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domingo, 19 de junho de 2016

O sucesso dos tratamentos personalizados de pacientes com câncer estão sedimentando o caminho para a cura da doença

     “Cura” não é uma palavra usada com frequência pelos oncologistas. Em geral, falam de “remissão” da doença. Mas nos últimos cinco anos os tratamentos de pacientes com câncer progrediram muito. Mais de 70 novos medicamentos foram lançados no mercado e a descrição dos efeitos de alguns deles como algo revolucionário não é uma hipérbole, pelos menos para os pacientes que tiveram a sorte de reagir bem à sua ação.
O diagnóstico de um melanoma em estágio avançado significava uma sentença de morte. A expectativa de vida em média era de seis a nove meses. Mas os recentes medicamentos imuno-oncológicos, que utilizam o sistema imunológico do corpo para combater os tumores, são tão eficazes que, em cerca de um quinto dos casos, alguns especialistas consideram que os pacientes foram curados.
Esse tipo de notícia otimista está dando um novo vigor às pesquisas sobre o câncer. Na conferência anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), realizada de 3 a 7 de junho em Chicago, os médicos não só mostraram os novos medicamentos, como também relataram a evolução do uso dos remédios existentes. Os diagnósticos estão mais precisos, os métodos modernos examinam os pontos fracos de cânceres em partes do corpo que as biópsias convencionais não conseguem alcançar e detectam tumores em lugares antes impossíveis de localizar. Em consequência, os médicos estão adotando a abordagem da medicina personalizada, na qual os tratamentos são adaptados às características específicas dos pacientes e dos tipos de câncer.
Hoje, o câncer é visto menos como uma doença de determinados órgãos, e sim como uma disfunção do mecanismo molecular causada pela mutação de genes específicos. Um estudo apresentado na ASCO revelou que 29 dos 129 pacientes reagiram bem aos medicamentos originalmente aprovados para uso em partes do corpo diferentes da localização dos tumores desses pacientes. Além disso, os medicamentos que têm como alvo o gene HER2 presente em alguns tipos agressivos de câncer de mama e de estômago tiveram uma resposta positiva.
Esses medicamentos impedem o crescimento de uma proteína produzida em excesso em tumores HER2-positivo e reduz os tumores. Sete dos 20 pacientes com câncer colorretal, três dos oito com câncer de bexiga e três dos seis com câncer de via biliar reagiram bem a esses remédios.
O tratamento personalizado de pacientes com câncer já é uma realidade. Com a detecção de problemas em estágio inicial e o começo do tratamento logo em seguida as chances de salvar vidas são muito maiores. Um conhecimento mais profundo dos processos subjacentes do câncer ampliará o número de vidas que a medicina quer salvar. Ainda há um longo caminho a percorrer. Mas aos poucos e com uma lógica inexorável os tribunais de apelação da oncologia estão rasgando as sentenças de morte de pacientes com câncer.

Camisinhas: muitos adolescentes usam o preservativo de modo incorreto

      Um novo estudo sobre a distribuição de camisinhas em escolas revelou um resultado surpreendente. Os pesquisadores da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, notaram que houve um aumento de 10% de nascimentos entre adolescentes nestas escolas. Mas o problema não é a camisinha em si, mas a falta de instrução de como usá-la corretamente.
O estudo diferenciou escolas que instruíam os alunos daquelas que apenas davam a camisinha. Eles compararam os resultados antes e depois da adoção do programa  e compararam estes números com os nascimentos entre adolescentes em escolas que não davam camisinhas.
O aumento de 10% entre escolas que dão camisinhas foi causado, na maior parte dos casos, porque as escolas não ensinavam como usá-las. Segundo os autores do estudo, as escolas que ensinavam a usar o preservativo ou mantiveram as mesmas taxas do que antes da adoção do programa ou tiveram uma diminuição.
Apesar das camisinhas parecem simples, cerca de 18 entre 100 dos usuários do preservativo acabam tendo um filho no ano, isto ocorre em grande parte dos casos por conta do uso do preservativo de modo incorreto.
Um estudo revelou ainda que 40% dos estudantes do sexo masculino não deixaram nenhum espaço na extremidade da camisinha em nenhuma ocasião nos últimos três meses, além disso, 15% deles tiravam a camisinha antes do final da relação sexual.
Além da falta de educação sexual, outro fator pode ser a falta de contraceptivos orais ou de métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC, na sigla em inglês), que são mais eficazes para prevenção de gravidez do que de doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, é necessário ir ao médico para usá-los, o que pode ser difícil para um adolescente que não fala com os pais sobre sexo.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

