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segunda-feira, 6 de março de 2017

? Os fósseis mais antigos do mundo¿


  Cientistas anunciaram nesta quarta-feira, 1º, a descoberta de microrganismo fósseis que teriam entre 3,77 e 4,28 bilhões de anos, eles seriam os mais antigos do mundo. O estudo foi publicado na revista científica Nature.
Os fósseis foram encontrados em camadas de quartzo no chamado Cinturão Supracrustal de Nuvvuagittuq (NSB, na sigla em inglês), no Quebec, no Canadá. O local possui algumas das rochas sedimentares mais antigas do planeta.
Caso a idade dos minúsculos filamentos, pedaços e tubos encontrados estejam realmente corretos, os fósseis podem ajudar a desvendar a origem da vida na Terra, que teve início “pouco tempo” depois da formação do planeta, há 4,54 bilhões de anos. Até então, a evidência mais antiga de vida na Terra encontrada foram microfósseis encontrados na Austrália, com cerca de 3,4 bilhões de anos.
Os fósseis encontrados no Canadá têm um décimo da largura de um fio de cabelo humano e contêm quantidades significativas de hematita (um tipo de óxido de ferro). “Graças a imagens a laser das amostras coletadas, nós identificamos microorganismos fósseis, que são os mais antigos conhecidos no mundo”, disse o cientista Matthew Dodd, da Universidade College London (UCL), no Reino Unido.
Para os autores do estudo, a descoberta pode indicar novos caminhos para investigar se existiu vida em outras partes do sistema solar, como em Marte. “Esses organismos vêm de um tempo quando acreditamos que Marte tinha água em estado líquido em sua superfície e uma atmosfera similar à da Terra naquele tempo”, explica Todd.
Apesar da descoberta, alguns pesquisadores questionam o estudo. Para eles, é difícil provar que essas estruturas não tenham sido produzidas por processos não biológicos e a análise do material é complicada porque as rochas geralmente sofrem alterações.
Em entrevista à BBC, a pesquisadora Nicola McLoughlin, da Universidade de Rhodes, na África do Sul, considera que o estudo foi minucioso, mas não o suficiente para comprovar que os fósseis foram formados biologicamente. “A morfologia desses supostos filamentos de ferro oxidado do norte do Canadá não é convincente”, afirma a cientista.

Já a pesquisadora Tanja Bosak, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, aponta que está faltando uma evidência chave para a descoberta. Segundo ela, os autores não incluem no estudo uma imagem ampla do local onde encontraram os fósseis, ou uma explicação do cenário geológico.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Ciência: células-tronco humanas em animais a fim de gerar órgãos para transplante



            Pela primeira vez, biólogos tiveram sucesso em gerar células-tronco humanas em embriões de porcos, tornando possível a proposta de desenvolver órgãos humanos em animais para transplante.
O processo envolve a geração de células-tronco a partir da pele do paciente para desenvolver o órgão desejado em um animal grande, como um porco, e depois coletar o órgão para transplante. Já que o órgão foi feito a partir das células do próprio paciente, o risco de rejeição do sistema imunológico seria mínimo.
Os porcos em que os órgãos seriam cultivados seriam espécies de animais quimeras, que são compostos de dois genomas diferentes. Eles seriam gerados ao implantar células humanas em um embrião de porco, resultando em um animal composto por um mix de células suínas e humanas.
Uma equipe de biólogos, liderados por Jun Wu e Juan Carlos Izpisua Belmonte, do Salk Institute, mostraram pela primeira vez que células-tronco humanas podem contribuir na formação de tecidos de um porco, apesar da diferença evolutiva de 90 milhões de anos entre as duas espécies. Outro grupo, liderado por Tomoyuki Yamaguchi e HIdeyuki Sato, da Universidade de Tóquio, e Hiromitsu Nakauchi, de Stanford, reverteram diabetes em ratos de laboratório ao inserir glândulas pancreáticas compostas de células de camundongos. Os dois estudos estabelecem a viabilidade de cultivar órgãos humanos para transplante em animais. O objetivo, porém, ainda está distante de ser concretizado.
Muitas barreiras técnicas e éticas ainda precisam ser vencidas, mas a pesquisa está avançando lado a lado com a grande demanda por órgãos para transplante; nos EUA, são cerca de 76.000 pacientes na fila de espera. No Brasil, em junho de 2016, eram quase 42.000 pessoas na fila por um transplante.
A criação de animais quimeras, especialmente aquelas com células humanas, pode ser controversa, dada a possibilidade de que os animais usados para os experimentos podem ser humanizados de forma indesejada.
Tanto Juan Carlos quanto Hiromitsu Nakauchi concordam que ainda há um longo caminho a ser percorrido até que órgãos humanos possam crescer em animais como porcos. As quimeras serão usadas antes para estudar embriogênese humana, testar medicamentos e seguir o progresso de doenças.

