quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Brasil: a quantidade de milionários deve subir 37%

 
      O modo de produção capitalista demonstra historicamente ser uma máquina de reprodução de desigualdades. Mas diferente das sociedades anteriores cuja desigualdade não se apresentava como problema, por ser identificada como natural, no capitalismo a desigualdade não deixa de revelar tensão e medidas voltadas ao seu enfrentamento.
Isso foi, certamente, o que permitiu interromper a trajetória da desigualdade entre a década de 1920 e 1970, sobretudo nas economias capitalistas avançadas. Por um lado, as duas grandes guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945) e a depressão econômica entre 1929 e 1939 contribuíram para a queima de riqueza, sobretudo no cume da pirâmide distributiva.
Por outro, o acordo socialdemocrata produzido no período de quase 30 anos considerado glorioso (1947-1973) esteve permeado por uma diversidade de políticas públicas viabilizadas pelo estado de bem-Estar social que elevaram o padrão de vida dos de baixo da pirâmide social. Uma espécie de medianização social pareceria sobrepor-se ao contexto da polarização social herdado do século XIX.
Desde os anos de 1980, contudo, o quadro da polarização social gerado pela desigualdade crescente no capitalismo assumiu a condição de novo normal. A substituição do antigo acordo socialdemocrata por políticas de corte neoliberal liberou a concentração da riqueza no andar de cima da sociedade ao mesmo tempo em que comprimiram o padrão de vida das partes restantes da estrutura social.
Pelo relatório anual sobre a riqueza no mundo produzido pelo banco Credit Suisse, o ano de 2015 tornou-se uma referência à marca da história recente. Isso porque a cada 100 pessoas no mundo, uma detém riqueza equivalente à soma das 99 restantes.
Dos mais de 4,8 bilhões de habitantes adultos que vivem em mais de 200 países no planeta terra, somente 0,7% do total de pessoas (34 milhões) concentra mais de 45% da riqueza do mundo, enquanto os 10% mais ricos monopolizam quase 90% de todos os ativos. A cada dois ricos no mundo, um reside nos Estados Unidos, seguido dos chineses e dos ingleses.
Para além da lógica de funcionamento da sociedade neoliberal no mundo, acresce destacar a força exercida pela dominância financeira no processo de acumulação de capital. O comportamento dos mercados cada vez mais especulativos como o financeiro e bursátil assumiu a condição necessária para sustentar o ciclo ascendente da riqueza concentrada.
Apesar da crise de dimensão global iniciada em 2008 e ainda sem solução à vista, a riqueza dos privilegiados se apresenta extremamente sensível às taxas de juros e variações das ações nas bolsas de valores. Tanto assim que menos de 90 das personalidades globais contabilizam o equivalente do que detém simplesmente a metade de toda a população mundial.
O Brasil com 168 mil milionários, ocupa o sétimo posto dos países com mais ricos no mundo. São 42 mil milionários a mais do que em todo o continente africano. Ademais, os milionários no Brasil representam 0,5% do mundo e 35% da América Latina.
Na projeção para os próximos cinco anos, a quantidade de milionários no Brasil deve subir 37%, o que representa a quantia de 229 mil personalidades. Ou seja, 61 mil novos milionários até 2020, quando se espera que economia brasileira não deva crescer acumuladamente mais do que 10% até lá.

Ameaçada de extinção, ave rara tem cabeça mais valiosa que marfim



Ele vem de uma ave raríssima e pouco conhecida chamada calau-de-capacete (Rhinoplax vigil, na nomenclatura científica), que habita florestas tropicais no leste da Ásia. E, como informa a correspondente Mary Colwell, essa ave magnífica está agora ameaçada de extinção.
Não seria boa ideia dar uma cabeçada em um calau-de-capacete. A ave pesa cerca de 3kg e tem um tipo de capacete natural, chamado de elmo, feito de queratina, uma proteína fibrosa, que se estende do bico ao crânio. Essa estrutura pode corresponder a cerca de 11% do peso total do pássaro.
Em todas as outras espécies de calau, há mais de 60 na África e Ásia, o elmo é oco. Mas no caso dessa espécie, ele é sólido. Os machos usam a estrutura em combates com outros machos e ambos os sexos a usam para extrair insetos de árvores apodrecidas.

