sexta-feira, 30 de julho de 2010

Carregador sem fio universal para celular


Wireless Power Consortium definiu por padrão via indução magnética; a partir de agora, fabricantes poderão começar a desenvolver dispositivos


O consórcio Wireless Power Consortium concluiu a padronização de um carregador sem fio para dispositivos móveis. Agora, o sonho de carregar qualquer celular sem precisar de fios ficou mais perto da realidade. A tecnologia escolhida foi a de indução magnética.

Na sexta-feira (23), o consórcio disse que chegou a um acordo em relação às especificações para três áreas-chave do padrão de baixa potência Qi, que é baseado na tecnologia de indução magnética.

As três áreas são de definição de interface, que descreve os requisitos para a transferência de energia entre o transmissor e o receptor; os requisitos de desempenho; e procedimento de teste para o cumprimento do padrão.

As especificações para a definição de interface foram liberadas para os membros do consórcio, e o lançamento público foi marcado para 30 de agosto. Informações sobre outras normas, no entanto, serão dadas apenas aos membros do grupo, de acordo com a aliança.

O anúncio significa que os fabricantes membros podem a partir de agora começar a trabalhar em dispositivos baseados em Qi, embora cada peça de hardware ainda precise ser certificada no futuro.

Vírus também nos celulares


Levante a mão quem já teve o PC contaminado por vírus. Agora, erga o braço quem já teve o celular dominado por um malware. Apesar de a porcentagem de telefones móveis invadidos por vírus ser inferior a de computadores, os riscos de ataques aos celulares são reais e têm tirando o sono de muita gente, que o diga os usuários de smartphones. Assim como os aplicativos de PCs, os softwares para telefones móveis também possuem brechas de segurança e os ataques podem ser irreversíveis. As medidas de proteção são basicamente as mesmas das utilizadas nos desktops e notebooks. Por isso, cuide do seu aparelho, pois as pragas estão à solta também nos celulares.


Troca do papel de parede, envio de mensagens de texto sem o seu consentimento, exclusão da agenda telefônica, desligamento inesperado, bloqueio de aplicativos e botões desprogramados. Essas são apenas algumas das ações maliciosas dos malwares para celulares. Geralmente disfarçados em games, adicionais de segurança e conteúdos pornográficos, eles se aproveitam de brechas no sistema para infectar o aparelho. Enquanto no computador os vírus se propagam mais por meio de e-mails contaminados e downloads na internet, nos telefones móveis as iscas mais comuns são os anexos de MMS, transferência de dados da internet ou do PC para o celular e através da tecnologia Bluetooth.

No Brasil, segundo dados da Anatel, já são mais de 185 milhões de aparelhos ativos, dos 5 bilhões no mundo, ótimo cenário para os piratas virtuais liberarem e testarem suas criações. Desde de 2004, quando foi noticiado o aparecimento do Cabir, considerado o primeiro vírus para telefones móveis, uma série de outras pragas vem tirando o sono dos usuários de celulares. O último caso aconteceu há pouco mais de duas semanas, quando a empresa de segurança NetQin informou que mais de 100 mil smartphones com o sistema operacional Symbian Serie 60 (S60) estariam contaminados. Camuflado em um game, de acordo com a empresa, o malware está programado para enviar mensagens SMS a partir do aparelho infectado. Por meio de um post em seu blog, a NetQin disse que o vírus poderá deletar as mensagens enviadas e o registro de SMS do celular.

Para André Carrareto, diretor de engenharia de sistema da empresa de segurança Symantec, esse tipo de vírus tem como objetivo único a obtenção de informações que proporcionem retorno financeiro. “As pragas vasculham o aparelho em busca de dados bancários. Por meio da monitoração do malware, o criminoso obtém a cópia de agendas, das mensagens do equipamento e até a gravação de conversas telefônicas”, explica. Para dificultar a entrada de estranhos no aparelho, o executivo alerta para a necessidade do uso de um antivírus. “A regra dos PCs vale também para os celulares e smartphones. É importante ter soluções contra malwares instaladas no equipamento”, avisa Carrareto.

O diretor de marketing da Winco - representante exclusiva da AVG no Brasil -, Mariano Sumrell, diz que o aumento do número de linhas habilitadas e a quantidade aplicações disponíveis influenciam na atitude dos criminosos. “Quanto mais usuários utilizarem a plataforma, maior será o volume de dinheiro circulando e, consequentemente, o interesse dos hackers”, afirma.
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Celular que não precisa de torres


O Serval é uma espécie de gato selvagem que habita as savanas da África Subsaariana. Devido à rapidez, este animal serviu de inspiração para o nome de um software que pode revolucionar a telefonia: o Sistema Serval. Desenvolvido por cientistas australianos, o software Serval consegue fornecer telefonia celular sem a necessidade de haver torres. Basta um roteador de Wireless que englobe a área em que os dois celulares se encontram (alguns países, como a Estônia e a Lituânia, já tem mais de 99% de sua extensão territorial coberta por Wi-fi), e que o software Serval esteja instalado em ambos, para que possam se comunicar.

