela infecção, de acordo com uma nova análise independente publicada nesta segunda-feira.
A vacina experimental permitiu que fosse evitada a hospitalização de 80,8% das crianças a partir de nove anos, que participaram de três testes clínicos analisados pelo periódico médico americano New England Journal of Medicine (NEJM). Na faixa de dois a oito anos, a eficácia média foi de 56%.
Em 93,2% dos casos, a vacina também protegeu contra a forma mais grave da doença no grupo de crianças de nove a 16 anos; e, em 44,5%, no grupo de dois a oito anos, afirmaram os autores da análise.
Também se observou, porém, um aumento inexplicável de casos de internação por dengue durante o terceiro ano da vacina entre as crianças com menos de nove anos. Os pesquisadores sugerem que o fenômeno deve ser "cuidadosamente observado" no longo prazo.
"O risco de contrair dengue era menor entre as crianças vacinadas do que entre as que não foram", concluíram os responsáveis pelo estudo.
Em nota, a Sanofi disse que "essa vacina experimental tem o potencial de reduzir significativamente a carga que essa doença tem nos países onde é endêmica".
Os dados publicados no NEJM correspondem a um período de três a seis anos em três testes clínicos realizados com 10.275 e 20.869 pessoas, respectivamente. Os participantes são do Pacífico Asiático e de regiões tropicais e subtropicais da América Latina.
A incidência de dengue cresceu de forma acentuada desde a década de 1950, com 50 milhões de casos anuais. Destes, cerca de 500.000 são do tipo hemorrágico, mortal em mais de 20% dos casos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mão amputada de homem é enxertada em sua perna por um mês

A mão do homem foi enxertada com êxito aos pulsos, depois de um mês, quando os nervos e tendões haviam se curado do trauma. A operação rara foi realizada em um hospital em Changsha, capital da província de Hunan, na China.
Zhou teve sua mão esquerda decepada durante um acidente de trabalho, envolvendo uma máquina de lâmina. Ele foi levado para o Hospital Xiangya, em Changsha, onde os médicos avaliaram sua situação. 
Tang Juyu, chefe de microcirurgia no hospital, decidiu que ele poderia dar uma chance para Zhou 'reviver' sua mão perdida com uma operação que ele e sua equipe já haviam realizado com sucesso uma vez, em 2013, em circunstâncias semelhantes.
Tanto o braço quanto a mão decepada de Zhou ficaram gravemente feridos após o acidente, e os médicos foram incapazes de anexá-la imediatamente, optando permitir que os nervos e tendões se curassem com o tempo.
Tang e sua equipe decidiram enxertar a mão esquerda de Zhou em seu tornozelo direito. “Sob temperaturas normais, para um dedo cortado retomar o fornecimento de sangue, precisa de um prazo de 10 horas, mas o tempo é ainda mais curto para um membro separado. Se um membro sofre com a falta de sangue por muito tempo, os seus tecidos morrem e ele será irrecuperável”,explicou.
A mão de Zhou foi mantida ‘viva’, em seu tornozelo por mais de um mês. Em seguida, Tang e sua equipe a recolocaram com sucesso em seu braço, em uma cirurgia de 10 horas. De acordo com o Dr. Tang, Zhou agora é capaz de mover seus dedos ligeiramente, mas ainda vai precisar de muita reabilitação antes de recuperar a plena utilização da mão. 
Fonte-controledamente

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Por que algumas pessoas envelhecem mais rápido?

