sexta-feira, 17 de julho de 2015

Número de novas infecções por HIV no mundo diminuiu, no Brasil, entretanto, aumentou

Um relatório do Unaids, programa conjunto da ONU sobre HIV/Aids, divulgado nesta terça-feira, 14, revelou que o número de novas infecções por HIV diminuiu 35,5% entre 2000 e 2014 em todo o mundo.
Enquanto a estimativa de novas infecções em 2000 foi de 3,1 milhões, no ano passado caiu para 2 milhões.
O relatório, intitulado “Como a Aids mudou tudo”, destaca que a meta de tratar 15 milhões de pessoas com HIV até o ano de 2015 foi alcançada. Trata-se de um dos Objetivos do Milênio estabelecidos pela ONU em 2000. O número foi atingido em março e corresponde a 41% de todos os adultos vivendo com HIV.
Um total de 36,9 milhões vivem com HIV no mundo, de acordo com o novo relatório do Unaids.
No Brasil, entretanto, os novos casos de infecções por HIV aumentaram no mesmo período. Enquanto a estimativa de novas infecções em 2000 estava entre 29 mil e 51 mil, no ano passado subiu para entre 31 mil e 57 mil.
A diretora do Unaids no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, diz que o fenômeno de aumento de novos casos observado no Brasil também acontece em outros países em que o combate ao HIV começou precocemente. “As novas gerações não podem baixar a guarda em prevenção, testagem e tratamento”, ressalta.
Entre as crianças brasileiras com idades entre 0 e 14 anos, no entanto, houve uma queda no número de novos casos da doença. Em 2000 a estimativa estava entre 2 mil e 3 mil, já no ano passado a estimativa ficou entre 500 e 1,1 mil.
O relatório do Unaids ressalta o papel de destaque do país no combate à Aids no mundo. “O Brasil colaborou e muito para atingir essa meta [de tratar 15 milhões]. Não só em nível nacional, colocando bastante gente cedo em tratamento, mas contribuindo para baixar os preços dos medicamentos. Ao lado da Tailândia, o Brasil começou a produzir o tratamento genérico e demonstrou para o mundo que era possível”, afirmou Georgiana.
A meta do Unaids é acabar com a epidemia de HIV em 2030. Isto não significa eliminar todos os casos de infecção, mas sim controlar a doença.
Fonte-opiniao


Senado aprova aumento do tempo de internação de menores

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, 14, por 43 votos a 13 o projeto de lei que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, e aumenta o tempo de internação de menores de 18 anos que tenham cometido crimes hediondos e homicídio doloso.
O projeto, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP),prevê que os menores infratores possam ficar internados em centros de atendimento socioeducativo por até dez anos. A matéria agora segue para votação na Câmara dos Deputados.
O relator do projeto, senador José Pimentel (PT-CE), havia proposto originalmente um tempo máximo de internação de oito anos. Pimentel, no entanto, acatou a versão de Serra. O tempo máximo de internação hoje é de três anos.
A matéria aprovada nesta terça prevê ainda que menores que cometerem crimes graves fiquem em uma ala separada dos outros, e também endurece a pena de adultos que usarem menores para praticar crimes.
O projeto de Serra recebeu o apoio do Palácio do Planalto, que o vê como uma alternativa à proposta de redução da maioridade penal.
Alguns senadores pediram mais tempo para discutir a matéria antes que ela fosse apreciada. Por 35 votos a 32, no entanto, os parlamentares rejeitaram a proposta de adiar a discussão do projeto.
Fonte-opiniao



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Rodoviários deflagram greve a partir desta terça-feira


          Motoristas e cobradores de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR) confirmaram que irão paralisar as atividades por tempo indeterminado, a partir da 0h desta terça-feira (14). A medida foi anunciada durante uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (13), na qual a categoria decidiu manter o estado de greve determinado na última sexta-feira (10). A paralisação deverá prejudicar, pelo menos, dois milhões de usuários de ônibus.
Após várias negociações, a classe patronal ofereceu aos rodoviários um aumento de 9,5% no piso salarial. Assim, os motoristas passariam de R$1,765 para R$1,933. Já cobradores ganhariam R$ 889. No entanto, a categoria exige que o aumento seja de 12% e que o vale alimentação passe a valer R$ 300.
De acordo com Benilson Custódio, presidente do Sindicato dos Rodoviários, a categoria pretende respeitar a cota mínima de coletivos nas ruas, uma vez que o serviço seja essencial para a população. "Haverá 30% da frota nas ruas durante todo o dia. Mas quem irá determinar as linhas serão as próprias empresas", afirmou. Os rodoviários afirmam, ainda, que estarão abertos para novas negociações e que, se chegarem num acordo, poderá suspender o movimento.
O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) realizará uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (13), para informar os posicionamentos adotados durante o período de greve dos rodoviários.
Fonte-folha

Por que algumas pessoas envelhecem mais rápido?