Seca é pior do que se pensava

       
          Novos dados de satélite mostram que a seca no Brasil é pior do que se pensava, com o Sudeste perdendo 56 trilhões de litros de água em cada um dos últimos três anos, disse um cientista da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) nesta sexta-feira.
A pior seca do país nos últimos 35 anos também tem levado o Nordeste brasileiro, região maior, mas menos povoada, a perder 49 trilhões de litros de água a cada ano nos últimos três anos, comparando com os níveis normais, afirmou o hidrólogo da Nasa, Augusto Getirana.
Os brasileiros estão bastante conscientes da seca, dado o racionamento de água, blecautes e reservatórios vazios em partes do país, mas esse é o primeiro estudo que documenta exatamente a quantidade de água que tem desaparecido dos lençóis de água e reservatórios, disse Getirana.
"É muito maior do que eu imaginava", disse Getirana à Thomson Reuters Foundation. "Com as mudanças climáticas, isso vai acontecer com mais e mais frequência."
O sistema da Cantareira, que fornece água para 8,8 milhões de moradores de São Paulo, tinha, por exemplo, menos de 11% da sua capacidade no ano passado, segundo autoridades locais.
A pesquisa de Getirana, publicada nesta semana no Journal of Hydrometeorology, tem como base 13 anos de informações dos satélites Recuperação da Gravidade e Experimento Climático (Grace, na sigla em inglês) da Nasa, que circulam a Terra detectando mudanças no campo de gravidade causadas pelos movimentos da água no planeta.
O país não tem uma falta de água absoluta, afirmou o pesquisador. O problema é que as regiões muito povoadas, particularmente o Sudeste, dependem de aquíferos e reservatórios locais, que não estão sendo reabastecidos devido à seca.
Teoricamente, a água pode ser transportada de outras partes do país para cidades afetadas, disse ele, mas os custos financeiros e logísticos seriam enormes.
As novas informações de satélite devem representar um chamado de alerta para os políticos gerenciarem melhor a água e atuarem em relação às mudanças climáticas para lidar com a crise, declarou Getirana.
Os dados não permitem que os pesquisadores façam previsões de quanto tempo a seca vai durar, disse ele, acrescentando que os níveis de água continuaram a cair nos últimos meses.

Cientistas desenvolvem bateria de carro feita de lítio-ar mais eficiente

Um novo tipo de produto químico pode fornecer energia para as baterias de lítio-ar, que há muito tempo sofre obstáculos tecnológicos, o que pode contribuir para a criação de um produto capaz de fazer frente à gasolina nos carros, disseram investigadores nesta quinta-feira.
As baterias recarregáveis têm sido há décadas, a bateria de íons de lítio que alimenta muitos dispositivos móveis fará 25 anos em 2016, mas expandir essa tecnologia para os automóveis tem se mostrado difícil.
Pesquisadores passaram anos procurando uma espécie de bateria conhecida como lítio-ar, ou lítio-oxigênio, que poderia fornecer 10 vezes mais energia e, possivelmente mais densidade de energia suficiente para comparar com a gasolina, mas elas também têm sido alvo de problemas práticos.
Enquanto uma bateria de lítio-ar definitiva permanece pelo menos a uma década de distância, pesquisadores da Universidade de Cambridge dizem ter patenteado uma tecnologia que supera alguns dos principais obstáculos.
A principal autora da pesquisa, Clare Grey, professora de química na Universidade de Cambridge, disse que "a conquista significativa" de sua equipe vem fazendo progressos rumo à alta capacidade "já que levamos a eficiência para números que competem com a tecnologia de lítio-íon atual".
Como a tecnologia ainda está em fase de laboratório, não é possível compará-la diretamente com as tecnologias disponíveis atualmente, disse a cientista.
Mas a mais recente abordagem mostrou um aumento da eficiência energética de até 93%, e faz isso usando um produto químico diferente do utilizado nas tentativas anteriores: empregando hidróxido de lítio (LiOH) em vez de peróxido de lítio (Li2O2).
A demonstração foi feita com um "eletrodo de carbono altamente poroso,  feito de grafeno (incluindo folhas de carbono de um átomo de espessura) e aditivos que alteram as reações químicas no trabalho na bateria, tornando-a mais estável e mais eficiente", explica um comunicado da Universidade de Cambridge.
O resultado é mais um passo no caminho rumo a uma bateria mais prática e eficiente, disse Grey.
"Estamos empolgados com a substância química, mas também temos um monte de trabalho a fazer, em especial para compreender os mecanismos dessa química e otimizá-la e trabalhar para chegarmos o mais perto possível de um sistema de maior eficiência". 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Lei antiterrorismo é aprovada pelo Senado

