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sábado, 17 de agosto de 2013

Vírus: uma arma biológica

Dois anos atrás, dois cientistas espalharam o medo de um vírus devastador. Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Winsconsin-Madison e Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmus, em Roterdã, descobriram, separadamente, maneiras de tornar uma cepa da gripe aviária chamada H5N1 mais contagiosa. Os críticos alertaram que terroristas poderiam usar esse conhecimento para criar uma arma biológica. Autoridades americanas ordenaram que os artigos fossem suprimidos. Pesquisas adicionais ficaram em suspenso. Mas, após muito debate, os artigos foram publicados na íntegra no ano passado. Em uma carta publicada esta semana nas revistas Nature e Science, o Kawaoka e o Fouchier propõem que estudos similares sobre o H7N9, outra cepa do vírus da gripe que está se espalhando na China, devem ir adiante também.
O interesse dos cientistas está em responder se o H5N1 ou o H7N9 irão desencadear uma pandemia. No momento, a resposta parece ser “não”. Ainda que o H1N1 seja virulento, a maioria dos indivíduos infectados sofreu contaminação a partir de animais, ao invés de terem pego de outras pessoas. O H7N9 parece menos letal do que o H5N1 e sua transmissão é limitada, de maneira parecida.  Mas as coisas podem piorar à medida que os vírus evoluírem. Portanto, o Kawaoka e Fouchier acham melhor testar, em laboratório, como essa evolução pode ocorrer – antes que ela ocorra na natureza.
Em particular, eles gostariam de testar a habilidade do H7N9 de se misturar com outros vírus da gripe em circulação. Essa combinação pode torná-lo melhor adaptado a hospedeiros humanos. Os cientistas querem identificar as mutações que tornam o H7N9 mais contagioso. Servidores públicos americanos da área da saúde, também em carta publicada nas revistas Nature e Science, explicaram como avaliariam estudos que tentassem aumentar a transmissibilidade desses vírus. Ainda não está claro quanto tempo levaria até que essas avaliações fossem publicadas, mas é bem provável que os vírus consigam se adaptar mais rápido que os burocratas e acadêmicos.

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