segunda-feira, 21 de julho de 2014

Metade das escolas públicas do Brasil não tem computador



Metade das escolas públicas do Brasil não tem computador para os alunos nem acesso à internet. No País, embora tenha diminuído em um terço o número de estudantes por equipamento - de 96, em 2008 para 34 em 2013 -, as escolas ainda enfrentam problemas de infraestrutura básica: falta banda larga, laboratório de informática e até energia elétrica.
Os dados são de levantamento da ONG Todos pela Educação, com base no Censo Escolar 2013, obtido com exclusividade pelo Estado.
Os números mostram que, atualmente, 48,1% das escolas públicas de ensino básico não têm computador para uso individual dos alunos. A situação, contudo, melhorou nos últimos anos. De 2008 a 2013, o total de unidades sem acesso à internet caiu de 72,5% para 49,7% e o de escolas sem banda larga, de 82,3% para 59,3%.
Apesar das melhorias, o País ainda está distante das metas de universalizar o acesso à banda larga e de triplicar a oferta de computadores por aluno na rede pública, previstas no Plano Nacional de Educação, recentemente aprovado no Congresso.
Esses patamares ainda estão longe de serem atingidos, principalmente no Norte e Nordeste, que apresentam profundas desigualdades em relação às demais regiões. Apesar de terem investido na compra de equipamentos e apresentarem a redução mais significativa no número de alunos por computador de 2008 a 2013 - saíram de 163 e 162 alunos por máquina para 48 e 42, respectivamente -, essas regiões ainda têm as piores taxas de alunos por equipamento. A Região Sul, com 21 estudantes por computador, é a melhor. Em seguida estão o Centro-Oeste (30 por 1) e o Sudeste (35 por 1).
Mas não basta apenas a compra dos equipamentos. Diversas áreas sofrem ainda com a falta de infraestrutura básica. No Norte, por exemplo, 82,9% da rede pública não têm banda larga e 23,7% estão sem energia elétrica.
Segundo a gerente de projetos do Todos pela Educação, Andrea Bergamaschi, é preciso ter cuidado para que a desigualdade tecnológica não aprofunde o descompasso de aprendizado entre as regiões. "A tecnologia tem de ser usada para reduzir a desigualdade, não para aumentar." Ela destaca a necessidade de articulação entre as Secretarias, quando, por exemplo, a escola não tem luz nem internet. "Se os equipamentos estão sendo comprados e não há estrutura, o que vai acontecer?"
Fonte-dp

domingo, 20 de julho de 2014

O marca-passo biológico

Criar o próprio marca-passo está mais perto de se tornar realidade. Em um experimento pioneiro em porcos, um gene foi injetado em células cardíacas e as transformou em “células de marca-passo”. O “marca-passo biológico é capaz de curar uma doença”, dizem os especialistas do Instituto do Coração Cedars-Sinai de Los Angeles, nos Estados Unidos.
A Fundação Britãnica do Coração anunciou que ainda há um longo caminho para que a pesquisa, publicada na “Science Translational Medicine”, seja aplicada em casos reais.
Os pesquisadores injetaram um gene em porcos que sofriam de um problema no coração que causava uma batida muito lenta. A terapia genética então transformou algumas das bilhões de células cardíacas em outras que mantiveram o coração batendo no ritmo durante duas semanas, assumindo a função de marca-passo.
— Pela primeira vez fomos capazes de criar um marca-passo biológico usando métodos minimamente invasivos e mostrar que isso pode aguentar as demandas da vida — disse à BBC Eduardo Marban, principal autor do estudo. — Nós também fomos os primeiros a reprogramar uma célula do coração em um animal vivo para efetivamente curar uma doença.
Marca-passos convencionais são dispositivos eletrônicos que são implantados no peito para controlar batidas anormais do coração. O aparelho manda pulsos elétricos regulares para manter o coração estável. Agora, os cientistas tentam criar marca-passos biológicos para substituí-los de maneira permanente.