Fonte-opiniao

domingo, 15 de janeiro de 2017

Fim das obturações

    Um estudo publicado pela revista Scientifica Reports, conduzido por cientistas britânicos do King’s College, de Londres, mostra que a equipe desenvolveu uma substância química que estimula células da polpa dental a taparem pequenos buracos nos dentes.
Os testes foram feitos primeiro em ratos de laboratório, mas testes de segurança já foram feitos em humanos. A substância, chamada Tideglusib, já foi usada em pesquisas sobre demência.
Os dentes têm uma capacidade limitada de regeneração. São capazes de produzir uma pequena faixa de dentina – a camada abaixo do esmalte – se a polpa ficar exposta, mas não podem consertar cavidades maiores. Isso é feito com obturações, procedimento em que dentistas usam um amálgama metálico ou um composto feito de vidro em pó e cerâmica. Só que esses reparos frequentemente precisam ser substituídos ao longo da vida. Foi ao pesquisar sobre a ampliação da capacidade regenerativa natural dos dentes que a equipe descobriu a substância.
Uma esponja biodegradável embebida no produto foi colocada na cavidade. A substância aumentou a atividade de células-tronco na polpa dental dos ratos e conseguiram fazer reparos em buracos de 0,13 mm nos dentes dos roedores.
“A esponja é biodegradável, isso é a chave”, disse à BBC Paul Sharpe, um dos cientistas do King’s College. “O espaço ocupado pela esponja fica cheio de minerais enquanto a dentina regenera então você não tem nada ali que possa falhar no futuro.”

O próximo passo agora é conseguir aumentar o poder de ação da Tideglusib. “Não acho que vamos esperar muito tempo. Tenho esperanças de que [o tratamento] estará comercialmente disponível de três a cinco anos”, completou Sharp.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O fenômeno da Superlua


          Um fenômeno raro vai deixar a noite desta segunda-feira (14) ainda mais bonita. De acordo com especialistas, a lua de hoje será maior que a do dia 16 de outubro . O fenômeno poderá ser visto de qualquer lugar, mas, no Recife e Região Metropolitana, uma estrutura estará disponível de forma gratuita para que a Superlua seja apreciada com mais qualidade.
A lua estará 50 mil quilômetros mais próximos da terra, 34 vezes mais brilhante e em um tamanho diferente daquele que estamos acostumados a observar. O fenômeno da Superlua poderá ser visto a partir das 18:00hs. Um dos locais será na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Rua Dom Manoel de Medeiros, s/n, Dois Irmãos - Recife/PE.

sábado, 17 de setembro de 2016

Cientistas criam vida sem óvulos fertilizados

Cientistas da Universidade de Bath, no Reino Unido, produziram filhotes de camundongos de laboratório sem utilizar um óvulo, quebrando princípios fundamentais da embriologia. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.
Existem dois tipos de células no corpo humano: as reprodutivas meióticas (óvulos e embriões); e as mitóticas (que incluem a maioria dos tecidos e órgãos do corpo humano). No estudo, os pesquisadores injetaram espermatozoide de camundongos em um tipo de célula mitótica chamada parthenogenote.
A célula se desenvolveu como um embrião normal, com genes dos dois pais: o doador do esperma e o doador da célula. O primeiro par de camundongos produzido dessa forma cresceu normalmente e, depois, gerou sua própria prole.
O autor do estudo, Tony Perry, disse que a pesquisa pode, em princípio, abrir caminho para um cenário “especulativo e fantástico” em que o esperma é utilizado para fertilizar células adultas derivadas da pele e outros tecidos. Pode permitir, inclusive, que dois homens se tornem pais biológicos de um bebê, sem o envolvimento de uma mulher.
“Nosso trabalho desafia o dogma existente desde que os primeiros embriologistas estudaram óvulos de mamíferos e fertilização no século XIX, de que apenas um óvulo fertilizado por esperma pode resultar em um embrião mamífero”, disse Perry.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Astrônomos identificam três planetas ‘potencialmente habitáveis’

      Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) identificaram três planetas potencialmente habitáveis a 40 anos-luz da Terra. Os planetas têm tamanho e temperatura similares aos de Vênus e da Terra e orbitam uma estrela pequena, de brilho muito fraco. Até o momento, os planetas são a melhor aposta na busca por vida fora da Terra. A descoberta foi publicada na revista científica Nature.
A estrela anã foi batizada de Trappist-1. Ela é muito mais gelada e vermelha que o Sol e é um pouco maior do que Júpiter. Ela fica na constelação de Aquário, mas não pode ser vista a olho nu ou com telescópio normal por ser muito pequena.
Dois dos planetas descobertos têm órbitas de 1,5 dia e 2,4 dias, respectivamente. O terceiro tem uma órbita que varia de 4,5 a 7,3 dias. “Com tempos de órbitas tão curtos, eles estão entre 20 e 100 vezes mais perto da estrela do que a Terra do Sol. A estrutura deste sistema planetário está muito mais próxima em escala do sistema das luas de Júpiter do que do Sistema Solar”, disse o líder da pesquisa Michaël Gillon, do Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade de Liège, na Bélgica.
Segundo Gillon a descoberta vai permitir avançar na busca por vida fora da Terra. “Por que estamos tentando detectar planetas como a Terra ao redor das menores e mais geladas estrelas nas vizinhanças do Sistema Solar? O motivo é simples: sistemas em torno destas pequenas estrela são os únicos locais onde podemos detectar vida em um exoplaneta do tamanho da Terra com a tecnologia disponível atualmente. Se quisermos encontrar vida em outro lugar no Universo, é aí que podemos começar a procurar”.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Cientistas desvendam um dos mistérios da ciência

Em um trabalho conjunto, biólogos e matemáticos reconstruíram o compasso interno que as borboletas monarcas (Danaus plexippus) utilizam em seu processo de migração do Canadá para o México nos meses de inverno. Os resultados foram publicados na revista Cell Reports.
O processo, até então, era um mistério. As monarcas são as únicas espécies de insetos que migram para fugir da estação mais fria, enquanto as outras espécies hibernam.
“Descobrimos que as indicações dependem quase totalmente do Sol”, afirmou o chefe da pesquisa, Eli Shlizerman, da Universidade de Washington. “Uma é a posição horizontal do Sol e a outra é o acompanhamento da hora do dia. Isso dá (ao inseto) um compasso solar interno para viajar rumo ao sul durante o dia.” Ele disse ainda que o objetivo é saber como sistemas neurobiológicos são conectados e quais regras podemos aprender a partir deles.
Outro objetivo da equipe é construir uma borboleta robótica que poderia seguir os insetos e rastrear todo o processo de migração. “É uma aplicação interessante, que poderia seguir as borboletas e até ajudar na preservação delas. Esses insetos vêm decrescendo de número na natureza, e queremos mantê-los conosco por muito tempo”, disse Shlizerman.

domingo, 20 de março de 2016

Origem do mistério do Triângulo das Bermudas


      Um dos maiores mistérios do mundo poderá estar mais próximo de ser desvendado. Uma investigação conduzida na Universidade Ártico da Noruega conclui que o estranho desaparecimento de navios e aeronaves no Triângulo das Bermudas, uma área do Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Lauderdale e as Bahamas, poderá estar relacionado com a existência de crateras subaquáticas no fundo do mar de Barents.
Os cientistas acreditam que as crateras subaquáticas gigantes foram criadas por explosões de gás de metano. Os buracos no fundo do mar, agora descobertos, chegam a ter 800 metros de largura e perto de 46 de profundidade.
Segundo as conclusões da investigação, citada pela imprensa internacional, enormes reservas de gás natural podem ter acumulado gás metano, que acaba por explodir, provocando as crateras subaquáticas e atingindo os navios que atravessam a região.
No ano passado, essa possibilidade foi explorada pelo cientista russo Igor Yelstov, do Instituto Trofimuk, que admitiu que o mistério do Triângulo das Bermudas poderia estar relacionado com reações de hidratos de gás.
Numa entrevista ao Sunday Times, Yelstov explicou que o processo se desenrola da mesma foram que uma avalancha. É uma espécie de reação nuclear que produz enormes quantidades de gás. "Isso faz com que o oceano aqueça, e os navios afundem nas águas misturadas com uma grande proporção de gás", concretizou.
Os detalhes da investigação serão conhecidos na reunião anual da União Europeia de Geociências, em Abril.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

? A Terra foi formada por dois planetas ?


      A hipótese de que houve uma colisão entre a Terra e um “planeta embrionário” chamado Theia há 4,5 bilhões de anos, dando origem à Lua, vem sendo discutida há algum tempo. Mas uma equipe de pesquisadores financiada pela Nasa revelou recentemente uma nova hipótese de que a Terra não apenas colidiu de relance com o planeta Theia, mas que tenha colidido diretamente e absorvido grande parte do planeta.
Em outras palavras, o estudo sugere que a Terra teria sido formada pela fusão dos dois planetas. “Theia foi bem misturada ao interior da Terra e da Lua, e uniformemente dispersa entre elas”, afirma em nota o principal autor do estudo Edward Young, professor da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos.
Para realizar o estudo, uma equipe de pesquisadores da UCLA comparou as assinaturas químicas de rochas lunares e rochas vulcânicas dos estados americanos do Havaí e do Arizona e encontrou semelhanças entre elas.
De acordo com a UCLA, se a colisão entre Terra e Theia tivesse sido lateral, como a teoria do grande impacto sugere, a Lua seria em grande parte feita pela estrutura do planeta Theia, e a Terra e a Lua teriam estruturas químicas diferentes. No entanto, o resultado da pesquisa mostra que não é o que acontece.
“Nós não vemos diferenças entre os isótopos de oxigênio da Terra e da Lua, eles são indistinguíveis”, afirma Young, que acredita que houve uma colisão frontal, e que a Terra e a Lua possuem grandes partes do planeta Theia em sua estrutura.