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira, 28, por 34 votos a favor e 18 contra, o projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo no Brasil.
A sessão durou mais de quatro horas. A principal divergência dos senadores foi a respeito da criminalização dos movimentos sociais. A proposta, que prevê pena de 16 a 24 anos de prisão em regime fechado para quem for enquadrado no crime de terrorismo, terá que ser novamente analisada pela Câmara por ter sido alterada no Senado.
O projeto aprovado define como crime de terrorismo atos que atentem contra pessoa, “mediante violência ou grave ameaça, motivado por extremismo político, intolerância religiosa ou preconceito racial, étnico, de gênero ou xenófobo, com objetivo de provocar pânico generalizado”. Ainda de acordo com o texto, é considerado extremismo político o ato que atentar gravemente contra a estabilidade do Estado democrático, com o fim de subverter o funcionamento das instituições.
Na discussão da lei antiterrorismo na Câmara, os deputados incluíram no texto um parágrafo explicitando que a lei não se aplicaria “à conduta individual ou coletiva de manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou categoria profissional”.
O parágrafo, no entanto, foi retirado da proposta pelo relator, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), sob o argumento de que a medida determinava exceções amplas que poderiam acabar por inviabilizar a punição de crimes de terrorismo de fato.
Ainda de acordo com o relator, para ser considerado um terrorista, o indivíduo passará por uma definição rigorosa sobre o seu ato, e “se depois de passar por todas essas instâncias, a pessoa for considerada terrorista, é porque terrorista será […] Manifestações políticas, manifestações pacíficas, movimentos reivindicatórios não podem ser considerados terrorismo. Mesmo ações excessivas como depredar ônibus. Isso é dano. É atentado ao patrimônio, mas não é crime de terrorismo”.
Partidos como PT, PSB, PC do B e Rede argumentaram, entretanto, que o projeto abre brechas para a criminalização dos movimentos sociais.
A proposta aprovada também equipara a ato terrorista provocar explosão, incêndio, inundação, desabamento, desmoronamento ou usar gás tóxico, veneno, agente químico, biológico, radiológico ou nuclear em prédio ou local de aglomeração ou circulação de pessoas. O projeto prevê ainda que todas as punições são inafiançáveis. A Justiça Federal será responsável pelo julgamento dos crimes de terrorismo.
Fonte-opiniao


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Enem: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

O tema da redação do Enem 2015 é "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". Ele foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) minutos após o fechamento dos portões do segundo e último dia de provas, na tarde deste último domingo (25/10).
Especialistas afirmaram que o tema é pertinente e atual, e disseram que, ao contrário de algumas edições anteriores, neste ano só há um tipo de posicionamento em relação ao tema: contrário à violência.
O ano em que o Enem propôs movimento migratório, ele dividiu os candidatos. Alguns foram mais a favor, outros acharam que ia ter falta de emprego no Brasil. No ano passado, com o tema da publicidade infantil, os candidatos também ficaram um pouco divididos. Por um lado, a publicidade ajuda a aquecer a economia, estimula o consumo, gera empregos. E tem o outro lado, o do estímulo ao consumo desenfreado, de não contribuir para a formação de cidadãos conscientes.
Agora, defender a violência de qualquer pessoa é se colocar na contramão dos direitos humanos, e do próprio edital do Enem. Qualquer proposta que venha a fazer tem que contemplar os direitos humanos. Qualquer violência física, verbal ou psicológica é indefensável.


domingo, 25 de outubro de 2015

Russos criam aparelho capaz de enxergar através de paredes




A visão de raio-X do Super-Homem sempre foi o sonho de milhares de pessoas, independente da sua idade. Ciente do impacto de um poder como estes cientistas russos conseguiram recriá-lo através de um dispositivo.
A novidade foi apresentada no XI Salão Internacional de Invenções Nova Era, em Sebastopol, na Rússia.  Segundo seus criadores, a engenhoca poderá substituir os sensores de movimento atuais, melhorando assim os sistemas de alarme e de segurança.
O dispositivo pode ser instalado em aviões não tripulados e agir como um útil programa de monitoramento remoto. A nova tecnologia foi criada a partir de estudos sobre o efeito Doppler, um fenômeno físico observado nas variações de frequência produzidas em onda pelo movimento de objetos.
Diretor da empresa responsável pela invenção, Vladimir Starostin acredita que o aparelho é capaz de ver através de paredes. “A tecnologia permite escanear o movimento das pessoas, dos animais e dos materiais de até 50 metros, dependendo do tamanho e espessura dos muros e barreiras”, disse.
Atualmente o aparelho consiste em dois computadores e um scanner. Entretanto, seus criadores acreditam que em poucos anos a inovação está avançada o bastante para ter o formato de um tablet, facilitando seu uso, principalmente por forças militares. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