A chave para entender o envelhecimento pode estar na compreensão do fenômeno que faz os relógios biológicos das pessoas funcionarem em ritmos diferentes. É o que sugere uma nova pesquisa liderada pelo professor americano Daniel Belsky, da Duke University.
Publicada na segunda-feira, 6, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa avaliou a saúde de 1.000 pessoas que nasceram entre 1972 e 1973, na cidade costeira de Dunedin, na Nova Zelândia. Os pesquisadores calcularam a “idade biológica” de cada voluntário aos 38 anos com base em uma vasta gama de biomarcadores. As medições incluíram aptidão cardiorrespiratória, função pulmonar, dos rins e fígado, sistemas metabólicos e imunes, saúde dental, condição das gengivas e função cognitiva, entre outros fatores.
Os pesquisadores avaliaram os voluntários aos 26, 32 e 38 anos e descobriram que, enquanto a maioria deles envelheciam a um ritmo normal – com alterações fisiológicas condizentes com a passagem de um ano cronológico – alguns deles envelheciam de maneira surpreendentemente mais lenta ou mais rápida.
De fato, pesquisadores descobriram que a “idade biológica” dos voluntários aos 38 anos variava de 30 anos a quase 60 anos.
“Os participantes do estudo que envelheceram mais rápido experimentaram dois a três anos de mudanças fisiológicas em um único ano. Eles tinham, em geral, pior equilíbrio e coordenação motora e eram fisicamente mais fracos”, diz o estudo.
Segundo Belsky, estes voluntários relataram ter mais problemas com tarefas básicas, como subir escadas ou carregar mantimentos. Além disso, aqueles que envelheceram mais rápido também mostraram mais sinais de declínio cognitivo. Suas pontuações de QI, que de acordo com estudos anteriores deveriam permanecer relativamente estáveis na vida adulta, já eram inferiores aos 38 anos.
O estudo é significativo porque avaliou jovens adultos, enquanto a maioria das pesquisas de envelhecimento estuda pessoas de 50, 60, e 70 anos.
“Nossos resultados indicam que processos de envelhecimento podem ser quantificados em pessoas ainda jovens o suficiente para ser possível prevenir doenças relacionadas com a idade, abrindo uma nova porta para terapias antienvelhecimento”, escreveram os pesquisadores.
Belsky disse que, no futuro, a idade biológica de uma pessoa poderia servir como uma simples medida de saúde, para ajudar pacientes a entender melhor a bateria de números que recebem de seus médicos atualmente.
“Um único número seria muito mais fácil de processar”, disse.
Fonte-opiniao

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Sensor nanotecnológico detecta câncer e doenças nervosas

Pesquisadores brasileiros usaram a nanotecnologia para construir um sensor microscópico capaz de identificar os biomarcadores de várias condições patológicas.
O dispositivo deverá ajudar a realizar o diagnóstico precoce de alguns tipos de câncer e de enfermidades do sistema nervoso, como esclerose múltipla e neuromielite óptica.
O nanobiossensor foi desenvolvido inicialmente para a detecção de herbicidas, metais pesados e outros poluentes.
Mas os pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) logo perceberam que ele tinha potencial para usos médicos.
Nanobiossensor
O nanobiossensor consiste em uma haste nanométrica de nitreto de silício (Si3N4) ou de silício (Si), com constante elástica de ordem molecular. Na extremidade da haste, há uma ponta à qual é acoplada uma enzima ou uma proteína.
Quando essa molécula entra em contato com algum alvo de interesse (anticorpo, antígeno etc.), a haste dobra-se por causa da adesão entre as duas moléculas. E a deflexão é detectada e medida pelo equipamento, possibilitando identificar o biomarcador.
"Começamos detectando herbicidas e metais pesados e, agora, já estamos realizando testes para detectar moléculas-alvo características de doenças do sistema nervoso, em parceria com outros pesquisadores de centros de referência em estudos de doenças desmielinizantes," disse Fábio de Lima Leite, coordenador do grupo de pesquisa.
O exame segue um princípio muito simples, bastando colher o líquor do paciente, pingar uma gota em uma lâmina de vidro e fazer o material interagir com o nanobiossensor. Todo este procedimento, contudo, deve ser realizado em condições controladas de laboratório.
Fonte-diariodasaude


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dengue: vacina poderá ser lançada este ano