No Brasil mosquitos transmitem 37 tipos vírus


      Após o vírus da zika surpreender com sua rápida disseminação e possível associação com a microcefalia, especialistas brasileiros alertam para os riscos de outras doenças virais transmitidas por mosquitos, as chamadas arboviroses.
Nas últimas três décadas, mais que dobrou o número de arbovírus catalogados no Brasil. Segundo registros do Instituto Evandro Chagas, órgão referência em medicina tropical e vinculado ao Ministério da Saúde, já circulam no território nacional 210 arbovírus, ante 95 na década de 1980. Pelo menos 37 são capazes de provocar doenças em humanos e três deles chamam a atenção por já terem causado pequenos surtos em áreas urbanas.
Uma delas é a febre do Mayaro, doença com sintomas parecidos com os da chikungunya e transmitida por mosquitos do gênero Haemagogus, mesmo vetor da febre amarela silvestre. A arbovirose já foi registrada em vários Estados do Norte e Centro-Oeste. Os mais recentes dados epidemiológicos disponíveis no site do Ministério da Saúde mostram que, entre dezembro de 2014 e junho de 2015, foram 197 notificações distribuídas por nove Estados brasileiros. Não há registros de mortes provocadas pela doença, mas, assim como na chikungunya, os infectados podem permanecer com dores articulares por semanas ou meses.
Caracterizada por quadros febris altos e dores intensas de cabeça, a febre do Oropouche é outra arbovirose que já causa surtos localizados, sobretudo em Estados da região amazônica, até mesmo em bairros de capitais como Manaus e Belém. Transmitida por um mosquito conhecido como maruim, do gênero Culicoides, a doença já foi notificada nas últimas décadas em todas as regiões brasileiras, com exceção do Sul, e também não costuma levar à morte.
Há ainda a encefalite de Saint Louis, doença transmitida principalmente por mosquitos silvestres do gênero Culex – o mesmo do pernilongo comum, que pode causar comprometimento neurológico e já foi responsável por um surto em São José do Rio Preto, no interior paulista, em 2006.
De acordo com o virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas e pesquisador participante do grupo que catalogou boa parte dos arbovírus no País, embora essas três doenças sejam transmitidas principalmente por insetos silvestres de diferentes gêneros, há experimentos científicos que já indicam que mosquitos Aedes também teriam capacidade de transmiti-las.
“No caso da febre do Oropouche, por exemplo, o Aedes nunca foi encontrado infectado na natureza, mas um estudo experimental em laboratório mostrou que ele pode ser vetor dessa doença e que seria um bom transmissor”, afirma o especialista.
Segundo Vasconcelos, o fato de os três vírus estarem presentes no Brasil há mais de 60 anos, eles foram isolados entre as décadas de 1950 e 1960, sem terem causado epidemias de alcance nacional não permite dizer que nunca farão estragos. “Eu não quero ser pessimista, mas o zika passou 60 anos no mundo sem causar nenhum problema e vimos o que aconteceu (foi descoberto em 1947 na África). Não dá para dizer que esses três vírus não provocarão nenhum problema por já estarem no Brasil. Pode ser que nunca causem, mas é bom não duvidar”, diz o diretor do Instituto Evandro Chagas, que cobra mais pesquisas na área.
“Dos 210 arbovírus catalogados no Brasil, há esses 37 que já comprovamos que causam doença em humanos, mas, do restante, a maioria a gente desconhece completamente”, diz.

Fonte-Uol

domingo, 13 de março de 2016

A prática do jejum


         Em todo o mundo, milhões de pessoas jejuam periodicamente por razões religiosas e espirituais. Mas um número crescente passou a ver a prática como fonte de saúde e longevidade também. Nos últimos anos o jejum praticado esporadicamente tem atraído cada vez mais adeptos, além de conquistar aprovação científica.
A prática tem sido endossada em livros best-sellers e promovida por celebridades como o ator Hugh Jackman recentemente, mas o jejum tem adeptos há milhares de anos. Hipócrates e Platão foram alguns dos primeiros defensores da prática.
Mark Mattson, neurocientista do Instituto Nacional para o Envelhecimento, em Maryland, afirma que os seres humanos se adaptam à falta de alimentos: durante a maior parte da história humana, o acesso esporádico à comida era a norma, especialmente para os caçadores-coletores. Como resultado, o fígado e os músculos humanos são capazes de armazenar carboidratos rapidamente acessíveis na forma de glicogênio, e o nosso tecido adiposo mantém reservas de energia que podem sustentar o corpo por semanas na falta de comida.
“De uma perspectiva evolutiva, é bastante evidente que os nossos antepassados ​​não comiam três refeições por dia mais lanches”, disse Mattson.
Valter Longo, o diretor do Instituto de Longevidade da Universidade do Sul da Califórnia, inicialmente estudou os efeitos do jejum em camundongos. Seu estudo mostrou que dois a cinco dias de jejum  a cada mês reduz biomarcadores para diabetes, câncer e doenças cardíacas nos tatos. A pesquisa desde então incluiu pessoas, e os cientistas observaram uma redução semelhante em diversos fatores de risco associados a doenças.
Longo diz que os benefícios à saúde poderiam estar associados ao fato de que o jejum reduz a insulina e outro hormônio chamado IGF-1, que estão ligados ao câncer e à diabetes. A teoria é que reduzir os níveis desses hormônios pode desacelerar o crescimento celular, o que ajudaria a retardar o processo de envelhecimento e o desenvolvimento de fatores de risco para algumas doenças.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Azeite, o anti-barriga!


