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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Humanos deixam “Impressões digitais” de bactérias em seu caminho

      Existe uma nuvem que paira sobre as pessoas: a nuvem pessoal de bactérias. As pessoas produzem sempre nuvens de bactérias, mesmo quando estão sentadas imóveis. Uma pesquisa publicada em PeerJ por James Meadow, na época um pesquisador da Universidade de Oregon, e seus colegas, sugeriu que, assim como uma impressão digital ou uma amostra de DNA, essas bactérias poderiam ser uma forma de identificação de uma pessoa.
As pessoas expelem bactérias pela pele, boca, nariz e outros orifícios em uma quantidade de cerca de 1 milhão por hora. Mas até a publicação do estudo de Meadow, ninguém tinha examinado detalhes desse mecanismo fisiológico. Então, Meadow colocou um grupo de voluntários sentados dentro de uma câmara estéril por um período de quatro horas e, em seguida, recolheu o material que haviam expelido.
Meadow recolheu as bactérias do ar da câmara por meio de um buraco no chão e com discos de Petri em torno dos voluntários. Esses discos absorveram uma quantidade de resíduos suficiente para ser analisada. As duas amostras tiveram seu conteúdo de DNA examinado. Essa análise revelou os tipos de bactérias contidas nas amostras que, independente de qual tinha sido examinada, eram semelhantes às de determinado voluntário.
As amostras, no entanto, tinham variações de uma pessoa para outra, em razão da quantidade expelida e da proporção relativa do conteúdo de cada nuvem. Segundo Meadow, a nuvem de bactérias de cada um dos voluntários era estatisticamente diferente.
Essa descoberta suscita a possibilidade de que as “impressões digitais” das bactérias deixadas em cenas de crimes possam ser úteis no futuro para cientistas forenses. Um criminoso que tivesse o cuidado de não deixar traços de seu DNA no local do crime, não conseguiria evitar que as bactérias expelidas por seu corpo pudessem identificá-lo.

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