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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Estupro coletivo: investigação vai contrariar o 'senso comum' da população sobre o caso, diz delegado

Em entrevista ao programa Fantástico no último domingo, 29, o chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, disse que a investigação do estupro coletivo supostamente praticado por 33 homens contra uma adolescente de 16 anos no Rio irá contrariar “o senso comum” da população sobre o caso. O resultado da investigação se baseia no exame de corpo de delito feito pela vítima quatro dias após o crime e a perícia de um vídeo postado nas redes sociais.
“Não há vestígios de sangue nenhum que se possa perceber pelas imagens que foram registradas. Eles [os peritos] já estão antecipando, alinhando algumas conclusões quanto ao emprego de violência, quanto à coleta de espermatozoides, quanto às práticas sexuais que possam ter sido praticadas com ela ou não. Então, o laudo vai trazer algumas respostas que, de certa forma, vão contrariar o senso comum que vem sendo formado por pessoas que sequer assistiram ao vídeo”.
Durante uma conversa em um grupo de WhatsApp, enviada ao jornal Extra, o delegado Alessandro Thiers, afastado do caso no domingo, desqualificou a adolescente que denunciou o estupro, chegando a afirmar que não houve estupro: Ele comentou a entrevista da jovem ao Fantástico: “No ‘Fantástico’ era outra pessoa. Sabe que temos fortes indícios de que não existiu estupro”.
Tanto a entrevista de Veloso como a conversa do delegado Thiers refletem uma atitude compartilhada por muitos brasileiros em redes sociais: Em seu perfil no Facebook, a vítima foi acusada de usar o caso para atrair atenção com sua história. No último sábado, 28, ela decidiu apagar sua página, que exibia comentários depreciativos, de homens e mulheres, criticando seu comportamento e acusando-a de não ter sido estuprada.
Uma semana após o crime, uma conta no Twitter foi criada com fotos de uma menina, supostamente a vítima, segurando armas, sugerindo que ela andava com bandidos e por isso teria assumido o risco de ser estuprada. Em apenas quatro horas a conta atraiu mais de 280 seguidores.
Ao Fantástico, a adolescente criticou o tratamento que recebeu na delegacia: “O próprio delegado me culpou. Quando fui à delegacia, não me senti à vontade em nenhum momento. Eu acho que é por isso que muitas mulheres não fazem denúncias (…) Ele [o delegado] chegou dizendo “Me conta aí”, sem nem perguntar como eu estava, se estava bem”.
Em outra entrevista, ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, ela acrescentou: “Ficavam perguntando por que eu estava lá, se eu tinha envolvimento, se já tinha feito sexo grupal”.
Nenhum suspeito permanece detido por envolvimento no crime.


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