Não é milagre. É ciência! Pesquisa comprova que duas colheres diárias de azeite ajudam a eliminar a gordura abdominal.
Depois de apelidado de "ouro líquido" por seus benefícios à saúde, foi descoberta mais uma vantagem sobre o consumo de azeite: ele impede o acúmulo de gordura na barriga. Incluir azeite extra virgem no dia-a-dia diminui os maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, gastrites, hipertensão, dores, osteoporose e até mesmo câncer. Mas a novidade é que um estudo coordenado por cientistas europeus acaba de apontar esse novo benefício que fascina principalmente as mulheres, inimigas número um da gordura abdominal.
A pesquisa foi publicada na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes, e comprovou que a ingestão diária de duas colheres das de sopa de azeite evita a formação de gorduras na região visceral, que resulta na indesejável barriguinha. "Ao consumir o azeite extra virgem, estamos ingerindo 77% de gordura monoinsaturada, 14% de saturadas e 9% de polinsaturadas, o que torna o óleo mais saudável em relação aos outros", disse o cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração, Dr. Daniel Magnoni.
O estudo foi realizado por especialistas do Hospital-Universidade Reina Sofia e Instituto Salud Carlos III, da Espanha, e Universidade de Cambridge, da Inglaterra acompanhou pacientes com gordura abdominal acumulada que receberam, por um período de 28 dias cada, três tipos de dietas: uma baseada em gordura saturada, a segunda com monoinsaturada e a última com carboidratos. A conclusão da pesquisa foi que uma dieta rica em gorduras monoinsaturadas retrai a distribuição da gordura na região da barriga.

Os benefícios do azeite

O azeite extra virgem é reconhecido pelo FDA - Food and Drug Administration, como um alimento com características funcionais que, pela presença de antioxidantes, fortalece o sistema imunológico. Enquanto os outros óleos são produzidos a partir das sementes, o azeite é o único óleo extraído da fruta (azeitona), que possui gordura monoinsaturada, vitaminas, antioxidantes e minerais, além de ser fonte de vitamina E. O azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a elevar o HDL (colesterol "bom") e a reduzir o LDL (colesterol "ruim"). Cerca de 20% das calorias diárias consumidas por uma pessoa devem vir da gordura monoinsaturada, 10%, da poliinsaturada e até 7%, da saturada. No caso de diabetes, a substituição de gordura saturada e do carboidrato pelo azeite (gordura monoinsaturada) melhora a resistência à insulina e conseqüentemente diminui a glicemia do diabético. "Há muito tempo as dietas recomendadas pelos cardiologistas, endocrinologistas e nutrólogos utilizam o aumento de gordura monoinsaturada em substituição ao carboidrato", conclui Dr. Magnoni.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Doenças de pele: as dez mais comuns durante o verão

Calor e umidade. Esta combinação é responsável pelo aparecimento de muitas doenças de pele no verão, que interferem na saúde de quem quer aproveitar os dias mais quentes do ano.
Para ajudar a evitar esses e outros problemas, a medicina explica quais são as doenças mais comuns nessa estação, além de dar dicas de prevenção para quem trabalha exposto ao sol, ou não:

Acne solar: a mistura de calor, suor e protetor solar aumenta a oleosidade da pele e favorece o aparecimento de bolinhas nos ombros, peitos e costas, com ou sem a presença de pus. Esteticamente muitas pessoas se incomodam, mas não há agravamento da doença. O simples fato de lavar sempre a pele diminui a oleosidade e a acne solar tende a ir melhorando gradativamente.
 Bicho geográfico: é uma larva que penetra na pele e causa muita coceira, vermelhidão e inchaço. A transmissão ocorre geralmente em praias, onde há fezes de cães e gatos, que contaminam um raio de dois metros de areia. As pessoas que pisam, sentam ou tem contato com qualquer parte do corpo com a areia contaminada podem contrair a doença. A larva caminha sob a pele e o desenho que se forma é semelhante a um mapa geográfico. O tratamento é feito por vermífugo via oral e a pele vai se recuperando gradativamente.
 Câncer de pele: uma das causas é a exposição solar excessiva ao sol. Quem tem pele muito clara e sensível é mais prejudicado. A prevenção consiste em não se expor ao sol no horário das 10h às 16h, usar filtro solar diariamente, inclusive nos dias nublados e com mormaço, já que a radiação ultravioleta está presente nesses dias também. Lesões como pintas que mudaram de características, feridas que não cicatrizam, lesões endurecidas devem ser avaliadas por um dermatologista.
 Foliculite: é uma inflamação causada por bactérias que aparece como pequenas espinhas, de ponta branca, na base do pelo, que em geral fica avermelhado. É comum o aparecimento na virilha e no glúteos, podendo coçar, e doer. Normalmente esta inflamação sara sozinha, mas em casos mais graves é importante o acompanhamento de um dermatologista. O tratamento consiste em usar roupas mais leves, evitar locais quentes e não fazer a depilação ou raspagem dos pelos.
 Herpes labial: praia é sinônimo de muito sol, ingestão de álcool, alimentos fritos e desidratação, a combinação perfeita para a queda da imunidade e o aparecimento da herpes labial, uma infecção viral e contagiosa com a presença de pequenas bolhas doloridas. Mesmo o uso do protetor solar não inibe o avanço da doença. Os sintomas desaparecem entre uma e duas semanas. Medicamentos antivirais e pomadas podem ser prescritos por um médico para aliviar a dor e cicatrizar as lesões. O vírus pode apresentar novos episódios sempre que a imunidade baixar.
 Impetigo: é uma infecção de pele causada por bactérias, comum nas estações mais quentes do ano. Em geral, as crianças são as principais vítimas, mas pode ocorrer em adultos também. O rosto e as extremidades do corpo são as regiões mais comuns do aparecimento da doença. Qualquer lesão de pele preexistente pode facilitar o aparecimento do impetigo, como sarna, dermatite, catapora e picada de inseto. A bactéria causa uma inflamação avermelhada, que evolui para uma bolha e, ao romper causa uma ferida com uma crosta cor de mel. O impetigo pode ser uma doença localizada ou disseminada. O tratamento pode ser tópico com cremes e pomadas ou medicação via oral.
 Micose entre os dedos dos pés e virilha: conhecida também como pé-de-atleta ou frieira quando acomete os pés, são fungos que proliferam na pele e causam irritação e coceira. Dependendo da ferida, pode provocar uma infecção. A transmissão nunca ocorre em praias, mas sim em piscinas, já que o fungo se desenvolve em lugares quentes e úmidos, conjunto ideal para o desenvolvimento do fungo. A principal dica é secar bem o corpo após o banho, principalmente a virilha e os pés, além de usar talco. O tratamento é feito com medicamentos via oral e pomada. Deixar as regiões sempre arejadas também contribui para a melhora do quadro.
 Miliária/ Brotoeja: mais comum em crianças, são pequenas bolas e bolhas que surgem em cima da pele avermelhada, porque as glândulas que produzem suor aumentam sua produção e o suor penetra na pele comum na região do pescoço e tronco. Medicamentos podem ser utilizados para aliviar a coceira e evitar que as crianças machuquem a pele e favoreça o aparecimento de outras doenças. O tratamento consiste em usar roupas de tecidos leves e largas e ficar em ambientes frescos, evitando suar muito.
 Pano branco: é uma micose comum na pele causada por um fungo, que só é notada quando a pessoa se expõe ao sol. Os sintomas são manchas brancas na pele, mas em alguns casos elas podem ser castanhas ou avermelhadas. O tratamento pode ser feito com xampu, pomada e até comprimido e, em geral, desaparece em até 60 dias após o início da medicação.

