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terça-feira, 20 de junho de 2017

A China será o primeiro país sem dinheiro de papel




A rotina dos trabalhadores de lojas e escritórios de Shenzhen, polo de tecnologia no sul da China, é a mesma há décadas. Antes de subir para o escritório, eles param numa das dezenas de barraquinhas de rua e compram uma embalagem de plástico com um punhado de noodles, o macarrão chinês, e legumes, carnes e ovos. Tudo com muito shoyu. É o café da manhã e o almoço do dia a dia. A novidade ocorre na hora de pagar. 
Equilibrada embaixo de uma cesta de ovos, há uma folhinha com um QR code do estabelecimento (veja no canto inferior esquerdo da foto acima). Basta apontar a câmera do celular para o código e o pagamento está feito. Quase ninguém usa dinheiro, e o comerciante faz cara feia para quem o obriga a parar de servir para contar notas e moedas. 
A cena se repete em outros lugares. O vendedor de melancias, poucos metros à frente, também prefere receber o pagamento digital. As bicicletas de aluguel espalhadas pela cidade só são liberadas pelo celular, por 50 centavos a hora. Adolescentes não recebem mais mesada dos pais, mas depósitos em seus aplicativos. Até garçons têm o próprio QR code pendurado no avental para receber gorjetas. A China, país que inventou o papel-moeda há 15 séculos, caminha a passos firmes para ser o primeiro a aposentá-lo. 
As compras sem dinheiro já representam 60% do total no país. Em mercados maduros, como o do Reino Unido, o índice também é alto (55%), mas o que chama a atenção na China é o fato de o país estar pulando do dinheiro físico para os meios digitais sem passar pelo cartão de crédito ou de débito. Em 2016, por exemplo, o volume de pagamentos feitos com o smartphone chegou a 5,5 trilhões de dólares. 
A mudança é impulsionada por um aumento de 31% no PIB per capita, para 6 500 dólares, e de 30% na taxa de uso da internet, para 50 em cada 100 chineses, nos últimos sete anos. Além disso, os smartphones são relativamente baratos. Um aparelho de ponta de fabricantes locais, como OppoHuawei e Xiaomi, custa pouco mais de 500 reais. 
“Os jovens chineses não tiveram computador e pularam para o celular. Também não tiveram cartão de crédito e foram direto para os pagamentos digitais. Quando eles passaram a ter acesso à tecnologia, mergulharam de cabeça”, diz In Hsieh, presidente da China-Brasil Internet Promotion Agency e ex-diretor da Xiaomi no Brasil. 
A pouca popularidade do cartão de crédito e os entraves na regulação ajudam a explicar o tamanho do fosso nos pagamentos digitais entre a China e outros grandes mercados. Segundo a empresa de pesquisas Forrester, os pagamentos móveis nos Estados Unidos chegaram a 112 bilhões de dólares em 2016, ou 2% do tamanho do mercado chinês, o que também revela certa resistência por parte dos americanos a usar o smartphone no lugar do cartão para fazer compras. 
Duas companhias chinesas, sozinhas, responderam por 3 trilhões de dólares em transações em 2016: a varejista online Alibaba, dona do serviço de pagamentos Alipay, e a empresa de tecnologia Tencent, dona do aplicativo WeChat (conhecido como Weixin na China). Cinco anos atrás, o volume de transações feitas pelas duas empresas não chegava a 100 bilhões de dólares. A velocidade de crescimento se explica por uma corrida frenética entre elas. 
Alibaba e Tencent foram criadas com meses de diferença, entre o fim de 1998 e o início de 1999. Seus dois fundadores são as maiores estrelas do mercado de tecnologia chinês. De um lado está Jack Ma, ex-professor de inglês que levou o Alibaba à Bolsa de Valores de Nova York e hoje tem uma fortuna de 28,3 bilhões de dólares; de outro, Ma Huateng, fundador da Tencent, dono de uma fortuna de 24,9 bilhões de dólares e à frente da quinta companhia de tecnologia mais valiosa do planeta, atrás apenas de Apple, Alphabet (dona do Google), Microsoft e Amazon. O valor de mercado da Tencent alcança impressionantes 331 bilhões de dólares. 
Alibaba chegou antes ao mercado de pagamentos. A empresa começou com o Taobao, uma versão chinesa do site de comércio eletrônico eBay. Em 2004, Ma lançou o Alipay, um clone do serviço de pagamentos PayPal, para dar suporte à sua loja online. Em 2009, o Alipay ganhou um aplicativo para celular, o que permitiu fazer pagamentos também no varejo tradicional com um simples toque na tela. Já a Tencent começou com o QQ, uma plataforma de mensagens que chegou a 1 bilhão de usuários. 