A chave para entender o envelhecimento pode estar na compreensão do fenômeno que faz os relógios biológicos das pessoas funcionarem em ritmos diferentes. É o que sugere uma nova pesquisa liderada pelo professor americano Daniel Belsky, da Duke University.
Publicada na segunda-feira, 6, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa avaliou a saúde de 1.000 pessoas que nasceram entre 1972 e 1973, na cidade costeira de Dunedin, na Nova Zelândia. Os pesquisadores calcularam a “idade biológica” de cada voluntário aos 38 anos com base em uma vasta gama de biomarcadores. As medições incluíram aptidão cardiorrespiratória, função pulmonar, dos rins e fígado, sistemas metabólicos e imunes, saúde dental, condição das gengivas e função cognitiva, entre outros fatores.
Os pesquisadores avaliaram os voluntários aos 26, 32 e 38 anos e descobriram que, enquanto a maioria deles envelheciam a um ritmo normal – com alterações fisiológicas condizentes com a passagem de um ano cronológico – alguns deles envelheciam de maneira surpreendentemente mais lenta ou mais rápida.
De fato, pesquisadores descobriram que a “idade biológica” dos voluntários aos 38 anos variava de 30 anos a quase 60 anos.
“Os participantes do estudo que envelheceram mais rápido experimentaram dois a três anos de mudanças fisiológicas em um único ano. Eles tinham, em geral, pior equilíbrio e coordenação motora e eram fisicamente mais fracos”, diz o estudo.
Segundo Belsky, estes voluntários relataram ter mais problemas com tarefas básicas, como subir escadas ou carregar mantimentos. Além disso, aqueles que envelheceram mais rápido também mostraram mais sinais de declínio cognitivo. Suas pontuações de QI, que de acordo com estudos anteriores deveriam permanecer relativamente estáveis na vida adulta, já eram inferiores aos 38 anos.
O estudo é significativo porque avaliou jovens adultos, enquanto a maioria das pesquisas de envelhecimento estuda pessoas de 50, 60, e 70 anos.
“Nossos resultados indicam que processos de envelhecimento podem ser quantificados em pessoas ainda jovens o suficiente para ser possível prevenir doenças relacionadas com a idade, abrindo uma nova porta para terapias antienvelhecimento”, escreveram os pesquisadores.
Belsky disse que, no futuro, a idade biológica de uma pessoa poderia servir como uma simples medida de saúde, para ajudar pacientes a entender melhor a bateria de números que recebem de seus médicos atualmente.
“Um único número seria muito mais fácil de processar”, disse.
Fonte-opiniao

sexta-feira, 10 de julho de 2015

CPI convoca Cardozo para falar sobre escuta em cela

A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira a convocação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para falar aos parlamentares sobre a existência de uma escuta clandestina na cela do doleiro Alberto Youssef. A convocação teve a anuência do relator da comissão, Luiz Sérgio (PT-RJ), e dos outros petistas presentes - não houve votos contrários. O requerimento faz parte de um bloco de mais de setenta requerimentos aprovados nesta quinta pela CPI.
Cardozo determinou a abertura de sindicância sobre uma escuta ambiental instalada sem autorização da Justiça na cela de Youssef. Os alvos da investigação são os delegados da Superintendência da Polícia Federal do Paraná que atuam na Lava Jato. Uma tese corrente na PF é a que a sindicância tem o objetivo de achar uma justificativa para derrubar as provas colhidas na operação. A CPI também pediu acesso à apuração interna da PF sobre o episódio e convocou dez delegados ligados ao caso.
Na lista de requerimentos aprovados também está uma acareação entre João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, e Augusto Mendonça Neto, executivo da Toyo Setal.
Mendonça Neto admitiu ter pago propina a Vaccari e Duque, que negam participação no esquema. Outros nomes da lista de convocados são: Júlio Camargo, também da Toyo Setal, Rafael Ângulo Lopez, que distribuía dinheiro a políticos em nome de Alberto Youssef, e o empresário Marcelo Odebrecht, que está preso.
O ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social, foi poupado. Ele atuou como tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff em 2014 e, de acordo com o empreiteiro Ricardo Pessoa, pressionou a UTC para obter doações eleitorais.
Os requerimentos aprovados se juntam a outras centenas de pedidos. Apenas uma pequena parte deles terá efeito já que restam menos de dois meses para a CPI encerrar seus trabalhos.
Nesta quinta-feira, a CPI deveria realizar uma acareação entre João Vaccari Neto e o delator Pedro Barusco, que foi gerente de Serviços da Petrobras e admite ter participado da engrenagem criminosa. A defesa de Barusco, entretanto, obteve no Supremo Tribunal Federal uma decisão que impediu o depoimento. O argumento é que o ex-gerente, que tem câncer, não possui condições de saúde para comparecer.
Fonte-veja