A novidade, que tem previsão para entrar em operação dentro de 18 meses, deve facilitar muito a vida das telecomunicações, já que o contato por torres tem uma série de problemas, tais como custo de instalação (que se reflete no bolso do consumidor), vulnerabilidade a intempéries do clima, além de risco de acidentes de vários tipos. Sem contar que não é tão raro o sinal não pegar.

Os pesquisadores testaram o software no último dia 9, em um deserto remoto onde não há alcance das torres, afastado da área da cidade australiana de Adelaide. E obtiveram sucesso em fazer ligações com o Serval. Junto com o software, é instalado um dispositivo que permite ao usuário ter todos os contatos antigos, mesmo que as pessoas não tenham instalado o Serval. Assim, em caso de um desastre em que fique isolado e precise contatar alguém, o usuário tem ambas as opções, o Serval e a telefonia convencional.

Como o sistema ainda deve levar um ano e meio para começar a funcionar, os idealizadores prepararam uma carta na manga: torres em miniatura. Trata-se de torres que pesam apenas 10 quilos e têm boa eficácia. Podem ser transportadas facilmente para lugares que sofreram grandes catástrofes naturais, tais como terremotos e furacões, em que as linhas telefônicas foram inutilizadas. Com as mini-torres, seria muito mais fácil para conseguir uma ligação, por exemplo, no Haiti devastado pelo terremoto no início deste ano.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Tetraplégicos escrevem e dirigem cadeiras de rodas com fungadas


Uma nova técnica desenvolvida por cientistas israelenses conseguiu fazer com que pessoas paralisadas por deficiências graves conseguissem escrever textos ou controlar uma cadeira de rodas elétrica por meio de fungadas.

A técnica permite que pacientes tetraplégicos ou vítimas de derrames que mantêm a consciência intacta, mas perdem totalmente a mobilidade, usem um dispositivo no nariz para captar a intensidade da fungada e identificar comandos.

Segundo o estudo dos pesquisadores do Instituto Weizmann, de Israel, uma mulher de 63 anos, que ficou tetraplégica em consequência de esclerose múltipla, conseguiu escrever um texto pela primeira vez em dez anos e hoje já consegue usar o dispositivo para surfar na internet e mandar e-mails.

Outra mulher, de 51 anos, vítima de um derrame havia sete meses, era incapaz de se comunicar com o piscar dos olhos, por não ter o controle total das pálpebras, mas conseguiu usar o dispositivo para escrever textos e iniciar a comunicação com familiares.

Em outro teste, um homem de 30 anos, tetraplégico havia seis anos, após um acidente de carro, conseguiu usar o dispositivo para dirigir uma cadeira de rodas elétrica em uma distância de 30 metros, com várias curvas de 90 graus. Seu desempenho, após três tentativas, foi semelhante ao conseguido por pessoas sem deficiências.

Dispositivo O dispositivo detecta pequenas mudanças na pressão produzida pela pessoa ao abrir ou fechar o palato mole, a parte de trás do céu da boca que controla a passagem de ar pelo nariz, e os transforma em sinais elétricos.

Esses sinais podem ser usados tanto para escolher letras do alfabeto para escrever textos quanto para controlar dispositivos de maneira semelhante à de um joystick ou de um mouse.

Os pacientes que participaram dos testes conseguiram escrever textos a uma velocidade que variou entre 20 segundos e um minuto por letra, mais rapidamente do que a conseguida por meio da comunicação com o piscar dos olhos, por exemplo.

Os cientistas partiram da hipótese de que as vítimas paralisadas por acidentes, doenças ou derrames mantêm intacta a capacidade de fungar e de controlar a intensidade da fungada.

Após os testes, os cientistas concluíram que a técnica "provê um meio de controle que é rápido, preciso, robusto e altamente conservado após lesões graves".

Nasa elabora mapa de Marte com melhor definição já vista


As imagens foram feitas pela Themis, uma câmera da sonda espacial Mars Odyssey que fotografa com radiação infravermelha





A Nasa (agência espacial dos Estados Unidos) conseguiu mostrar o planeta Marte com a maior precisão na história graças à câmera da sonda Mars Odyssey, que mostra o planeta vermelho ao público com a melhor definição vista até o momento.

