sexta-feira, 11 de julho de 2014

O QUE É UM ATOL ?


Um atol é uma ilha oceânica em forma de anel com estrutura coralínea e de outros invertebrados, constituindo em seu interior uma lagoa, sem nenhuma aparente conexão com as rochas da Crosta.
Um atol começa pela formação de um recife costeiro de corais ao redor de uma ilha vulcânica. À medida que esta ilha vai afundando o recife vai se acumulando e crescendo para fora em busca de águas mais ricas em nutrientes e transformando-se num recife de barreira. A parte central, com menor circulação de água fica preservada como uma laguna interior.

Animação mostrando o processo dinâmico da formação de um atol de coral. Os corais (representados em tons de roxo e de castanho-rosa) estabelecem um crescimento em volta do console oceânico, dando forma a um recife. Em circunstâncias favoráveis, o recife expandirá. Eventualmente o console do subsolo completamente abaixo da água, deixa um anel de crescimento do coral com uma lagoa aberta no centro. O processo da formação do atol demora 30 milhões de anos a ocorrer.



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Gel contra transmissão da AIDS



Um novo gel microbicida apresentado nesta quarta-feira em Madri pode prevenir a transmissão do vírus da aids, o HIV, durante as relações sexuais em um período de 18 a 24 horas, afirmaram os pesquisadores espanhóis responsáveis.
A chefe de seção do laboratório de Inmunobiologia Molecular do Hospital Gregorio Marañón, Ángeles Muñoz, apresentou o gel, de uso tópico e que está em fase pré-clínica com uma eficácia de 85% demonstrada em experimentos com ratos.
Ao lado a Muñoz estava na entrevista coletiva o professor titular do departamento de Química Inorgânica da Universidade de Alcalá, Javier da Mata, que disse que se espera uma eficácia de 100% do gel se se combina o gel com outros dois remédios antirretrovirais.
O gel, que não é tóxico, teria uma eficácia de proteção diante do HIV de entre 18 e 24 horas, e durante esse tempo se poderia manter relações sexuais sem contágio. O ideal seria aplicá-lo cerca de 8 horas antes da relação sexual prevista, segundo os especialistas.
O composto se baseia no dendrímero 2sg-s16, um tipo de partícula microscópica que bloqueia a infecção de células epiteliais e do sistema imune contra o HIV, e não é espermicida, por isso existe a possibilidade, advertem os pesquisadores, de haver gravidezes.
A doutora Muñoz explicou que o experimento foi realizado em nove ratos do tipo BLT, que receberam através de cirurgia células humanas de medula, fígado e a glândula timo.
Em três ratos foi usado um placebo e nos outros seis foi aplicado o gel microbicida em suas células vaginais para, em seguida, introduzir o vírus HIV.
Como resultado, cinco dos ratos tratados com o gel não foram contagiados, enquanto um sexto morreu, o que representa eficácia de 85%.
Também se estudará o efeito do gel nas células retais dos ratos, já que até agora a substância só foi aplicada em células vaginais.
O gel é o primeiro do mundo contra o Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV) que utiliza dendrímeros carbosilanos, e, além disso, se demonstrou que também inibe a infecção pelo Herpes de tipo 2, um tipo de herpes que têm três vezes mais possibilidades de contágio que o HIV.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Microchip contraceptivo

Para facilitar o dia a dia das mulheres que fazem uso de medicamentos anticoncepcionais uma startup americana decidiu inovar, aliando os conceitos de tecnologia e saúde para o controle da fertilidade.
A MicroCHIPS (sede em Massachusetts, nos EUA ) desenvolveu um pequeno chip que promete evitar a gravidez por 16 anos. O dispositivo mede 20mm x 20mm x 7mm e deve ser implantado nas nádegas, braço ou abdômen. Ele libera diariamente 30 microgramas de levonorgestrel, hormônio presente em diversos contraceptivos.
Caso a mulher decida ter um filho, basta desligar o chip com um controle remoto. Para voltar a usar o contraceptivo, basta um novo clique. Segundo a empresa, o chip entrará em fase de testes em 2015 nos EUA, com previsão para chegar ao mercado três anos depois.
O chip é fabricado em titânio e platina para evitar rejeição. Uma fina membrana libera o medicamento através de uma pequena carga elétrica. Apesar de o sistema já ter demonstrado funcionar corretamente, ainda existem questões a serem resolvidas, como a necessidade de criptografar o sistema para evitar o ataque de hackers.