Taxa de desemprego do Brasil sobe 8,1%

        A taxa de desemprego do Brasil subiu a 8,1% no trimestre encerrado em maio, na maior alta da séria histórica iniciada em 2012, influenciada pela procura por vagas e redução de postos em meio ao cenário de inflação elevada e economia cambaleante, de acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).
O número divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou alta de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril.
No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego havia marcado 7%, e no trimestre até fevereiro, que corresponde aos três meses imediatamente anteriores ao período anunciado--, foi de 7,4%.
Os dados da Pnad Contínua Mensal mostraram que no trimestre até maio o número de desocupados, que inclui aqueles que tomaram alguma providência para conseguir trabalho, subiu 10,2% ante os três meses encerrados em fevereiro, atingindo 8,157 milhões de pessoas.
Já a população ocupada teve queda de 0,2% nos três meses até maio, para 92,104 milhões de pessoas. O nível de ocupação, que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar, recuou para 56,2% no trimestre até maio, ante 56,4% nos três meses até fevereiro.
O IBGE usa a comparação com o trimestre imediatamente anterior ao período anunciado para evitar repetição de dados relativos aos meses anteriores.
O rendimento real dos trabalhadores, segundo o IBGE, perdeu 0,7% na comparação entre os dois períodos, para 1.863 reais. O patamar também representa queda de 0,4% sobre igual trimestre de 2014.
A Pnad Contínua tem abrangência nacional e vai substituir a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que leva em consideração dados apurados apenas em seis regiões metropolitanas do país. No último dado informado da PME, o desemprego subiu em maio ao nível mais alto em quase cinco anos, a 6,7%.
O mercado de trabalho brasileiro vem refletindo a situação econômica do país, com aperto de crédito, inflação alta e expectativa de contração econômica neste ano.
Em maio, o Brasil fechou 115.599 vagas formais de trabalho, no pior resultado para o mês já visto, segundo dados mais recentes do Ministério do Trabalho.
Fonte-uol

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Nova lei protege bens de novo cônjuge de devedor de pensão de relacionamento anterior

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que protege o patrimônio do novo cônjuge ou companheiro de um devedor de pensão alimentícia, impedindo que parte do valor dos bens seja destinada ao pagamento de pensão. O texto foi divulgado na edição desta terça-feira (7) do Diário Oficial da União. O texto modifica a Lei 8009/1990, que disciplina o instituto do bem de família, entre eles, o que pode ou não ser penhorado em caso de dívida.
Segundo o texto da legislação, "a impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido", entre outros casos, "pelo credor da pensão alimentícia, resguardados os direitos, sobre o bem, do seu coproprietário que, com o devedor, integre união estável ou conjugal, observadas as hipóteses em que ambos responderão pela dívida".
Em resumo, a nova lei evita casos onde o bem do novo cônjuge do devedor de pensão alimentícia seja responsabilizado com o seu patrimônio pela dívida adquirida pela outra parte do relacionamento.
Fonte-r7