 Queimadura na pele por limão, abacaxi e perfume: fazer caipirinha com estas frutas ou passar perfume antes de se expor ao sol é um grande risco para o surgimento de manchas escuras na pele, conhecidas por fitofotomelanose e fotomelanose. Nos casos mais graves, bolhas podem aparecer, acompanhadas de coceira e sensação de ardência. Para evitar é importante lavar bastante a pele com sabão e usar protetor solar. O desaparecimento das manchas ocorre de forma espontânea com o passar do tempo. Cremes despigmentantes podem ser utilizados para acelerar o processo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Brasil e EUA contra o zika


O Brasil e os Estados Unidos planejam o desenvolvimento e a produção de uma vacina contra o zika vírus. Segundo revelou ao jornal O Estado de S. Paulo o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, os dois governos devem costurar um acordo nesta semana, em Genebra.
A iniciativa ocorre no momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) emite um alerta de que a doença deve se espalhar pela maior parte do continente americano. "Para esse desenvolvimento de uma vacina, poderemos estabelecer uma rede de cooperação com os Institutos Nacionais de Saúde americanos (NIH, sigla em inglês)", declarou Barbosa que está na Suíça para reuniões na OMS.
Segundo ele, a entidade americana reúne centros que já trabalham com o Brasil na vacina da dengue em desenvolvimento pelo Instituto Butantã de São Paulo. "Vamos ter uma conversa aqui em Genebra com os americanos exatamente para isso", revelou. Barbosa, porém, aponta que a aliança não estará fechada à participação exclusiva do Brasil e dos Estados Unidos. "Outros países poderão se unir. É uma preocupação global", disse.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Exercício mental online mantém cérebro 'afiado'


        Treinar o cérebro por meio de jogos online que exercitam a memória e o raciocínio é benéfico para os mais velhos, concluiu estudo de grande porte.
Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King's College de Londres afirmam que os exercícios mentais mantiveram as mentes dos participantes do experimento "afiadas", ajudando-os na realização de tarefas diárias - como fazer compras e cozinhar.
Quase 7 mil pessoas de 50 anos ou mais participaram do estudo, que durou seis meses e foi feito em parceria pelo King's College e o programa de TV da BBC Bang Goes the Theory.

Fonte-g1

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Uso excessivo de celular causa dores musculares

       O uso excessivo de celular tem sido apontado por especialistas como a causa de transtornos ortopédicos, como dores na região do pescoço, nos ombros e nas mãos.
A tensão na coluna cervical (região do pescoço) conforme a inclinação da cabeça foi avaliada em um estudo recente publicado no periódico Surgical Technology International.
À medida que uma pessoa inclina sua cabeça para baixo, o pescoço tem que sustentar cada vez mais peso.
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, a médica Liliana Jorge, do Hospital Albert Einstein, explica que “os músculos (da região do pescoço e dos ombros) ficam contraídos e pouco oxigenados. Isso traz dor e sensação de formigamento e queimação”. Há ainda o risco de surgirem lesões mais graves, como artrose.
As pessoas que passam o dia inteiro digitando em seus aparelhos eletrônicos podem também sentir dores causadas por movimento de repetição.
Especialistas ouvidos pela Folha recomendam a diminuição do uso do celular. Para aqueles que não conseguem ficar longe de seus aparelhos, os médicos recomendam alguns cuidados, como evitar abaixar tanto a cabeça erguendo o aparelho para que o centro da tela fique na altura dos olhos e também apoiar braços e antebraços para evitar que fiquem sobrecarregados.
Exercícios para o fortalecimento dos músculos também podem ajudar, assim como pausas de 15 minutos a cada 40 minutos utilizando o celular.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Governo de Pernambuco decreta emergência por causa do Aedes