Aedes Aegypti: criada substância que repele e mata


Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriram uma substância capaz de repelir e matar o mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus da dengue, no estágio de larva e na fase adulta. A descoberta foi feita durante uma pesquisa para criar um novo tipo de detergente.
Há 17 anos os pesquisadores estudavam a bactéria Pseudomonas aeruginosa LBI, encontrada em solos contaminados por derivados do petróleo, para criar um tipo de detergente biológico. Porém, no ano passado, durante uma nova fase do estudo, os pesquisadores descobriram que a substância é capaz de diminuir a tensão da água.
“Como as larvas do mosquito da dengue precisam se manter na superfície para respirar, resolvemos testar essa situação e, com a queda nessa tensão, a larva não consegue se manter à flor da água, afunda, não consegue respirar e morre”, explica a bióloga Roberta Barros Lovaglio.
Os pesquisadores decidiram testar a substância em mosquitos adultos e perceberam que eles também eram afetados. “No caso deles, a substância quebra a cutícula do mosquito. Com isso, ele fica suscetível à ação do meio ambiente e morre. Apenas como comparação, seria o mesmo que retirar a pele de um ser humano”, explica o biólogo Vinicius Luiz da Silva.
Depois, os pesquisadores testaram a eficácia da substância como repelente. Para isso, dois ratos de laboratório foram expostos ao Aedes Aegypti. Um dos ratos havia sido borrifado com a substância, outro não. O rato sem a substância foi picado pelos mosquitos, que mantiveram distância do rato com o repelente.
Segundo os pesquisadores, os testes feitos com a substância apresentaram uma eficácia de 100%, tanto em larvas como em mosquitos adultos. Agora o foco da equipe, liderada pelo professor e biólogo Jonas Contiero, é baratear os custos de produção da substância para viabilizar seu uso comercial. Atualmente a produção de 10 mililitros do produto custa R$ 1,4 mil.
“Nossa pesquisa, nesse momento, está dedicada a tentar novas fórmulas de produção para uso comercial”, diz Roberta.


sábado, 5 de julho de 2014

Brasil: AMEAÇA DE SURTO

Semelhante à dengue, porém mais dolorosa, a febre chicungunya vem fazendo novos casos no país; o número de vítimas infectadas com o vírus originário da África subiu para dezessete. A doença causa fortes dores nas articulações – que podem perdurar por anos após a fase aguda da infecção – além de febre alta e manchas vermelhas pelo corpo.
Aparentemente, todos os infectados contraíram a enfermidade no exterior. De acordo com especialistas, a deflagração de uma nova epidemia é inevitável, já que o vírus da chicungunya é transmitido pelos mosquitos do gênero Aedes, os mesmos responsáveis pela disseminação da dengue.
Conforme os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a febre foi detectada pela primeira vez em 1952, na fronteira da Tanzânia com Moçambique. A doença ganhou várias regiões da África e da Ásia, e, atualmente, há surtos cíclicos em aproximadamente 40 países.
Em dezembro de 2013, porém, a infecção foi registrada pela primeira vez nas Américas e vem se propagando com muita rapidez; 30 nações da região já reportaram o aparecimento do vírus. No Haiti, onde o Brasil mantém um contingente de militares, a epidemia está completamente fora de controle.
O risco (de epidemia no Brasil) é iminente, assegura o infectologista Stefan Cunha Ujvari. “A qualquer momento vai começar uma epidemia, não há mais como evitar: a doença é transmitida pelo aedes e segue a mesma rota da dengue. Basta um mosquito picar um doente aqui que vai passar adiante”.
Das 17 ocorrências registradas no Brasil, 15 envolvem militares e missionários brasileiros que regressaram de missão no Haiti. Os outros dois são de brasileiros que estiveram a turismo na República Dominicana a turismo.
O Ministério a Saúde está em alerta: outros dois casos estão em investigação, também de pessoas vindas desses mesmos países. Todos os pacientes apresentaram um quadro leve, estável e de evolução clínica favorável, informou na última quinta-feira, 3, em comunicado.

Rivalidade entre o Brasil e a Argentina tem mais 500 anos

Se no Mercosul eles são sócios, nos gramados a briga é boa. Mas de onde vem a rivalidade entre o Brasil e a Argentina? Responder a essa pergunta nos leva 500 anos atrás – a rixa é anterior, até, à existência dos dois países como nações independentes. A peleja nada mais é que a continuação da antiga disputa de territórios e prestígio por parte das respectivas metrópoles, Portugal e Espanha – resumida no Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, e nas disputas bélicas pela posse da colônia de Sacramento, enclave português em frente a Buenos Aires.
A guerra continuou mesmo após a independência dos países, movida a disputas pela hegemonia continental e a um mar de desconfianças mútuas. O Império brasileiro temia que a Argentina reinstalasse o Vice-Reinado do Prata – uma confederação reunindo a própria, Uruguai, Paraguai e Peru, sob sua liderança, formada pelos espanhóis em 1763 para conter o avanço português. Os argentinos, por sua vez, tinham medo da política expansionista brasileira, que poderia isolá-los e submetê-los no continente.
O último momento de confronto diplomático foi centrado na questão da usina hidrelétrica de Itaipu, na década de 1970. Construída em parceria com o Paraguai, era chamada de “bomba d’água” pela imprensa de Buenos Aires. Dizia-se que, se suas comportas fossem abertas, a capital argentina ficaria submersa. Depois de um acordo diplomático, a Argentina construiria também no rio Paraguai, a usina de Corpus.
Aos poucos, Brasil e Argentina começariam a perceber que suas economias se complementavam – e não concorriam em praticamente nenhum setor. Com a criação do Mercosul, em 1991, a rivalidade ficou definitivamente atenuada. Restou, então, o esporte como palco de confronto.