sábado, 19 de julho de 2014

Airbus: aviões elétricos

Entre os aviões que decolaram nesta semana no Farnborough Air Show, na Grã-Bretanha, um dos menores – e certamente o mais silencioso – foi um de dois assentos movido inteiramente por um par de motores elétricos. Embora alguns aviões elétricos tenham sido fabricados nos EUA, China e Europa, a aviação elétrica não evoluiu muito.
O que faz esse avião elétrico em particular se destacar é o fato de que ele foi feito pelo grupo Airbus. A gigante da aviação europeia leva bastante a sério os aviões elétricos, a ponto de ter criado uma subsidiária chamada Voltair para fabricar aviões elétricos em Bordeaux, França.
O Airbus E-Fan que voou em Farnborough é feito em grande parte de materiais compósitos leves. Uma série de baterias de íon de lítio, similares àquelas utilizadas em carros elétricos, são armazenadas ao longo dos 9,5 metros de suas asas. Os motores elétricos movem um par de hélices canalizadas instaladas em ambos os lados da fuselagem traseira.
O E-Fan tem uma velocidade máxima de 160 km/h e uma duração de voo de 45 minutos. Engenheiros da Airbus acham que baterias mais potente poderiam estendê-lo para 75 minutos. Isso ainda não é muito, mas é o bastante para uma aula de voo.
Uma grande diferença, no entanto, seriam os custos operacionais. Esses são estimados em um terço dos de um avião convencional. Recarregar as baterias – o que leva cerca de uma hora e meia com uma unidade de solo especial – é mais barato do que encher os tanques com gasolina (e, a depender da fonte da energia, menos poluente também). Mas a grande redução de custos operacionais viria da redução de serviços, já que sistemas movidos a eletricidade têm muito menos peças móveis que motores de pistão.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Google: Project Zero



       


O Google oficializou a criação de uma nova iniciativa voltada para a proteção da internet. Chamado de Project Zero, ele envolverá o recrutamento dos melhores especialistas em segurança, que unirão suas forças apenas para localizar e neutralizar brechas em aplicações populares espalhadas pela web, mesmo que longe da empresa, conforme noticiou a revista Info.
"Estamos contratando os melhores pesquisadores de vulnerabilidade e empregando 100% do tempo deles em aprimorar a segurança pela internet", explica um post feito na terça-feira (15) no blog de segurança na web da empresa. A equipe vai se concentrar principalmente nas vulnerabilidades chamadas de "Zero-day", aquelas que exploram falhas que ainda não foram descobertas e corrigidas pelos desenvolvedores.
Segundo o comunicado, o projeto vai analisar softwares desenvolvidos por qualquer empresa, não necessariamente ligados ao Google, que sejam utilizados por uma grande quantidade de usuários. As falhas de segurança descobertas pela equipe serão reportadas aos desenvolvedores responsáveis e, depois de corrigidas, tornadas públicas em um banco de dados externo.
De acordo com informações da "FolhaPress", a iniciativa pretende evitar novos casos como o da falha "Heartbleed", erro no padrão de encriptação de páginas da internet que deixou vulneráveis informações sigilosas de milhões de usuários da web em abril.


A AIDS poderá estar sob controle até 2030



A epidemia de Aids pode está sob controle até o ano de 2030. É o que prevê um relatório do Unaids, programa das Nações Unidas criado para ajudar os países a combater a doença. Tudo indica que o número de infecções de morte decorrente de Aids estão caindo.
Por outro lado, o Brasil, está na contramão desta tendência. Segundo o relatório da Unaids, entre 2005 e 2013 houve um aumento de 11%  nos casos da doença,  47% dos infectados pelo vírus HIV na América Latina estão no Brasil.
No fim de 2013, a estimativa era de que 1 milhão e 600 mil pessoas viviam com o vírus no país, ou seja, 2% da população mundial portadora da doença.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Mistério na Rússia: cratera gigante aparece misteriosamente na Sibéria