        O estado de Pernambuco decretou neste domingo, 29/11, estado de emergência por causa do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, do vírus zika e da chicungunya.
A decisão foi tomada após o Ministério da Saúde após confirmar a relação entre um surto de microcefalia e o vírus zika na gravidez. O zika também está sendo associado a uma doença autoimune que pode causar paralisia, chamada síndrome de Guillain-Barré.
Embora os casos ainda estejam concentrados no Nordeste, estados de outras regiões do país já estão se preparando para enfrentar um possível aumento do número de bebês com microcefalia.
São Paulo, por exemplo, passará a oferecer teste para zika no SUS. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o infectologista David Uip, secretário de Saúde do estado de São Paulo, diz que “a situação é extremamente grave. Os casos de zika estão concentrados no Nordeste, mas nada garante que será diferente por aqui. Não há fronteiras para o mosquito”.
Uip comparou a gravidade da situação atual com a enfrentada na década de 1980, com o início da epidemia de Aids: “É como foi na Aids. Não sabíamos nada sobre o vírus, fomos aprendendo no dia a dia. O zika é diferente de tudo o que vimos até hoje”.
Em Salvador, na Bahia, haverá no próximo final de semana um mutirão de exames em bebês com microcefalia para avaliar a extensão das lesões no cérebro.
Especialistas alertam que está sendo muito comuns as lesões cerebrais só aparecerem no ultrassom após a 26ª semana de gestação.
Fonte-opinião


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

?Exames para o câncer de próstata: fazer ou não fazer¿


Você talvez já saiba que o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil. Só perde para o câncer de pele. E, nesse mês, uma campanha chama atenção pra importância de fazer todo ano os exames que ajudam a detectar a doença. Mas essa recomendação não é consenso entre os médicos. O INCA e o Ministério da Saúde dizem que pra homens saudáveis, os exames podem trazer mais danos do que benefícios.
A campanha Novembro Azul defende a importância dos exames de rotina para todos os homens com mais de 50 anos. E a partir de 45 anos, para homens negros ou que tenham casos da doença na família.
"Por ano, são diagnosticados 69 mil novos casos de câncer de próstata", a campanha afirma.
A próstata é uma glândula exclusiva dos homens, que fica embaixo da bexiga. Produz o sêmen, liberado no ato sexual.
Seu Isaías aprendeu a lição:
“Por enquanto, eu prefiro me prevenir. É melhor do que remediar”, diz Seu Isaías.
O exame de sangue, chamado PSA, e o toque retal, podem indicar alterações na próstata.
“De dez casos diagnosticados com câncer de próstata, em oito deles o PSA levantou a suspeita para fazer o diagnóstico. Mas em dois deles, o PSA é normal e o toque retal é alterado – e aí, graças ao toque retal alterado, foi feito a suspeita e a biópsia, que confirmou o resultado”, conta Fernando Maluf, consultor científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.
Só que o uso desses exames de forma generalizada divide opiniões de médicos no Brasil, e lá fora também. O Instituto Nacional de Câncer e o Ministério da Saúde afirmam que, se você é um homem saudável sem sintomas da doença, como dificuldades para urinar, não precisa fazer os exames. Mas se achar necessário, procure antes com um médico para entender os riscos que eles representam.
O epidemiologista Arn Migowski, do INCA, diz que, na grande maioria dos casos, os homens têm tipos não agressivos do câncer. E poderiam conviver com a doença. Só que depois de diagnosticados, eles preferem fazer o tratamento.
“Você diagnostica cânceres que não iriam evoluir clinicamente, que a pessoa nunca sentiria nenhum sintoma, não ameaçaria a vida dela e você fazendo exame de rotina você detecta aquele câncer, que não iria evoluir, e acaba tratando aquele câncer”, afirma Arn Migowski.
E o tratamento tem sérias consequências. Ansiedade, incontinência urinária e impotência sexual, que atinge mais da metade dos homens que tiram a próstata.
A maior pesquisa sobre o assunto, feita na Europa, acompanhou mil homens durante 13 anos. Metade fez exames de rotina. A outra não. Por causa dos exames, 178 passaram por uma biópsia sem necessidade. Quatro deles foram hospitalizados com infecção e outras complicações.
Outros 102 foram diagnosticados com câncer de próstata. Desses, 33 tinham tumores sem maior gravidade e acabaram sofrendo as consequências do tratamento: o grupo que fez exames de rotina registrou cinco mortes. O que deixou de fazer teve seis.
Com base nesse estudo, Estados Unidos, Canadá e todos os países da Europa, exceto a Lituânia, não recomendam que homens saudáveis participem de campanhas para detectar o câncer de próstata.
O doutor Franz, que já operou centenas de pacientes, explica que infelizmente os exames não conseguem mostrar a diferença entre um câncer agressivo e um problema sem gravidade.
“PSA é uma das poucas ferramentas que nós temos para o câncer de próstata, não deve ser trazido para o rastreamento geral da população, que vai criar muito mais alarde e tratamentos desnecessários. Mas deve sim ser usado em todo o momento com o médico para analisar caso a caso”, defende Franz Campos, chefe do serviço de Urologia do INCA.
A Sociedade Brasileira de Urologia contesta os resultados da pesquisa. E diz que exames de rotina podem, sim, salvar vidas.
“Existe risco? Existe risco. Mas os benefícios são muito maiores. Existem homens que precisam ser tratados do câncer de próstata, porque se não vão morrer da doença. E a única forma de fazer o diagnóstico desse homem é uma avaliação precoce da doença”, afirma Lucas Nogueira, diretor Sociedade Brasileira de Urologia.
A Sociedade Brasileira de Medicina da Família diz que os pacientes precisam de mais informação.
“Muitas vezes se oculta à parte do risco, e só se divulga a parte do benefício. As pessoas têm que entender que a maioria das decisões médicas tem riscos e benefícios e nós profissionais da saúde temos que, cada vez mais, ajudar as pessoas a tomar as suas próprias decisões”, diz Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade.
Os especialistas concordam em dois pontos: você precisa conversar com seu médico antes de tomar qualquer decisão, e a melhor prevenção contra o câncer de próstata é ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e não fumar.
Fonte-globo


