segunda-feira, 29 de julho de 2013

Relógio que paga passagem de ônibus

Está em teste no Brasil, desde o início de julho, um relógio com capacidade de pagar a passagem do transporte público, sendo mais uma opção eletrônica a funcionar paralelamente ao Vale Eletrônico Metropolitano (VEM). O dispositivo está sendo desenvolvido pela Rede Ponto Certo, empresa paulista de recarga de cartões de transporte e deverá estar disponível para uso da população recifense a partir de setembro.
O relógio possui um chip com o mesmo sistema do cartão VEM. Ao aproximar o dispositivo do leitor de transporte público, a passagem é paga em apenas alguns segundos. A recarga pode ser feita em qualquer ponto de abastecimento do próprio, e não é necessário tirar o chip do relógio para fazer a compra de créditos.
Baseado no sistema watch2pay, o investimento para trazer e implementar a tecnologia no Brasil custou cerca de R$ 2 milhões. No Recife, a empresa tem 1,6 milhão de cartões ativos. A estimativa é que 50 mil usuários possam vir a utilizar diariamente o relógio.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Google transforma sua TV em Smart TV

Durante evento do Google, que aconteceu na última quarta-feira, na Califórnia (EUA), para anunciar às novidades do Android e o novo tablet Nexus, a empresa surge com uma surpresa inovadora: o Chromecast. No formato de um pendrive, o lançamento promete transformar qualquer aparelho de TV, com entrada HDMI, em uma Smart TV.
Custando apenas US$ 35, e sem previsão de chegada no Brasil, ele transmite programas de TV e vídeos direto do computador, tablet ou celular através do wi-fi. O dispositivo também permite reproduzir streaming de músicas e filmes que estiverem sendo executados no navegador Chrome OS. Aplicativos que são compatíveis com o aparelho, como o Netflix e o Youtube, terão um botão escrito Cast, que, após ser acionado, inicia a transmissão de imagens ou áudio para a TV. Por enquanto ele só funciona com o sistema Android, mas o Google já anunciou que em breve também estará disponível para o iOS, Mac OS e Windows.
A empresa disse que se esforçará ao máximo para que o aparelho chegue a outros países o mais rápido possível. Nos EUA, a compra já pode ser feita nas lojas online Google Play, Amazon e Best Buy. Em lojas físicas, a venda começa só a partir do próximo domingo, dia 28 do corrente.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Os MOOCs preocupando as universidades tradicionais

Universidades famosas, algumas com séculos de experiência, foram forçadas a contemplar a possibilidade de que a tecnologia da informação torne o modelo de negócios existente obsoleto. Enquanto isso, os MOOCs (sigla em inglês para cursos on-line abertos de larga escala) se multiplicaram em número, recursos e matrículas – embora não tenham encontrado um modelo de negócios próprio.
Certamente há muitos experimentos sendo feitos com modelos de negócios. Os MOOCs em si podem ser gratuitos, mas os seus organizadores creem que haverá muitas oportunidades de geração de receita.
Além da incerteza quanto a qual modelo de negócios gerará lucros, há discordâncias em relação ao tamanho do mercado. Alguns enxergam um jogo de soma zero ou negativa, em que fornecedores on-line baratos consigam reduzir radicalmente o custo da educação superior e coloquem muitas instituições tradicionais contra a parede. Outros acreditam que esse efeito será ofuscado pela enorme ampliação do acesso à educação superior propiciado pelos MOOCs.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Nanotecnologia: fim de comprimidos e agulhas



A nanociência, representada em filmes como o Homem de Ferro 3 e A Viagem Fantástica, deixou as telas de cinema para tornar-se realidade, por exemplo, na pesquisa de novos medicamentos para tratamento de diabetes, dores crônicas, náuseas, hipertensão e anticoncepcionais. Em 1940, o cientista Albert Sabin, criador da vacina contra a poliomielite, já pesquisava o uso de nanopartículas de ouro no tratamento de reumatismo.
A tecnologia avançada permitirá que pacientes não precisem mais ingerir medicamentos em forma de comprimidos ou aplicar injeções. Já está no mercado os remédios transdérmicos, administrados por aplicações diretas ou por adesivos que liberam a substância de modo constante. A principal vantagem é a de eliminar ou reduzir os efeitos colaterais.
"Em pouco tempo não vamos precisar tomar mais nada por via oral. No futuro todos os medicamentos serão transdérmicos. Quando a pessoa estiver com dor de cabeça, vai passar o medicamento na têmpora e a dor vai melhorar. No futuro, não vai precisar mais engolir um remédio", explica o professor de biotecnologia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, Marco Botelho.
Segundo Botelho, há estudos para que a aplicação de insulina em pacientes com diabetes dispensem o uso de agulha para dar lugar ao remédio transdérmico. O tratamento de tumores também pode ser beneficiado, com o uso de medicamentos inteligentes, em doses muito menores, que reconhecem e atacam diretamente o tecido doente. Tudo isso é fruto da nanotecnologia, explicou.
O avanço nos estudos da ciência também abriu caminho para os nanocosméticos. Atualmente, o setor empresarial já oferece produtos de preenchimento de rugas por meio de micropartículas de rejuvenescimento, protetor solar mais potente e maquiagem com brilho diferenciado.
A Agência Brasileira de Inovação - antiga Finep - tem em curso, uma chamada pública no valor de R$ 30 milhões para o desenvolvimento de produtos ou processos inovadores. O edital voltado para a nanotecnologia prevê R$ 8 milhões em pesquisas na área higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.
De acordo com o coordenador de micro e nanotecnologias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Flávio Plentz, o Brasil é o segundo mercado de produtos cosméticos e de higiene pessoal no mundo. "É uma área de muito sucesso. Temos várias empresas produzindo e comercializando produtos na área de nanocosméticos. Tem muitos grupos de pesquisas ativos e é uma área que tem impacto econômico muito grande", analisa.
No País, o grupo Boticário investe 2,5% de seu faturamento anual em pesquisas na área de nanotecnologia. A empresa trabalha com estudos no setor desde 2002 e já tem no mercado produtos anti-idade e filtros solares que atuam na redução de rugas.
"Com a evolução das pesquisas, chegamos também ao pioneirismo da triplananotecnologia, que tem como diferencial a chamada "liberação direcionada", ou seja, as minúsculas partículas de ingredientes ativos penetram nas diferentes camadas da pele de acordo com a necessidade de cada uma delas", explica o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do grupo, Richard Schwarzer.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Saúde de ministros do TCU custa R$ 1 milhão em dois anos