STF decide que registro de compra de carro em cartório não é obrigatório

          O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (21) que o registro de alienação fiduciária de veículos em cartório não é obrigatório. Com a decisão, fica mantida a regra do Código Civil que obriga a anotação de alienação do veículo somente no certificado de registro do carro.
O registro de alienação é feito pelo Departamento de Trânsito (Detran) e serve para demonstrar que o carro está em nome do motorista, mas é propriedade do banco até o pagamento de todas as parcelas do contrato de financiamento.
A questão foi decidida em um recurso no qual a Associação Nacional das Instituições de Crédito questionou decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A corte decidiu pela continuidade do registro em cartório, que era comum até a década de 1990, mas deixou de ser obrigatório com o Código Civil em 2002.
A maioria dos ministros acompanhou voto do ministro Marco Aurélio. Para o magistrado, a cobrança do registro duplo não é razoável. "A exigência de registro em serventia extrajudicial acarreta ônus e custos desnecessários ao consumidor, além de não conferir ao ato a publicidade adequada. Para o leigo: é mais fácil, intuitivo e célere verificar a existência de gravame no próprio certificado do veículo, em vez de peregrinar por diferentes cartórios”, argumentou o ministro.



Nano: como será o homem daqui a 1000 anos?

Criogenia, robôs ansiosos para criar suas próprias fazendas de humanos, confecção de órgãos por impressoras 3D e veículos autônomos já são realidade. O futuro, invariavelmente, tem seu lugar reservado, e os avanços da tecnologia podem fazer o que hoje é considerado ficção logo se tornar cotidiano.
Diante disso, como os seres humanos vão se parecer daqui a mil anos? Segundo especula o ASAP Science, pessoas com nanorrobôs implantados sob a pele, mecanismos naturais de defesa contra radiação e até mesmo mutações que atribuem habilidades especiais a certos membros do corpo poderão ser marcas comuns de quem viver no próximo milênio.
As projeções feitas pelo canal que recebe apoio também do National Geographic são ousadas, é verdade. No entanto, as últimas centenas de anos de evolução transformaram a humanidade em “milagres da genética”: passamos a ser tolerantes à lactose nos últimos 10 mil anos; em um século e meio, nossa média de altura aumentou em 10 cm e, hoje, vivemos também 20 anos a mais que há 65 anos.
Ainda são nebulosas as teorias que tentam encontrar respostas acerca do impacto das novas tecnologias sobre o corpo humano. De todo modo, e tendo em vista fenômenos que começam a ser encubados nos dias atuais, não é demasiado arriscado apostar, por exemplo, na “digitalização do cérebro humano”.
Conforme sugere o ASAP, é provável que o escaneamento de “átomo por átomo” da nossa massa cinzenta seja feito e que, então, passemos a não mais precisar de oxigênio ou alimento para sobreviver. Neste cenário, a consciência humana seria não mais que um tipo de software (e que poderia, quiçá, até mesmo receber melhorias através de updates).

Seria possível também interagir com máquinas dotadas de inteligência artificial, nas próximas décadas, computadores capazes de alcançar o desempenho do cérebro humano podem ser criados; as máquinas passariam, então, a fazer 10^15 x 10 10 cálculos por segundo, o que as faria “interagir, falar e ‘pensar’” de modo semelhante a como fazem os humanos.
A fusão entre nanotecnologia, biotecnologia e neurotecnologia é outra das esperanças para os próximos mil anos.  Nanorrobôs fundidos ao corpo poderiam desde combater vírus até otimizar algumas de nossas habilidades (músculos mais fortes, Ouvidos e olhos à la Superman). Se aplicada, essa tecnologia colocaria fim às limitações biológicas das pessoas e as transformaria, quem sabe, em “seres imortais”.