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Pernambuco: Governo declara emergência por casos de microcefalia

O Ministério da Saúde declarou na última quarta-feira (11) emergência em saúde pública de importância nacional para dar maior agilidade às investigações sobre o aumento de casos de microcefalia em recém-nascidos em Pernambuco registrados desde agosto desse ano. Durante entrevista, o ministro Marcelo Castro informou que o número de casos no estado não passava de dez por ano, mas nos últimos quatro meses, 141 casos foram confirmados em 44 municípios. 
"A microcefalia é uma anomalia congênita que se manifesta antes do nascimento e prejudica o desenvolvimento do cérebro dos bebês", disse o ministro. Castro explicou que os bebês com o problema nascem com perímetro cefálico menor que o normal, superior a 33 cm. "As sequelas são graves e associadas caso a caso", explicou. Em 90% dos casos, as microcefalias estão associadas com retardo mental. 
O diretor do Departamento de Vigilância Epidemológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, disse que o ministério está acompanhando a situação desde o dia 22 de outubro, quando foi notificada pela secretaria de saúde do estado e dos municípios. Ele informou que uma equipe de resposta rápida às emergências em saúde pública está em campo, fazendo investigações epidemiológicas, como revisão de prontuários e outros registros de atendimento médico da gestante e do recém-nascido, além de exames laboratoriais e de imagem. 
Maierovitch afirmou que ainda não é possível determinar a causa do aumento de casos da doença, que pode ser causada por substâncias químicas, agentes biológico, como bactérias, vírus e radiação. "Nenhuma hipótese está sendo descartada", disse o especialista. 
A recomendação do Ministério da Saúde é que as gestantes não usem medicamentos não prescritos e que façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos, além de relatarem aos médicos qualquer alteração que perceberem durante a gestação. 
"Combinamos com o estado de Pernambuco de fechar semanalmente boletins com o balanço da situação", disse o diretor. Segundo Maierovitch, o ministério também está apurando ocorrências da doença nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte com base em relatos de profissionais de saúde dos estados, mas as secretarias estaduais de saúde ainda não têm os números organizados. 
A situação já foi comunicada à Organização Mundial de Saúde e à Organização Pan-Americana de Saúde, conforme protocolos internacionais de notificação de doença.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Chá preto: benefícios e malefícios



O chá preto é uma poderosa bebida contra o diabetes, a hipertensão, as doenças cardiovasculares e o envelhecimento precoce.
Chá preto: benefícios, perigo a saúde - O brasileiro não tem о hábito de tomar chá após àѕ refeições, mаѕ ѕе о fizesse, tеrіаm muitos benefícios. O chá preto, que é feito соm а erva Camellia sinensis, а mesma dо chá branco е dо chá verde, porém, torrada. Portanto, veja quais ѕãо оѕ benefícios dо chá preto, entretanto, fiquem também роr dentro dоѕ perigos à saúde quе еlе pode oferecer.
Diabetes
Oѕ polissacarídeos presentes nо chá preto têm propriedades quе ajudam nо controle dа absorção de gorduras е açúcares, ou seja, da glicemia (açúcar no sangue) е do colesterol. Então, após аѕ refeições, beba uma xícara dessa bebida, logicamente, ѕеm açúcar, е tenha а ѕuа glicemia controlada.
Doenças Cardíacas
E роr ajudar а controlar о colesterol, о chá preto também é um grande aliado contra doenças cardiovasculares е а hipertensão, pois еlе faz uma verdadeira limpeza no organismo. Além do mais, еlе combate а formação de pedras na vesícula.
Câncer
Por possuir antioxidantes em ѕuа composição, о chá preto combate оѕ radicais livres, responsáveis реlа degeneração dаѕ células. Sendo assim, соm о ѕеu poder oxidante, а bebida ajuda о sistema imunológico а proteger о organismo contra doenças соmо о câncer. Beba о chá preto раrа prevenir о câncer е doenças cardiovasculares.
Envelhecimento Precoce
Do mеѕmо modo que оѕ antioxidantes presentes no chá preto combatem оѕ radicais livres раrа evitarem doenças соmо о câncer, еlеѕ também ѕãо ótimos agentes contra о envelhecimento precoce da pele е do organismo.
Emagrecedor
E раrа аquеlаѕ pessoas que pretendem perder оѕ quilinhos а mais, еѕѕе chá milagroso é а solução. Como еlе estimula о organismo а queimar gorduras, eliminando-as através da urina, beba 100 ml dele após àѕ refeições.
Além do mais, о chá preto previne о envelhecimento precoce е emagrece.
Outros Benefícios
O chá preto possui uma grande quantidade de potássio е magnésio. Sendo assim, é fortificante de ossos, músculos е nervos. E раrа completar, ainda possui flúor, que deixa оѕ dentes fortes е saudáveis.
Malefícios
Após toda еѕѕа lista de benefícios causados реlо chá preto, é а vez de apontarmos оѕ perigos que еlе pode oferecer à saúde. Rico em cafeína, еѕѕе chá faz соm que аѕ pessoas sofram de insônia, caso ѕеја ingerido antes de dormir. Além do mais, pode desidratar роr induzir о organismo а eliminar mаіѕ água que о necessário. Entretanto, ѕе vосê ingerir bastante água durante о dia, não haverá riscos.
O chá preto apresenta muito mаіѕ benefícios que malefícios à saúde. Portanto, saiba соmо ingeri-lo de forma correta раrа aproveitar somente о que еlе pode oferecer de bom раrа а manutenção do ѕеu organismo.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Doenças Transmitidas pelo Beijo