COLUNA VERTEBRAL

A coluna vertebral é o pilar mestre (eixo mecânico) do tronco. Além de suportar o peso do corpo ela é bastante flexível. Essas duas propriedades mecânicas antagônicas fazem com que ela seja bastante vulnerável às lesões. Além disso, ela aloja no seu interior, a medula espinhal, que faz a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.
A coluna vertebral é constituída de 32 a 33 vértebras. Temos 07 vértebras cervicais (coluna cervical), 12 vértebras torácicas (coluna torácica ligadas às costelas), 05 vértebras lombares (coluna lombar), 05 vértebras sacrais (coluna sacral - fundidas) e 3 ou 4 vértebras coccígeas (coluna coccígea).

SEGUIMENTO MOTOR DA COLUNA VERTEBRAL


O seguimento motor (unidade funcional) da coluna vertebral é constituído pelas duas vértebras adjacentes interligadas pelo disco intervertebral. Ele é que propicia a grande flexibilidade da coluna e ao mesmo tempo estabilidade. A coluna vertebral é constituída por 23 ou 24 seguimentos motores.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Plástico nos mares

 Cientistas afirmaram no início desta semana que até 88% da superfície dos oceanos do mundo está contaminada com lixo plástico.
A constatação aumenta a preocupação com os efeitos sobre a vida marinha e a cadeia alimentar.
O estudo, publicado no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences”, foi baseado em mais de 3 mil amostras oceânicas coletadas por uma expedição científica em 2010.
O diretor da pesquisa, Andrés Cozar, da Universidade de Cádiz, na Espanha, ressaltou que “as correntes oceânicas carregam objetos plásticos, que se partem em fragmentos menores, devido à radiação solar”.
Ainda de acordo com Andrés Cozar, os pequenos pedaços de plástico detectados na superfície dos oceanos podem durar centenas de anos.
Embora tenham observado que a quantidade total de plástico nos oceanos atualmente — entre 10 mil e 40 mil toneladas — seja menor do que estimativas anteriores, os cientistas se preocupam com os efeitos que estas pequenas partículas de plástico têm na vida marinha.


? Copa: cadê os rostos negros¿

Uma reportagem publicada na última terça-feira, 01, no jornal britânico Guardian chama a atenção para a falta de negros nos estádios durante as partidas da Copa do Mundo.
Intitulada “A falta de rostos negros no meio da torcida mostra que o Brasil não é verdadeira nação arco-íris”, a reportagem critica o Brasil e diz que o país deveria aproveitar o evento para mostrar a diversidade cultural do país. De acordo com o texto, ao invés disso, o que se constata é um “preconceito profundamente enraizado”.
O jornal diz que metade da população brasileira é composta por negros ou pardos, mas que essa proporção não se reflete na torcida presente nos estádios.
O autor da reportagem, o jornalista brasileiro Felipe Araújo, disse que no jogo Brasil contra Gana, realizado no estádio Castelão, os únicos negros presentes na torcida eram os africanos.
Enquanto isso, crianças negras estava do lado de fora do estádio tentando ganhar dinheiro dando carona para os torcedores em suas bicicletas. “Para todas as oportunidades geradas pela Copa do Mundo, a questão nos negros não está incluída. Neste quesito, em particular, o Brasil marcou um gol contra”, diz o jornalista.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Facebook manipulou sigilosamente o feed de notícias de quase 700 mil usuários para avaliar o impacto das postagens no humor

A divulgação de uma pesquisa feita de forma sigilosa pelo Facebook causou a indignação dos usuários da maior rede social do mundo.
Em 2012, o Facebook manipulou durante duas semanas o feed de notícias de 689,003 usuários. A pesquisa visava analisar o impacto do “contágio emocional” causado pelas postagens na rede social.
Para isso, o Facebook, passou a manipular as notícias e as palavras que apareciam no feed de notícias do usuário para determinar se o teor das atualizações refletia em seu humor e em suas próprias postagens.
O estudo foi feito em parceria entre as universidades Cornell e da Califórnia, EUA. Os pesquisadores concluíram que usuários que recebiam menos mensagens negativas tinham menos chances de postar algo negativo e vice-versa.
No último domingo, 29, Adam Kramer, analista de dados do Facebook e autor da pesquisa, disse que a empresa considerava importante avaliar o impacto que as postagens causam nos usuários. “Ao mesmo tempo, também estávamos preocupados com a hipótese de que a exposição à negatividade dos amigos pode levar as pessoas a evitar entrar no Facebook”, disse Kramer.
Contudo, usuários e especialistas do setor de tecnologia criticaram a pesquisa. “O que temíamos já é uma realidade: o Facebook está nos usando como ratos de experimento”, diz a página do Animalnewyork.com, blog que divulgou a pesquisa na última sexta-feira, 27, dando início à polêmica.
A pesquisadora de política e ética de dados, Kate Crawford, chamou atenção para a falta de ética do Facebook. “Vamos chamar o experimento do Facebook do que ele é: o sintoma de uma falha muito maior em pensar sobre ética, poder e consentimento sobre plataformas digitais”, disse Kate.
Fonte-opiniao