Uma misteriosa cratera vem intrigando cientistas e a população local da região da Península de Yamal, conhecida como ‘Fim do Mundo’, na Sibéria, leste da Rússia. Um vídeo feito por um helicóptero, que sobrevoava a região, mostra que o imenso buraco tem uma estranha forma e, ao redor dele, acontece algum tipo de combustão.
Os relatórios iniciais, juntamente com as imagens, foram considerados falsos. Contudo, o buraco é real, e tem 80 metros de diâmetro. A profundidade dele ainda não foi calculada. Equipes de cientistas foram enviadas ao local para recolher amostras e analisar a origem da cratera.
Anna Kurchatova, cientista do Centro de Investigação Científica do Sub-Ártico, afirma que o aquecimento global pode ter resultado no aparecimento da cratera. De acordo com ela, o solo congelado acumulou bolsas contendo uma mistura de gás, água e sal. Com o aumento da temperatura global, o local atingiu uma pressão suficiente para provocar a explosão, semelhante à que faz uma rolha de uma garrafa de champanhe.

?Tecnologia 3D: fim do molde de gesso ¿

Os moldes em gesso feitos à mão estão com os dias contatos na odontologia. Alguns consultórios e laboratórios estão adotando equipamentos modernos que realizam trabalhos em 3D com mais agilidade e conforto trazendo benefícios para os dentistas e os pacientes.
Essa tecnologia por escaneamentos e modelos virtuais em 3D detalha a arcada dentária e substituem as moldagens feitas com silicone ou em gesso. “Esse método traz mais conforto ao paciente e mais agilidade na entrega dos trabalhos, mantendo a mesma precisão final. Com essa tecnologia também é possível fazer estudos funcionais da articulação dos pacientes, além de projetos”, diz um dentista e especialista em odontologia estética, que acaba de investir no aparelho.
A grande vantagem é que, um trabalho que demoraria semanas e precisaria de várias consultas para ser realizado, pode ser finalizado em um dia. “Até pouco tempo não imaginávamos fazer um molde virtual da boca de nosso paciente e imprimi-lo aqui mesmo no consultório. Temos a possibilidade de planejar com precisão todos os dentes, analisando detalhes caso a caso”, diz o dentista.
Segundo o especialista, essa tecnologia está atraindo mais pacientes, principalmente aqueles que possuem o tempo curto ou moram longe. “Além disso, apesar de toda essa inovação, o valor pago pelo paciente é o mesmo”. O principal benefício é a qualidade de vida que a técnica traz para todos os envolvidos. “Atualmente, os pacientes querem a solução em um curto espaço de tempo, com a menor intervenção possível”.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Conservar amostras congeladas de doenças já erradicadas é uma boa ideia?

A varíola é uma doença terrível. Ela é transmitida com facilidade, provoca erupções por todo o corpo e mata cerca de 30% dos infectados. Ou, na verdade, costumava matar, já que a varíola não existe mais na natureza. Após uma campanha de vacinação de várias décadas, o último caso fora de controle foi diagnosticado em 1977. Três anos depois a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o mundo livre da doença. A aniquilação de uma doença que até 1967 matava 2 milhões de pessoa por ano é vista como um triunfo da medicina moderna.
Mas o vírus não desapareceu completamente. Oficialmente há dois reservatórios em laboratórios seguros administrados pelo Centro de Controle de Doenças (CCD) dos EUA e pelo Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia, na Rússia. Em 8 de julho, no entanto, o CCD anunciou que pesquisadores de saúde em Maryland haviam descoberto ampolas de varíola esquecidas em uma geladeira no canto de um armazém da Food and Drug Administration, o órgão regulador de medicamentos dos EUA.
Assim que foram descobertas as ampolas foram levadas para a sede do CCD, em Atlanta, onde estão sendo testadas para descobrir se ainda são infecciosas. Após essa etapa elas serão destruídas sob a supervisão da OMS. O FBI, enquanto isso, está tentando descobrir da onde elas vieram – elas parecem vir dos anos 50 – e como foram esquecidas. Todo o episódio é embaraçoso e provavelmente dará corda a um debate antigo e em aberto sobre se é uma boa ideia manter amostras de varíola, mesmo em laboratórios oficiais.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Nanotecnologia: “mais preto que o preto"