O Tribunal de Contas da União ressarciu seus 13 ministros, entre 2011 e 2012, no total de R$ 1 milhão em despesas médicas. O valor é 67,4% a mais do que o previsto em duas portarias do TCU, que definiram um limite máximo por ano de recursos destinados ao ressarcimento por despesas com assistência à saúde das autoridades.
Cada portaria previa o gasto máximo de R$300 mil por ano, mas em 2011 foram devolvidos aos ministros a soma de R$ 452,5 mil e em 2012 subiu para R$ 552,1 mil. As informações estão disponíveis no site da Lei de Acesso à Informação.
Segundo o jornal O Globo, o TCU explicou que não houve estouro na previsão de gastos, já que as portarias se refeririam a gastos que não são reembolsados pelos planos de saúde. Já a devolução parcial dos gastos com planos pelos ministros seriam computados em outra fonte de orçamento.
Segundo a assessoria de imprensa do órgão, existem dois limites orçamentários para custear tais despesas. A assistência à saúde da qual os ministros têm direito contempla também dependentes.
     O ministro Raimundo Carreiro relatou a decisão do TCU de que tais custos são de caráter íntimo e privado, por isso não deveriam ser divulgados no site da Lei de Acesso à Informação. Carreiro é o ministro que mais teve despesas de assistência à saúde ressarcidas pelo tribunal. Foram R$ 62,3 mil em 2011; R$102 mil em 2012 e R$10 mil nos dois primeiros meses deste ano.
Fonte-opiniao

domingo, 21 de julho de 2013

NAVEGAÇÃO AVIÁRIA

Andorinhas viajam entre a Europa e a África. Pássaros do gênero oenanthe voam da África ao Alasca e retornam. Andorinhas-do-mar do Ártico vão de um canto do planeta ao outro todos os anos. E eles são capazes de fazê-lo, pelo menos em parte, porque contam com um sentido magnético ao quais os humanos não têm acesso.
O truque de navegação aviário mais familiar é aquele usado por pombos-correio. Como consequência, os pombos costumam estar na ponta de investigações a respeito de como a navegação aviária em geral, e o sentido magnético em particular, realmente funciona.
Eles enxergam, escutam, sentem o cheiro? Há duas teorias. Uma é que os sensores magnéticos são grãos de magnetita, uma forma de óxido de ferro que, como o nome sugere, é facilmente magnetizável. A outra é que o campo magnético da Terra afeta uma reação química em particular na retina de um modo que alcança as complexas profundezas.
         É possível, é claro, que ambas as hipóteses estejam corretas, o que faria com que os pássaros tivessem dois sentidos magnéticos, sendo que um talvez se concentrasse na detecção do norte e outro na medição da altitude. Mas há algo particularmente poético com a ideia de que mesmo parte desse misterioso sexto sentido depende de um efeito quântico ainda mais misterioso – um que Einstein em si descreveu como uma “assustadora ação à distância”.

Bisturi que identifica tecidos com câncer



Cientistas britânicos criaram um bisturi elétrico inteligente capaz de identificar, em apenas três segundos, se um tecido do corpo humano tem câncer.
O bisturi é conectado a um equipamento que absorve a fumaça que sai do tecido quando ele é cortado. Em seguida, as substâncias químicas presentes na amostra do tecido são analisadas.
Esse tipo de diagnóstico é feito atualmente por meio de exames laboratoriais. O resultado leva pelo menos meia hora. O desenvolvimento do bisturi inteligente garante mais rapidez e eficiência a esse tipo de procedimento médico.

