No filme Minority report, a polícia manipula, por meio de toques em uma superfície transparente, imagens de futuros assassinatos. Com o equipamento, o ator Tom Cruise cruza as imagens para descobrir o criminoso antes que ele realmente cometa o homicídio. A tecnologia utilizada na ficção lançada em 2002 hoje é realidade. Importada, ela pôde ser vista, por exemplo, em uma emissora brasileira de televisão a partir da cobertura da Copa do Mundo de 2010. Agora, um grupo de recém-formados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está desenvolvendo um software que permite a manipulação de imagens — um aperfeiçoamento do sistema touchscreen, que detecta os toques por meio de telas sensíveis.
O sistema desenvolvido pelo grupo de engenheiros eletrônicos, porém, não exige o uso de telas especiais, podendo ser aplicado em mesas, pisos, paredes, vitrines ou quaisquer superfícies transparentes. Basta que uma câmera capte os movimentos gerados pelo usuário sobre a imagem projetada e o software interprete como um comando. “A novidade é que ele vai dispensar a projeção de imagens em uma superfície própria, como a tela fixa de um monitor, já que não utiliza sensores para captar os comandos”, explica o engenheiro eletrônico Simon Medeiros, um dos desenvolvedores do sistema.