Em 2011, lançou o WeChat, um aplicativo que combina as funções do WhatsApp com as do Facebook e ainda permite comprar passagens aéreas, localizar um restaurante, encontrar um namorado, agendar uma consulta médica, checar a qualidade do ar, entre outras funções. Todos os meses, 889 milhões de pessoas utilizam o app. 
O serviço que mais cresce é o WeChat Pay, lançado em 2013 como uma carteira virtual dentro do aplicativo. A entrada do WeChat no mercado de pagamentos foi chamada pelo concorrente Jack Ma de um “ataque de Pearl Harbor” ao Alipay. 
O sistema Alibaba ainda é líder na China com 54% de participação nas compras digitais, tanto em lojas online quanto físicas. Cada um dos 450 milhões de usuários do Alipay gasta, em média, 2 921 dólares por ano usando o serviço. 
Durante o Dia do Solteiro, em novembro, principal data do varejo chinês, 1 bilhão de dólares foram gastos pelos usuários do Alipay em um único dia. Já o WeChat Pay tem 37% do mercado chinês, mas vem ganhando terreno. O valor gasto por usuário em 2016 ficou em 1 526 dólares, um aumento de 168% em um ano. 
Tencent, dona do WeChat, cresce porque tem uma dominância invejável da audiência móvel na China — 55% do tempo que os chineses passam no celular são gastos em algum dos aplicativos da empresa (QQ, WeChat e outros). Como está sempre aberto na palma da mão de seus usuários, o WeChat Pay acaba sendo a ferramenta mais rápida para fazer um pagamento no mundo real — em lojas, restaurantes e barracas de rua. Um estudo feito pela consultoria McKinsey no ano passado revela que 31% de todos os usuários do WeChat fizeram compras no aplicativo, o dobro de 2015. 
Novas frentes 
A entrada da Tencent no mercado de pagamentos, área dominada pelo Alipay, acirrou a competição. O Alibaba pretende investir 150 milhões de dólares nos próximos três anos para incentivar o varejo tradicional a aceitar pagamentos via Alipay. Nas grandes cidades, é comum ver comerciantes que aceitam pagamento pelas duas plataformas, mas, no interior, há milhares de endereços sem o serviço. 
Como a competição é ferrenha, as duas companhias investem também em novas frentes. O WeChat tem um serviço para presentear amigos com dinheiro — um costume milenar no país. A tradição manda que o presente seja entregue dentro de um envelope vermelho, e o WeChat criou uma versão digital. 
No Ano-Novo chinês de 2016, foram 46 bilhões de transações. Já o Alibaba está investindo em serviços financeiros via Alipay. Os clientes podem fazer pequenos investimentos e poupanças dentro do aplicativo. No ano passado, 152 milhões de pessoas investiram 117 bilhões de dólares por meio do serviço. A empresa ainda emprestou 107 bilhões de dólares para 4 milhões de micro e pequenas empresas. 
Outra frente de expansão tem se mostrado muito mais complicada: levar os aplicativos para fora da China. Os usuários podem usar o WeChat Pay e o Alipay em Hong Kong e na Tailândia. A Tencent também fechou uma parceria na África do Sul e outra nos Estados Unidos para atender basicamente os turistas chineses. 
As duas companhias fizeram ainda investimentos em empresas de pagamento indianas. Não vai ser fácil. “Para ter sucesso, o Alipay e o WeChat Pay terão de se adequar à regulação local e superar a desconfiança dos usuários. São os mesmos desafios que as empresas estrangeiras enfrentam quando entram na China”, diz Zennon Kapron, diretor da consultoria especializada em tecnologia Kapronasia, com base em Xangai. 
“Nossa prioridade é a China, onde ainda há muita coisa a ser feita”, diz um diretor da Tencent enquanto mostra, em um enorme mapa projetado no hall da sede da empresa, onde estão os 889 milhões de usuários do WeChat — 689 milhões deles chineses. As luzinhas se aglomeram na costa do país e ficam mais escassas no interior. Para o WeChat e o Alibaba, trazer as outras centenas de milhões de consumidores chineses para o século 21 é uma oportunidade bilionária sem igual. 
Fonte-exame 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Estudos apontam como foi a lançada que feriu o Coração de Nosso Senhor