Os cientistas analisaram ao todo 302 tecidos e também realizaram testes em 91 pacientes na sala de cirurgia, com índice de 100% de acerto. A expectativa é de que essa nova tecnologia possa ser usada pelos médicos para identificar, além do câncer, outros problemas, como infecções.

sábado, 20 de julho de 2013

ECHELON ESPIONANDO O BRASIL



Circula entre graduados oficiais das Forças Armadas do Brasil documento sobre a existência de sistema de inteligência capaz de captar, filtrar, examinar e decodificar o tráfego de comunicações via satélite, microondas, celulares e fibra ótica em todo o planeta. Alegam ser questão de soberania nacional e nada podem fazer. Espinha dorsal da rede Echelon, comandada pelos EUA, são estações de escuta na Nova Zelândia, Austrália, Inglaterra e no Oceano Índico direcionadas para satélites Intelsat e Inmarsat.
Projeto Echelon surgiu durante a Guerra Fria, em 1948, e foi plenamente desenvolvido na década de 70 com o lançamento dos primeiros satélites destinados a comunicações.
Após a Guerra Fria, passou a ser utilizado para objetivos outros além de sua missão original, como as espionagens política e industrial em alcance mundial e antiterror.


Embrapa cria ‘super comida’ para combater a fome

Para combater a fome e a desnutrição, o Brasil está desenvolvendo uma espécie de “super comida”. Conhecidos como biofortificados, os alimentos estão sendo desenvolvidos com seus principais nutrientes potencializados.
Feijão com alto teor de ferro, batata doce com vitamina A concentrada, arroz com bastante zinco, entre outros alimentos, fazem parte do plano desenvolvido pela Embrapa para combater a desnutrição no país, especialmente entre a camada mais pobre da população.
“Não se trata de alimentos transgênicos, mas biofortificados. Queremos uma dieta balanceada. A técnica ataca a raiz do problema e é voltada para a população carente. É um método viável tanto financeiramente quanto cientificamente” , diz Marília Nutti, coordenadora do projeto.
A técnica consiste na seleção de sementes que apresentam as características desejadas de nutrientes. Não é utilizada a manipulação genética dos alimentos. As sementes biofortificadas são distribuídas para escolas públicas de várias cidades do país, por meio de pedidos que podem ser feito pelas prefeituras ou pelas próprias escolas.

Roupa de borracha que repele tubarões

Dois empresários australianos lançaram roupas de borracha que prometem repelir tubarões. São duas peças. Uma delas, azul e branca, deixa os mergulhadores menos visíveis a esses animais. A outra, para surfistas, possui listras brancas e pretas e leva o tubarão a acreditar que o usuário não é um alimento adequado.
As roupas de borracha foram desenvolvidas com base em uma minuciosa investigação sobre como os tubarões vêem suas presas.
O lançamento do projeto coincide com uma onda de ataques desses animais no Estado da Austrália Ocidental.
Os tubarões são comuns no litoral do país, mas ataques fatais são raros – em média, uma pessoa morre a cada ano por causa vítima desse tipo de ataque.
Porém, desde julho de 2012, o saldo de mortos já chega a cinco.
A pesquisa levou em conta novas descobertas científicas sobre as percepções de luz e o daltonismo dos tubarões. O objetivo do estudo era produzir uma roupa que pudesse camuflar o banhista dentro d’água.
Um dos empresários por trás das invenções, Craig Anderson, afirmou à agência de notícias AFP que a roupa "confunde" os sistemas visuais desses animais.
Shaun Collin, pesquisador da Universidade da Austrália Ocidental afirmou que o desenho branco e preto afasta os tubarões dos surfistas.
“Muitos animais são repelidos por padrões listrados que indicam que a presa potencial não deve ser comida".
O governo do Estado da Austrália Ocidental financiou testes com bonecos e tubarões-tigre no seu litoral.
Durante o experimento, os animais ignoraram os manequins vestidos com as roupas listradas, enquanto atacaram aqueles que usavam os tradicionais trajes pretos dos surfistas.
Outros testes ainda serão feitos no sul da Austrália e na África do Sul quando o verão começar, em dezembro.
Anderson disse acreditar que haverá "demanda substancial" do mundo inteiro por suas roupas.
"Todo mundo está procurando uma solução, gente do mundo inteiro fica nervosa só de entrar na água", acrescentou.
Mas para Ali Hood, diretora da Shark Trust, no Reino Unido, entidade que estuda os tubarões, "dizer que as pessoas estão em pânico de entrar na água é exagerado".
Segundo ela, houve um crescimento nos praticantes de esportes aquáticos sem que fosse registrado um aumento proporcional dos ataques de tubarões.
Hood acrescentou que a instituição dá as boas-vindas ao progresso atrelado ao desenvolvimento de produtos que afugentem esses animais de forma não agressiva, mas fez uma ressalva.
"Infelizmente, um grande número de fatalidades atribuídas aos tubarões ocorrem em circunstâncias totalmente evitáveis: os banhistas entram na água onde há aviso sobre a presença desses animais; surfam ao anoitecer ou de madrugada nas proximidades de recifes de corais e se aproximam demais de pescadores com iscas".