Isso em 1872, os escravos
representavam 15,24% da população brasileira. Os estrangeiros somavam 3,8%, a
maioria deles portugueses, alemães, africanos livres e franceses. Os números
são de um censo, a única contagem da população durante o período imperial feita
em todo o território brasileiro. Os dados foram disponibilizados pela Fundação
de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais.
O Censo registrou quase 10
milhões de habitantes distribuídos em 21 províncias. Cada província se
subdividia em municípios, que, por sua vez, se subdividiam em 1.440 paróquias,
as unidades mínimas de informação. A coleta foi realizada nas paróquias.
Os dados estão
disponíveis na internet, mas, para ter acesso, é preciso fazer um cadastro.
Pelo programa disponível é possível acessar as tabelas configuradas na época e
combinar os dados de acordo com o objetivo da busca.
O censo apresenta, além da
contagem da população, informações específicas sobre pessoas com deficiência,
acesso à escola e profissões exercidas, entre outras. Na época, a profissão de
lavrador era a com o maior número de pessoas, seguida por serviços domésticos.
Das profissões liberais, a de artista tinha mais representantes, inclusive
entre a população escrava.
Na época, acabava de
entrar em vigor, em 28 de setembro de 1871, a Lei do Ventre Livre, que tornava
libertos todos os filhos e filhas de mulheres escravas. Por pressões
internacionais, o Brasil havia iniciado uma campanha pelo fim da escravatura.
Em 1850, com a Lei Eusébio de
Queiróz, foi estabelecido o fim do tráfico negreiro. Em 1885 foi promulgada a
Lei dos Sexagenários, tornando libertos os escravos com mais de 60 anos. O fim
da escravidão ocorreu em 1888, no dia 13 de maio, quando a Princesa Isabel
assinou a Lei Áurea.
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