O mapa foi construído com cerca de 21 mil imagens tiradas pelo Sistema Térmico da Imagem Latente da Emissão, o "Themis", uma câmera com radiação infravermelha carregada pela sonda espacial. Os pesquisadores do Centro de Voo Espacial de Marte da Universidade Estadual do Arizona, na cidade de Tempe, em colaboração com o Laboratório de Jato-Propulsão da Nasa, em Pasadena, na Califórnia, apresentaram ao público o mapa que começaram a elaborar há oito anos.

A câmera fotografou detalhes do planeta vermelho e os cientistas trataram as imagens para conseguir a máxima nitidez possível. As imagens foram suavizadas, misturadas e organizadas cartograficamente em um mapa interativo que a Nasa disponibilizou em seu site (http://www.mars.asu.edu/maps/?layer=thm_dayir_100m_v11).

"A equipe do Themis elaborou um produto espetacular, um mapa que os pesquisadores de Marte utilizarão como base durante muitos anos", disse Jeffrey Plaut, cientista do projeto Mars Odyssey. O mapa estabelece o marco para estudos globais de propriedades como a composição mineral e a natureza física dos materiais da superfície de Marte, segundo ele.

O objetivo "é fazer com que a exploração de Marte seja fácil e atrativa para todos", disse o principal pesquisador do Themis, Philip Christensen. "Estamos tratando de criar uma interface fácil de usar entre o público e o sistema de dados planetários da Nasa, que faz um trabalho excelente de recolher, validar e arquivar os dados", afirmou.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

BRASILEIRO GANHA PRÊMIO POR INOVAÇÃO NO CANADÁ

"É errado achar que só o Brasil tem dificuldade para tornar comercial uma ideia que surge na universidade. Países como o Canadá também vivem esse drama."



Justamente por vencer a barreira que descreve, o gaúcho Leonardo Simon, da Universidade de Waterloo, apareceu na lista anual dos 40 canadenses com menos de 40 anos que fizeram algo relevante pelo país, elaborada pelo mais importante jornal de lá, o "Globe and Mail".

Exemplo da "fuga de cérebros", quando gente qualificada vai trabalhar no exterior, ele conseguiu fazer com que a Ford do Canadá usasse um plástico renovável, feito a partir de palha de trigo.

O COMEÇO

Por enquanto, o novo plástico é utilizado apenas em algumas peças do Ford Flex, um utilitário grande o suficiente para causar alguma culpa ambiental no proprietário. Simon acredita que seja só o começo. "O importante é que se tornou comercial. Continuamos trabalhando."

O "Globe and Mail" apresentou Simon com um texto empolgado, dizendo que ele está "revolucionando a composição dos plásticos". Já foram premiados o prefeito de Vancouver, vários empresários de sucesso e, nesta edição, até o diretor da Escola Nacional de Ballet do país.

Ele afirma que não está ficando rico. "Tenho salário de professor, vida confortável", diz. Aos 38 anos, não pretende voltar ao Brasil tão cedo.

Adaptou-se ao Canadá, onde vive há dez anos com a mulher, também brasileira e cientista. Há três anos tiveram um filho, que Simon leva para jogar futebol em um parquinho o qual, no inverno, é usado para patinação.

Ele não acha que o Brasil deveria lamentar sua ausência. "Agora o país tem alguém aqui para colaborar com suas universidades. Alguém que conversa em português e come churrasco, para quem a questão cultural não é uma barreira." Sem isso, o intercâmbio de projetos ficaria comprometido, diz.


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sábado, 24 de julho de 2010

Internet no Brasil: lenta, cara e restrita




O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) publicou em seu site os resultados de uma pesquisa sobre a internet no Brasil. A sondagem do Instituto comprova o que todo usuário brasileiro de internet banda larga já sabe: aqui em Pindorama o serviço é caro, lento e restrito. Um dos grandes problemas apontados pelo Idec é relativo à falta de concorrência na prestação do serviço. Esse é um dos principais fatores que tornam nossa internet “banda larga” excessivamente cara e lenta.

Um estudo da empresa norte-americana Akamai, citado pelo Idec, mostra que a internet brasileira é uma das mais lentas do mundo. No Brasil, a velocidade média de tráfego é de 1.085 Kbps, ou seja, 93% mais lenta do que a conexão na Coreia do Sul, que lidera o ranking. Outro dado interessante é que 20% das conexões aqui no Brasil são de 256 Kbps, enquanto a velocidade mínima de banda larga estabelecida pela União Internacional de Telecomunicações deve oscilar entre 1,5 e 2 Mbps.

