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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Fim do dinheiro de papel?

Pagamentos eletrônicos estão se tornando onipresentes e os economistas estão começando a se perguntar se notas e moedas deveriam ser abolidas. Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, acha que sim. O fim da moeda física argumenta ele, ajudaria os governos a recolher mais impostos, combater o crime e desenvolver melhor a política monetária.
A princípio o plano de Rogoff parece modesto. Notas e moedas representam apenas uma pequena parte do dinheiro em circulação: apenas 3% na Grã-Bretanha, por exemplo (Nos Estados Unidos, a proporção é de 10%, em parte porque os estrangeiros carregam um monte de notas de dólar). O resto são simplesmente registros de saldos em contas, seja em bancos comuns (no caso de empresas e pessoas físicas) ou em bancos centrais (no caso dos bancos). Esse dinheiro tende a ser movimentado por transferências eletrônicas e nunca toma forma física.
O dinheiro de papel gera uma série de problemas. A falsificação é apenas uma: em 2013, o Banco da Inglaterra tirou de circulação 680 mil notas falsas, que somavam US$ 19 milhões. Dinheiro de papel serve para outros tipos de crimes também, uma vez que as notas mantêm transações anônimas. É impossível identificar o dinheiro que foi usado para comprar um quilo de cocaína. Nos países da OCDE, um clube de países ricos, a “economia subterrânea” de atividades ilícitas, seja tráfico de drogas ou rendimentos não declarados, representa cerca de um quinto do PIB. Rogoff estima que na maioria dos países, o desejo de esconder algo das autoridades representa mais de metade das transações em dinheiro.
Abolir as notas eliminaria a falsificação de um só golpe e facilitaria o rastreamento de pagamentos ilícitos. A redução da criminalidade que se seguiria seria um benefício enorme, tanto social como economicamente. A redução apenas da sonegação de impostos traria grandes benefícios fiscais. Uma pesquisa da Universidade Tufts estima que o governo americano poderia recolher mais US$ 100 bilhões por ano se os Estados Unidos abolissem o dinheiro de papel.



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