Dificilmente alguém discordaria da ideia de que “beijo é bom”. Tão bom que, não bastasse ser categorizado quanto aos “tipos” (“selinho”, “de esquimó”, “técnico”, “de novela”…) e de frequentemente ser cada vez mais evidenciado nos refrões de inúmeras músicas, já ganhou até dia próprio,12 de abril.
Popularmente, porém, diz-se que “tudo que é bom é ilegal, imoral ou engorda”. Não que este seja o caso do beijo, mas a verdade é que ele realmente pode transmitir algumas doenças, de modo que são necessários alguns cuidados na sua prática, já que os problemas podem ir desde um simples resfriado ao contágio da meningite, assim como também se estendem a outros que muitas pessoas acreditam só serem adquiridos sexualmente.
Segundo os especialistas, ocorre que existem doenças que se valem da troca salivar como um meio de contaminação, e, dada ser úmida e escura, a boca é o local propício para que os organismos que a habitam se desenvolvam. Desta perspectiva, a cavidade oral pode ser considerada uma “porta de entrada” para que nela se instalem diferentes bactérias e vírus.
A chamada “doença do beijo”, por exemplo, cientificamente denominada “mononucleose”, é uma dessas doenças. Uma vez infectado pelo vírus Epstein-Baar (EBV ou HHV-4), que permanece incubado no organismo de 30 a 45 dias, o indivíduo terá essa enfermidade permanentemente, podendo repassá-la a outras pessoas, tanto por meio do beijo quanto pelo compartilhamento de objetos contaminados e também pela transfusão de sangue. Infelizmente, a maior parte daqueles que a têm desconhece esse diagnóstico, pois, além de não deixarem sequelas, os sintomas da mononucleose são muito similares aos da gripe e/ou aos de outros males característicos principalmente do inverno, incluindo-se aí febre persistente, tosse, perda de apetite, calafrios, indisposição, etc.
Para que uma pessoa saiba se tem ou não a “doença do beijo” é preciso que sejam realizados alguns exames laboratoriais. Como nas demais viroses, a terapêutica se dá com a prescrição de antitérmicos, analgésicos, anti-inflamatórios e repouso.
Quando constatada a doença, é bastante comum que o paciente não se lembre de haver se relacionado com alguém que possa tê-lo contagiado, mas, a partir de então, a sua conscientização é absolutamente fundamental para que outros não continuem a sê-lo, mesmo porque uma forma de se prevenir a transmissão encontra-se justamente associada à relação com um(a) único(a) parceiro(a), posto que, neste caso, quanto mais beijos com múltiplos “desconhecidos”, pior.
Outro vírus transmitido pelo beijo, de modo muito recorrente, é o do herpes, cujos sintomas são locais. Surgem lesões cutâneas em torno dos lábios, nas quais se encontra um líquido claro ou amarelado, formando pequenas crostas que, quando se rompem, podem causar coceira, ardor e formigamento, incômodos estes que costumam durar uma semana. Assim como em relação à mononucleose, também não existe cura para essa doença, que pode se manifestar anos mais tarde, em ocasiões em que a imunidade da pessoa esteja baixa. E, quanto ao tratamento, este se dá com a prescrição de antivirais.
De acordo com um estudo empreendido por médicos australianos, a meningite meningocócica (inflamação das meninges causada pela bactéria Neisseria meningitidis, também conhecida como “meningococo”) é uma doença cujo potencial de contágio pode ser aumentado em até 4 vezes para quem costuma beijar múltiplos parceiros (e, aqui, estima-se que “múltiplos parceiros” correspondam a uma média de 7 pessoas num prazo de duas semanas). Como se sabe, a meningite provoca febre, dor de cabeça, vômitos, diarreia e rigidez em alguns músculos, podendo causar danos neurológicos irreversíveis (como, por exemplo, a surdez) e ser até mesmo fatal (se não diagnosticada precocemente), embora existam medicamentos adequados para combatê-la e, ainda, a prevenção por meio de vacinas.
Outra que consta entre as principais doenças transmitidas pelo beijo é a sífilis. Conforme já é do conhecimento comum, trata-se de uma doença sexualmente transmissível, de modo que contraí-la por meio do beijo não é algo tão frequente, conquanto possa ocorrer, desde que o indivíduo com sífilis tenha uma ferida/lesão nos lábios ou na própria boca. Em relação aos seus sintomas, ela provoca o surgimento de ferida indolor na gengiva, nos órgãos genitais e nas palmas das mãos e dos pés, além de febre, dor de cabeça e pelo corpo, dor de garganta, tosse e manchas avermelhadas, chegando até a alterar o sistema nervoso central. No entanto, mesmo sem tratamento (feito à base de antibióticos), todos eles podem desaparecer; porém, a bactéria Treponema pallidum permanecerá no organismo, com a possibilidade de, quando não combatida, provocar graves danos permanentes ao coração e ao sistema nervoso, podendo até mesmo fatal.
Ainda em relação ao tema das doenças cuja contaminação se dá por intermédio do beijo, existem outras associadas, entre as quais estão a cárie, a gengivite, a faringite, a laringite e a amigdalite (originadas por bactérias), bem como a gripe (incluindo-se aí a H1N1 – “gripe suína” –, que, em comparação a 2009, hoje está bem menos frequente, mas não erradicada), a tuberculose, a hepatite e o HPV (causados por vírus).
Assim, embora na maioria das vezes o beijo seja considerado “inofensivo”, é importante estar atento às enfermidades que podem ser desencadeadas por esta ação tão prazerosa, sobretudo quando não praticada exclusivamente com um(a) único(a) parceiro(a), situação em que o risco de contaminação de bactérias e/ou vírus transmitidos por meio da troca salivar é potencialmente aumentado.
Consultar-se regularmente com o cirurgião-dentista também é uma medida fundamental não apenas para a manutenção da saúde bucal (seguindo-se com a correta escovação dos dentes, o uso diário do fio dental, a utilização de enxaguatórios bucais…), mas, tendo em vista que tudo no nosso organismo se inter-relaciona, para a preservação da nossa saúde em geral. E, nas proximidades do carnaval, quando conjuntamente à comemoração descompromissada que caracteriza a folia costumam surgir novos “hits” que incentivam o beijo, considerando a ideia de “quanto mais, melhor”, o tema acerca das doenças por ele transmitidas precisa ser levado adiante, esclarecendo especialmente os jovens, já que, da perspectiva da saúde, prestigiar-se a respeito do número de pessoas com as quais se ficou/beijou numa única noite ou num curto período de tempo pode se tornar uma conquista bastante comprometedora, passada a comemoração inicial.
Fonte-luposeli