Fonte-opiniao

Armazenamento de órgãos humanos já é uma realidade

Durante o inverno rigoroso na América do Norte as rãs dos bosques, Rana sylvatica, correm o risco de morrer congeladas. Mas a ureia acumulada nos tecidos e a glicose produzida pelo fígado diminuem a queda de temperatura e limitam a formação de gelo. Após o período de hibernação as rãs descongelam, sem efeitos prejudiciais aos seus organismos.
O que as rãs fazem por um instinto biológico de preservação, os pesquisadores estão tentando, com dificuldade, imitar. O objetivo da pesquisa não é congelar e reanimar pessoas, uma ideia entre fantasia e fraude, e sim preservar órgãos em condições hipotérmicas para transplante. Segundo a Organização Mundial de Saúde, menos de 10% da necessidade dos seres humanos de órgãos para transplante está sendo atendida.
Os estoques de bancos de órgãos diminuíram à medida que os carros ficaram mais seguros e os recursos dos centros de terapia intensiva e emergência dos hospitais aperfeiçoaram-se. Os órgãos têm de ser transplantados em um curto período de horas e, por esse motivo, muitas vezes os órgãos disponíveis para doação não são utilizados por falta de receptores. Em um ambiente refrigerado, mas não a temperaturas abaixo de zero, um rim preserva-se durante 12 horas. O coração tem uma duração ainda menor de preservação.
Se no processo de congelamento e descongelamento o órgão não sofresse danos, os problemas enfrentados pelas centrais de transplante seriam superados. Isso estimularia também a criação de centros de doação e de bancos de órgãos mais eficientes. Nenhum órgão deixaria de ser usado em um transplante. Além disso, os serviços informatizados de identificação de receptores ficariam mais ágeis.
Porém a água se expande ao congelar e em contato com um tecido vivo causa uma série de danos. Mas uma equipe multidisciplinar composta por cirurgiões, bioquímicos, engenheiros mecânicos e especialistas em ciência e tecnologia de alimentos está tentando solucionar esse problema. E, depois de anos de trabalho, muitos deles acreditam que em breve a criptologia será uma tecnologia valiosa.

   


sábado, 19 de dezembro de 2015

Astrônomos acreditam na existência de mais dois planetas no Sistema Solar

   A Teoria da existência do Planeta X, um corpo celestial que estaria em órbita depois de Netuno, não é exatamente nova. Mas agora os astrônomos que se dedicam a tentar confirmar se esse astro realmente existe encontraram bons indícios de que o Planeta X não está sozinho. Uma equipe espanhola de cientistas acaba de anunciar que talvez existam dois planetas gigantes escondidos no Sistema Solar.
Quando o suposto planeta-anão 2012 VP113 foi descoberto em março deste ano, ele se juntou a lista de objetos rochosos incomuns que estão além da órbita de Plutão. Curiosamente, esses pequenos corpos mantêm uma órbita alinhada, o que sugere que planetas ainda não observados possam estar influenciando seu comportamento. Os cientistas calculam que esses “novos” planetas teriam dez vezes a massa da Terra e estariam em uma órbita equivalente a 250 vezes a distância da Terra ao Sol, o que nos permite entender que eles são realmente grandes e estão muito distantes de nós. Para entender melhor o que acontece nos confins da nossa galáxia, Carlos e Raul de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madri, na Espanha, analisaram o comportamento de corpos distantes.
Além de confirmar um alinhamento orbital estranho, a dupla encontrou padrões adicionais intrigantes: um grupo de pequenos objetos que seguem órbitas bastante similares. Como eles não possuem massa suficiente para puxar uns aos outros, os pesquisadores acreditam que esses objetos estão sendo “guiados” por um corpo maior em um padrão conhecido como ressonância orbital.
Sabemos que Netuno e Plutão estão em ressonância orbital, a cada duas voltas que Plutão completa ao redor do Sol, Netuno completa três. Da mesma maneira, um grupo de pequenos objetos parece estar em harmonia com um planeta mais distante que ainda não foi observado. Os especialistas acreditam que o planeta tenha uma massa equivalente a algo entre Marte e Saturno e que esteja a cerca de 200 vezes a distância da Terra ao Sol.
Como alguns dos objetos que estão sendo observados apresentam uma órbita alongada e um planeta grande como esse não costuma orbitar tão próximo a outros corpos, isso explica a enorme distância do Sol. De acordo com os astrônomos, isso só não aconteceria caso o planeta estivesse dinamicamente conectado a outro elemento, o que os faz acreditar que existe um segundo planeta ainda maior em ressonância com o primeiro que estaria em uma órbita equivalente a cerca de 250 vezes na mesma proporção.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cientistas desenvolvem bateria de carro feita de lítio-ar mais eficiente

