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terça-feira, 8 de julho de 2014

Aedes Aegypti: criada substância que repele e mata


Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriram uma substância capaz de repelir e matar o mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus da dengue, no estágio de larva e na fase adulta. A descoberta foi feita durante uma pesquisa para criar um novo tipo de detergente.
Há 17 anos os pesquisadores estudavam a bactéria Pseudomonas aeruginosa LBI, encontrada em solos contaminados por derivados do petróleo, para criar um tipo de detergente biológico. Porém, no ano passado, durante uma nova fase do estudo, os pesquisadores descobriram que a substância é capaz de diminuir a tensão da água.
“Como as larvas do mosquito da dengue precisam se manter na superfície para respirar, resolvemos testar essa situação e, com a queda nessa tensão, a larva não consegue se manter à flor da água, afunda, não consegue respirar e morre”, explica a bióloga Roberta Barros Lovaglio.
Os pesquisadores decidiram testar a substância em mosquitos adultos e perceberam que eles também eram afetados. “No caso deles, a substância quebra a cutícula do mosquito. Com isso, ele fica suscetível à ação do meio ambiente e morre. Apenas como comparação, seria o mesmo que retirar a pele de um ser humano”, explica o biólogo Vinicius Luiz da Silva.
Depois, os pesquisadores testaram a eficácia da substância como repelente. Para isso, dois ratos de laboratório foram expostos ao Aedes Aegypti. Um dos ratos havia sido borrifado com a substância, outro não. O rato sem a substância foi picado pelos mosquitos, que mantiveram distância do rato com o repelente.
Segundo os pesquisadores, os testes feitos com a substância apresentaram uma eficácia de 100%, tanto em larvas como em mosquitos adultos. Agora o foco da equipe, liderada pelo professor e biólogo Jonas Contiero, é baratear os custos de produção da substância para viabilizar seu uso comercial. Atualmente a produção de 10 mililitros do produto custa R$ 1,4 mil.
“Nossa pesquisa, nesse momento, está dedicada a tentar novas fórmulas de produção para uso comercial”, diz Roberta.


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