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Addyi: o “Viagra rosa”

      O primeiro medicamento de prescrição para aumentar o desejo sexual das mulheres foi aprovado pelos órgãos regulatórios dos EUA na última terça-feira, uma vitória para quem defendeu o remédio e acusou a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, sigla em inglês) de preconceito de gênero ao ignorar as necessidades das mulheres.
A droga, Addyi, da Sprout Farmacêutica, é, na verdade, a primeira droga liberada para tratar a redução na libido para ambos os sexos. O Viagra e outros medicamentos que atendem o público masculino têm apenas a função de ajudar homens a ter ereções e corrigir deficiências na produção de testosterona, mas não tratam uma deficiência no desejo sexual masculino.
Defensores da aprovação do Addyi, muitos deles parte de uma coalizão chamada “Even the Score” (Iguale o placar), disseram que o novo medicamento melhora a vida sexual das mulheres, como há muito se esperava.
“Esse é o maior avanço na saúde sexual das mulheres desde a pílula anticoncepcional”, disse a diretora-executiva da Liga Nacional de Consumidores, Sally Greenberg.
Durante o anúncio da liberação, a agente sênior da FDA, Dr. Janet Woodcock, disse que a agência está “comprometida em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e efetivos para a disfunção sexual feminina”.
A decisão desta terça-feira não foi uma surpresa desde que um comitê de consultores externo recomendou a aprovação por uma votação de 18 a 6, em junho deste ano. Também foram indicadas precauções que devem ser tomadas para que não haja uso excessivo, reduzindo riscos de efeitos adversos.
Não há previsão de chegada do fármaco ao Brasil, que também é conhecido como flibanserin e já foi apelidado de “Viagra rosa”.

Fonte-opiniao

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sinais e sintomas de diabetes

A diabetes é uma doença silenciosa que afeta mais de 10% da população mundial, a pessoa com diabetes não consegue descobrir logo que o seu metabolismo do açúcar está alterado, no entanto a pessoa com diabetes pode notar alguns sinais e sintomas, quer numa fase inicial, quando ainda não sabe que é diabético, quando tem alguma hipoglicemia ou algum aumento dos valores de glicemia (hiperglicemia).
Os sinais e sintomas clássicos da diabetes são: 
1-    urinar muitas vezes (durante a noite);
2-     ter muita sede;
3-    muita fome;
4-    sentir cansaço;
5-    comichão no corpo;
6-    boca seca;
7-    visão turva;
8-    emagrecimento rápido
Se notar algum destes sinais ou sintomas fale com seu médico. Prevenir não custa nada.
A pessoa com diabetes diagnosticada deve gerir sua vida com alguns cuidados para evitar que seus valores de glicemia desçam demasiado, hipoglicemia, ou subam, hiperglicemia, qualquer uma destas situações lhe da sinais e sintomas, descubra-os:
Sinais e sintomas da hipoglicemia: dores de cabeça, tremor, tonturas, fome, pele úmida, coração acelerado, confusão e suores frios.
Sinais e sintomas da hiperglicemia: visão turva, aumento da sede, maior vontade de urinar, pele seca, comichão (prurido) e cansaço.