Um novo tipo de produto químico pode fornecer energia para as baterias de lítio-ar, que há muito tempo sofre obstáculos tecnológicos, o que pode contribuir para a criação de um produto capaz de fazer frente à gasolina nos carros, disseram investigadores nesta quinta-feira.
As baterias recarregáveis têm sido há décadas, a bateria de íons de lítio que alimenta muitos dispositivos móveis fará 25 anos em 2016, mas expandir essa tecnologia para os automóveis tem se mostrado difícil.
Pesquisadores passaram anos procurando uma espécie de bateria conhecida como lítio-ar, ou lítio-oxigênio, que poderia fornecer 10 vezes mais energia e, possivelmente mais densidade de energia suficiente para comparar com a gasolina, mas elas também têm sido alvo de problemas práticos.
Enquanto uma bateria de lítio-ar definitiva permanece pelo menos a uma década de distância, pesquisadores da Universidade de Cambridge dizem ter patenteado uma tecnologia que supera alguns dos principais obstáculos.
A principal autora da pesquisa, Clare Grey, professora de química na Universidade de Cambridge, disse que "a conquista significativa" de sua equipe vem fazendo progressos rumo à alta capacidade "já que levamos a eficiência para números que competem com a tecnologia de lítio-íon atual".
Como a tecnologia ainda está em fase de laboratório, não é possível compará-la diretamente com as tecnologias disponíveis atualmente, disse a cientista.
Mas a mais recente abordagem mostrou um aumento da eficiência energética de até 93%, e faz isso usando um produto químico diferente do utilizado nas tentativas anteriores: empregando hidróxido de lítio (LiOH) em vez de peróxido de lítio (Li2O2).
A demonstração foi feita com um "eletrodo de carbono altamente poroso,  feito de grafeno (incluindo folhas de carbono de um átomo de espessura) e aditivos que alteram as reações químicas no trabalho na bateria, tornando-a mais estável e mais eficiente", explica um comunicado da Universidade de Cambridge.
O resultado é mais um passo no caminho rumo a uma bateria mais prática e eficiente, disse Grey.
"Estamos empolgados com a substância química, mas também temos um monte de trabalho a fazer, em especial para compreender os mecanismos dessa química e otimizá-la e trabalhar para chegarmos o mais perto possível de um sistema de maior eficiência". 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Humanos deixam “Impressões digitais” de bactérias em seu caminho

      Existe uma nuvem que paira sobre as pessoas: a nuvem pessoal de bactérias. As pessoas produzem sempre nuvens de bactérias, mesmo quando estão sentadas imóveis. Uma pesquisa publicada em PeerJ por James Meadow, na época um pesquisador da Universidade de Oregon, e seus colegas, sugeriu que, assim como uma impressão digital ou uma amostra de DNA, essas bactérias poderiam ser uma forma de identificação de uma pessoa.
As pessoas expelem bactérias pela pele, boca, nariz e outros orifícios em uma quantidade de cerca de 1 milhão por hora. Mas até a publicação do estudo de Meadow, ninguém tinha examinado detalhes desse mecanismo fisiológico. Então, Meadow colocou um grupo de voluntários sentados dentro de uma câmara estéril por um período de quatro horas e, em seguida, recolheu o material que haviam expelido.
Meadow recolheu as bactérias do ar da câmara por meio de um buraco no chão e com discos de Petri em torno dos voluntários. Esses discos absorveram uma quantidade de resíduos suficiente para ser analisada. As duas amostras tiveram seu conteúdo de DNA examinado. Essa análise revelou os tipos de bactérias contidas nas amostras que, independente de qual tinha sido examinada, eram semelhantes às de determinado voluntário.
As amostras, no entanto, tinham variações de uma pessoa para outra, em razão da quantidade expelida e da proporção relativa do conteúdo de cada nuvem. Segundo Meadow, a nuvem de bactérias de cada um dos voluntários era estatisticamente diferente.
Essa descoberta suscita a possibilidade de que as “impressões digitais” das bactérias deixadas em cenas de crimes possam ser úteis no futuro para cientistas forenses. Um criminoso que tivesse o cuidado de não deixar traços de seu DNA no local do crime, não conseguiria evitar que as bactérias expelidas por seu corpo pudessem identificá-lo.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Um girassol galáctico



O arranjo dos braços espirais na galáxia Messier 63 (M63, ou NGC 5055), observados na nova imagem realizada pelo telescópio espacial Hubble, lembra o padrão encontrado no centro de um girassol. Assim, o apelido desse objeto cósmico é, Galáxia do Girassol, e não é uma coincidência.
Descoberta por Pierre Mechain, em 1779, e posteriormente, a galáxia se tornou o sexagésimo terceiro objeto no famoso catálogo do astrônomo francês Charles Messier, publicado em 1781. Os dois astrônomos registraram a Galáxia do Girassol, brilhando na pequena constelação do céu do norte de Canes Venatici (os Cães de Caça). Essa galáxia está localizada a cerca de 27 milhões de anos-luz de distância da Terra, e pertence ao grupo de galáxias M51, um grupo de galáxias que foi nomeado graças a presença de seu membro mais brilhante, a Messier 51 (M51, ou NGC 5194), outra galáxia com forma espiral, chamada de Galáxia do Redemoinho.