Estruturas constituídas por pequenos robôs e capazes, assim, de assumir formas diferentes são outro dos vislumbres para daqui a um milênio. Sob o nome de “Utility Fog” (ou “Névoa Útil”, em tradução livre), o conceito dessa nanotecnologia funciona de modo semelhante às malévolas aplicações feitas pelo vilão do filme “Big Hero 6”: seria possível comprar uma remessa de robôs minúsculos e fazer com que eles tomassem forma de casas ou veículos em questão de instantes.
A ideia de “seleção artificial” como uma evolução ou leitura alternativa da teoria de Charles Darwin entra, naturalmente, no bojo dessas auspiciosas projeções. Recém-nascidos com genes modificados poderiam inaugurar uma nova era na história da humanidade.
Se a existência de mutantes parece improvável, vale mencionar que pessoas dotadas de “superpoderes” volta e meia são documentadas mundo afora: há, por exemplo, o caso de um “homem-avestruz” capaz de comer de vidro e metal a material radioativo; pessoas que enxergam mais espectros e que veem mais cores que as demais também ganham os holofotes da mídia de tempo em tempo.
Mas como vamos lidar com o aquecimento global? Se uma solução mágica não der conta de tapar o buraco que compromete a camada de ozônio, nossos corpos é que terão de se proteger contra os altos níveis de radiação por conta própria. Ainda como informa o ASAP, pesquisadores afirmam que a pele dos seres humanos poderá evoluir e ficar mais escura, o que geraria mais resistência à incidência dos raios-ultravioleta.
Parece também que vamos crescer mais: corpos mais finos e altos teriam a capacidade de dissipar melhor o calor excessivo, que, em função da incidência de níveis cada vez altos de radiação, deve condenar até a mais colossal das geleiras.
O futuro parece um conto de fantasia. Mas, assim como toda boa parábola, o vilão também existe. Para Stephen Hawking, uma das mentes mais pródigas da atualidade, a solução contra a extinção é a migração da humanidade para o espaço.
Mais cedo ou mais tarde, a colisão de um asteroide ou uma guerra nuclear pode nos dizimar. Porém, se nos espalharmos pelo espaço e criarmos colônias independentes, nosso futuro vai estar seguro, diz Hawking.
Teóricos que se preocupam com o próximo milênio atentam também para o surgimento de algum tipo de doença, que poderia significar o apocalipse.
         Debates acerca do desenvolvimento atual das tecnologias, bem como discussões sobre o futuro da Ciência, serão realizados a partir do dia 1º de novembro através do Break Through, uma série online de seis episódios produzidos pelo Graphic Geographic.



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PEC 395: cobrança em pós-graduações de universidades públicas

     A Câmara dos Deputados Federais aprovou em primeiro turno o Projeto de Emenda Constitucional 395/14 que permite que universidades públicas possam cobrar pelo ensino oferecido em pós-graduações.
A medida, aprovada com 318 votos a favor, 129 contra e 4 abstenções, possibilita que cursos de extensão, aperfeiçoamento, especialização e mestrado profissional sejam pagos em instituições públicas. Os cursos de mestrado acadêmico e doutorado, no entanto, permaneceriam públicos. A PEC ainda pode ser revista.
O deputado Alex Canziani (PTB-PR), afirma que a motivação para propor a alteração é a de que, embora algumas universidades públicas cobrem por cursos de pós-graduação, muitos alunos entram na Justiça, afirmando que não é permitido. “Se não aprovarmos essa matéria as universidades vão deixar de ofertar esses cursos que são importantes, com medo das decisões da Justiça”, disse o deputado.
Uma votação em segundo turno foi requerida, mas antes, os deputados devem votar uma proposta do PCdoB que pede a suspensão da cobrança dos mestrados profissionais. Antes da votação, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) sugeriu que o assunto fosse debatido novamente pela Comissão de Educação, antes da votação em plenário.
A medida ainda não é consenso dentro da comunidade acadêmica e a discussão no plenário foi dividida até mesmo dentro dos próprios partidos. Deputados do PT tiveram posições diferentes sobre o assunto. A deputada Alice afirmou que a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) não tem posição firmada sobre o tema e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) é contrária à cobrança.
O assunto já vinha sendo discutido em junho de 2014, quando a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sugeriu que universidades públicas no Brasil adotassem mensalidades para estudantes que dispõem de recursos, mantendo a isenção para os que apresentem limitação financeira.  A medida era vista como uma forma de reduzir disparidades sociais na educação superior.
O texto da PEC afirma que para ser possível a entrada de empresas em parceria com universidades na pós-graduação, é necessário “esclarecer a questão no próprio texto constitucional” para que se possa cobrar pelos cursos de pós-graduação. Após aprovado, o projeto será votado no Senado.