Uma empresa britânica chamada Surrey Nanosystems diz ter criado um novo material que consegue ser “mais preto que o preto”. Feito de nanotubos de carbono, ele é capaz de absorver 99,96% da luz incidente, criando um aspecto esquisito aos olhos humanos.
Ao The Independent, a empresa diz que o material, chamado de Vantablack, pode ser usado em telescópios espaciais, onde a reflexão de luz deve ser mínima para evitar a interferência na imagem. Atualmente é usada tinta preta para isso, que não tem os mesmos resultados impressionantes. A possibilidade de aplicá-lo em um vestido, por exemplo, é citada na matéria, mas é rechaçada por dois motivos: preço e o fato de que a vestimenta se tornaria apenas uma mancha preta se movimentando.
Isso porque, graças ao baixíssimo índice de reflexão da luz, o olho humano não consegue entender muito bem o que está enxergando. Formas e contornos se perdem completamente, por causa do retorno quase nulo de luminosidade. Assim, no exemplo do vestido, a pessoa usando a peça ficaria parecendo uma cabeça e membros flutuando sem um corpo muito definido em uma mancha preta em forma de vestido.
O professor de ciência das cores Stephen Westland, da Universidade de Leeds, se impressiona com o feito dos cientistas da Surrey Nanosystems. “A menos que você tenha visto um buraco negro, ninguém nunca viu algo que não reflita a luz. Estes novos materiais são basicamente o mais perto do preto como ausência total de luminosidade que podemos chegar. É o mais perto de um buraco negro que conseguimos imaginar”, afirma ao The Independent.
A empresa diz que há outra vantagem do Vantablack em relação a outros materiais semelhantes é que ele pode ser aplicado em superfícies a frio, sem necessidade de aquecimento. Assim, é possível utilizar a técnica em objetos que derreteriam quando aquecidos, aumentando sua versatilidade.


domingo, 13 de julho de 2014

AJUDA MOTIVACIONAL através de choques elétricos

Um novo dispositivo promete ajudar pessoas que desejam ter um novo estilo de vida ou manter seus compromissos. Contudo, a ajuda extra será feita de uma maneira nada convencional: choques elétricos.
É com este método controverso que a Pavlok, uma pulseira eletrônica, pretende colaborar com aqueles que não tenham atingido os objetivos traçados em atividades físicas ou no meio profissional. Sempre que o usuário falha em alguma atividade, a Pavlok emite um choque elétrico para chamar sua atenção.
Criador e fundador do projeto, Maneesh Sethi, espera que a pulseira esteja à venda ainda este ano. Para pôr a iniciativa em prática, foram arrecadados mais de US$ 100 mil em investimentos. Para lançar o primeiro lote do novo produto será feita uma campanha de crowfunding.
Sethi afirma que a Pavlok não consiste apenas em choques, mas sim em uma maneira eficiente de treinar o cérebro para fazer o que a pessoa se compromete a fazer. “O reforço negativo fará as pessoas prestarem atenção”, diz Sethi.
Na internet, a invenção já começa a gerar comentários sobre sua eficácia e do modo de utilização. Como ainda não está sendo comercializados, os fabricantes não mencionaram como a pulseira irá funcionar, se limitando a dizer que o dispositivo tem técnicas eficazes de monitoramento de compromissos, o que leva os usuários a fazer o que realmente gostariam.