Os braços galácticos, seja no girassol ou no redemoinho, são somente alguns exemplos da preferência aparente da natureza para espirais. Para galáxias como a M63, os braços brilham de forma intensa devido à presença de estrelas gigantes, brancas e azuis recentemente formadas, prontamente vistas nessa imagem do Hubble.
Fonte-nasa

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O macaco que espirra e o peixe que “anda”

Mais de 150 novas espécies foram descobertas no Himalaias orientais apenas nos últimos cinco anos, revelou esta semana um relatório da fundação Word Wildlife Fund for Nature (WWF). O relatório descreve espécies como um macaco de nariz empinado que espirra quando chove, um peixe que anda ou um sapo de olhos azuis. Mas a fundação WWF alerta para o risco em que se encontram as espécies descritas.
Desde 2009 que um grupo de cientistas explora os Himalaias no Nepal, no Butão, no sul do Tibete, no norte da Índia e no norte de Myanmar. O novo relatório da WWF dá conta de 133 novas espécies de animais, 26 de peixes e 10 de anfíbios, assim como um novo réptil, um novo pássaro e um novo mamífero.

O mamífero é um macaco conhecido como "Snubby" entre os cientistas, um nome carinhoso que lhe foi dado pelos cientistas que o descobriram. Porque tem um nariz muito pequeno e empinado, Snubby, que vive nas florestas de Myanmar, tem alguns problemas com a chuva - quando chove, a água entra-lhe pelo nariz exposto com muita facilidade, o que o faz espirrar. No relatório é possível ler como estes macacos escondem a cabeça entre os joelhos quando chove.
Também foi descoberto um sapo de vibrantes olhos azuis no norte da Índia, e uma centopeia nepalesa denominada "unicórnio" por ser tão rara no ocidente asiático. Descobriu-se a primeira espécie de peixe endêmica do Butão e uma víbora que "no primeiro instante parece mais joalharia cuidadosamente desenhada", lê-se no relatório. Uma das descobertas mais espantosas é a de um peixe que é capaz de "andar",o peixe, de coloração em tons de azul, respira ar e é capaz de sobreviver fora de água durante vários dias. É mesmo capaz de se deslocar através de movimentos do corpo, sobre terra úmida para chegar de uma massa de água até outra. Este peixe, o Channa andrao, vive na Índia.
O relatório da WWF alerta, porém, para o perigo em que se encontram os animais e plantas descobertos, devido a inúmeros perigos: desde as alterações climáticas à desflorestação, desde a poluição ao crescimento da população humana. Os riscos para estas espécies recém-descobertas fazem a fundação deixar um aviso: "Se não agirmos agora para proteger estes ecossistemas frágeis, há riquezas naturais incontáveis que poderíamos perder para sempre", disse Heather Sohl, porta-voz da fundação, ao jornal britânico The Guardian.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

As forças de maré da Terra arrastam a Lua

       Cientistas relataram o encolhimento da Lua em 2010, quando pesquisadores, liderados por Thomas R. Watters do Museu Aeroespacial Smithsonian, viram rachaduras nas imagens tiradas pela Lunar Reconnaissance Orbiter, uma espaçonave robótica.
Eles contaram 14 cumes, formado quando um lado da fratura desliza sobre o outro, mas a câmera de alta resolução cobria apenas cerca de 10% da superfície da Lua. Cinco anos mais tarde, mais de três quartos da superfície vêm sendo fotografada, e os cientistas passaram a contar mais de 3.200 cumes.
Se a Lua estivesse encolhendo de modo uniforme, então as fendas e os cumes estariam apontados em todas as direções. Porém, os cientistas encontraram as falhas em torno das regiões  equatoriais e de latitudes médias.
O que eles descobriram é que as forças de maré da Terra arrastam a Lua, gerando tensão suficiente para quebrar a sua crosta no padrão observado.