Mas não é apenas pouca concorrência que estabelece essa realidade desastrosa nos serviços de internet no País. Há também uma evidente falta de normatização e fiscalização dos serviços prestados pelas operadoras – que muitas vezes parecem zombar da cara do consumidor. Estou pra conhecer algum usuário de internet no Brasil que esteja satisfeito com o preço e o serviço.

Para se ter uma ideia do quão alto é o preço que pagamos, em comparação com outros países, segundo os dados apontados pelo Idec, no Brasil o valor médio do serviço é de U$S 28 (convertido em Real, de acordo com a cotação do Dólar americano hoje, esse valor equivale a R$ 49,84). Esses quase cinquenta Reais representam 4,58% da renda per capita no Brasil. Nos EUA, o percentual do custo desse serviço é de 0,5% da renda per capta dos norte-americanos, e na França é de 1,2% da renda per capta.

Aqui no Brasil, é bom lembrar que esses valores são cobrados para custear um péssimo serviço, com atendimento capaz de matar um do coração, e velocidade capaz de enlouquecer o cidadão.

Adesivo pode substituir seringas para aplicar vacinas


Um alívio para pediatras, pais e pessoas com medo de agulhas pode estar a caminho. Pesquisadores de universidades do estado americano da Georgia conseguiram aplicar com sucesso a vacina contra o vírus da gripe usando somente um adesivo.

Até agora, somente alguns medicamentos podiam ser aplicados eficientemente por adesivos, e a pesquisa abre portas para que esse método possa ser empregado com uma variedade muito maior de medicamentos, especialmente vacinas.

Mas isso pode estar perto do fim. Segundo um artigo publicado na revista Nature , o adesivo consiste em uma grade de micro agulhas que praticamente não penetram a pele, mas permitem a introdução de diversos tipos de substâncias no organismo. O método se mostrou mais eficiente que a injeção tradicional, direto na corrente sanguínea.

Além de trazer alívio a quem não gosta de agulhas, o método pode facilitar a vida de quem tem que injetar medicantos continuamente, como doentes crônicos e pacientes em cuidados paliativos. Por enquanto, os testes se limitaram a amostras de tecidos e animais e ainda não há previsão de disponibilidade no mercado.

Antártida: novas espécies de polvos


Animais produzem venenos que funcionam em baixas temperaturas. Pesquisadores esperam que eles possam ser usados em novos remédios


Pesquisadores anunciaram a descoberta de quatro novas espécies de polvos na Antártida. Eles têm venenos que funcionam em temperaturas inferiores a zero.

Eles esperam analisar o veneno para ver se ele tem possíveis usos médicos, disse Bryan Fry, pesquisadora da Universidade de Melbourne.

Especialistas sabiam há tempos que havia polvos na Antártida, mas ficaram surpresos com a biodiversidade e com o fato de que a seleção natural fez mudar o funcionamento de seu veneno.

Os polvos abrem pequenos buracos em presas maiores e, através deles, injetam sua saliva tóxica.

As substâncias têm efeito em temperaturas inferiores a zero grau centígrado, numa prova de adaptação.

Agora, Fry disse que os cientistas estão animados com as perspectivas de que as substâncias podem ser usada no desenvolvimento de novos remédios.

Remédios para hipertensão são feitos a partir de veneno de cobras, e certos remédios de diabetes são derivados da saliva de um lagarto encontrado nos EUA e no México.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ação judicial pode fechar Orkut no Brasil


A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública contra o Google, citando que a rede social Orkut, a mais popular no Brasil, “teria se tornado palco de condutas ilícitas e criminosas”. A ação, que afirma que dentre os delitos estão “crimes contra a honra, apologia ao crime, pedofilia, falsa identidade, dentre outros”, pode fechar o Orkut no país.

O Google tem 120 dias para tomar providências que possam impedir os crimes cometidos no Orkut. Na lista de medidas estão manutenção de IPs e de registros de acesso de usuários em comunidades, desenvolvimento de um sistema que identifique perfis, comunidades ou páginas dedicadas à pedofilia e a crimes, inclusive de marcação de brigas entre torcidas de agremiações esportivas rivais, comunicando a existência ou suspeita de existência imediatamente ao Estado. Um sistema com palavras-chave seria criado para facilitar a busca por estes temas.

Em caso de descumprimento das medidas, a Procuradoria requer que o Orkut seja fechado e que uma multa diária de R$ 100 mil seja aplicada contra o Google. A ação apresentada na 10ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro, ainda solicita que seja realizada uma campanha midiática, incluindo jornais, rádio e televisão em horário nobre, com o objetivo de alertar pais e responsáveis sobre os riscos de utilizar a internet e o Orkut.

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