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quinta-feira, 10 de abril de 2014

?Dinheiro eletrônico sociedade mais segura¿

“O dinheiro vivo”, afirmou Marcus Felson, um eminente criminologista americano, “é o leite materno do crime”. A necessidade de dinheiro vivo dos criminosos motiva os crimes predatórios de rua. Um novo estudo do National Bureau of Economic Research, um centro de pesquisas nos EUA, questiona se essa lógica poderia ser aplicada no sentido contrário: se o dinheiro vivo motiva o crime, a sua ausência reduziria a incidência de crimes? As respostas dizem que sim.
O estudo observa dados de crimes no nível municipal para o estado de Missouri, de 1990 a 2011, período quando a taxa de criminalidade caiu sensivelmente em todos os países ricos. Durante esse tempo, o Missouri, como o resto dos EUA, mudou o modo de fornecimento de seus benefícios sociais e de vales alimentação. Em vez de cheques, os estados passaram a usar um sistema de cartões de débito conhecido como Transferência de Benefícios Eletrônica (TBE).
Os pesquisadores verificaram que pagamentos eletrônicos geraram uma queda de 9,8% nas taxas de criminalidade geral, de 7,9% nos assaltos a residências, de 12,5% nas agressões e 9,6% nos furtos. A introdução da TBE também foi associada a um número menor de prisões, o que indica que a queda da taxa de criminalidade não ocorreu devido a um policiamento mais agressivo. Os efeitos da TBE sobre crimes não relacionados à propriedade, tais como delitos envolvendo drogas, estupro e prostituição foram estatisticamente insignificantes.
As descobertas sugerem, de acordo com Volkan Topalli, um dos autores do estudo, que “para pessoas em vizinhanças urbanas densamente povoadas, quando menos dinheiro vivo elas portam e quanto mais suas transações forem digitalizadas, menos atraentes elas se tornam como alvos de crime”.

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