Estudos patrocinados pela Universidade Católica de Múrcia (UCAM), na Espanha, concluíram que o Santo Sudário de Turim e o Sudário de Oviedo envolveram a mesma pessoa.

Isso confirmou conclusões de outras análises.
O realmente importante na novidade identificada é que os dois tecidos apresentam sinais de que, depois de morto;

O corpo para o qual eles serviram de câmara mortuária “sofreu um ferimento” no lado direito que o atravessou inteiramente, saindo pelas costas.
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O tremendo ferimento concorda com o Evangelho de São João quando relata que um centurião romano perfurou o lado de Cristo.
31. Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, (…) Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
32. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.
33. Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,
34. mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (…)
36. Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).
37. E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10)”. (São João, 19 – 31-37)
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A conclusão foi dada a conhecer pela Universidade Católica de Múrcia (Espanha).
O estudo médico-forense foi dirigido por Alfonso Sánchez Hermosilla, pesquisador desse centro de estudos, informou ACIDigital.
O Dr. Sánchez Hermosilla é médico forense do Instituto de Medicina Legal de Múrcia;
Diretor da Equipe de Pesquisa do Centro Espanhol de Sindonologia (EDICES) e assessor científico do Centro Internacional de Sindonologia de Turim.
Nas conclusões, lê-se que o estudo conjunto do Santo Sudário de Turim e do Sudário de Oviedo: 
1. “não só confirma que ambos envolveram a mesma pessoa,
2. “como também, que depois de morto e em posição vertical, sofreu um ferimento profundo
3. “que atravessou o tórax direito, com a entrada pela quinta costela e saída pela quarta, perto da coluna vertebral e da escápula direita,
4. “deixando marcas de coágulos de sangue e líquido pericárdico em ambos os panos
(no Santo Sudário pelo seu contato com os orifícios da entrada e da saída, e no Sudário de Oviedo com o da saída)”.
Tudo isso, indicou a UCAM:

“Está de acordo com o que foi relatado no Evangelho de João, capítulo 19, versículos 33-34:
‘Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas.
Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água’”.
Para chegar a essa conclusão, explica a Universidade, foram realizados:
“Estudos antropométricos, criminalísticos, anatômicos e anatomopatológicos do Santo Sudário de Turim e do Sudário de Oviedo”. 
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“Seus resultados supõem novas descobertas da Equipe de Pesquisa da UCAM;
Que está estudando o Sudário de Oviedo e que anteriormente encontrou outras evidências de que ambos os tecidos envolveram a mesma pessoa”;
Indicou em seu site.
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O trabalho informa também que foram realizados:
“Estudos do sangue, da presença de polens, da conservação do material do tecido (linho) e da determinação de contaminantes orgânicos e inorgânicos”.
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“As manchas de sangue que foram estudadas sempre estiveram lá, mas ninguém as havia estudado, e são as únicas com essas características.
“Até o momento, foram atribuídas a marcas causadas pelas feridas da flagelação”, assinalou Sánchez Hermosilla.
A Universidade explicou que:
“As manchas (…) nas quais se centra o estudo compartilham características comuns e são muito diferentes do resto;
Pela sua morfologia e complexidade depois da análise macroscópica, como uma alta concentração hemática no centro e uma aureola mais clara e perfilada”.
“Além disso, essas manchas se tornam invisíveis quando observadas com um filtro infravermelho;
Como normalmente acontece nas manchas causadas pelo sangue de cadáver, ao contrário do que ocorre com o sangue de uma pessoa que está viva (…).
“No Sudário existe apenas outra mancha com características semelhantes, chamada ‘Mancha em acordeão’, atribuída à mesma origem com mácula e;
Consequentemente, do tecido ter sido dobrado várias vezes em várias ‘partes’, ficando sobre o inverso da grande mancha central” acrescentou.
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O estudo descreve com detalhe “os tecidos e órgãos que atravessaram o objeto pontiagudo em sua hipotética trajetória”.
E apoia “a hipótese de que quem administrou o ‘golpe de graça’ tinha experiência;
Pois ao colocar a folha da arma na posição horizontal poderia evitar facilmente as costelas;
Sem ter que tentar várias vezes, algo que aparentemente não aconteceu, pois não aparece o que denominamos na Medicina Forense ‘marcas das lesões’”.
Mais uma prova proveniente da botânica
Antes desta nova descoberta, no transcurso da investigação;
“Foi descoberto no Sudário de Oviedo um grão de pólen de uma planta que;
Segundo a paleóloga da EDICES, Marzia Boi, é compatível com a espécie botânicaHelichrysum Sp., também identificada no Sudário de Turim”.
Os cientistas “descartaram tratar-se de uma contaminação posterior, pois está aderido ao sangue.

Ou seja, chegou à relíquia no mesmo tempo que o sangue, e não foi de forma aleatória”.
A equipe liderada pelo Dr. Sánchez Hermosilla incluiu:
Jesús García Iglesias, professor de Minas da Universidade de Oviedo;
Marzia Boi, paleóloga e bióloga;
Juan Manuel Miñarro, professor no Departamento de Escultura da Universidade de Sevilha;
Antonio Gómez Gómez e Felipe Montero Ortego.
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Fonte: cienciaconfirmaigreja.blogspot.com.br
 
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