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sábado, 15 de fevereiro de 2014

O MERCADO DE CADÁVERES





A escassez de cadáveres no século XVII era tal que William Harvey, o inglês que descobriu o sistema circulatório, dissecou os seus próprios pai e irmã. No início do século XIX as faculdades de medicina pagavam somas consideráveis a ladrões de cadáveres para que eles saqueassem túmulos. William Burke e William Hare, dois vilões britânicos, foram ainda mais longe e assassinou 16 pessoas para comercializar os cadáveres, o que virou até filme, em 2010. Burke foi enforcado em 1829 – e seu corpo foi dissecado.
A demanda por novos cadáveres só aumentou desde então. Empresas farmacêuticas os utilizam para testar remédios. Engenheiros de segurança os utilizam como bonecos de teste. Nunca há o bastante deles porque menos pessoas hoje em dia morrem jovens, e é ilegal na maioria dos países comprarem ou vender (ou exumar) cadáveres. Os pesquisadores dependem de doações.
Seria razoável esperar que a proibição do comércio signifique que não há um mercado para cadáveres. Mas isso não é verdade. “Empresas de serviços de cadáveres” (ou mercadores de corpos) atuam como intermediários entre doadores e usuários finais. Eles não vendem o corpo em si, mas cobram por serviços como transporte, armazenamento e preservação. O resultado, segundoMichel Anteby, professor da Faculdade de Administração de Harvard, é que de fato existe um mercado de cadáveres, embora ele não seja nomeado dessa forma.
É possível que haja até 30 negociadores de corpos nos EUA. Alguns são instituições filantrópicas; outras têm fins lucrativos. Elas atraem milhares de doações por ano, em geral ao aliviar o fardo financeiro da morte. Funerais podem custar milhares de dólares; os mercadores de corpos geralmente pagam pela cremação e coletam os cadáveres em si nos locais onde morreram. Faculdades de medicina também cobrem alguns custos funerários, mas empresas de serviços de cadáveres afirmam que devolvem os restos dos parentes mortos mais rapidamente e com menos burocracia. Algumas empresas prometem que o corpo será usado para o avanço da medicina.




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