Fonte- Geology

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Existência de água em Marte aumenta chances de vida no planeta

Água salgada flui durante os meses de verão em Marte, elevando as possibilidades de que o planeta, há muito considerado árido, pode suportar vida,disseram nesta segunda-feira cientistas que analisaram dados de uma espaçonave da Nasa.
Embora a fonte e a composição química da água marciana sejam desconhecidas, a descoberta vai mudar o pensamento dos cientistas sobre se o planeta mais parecido com a Terra no Sistema Solar abriga vida microbiana embaixo de sua crosta radioativa.
"Isso sugere que seria possível para a vida estar em Marte hoje", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa para as ciências, a jornalistas ao discutir o estudo publicado na revista científica Nature Geoscience.
"Marte não é o planeta seco e árido que nós pensávamos no passado. Sob certas circunstâncias, a água líquida é encontrada em Marte", disse Jim Green, diretor da agência para ciência planetária.
Mas a Nasa não vai correr para buscar a fonte dos recém-descobertos resíduos de água salgada para procurar possíveis formas de vida.
"Se eu fosse um micróbio em Marte, eu provavelmente não viveria perto de um desses locais. Eu iria querer viver mais ao norte ou ao sul, bem abaixo da superfície e onde há mais de água fresca glacial. Apenas suspeitamos que esses lugares existem, e temos algumas evidências científicas de que existem", disse Grunsfeld.
A descoberta de água foi feita quando cientistas desenvolveram uma nova técnica para analisar mapas químicos da superfície de Marte obtidos pela espaçonave da Nasa Mars Reconnaissance Orbiter.
Esses mapas encontraram indicadores de sais que só se formam na presença de água em canais estreitos feitos em paredes de penhascos ao longo da região equatorial do planeta.
Esses declives, reportados pela primeira vez em 2011, aparecem durante os quentes meses de verão em Marte, então desaparecem quando as temperaturas caem. Algo similar acontece com as digitais químicas de minerais, mostrou o novo estudo.
Cientistas suspeitavam que essas marcas, conhecidas como RSL, se formaram pelo fluxo de água, mas não tinham anteriormente conseguido fazer as medições.
"Eu achava que não havia esperança", disse Lujendra Ojha, principal autora do estudo, à Reuters.
A Mars Reconnaissance Orbiter tira suas medidas durante a parte mais quente do dia marciano, então os cientistas acreditam que qualquer vestígio de água, ou digitais de minerais hidratados, teriam evaporado.
Além disso, os instrumentos quimicamente sensíveis da espaçonave não conseguem abrigar detalhes tão pequenos quanto os dos canais estreitos, que tipicamente tem largura menor que 5 metros.
Mas Ojha e seus colegas criaram um programa que consegue analisar pixels individuais. Esses dados foram correlacionados com imagens de alta resolução dos canais. Cientistas se concentraram nos canais mais largos e determinaram uma compatibilidade de 100% entre sua localização e a detecção de sais hidratados.
Ainda não se sabe se os minerais estão absorvendo vapor d'água diretamente da fina atmosfera marciana, ou se há uma fonte de gelo embaixo da superfície. Independentemente da fonte, a perspectiva de água líquida, mesmo que sazonalmente, gera a intrigante probabilidade de que Marte, presumivelmente um planeta gelado e sem vida, possa suportar vida atualmente.
O cientista Alfred McEwen, da Universidade do Arizona, no entanto, afirma que muito mais informação sobre a composição química da água marciana é necessária para se fazer tal avaliação.
"Não é necessariamente habitável só porque tem água, pelo menos não para organismos terrestres", disse ele.
A perspectiva da existência de água, mesmo que extremamente salgada, também tem implicações para futuras missões de humanos para Marte. A Nasa quer enviar astronautas norte-americanos para o planeta em meados da década de 2030.
"Marte tem recursos que são úteis para futuros viajantes", disse Grunsfeld. "A água é realmente crucial, porque precisamos de água para beber, oxigênio para respirar."

A água também pode ser dividida em moléculas de hidrogênio e oxigênio para produzir combustíveis para foguetes, necessários para trazer os astronautas de volta para a Terra.

domingo, 27 de setembro de 2015

Hoje(27) tem eclipse lunar total



Hoje será um dia especial para quem é fã de astronomia, belas paisagens e do nosso satélite natural, a Lua. Um eclipse lunar acontecerá juntamente com o fenômeno da Superlua.
O fenômeno produzirá a Lua de Sangue, quando a sombra da Terra age sobre o satélite e o deixa da cor avermelhada. Clique aqui para saber com mais detalhes como funcionará essa "mágica" nos céus.
A boa notícia é que você poderá assistir a tudo isso ao vivo pela transmissão via YouTube. Trata-se do projeto “Ciência e Astronomia”, fundado pelo estudante Cristian Westphal. Pelo clipe, você terá acesso a cinco horas de transmissão (das 21 horas de hoje(27) até às 2 horas de amanhã) com direito até a comentários de gente que entende e adora o assunto.
Se você olhar pela janela também será possível ver o fenômeno,se caso a sua cidade colabore e esteja com o tempo limpo no dia. Porém, a transmissão do canal terá telescópios apontados para Lua e transmite as imagens ao vivo, uma ótima chance de você conferir detalhes incríveis da Superlua eclipsada. Você pode conhecer mais do projeto "Ciência e Astronomia" pela página deles no Facebook.