A vacina contra a dengue da Sanofi Pasteur será lançada até o final deste ano ou no início de 2016. O produto está pronto, mas ainda precisa ser liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), informou a empresa nesta segunda-feira.
"Estamos reunindo toda documentação para enviar às agências reguladoras de vários países, inclusive a do Brasil, ainda no primeiro semestre", afirmou Sheila Homsani, do departamento médico da Sanofi.
A empresa vem investindo no desenvolvimento clínico da vacina há 20 anos e destaca que, atualmente, é a que está em estado mais avançado. O Instituto Butantan, de São Paulo, também desenvolve uma vacina contra a dengue, mas os testes estão na segunda fase - a terceira e última fase pode levar três anos.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) quer antecipar o uso da vacina no Estado de São Paulo, que está à beira de uma epidemia. A terceira fase de testes seria ampliada para atingir um maior número de pessoas. O pedido de antecipação será apresentado à Anvisa.
A Sanofi Pasteur informou que a fase três de testes é fundamental para análise de eficácia da vacina em diferentes contextos epidemiológicos.
Um dos estudos, realizado na América Latina, incluindo o Brasil, envolveu mais de 20 mil participantes em cinco países - crianças e adolescentes com idades entre 9 e 16 anos.
O estudo mostrou que a vacina reduziu 60,8% dos casos de dengue na população vacinada e foi eficaz contra os quatro sorotipos da doença. Também reduziu em 95,5% os casos graves e em 80,3% o risco de internações.
A vacina da Sanofi deve ser aplicada em três doses, uma a cada seis meses, para dar uma resposta equilibrada para os quatro tipos de vírus. A empresa investiu na construção de uma fábrica próximo a Lyon, na França, com capacidade para produzir 100 milhões de doses por ano.

O custo da vacina ainda não foi dimensionado. Até esta segunda, a empresa não havia sido procurada por órgãos do governo estadual e federal para apresentar sua vacina.

terça-feira, 17 de março de 2015

Ter um Propósito na Vida Faz Bem Ao Coração



De acordo com um novo estudo conduzido por pesquisadores do Mount Sinai St. Luke e do Mount Sinai Roosevelt, nos Estados Unidos, ter um alto senso de propósito na vida pode reduzir o risco de morte, de doença cardíaca e de acidente vascular cerebral.
O artigo foi apresentado no dia 6 de março durante o congresso da Sociedade Americana do Coração. De acordo com o estudo, um propósito claro de vida está associado a 23% de redução da mortalidade e 19%, especificamente, de doenças cardiovasculares, como ataque cardíaco e derrame.
A análise define como “propósito de vida” um senso de significado e direção, que trazem uma sensação de que a vida vale a pena ser vivida. "Desenvolver e aperfeiçoar metas pessoais poderia proteger a saúde do coração e potencialmente salvá-la", diz o principal autor do estudo Randy Cohen.
"Como parte da nossa saúde em geral, devemos nos perguntar 'eu tenho um propósito em minha vida?” Se não, você precisa trabalhar em direção à meta importante de obtenção de um para o seu bem-estar geral", afirma.
Os pesquisadores revisaram 10 estudos relevantes com os dados de mais de 137 mil pessoas para analisar o impacto do senso de propósito sobre as taxas de mortalidade e risco de eventos cardiovasculares.
Coautor do trabalho e diretor de Programas de Bem-Estar e Prevenção do hospital Mount Sinai, Alan Rozanki ressalta que estudos anteriores já haviam ligado uma variedade de fatores de riscos psicossociais a doenças cardíacas, tanto negativos, como ansiedade e depressão, quanto positivos, como otimismo e apoio social.
Mas o novo levantamento pode direcionar pesquisas futuras para "avaliar a importância de criarmos propósitos como fator determinante para a saúde e bem-estar" e despertar este senso nas pessoas.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Médico italiano está se preparando para realizar o primeiro transplante de cabeça no mundo



Um médico italiano está se preparando para realizar o primeiro transplante de cabeça no mundo.
Dr. Sergio Canavero, um cirurgião italiano, acredita ser capaz de realizar o procedimento para dar às pessoas um novo e saudável corpo.
Sua intenção é ajudar pacientes com lesões na medula espinhal, doenças musculares ou pessoas cujos corpos estão afetados pelo câncer.
Segundo o médico, o procedimento envolveria dois pacientes: um com morte cerebral e outra com algumas das lesões mencionadas acima.
A cabeça saudável seria removida e colocada no corpo saudável. Uma vez que todo o procedimento terminasse, o paciente seria colocado em coma por quatro semanas para que a cabeça seja completamente fixada no novo corpo.
Canavero deve anunciar seus planos em uma conferência realizada no fim deste ano. Caso receba apoio de outros médicos, deve realizar a primeira operação do tipo em 2017.
Fonte-gadoo