Fonte - Ciência e Astronomia

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Câncer : toxina produzida por vespa brasileira mata células cancerosas

O veneno de uma vespa brasileira, Polybia paulista, contém uma poderosa toxina que mata células de câncer, sem danificar células saudáveis. Agora, um grupo de cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de Leeds, na Inglaterra, descobriu exatamente como a toxina, chamada MP1, consegue abrir buracos exclusivamente nas células cancerosas, destruindo-as. O estudo, publicado na última terça-feira, 1/09, na revista científica Biophysical Journal, poderá inspirar a criação de uma classe inédita de drogas contra o câncer, segundo os cientistas.
De acordo com um dos autores do estudo, Paul Beales, da universidade inglesa, a toxina MP1 não afeta as células normais, mas interage com lipídios, moléculas de gordura, que estão distribuídos de forma anômala apenas na superfície das células de câncer. Ao entrar em contato com a membrana dessas células, a toxina abre buracos por onde escapam moléculas essenciais para seu funcionamento. "Terapias contra o câncer que atacam a composição de lipídios da membrana da célula seriam uma classe inteiramente nova de drogas antitumorais. Isso poderia ser útil para o desenvolvimento de novas terapias combinadas, nas quais múltiplas drogas são utilizadas para tratar um câncer atacando diferentes partes de suas células simultaneamente", disse Beales.
De acordo com outro dos autores, João Ruggiero Neto, do Departamento de Física da Unesp em São José do Rio Preto, a Polybia paulista foi descoberta e descrita pelo professor Mário Palma, da Unesp de Rio Claro. Os cientistas já haviam estudado a toxina MP1 e sabiam que ela agia contra micróbios causadores de doenças destruindo a membrana das células bacterianas. Mais tarde, os estudos revelaram que a toxina é promissora para proteger humanos de câncer e tem capacidade para inibir o crescimento de células de tumores de próstata e de bexiga, além de células de leucemias resistentes a várias drogas. Até agora, no entanto, não se sabia como a MP1 é capaz de destruir seletivamente as células tumorais, sem danificar as células saudáveis. "Desde que descrevemos a toxina do veneno dessa vespa, em 2009, sabíamos que ela contém peptídeos com uma forte propriedade antibacteriana, funcionando como um antibiótico potente. Mais tarde, pesquisadores coreanos e chineses começaram a fazer trabalhos com esses peptídeos sobre células de câncer e nós fomos estudar sua ação em linfócitos com leucemia", disse Neto ao jornal Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ciência: nova estratégia para terapias contra o câncer”

Uma descoberta anunciada ontem pode abrir caminho para novas terapias capazes de reverter as células cancerígenas em pessoas saudáveis. Segundo Panos Anastasiadis, diretor de Biologia do Câncer da Clínica Mayo, na Florida, e um dos autores do estudo, esta descoberta representa “uma nova biologia que fornece o código, o software para ‘desligar’ o câncer”.
O “software” em questão foi revelado pela descoberta que proteínas de adesão, uma espécie de cola que mantém as células unidas, e interagem com o microRNA (miRNA), que desempenha papel fundamental na produção de moléculas.
A pesquisa, que foi publicada na revista acadêmica Nature Cell Biology, mostra que quando células normais entram em contato umas com as outras, o miRNA suprime os genes que promovem o crescimento celular. Entretanto, quando a adesão acontece entre células cancerígenas, o miRNA fica desregulado e a multiplicação das células, fora de controle. Em experimentos em laboratório, o restabelecimento do nível normal do miRNA em células cancerígenas foi capaz de reverter a sua multiplicação.
“O estudo revela uma nova estratégia para terapias contra o câncer”, afirmou Antonis Kourtidis, líder do estudo.
Entretanto, ainda é cedo para se pensar em uma nova terapia. Para o oncologista Celso Rotstein, consultor médico da Fundação do Câncer, a descoberta “aprofunda o conhecimento sobre os mecanismos que fazem a célula cancerígena se reproduzirem sem controle”.
“Mas para transformar esse achado em um medicamento, o passo pode ser muito distante. Não é algo que possa ser considerado todas as vezes que você aprende mais sobre o mecanismo”, avalia Rotstein.
De acordo com o Rotstein, a ciência está passando por um período de rápido aprofundamento do conhecimento sobre o fenômeno oncogênico, sobre o surgimento dos tumores, e novas formas de combate à doença estão surgindo, como as imunoterapias e os medicamentos alvos moleculares.
“O problema é que a célula neoplásica é extremamente instável. Isso significa que ela vai se tornando resistente aos tratamentos”, diz Rotstein.