terça-feira, 7 de julho de 2015

Governo lança Plano de Proteção ao Emprego para conter demissões

      Para conter as demissões em massa que afetam o país, especialmente nos setores industrial e automobilístico, o governo lançou na última segunda-feira, 6/7/2015, um plano que permite empresas reduzir em até 30% o salário e a jornada de trabalho de funcionários em tempos de crise econômica no país.
O chamado Plano de Proteção ao Emprego (PPE) foi inspirado em um programa similar que existe na Alemanha e é fruto de três anos de debate entre sindicatos e representantes do setor industrial.
Apesar de o plano autorizar empresas a cortar os salários em até 30%, na prática, os trabalhadores terão o salário reduzido em, no máximo, 15%. Isso porque o governo complementará os outros 15% da renda do trabalhador com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que é responsável pelo pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial. Por exemplo, um trabalhador que recebe um salário de R$ 2.500, passaria a receber R$ 2.125. O salário máximo a ser contemplado pelo PPE é de R$ 6 mil.
As empresas podem aderir ao plano por seis meses, prorrogáveis por mais seis meses. Nesse período, funcionários que tiverem a jornada reduzida não poderão ser demitidos. Após o fim do plano, as empresas também estão proibidas de demitir por um prazo equivalente a um terço do período de adesão. Por exemplo, se uma empresa aderiu ao plano por seis meses, ao fim desse período, não poderá demitir o funcionário nos dois meses seguintes.
Para o governo, o plano vai sair mais barato do que arcar com o seguro-desemprego, além de evitar as demissões em massa. “Já temos indicadores positivos no país, mas ainda são pontuais e este programa é uma das formas para acelerar a travessia desta crise”, disse o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.
Para o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, o plano será bom para trabalhadores, empresas e para o governo. “O sentido desse programa é proteger o emprego. Nossa economia passa por uma dificuldade e esse é um programa que ganham empregados, funcionários e governo”.
O sindicalista Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, acredita que o custo salarial bancado pelo governo retornará aos cofres públicos. “O governo custeia o trabalhador empregado e não desempregado, o que garante o retorno econômico para o país”.

Não as lâmpadas incandescentes

     Desde o início de Junho é proibido produzir, importar e vender lâmpadas incandescentes com potência de 60W no Brasil. As multas para quem descumprir a regra variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, informa o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
O motivo da retirada do produto do mercado é sua baixa eficiência energética, já que são lâmpadas que consomem muita energia para iluminar pouco. O processo de funcionamento das chamadas lâmpadas quentes exige temperaturas elevadas para gerar luz. A maior parte desse calor é perdida para o ambiente.
"Somente 5% da energia gasta é usada para iluminação. O resto é usado para aquecer a lâmpada. É muita energia para pouca luz", diz o professor de engenharia elétrica Luciano Duque.
De acordo com o professor, o maior obstáculo para a troca por tecnologias mais eficientes, como as lâmpadas fluorescentes compactas ou as de LED, ainda é o preço. "É possível encontrar lâmpadas de LED a partir de R$ 20. Se comparar com uma incandescente, de R$ 4, realmente a diferença é muito grande, mas a economia na conta de luz vale a pena."
O engenheiro do Inmetro Marcos Borges afirma que, nos últimos anos, a população tem-se conscientizado sobre a questão. "Em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados por lâmpadas incandescentes. Hoje o número se inverteu. Agora, somente 30% das residências usam as incandescentes."
Segundo Borges, o fim do consumo de lâmpadas incandescentes nas casas brasileiras pode gerar uma economia de 4% de toda a energia elétrica usada para abastecer residências.
A previsão do Inmetro é que os preços das tecnologias concorrentes caiam com a saída das lâmpadas incandescentes de 60W do mercado e o início da produção em larga escala de lâmpadas fluorescentes e de LED.
Para as famílias que não têm condições de trocar todas as lâmpadas incandescentes de uma só vez, Duque recomenda que façam a mudança aos poucos, de acordo com o orçamento familiar e começando pelo cômodo da casa que fica mais tempo com as luzes acesas.
"A cada lâmpada trocada, a família vai ver a economia na conta de luz". A troca de uma lâmpada de 60W incandescente por uma de LED com luminosidade equivalente, ligada 4 horas por dia, levará à economia média de R$ 36 por ano na conta da luz, informou.
O processo de retirada de lâmpadas incandescentes do mercado brasileiro teve início em 2010. Desde então, foram retiradas do mercado as lâmpadas incandescentes de 100W, 150W e 200W. Com a proibição das de 60W, ficam faltando apenas as de potência entre 25W e 40W, que deixarão e ser comercializadas em 30 de junho de 2016.

Os EUA podem desligar a internet de qualquer país

A visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos teve como um de seus objetivos virar a página do mal-estar criado nas relações bilaterais pelas denúncias de que a Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) estaria espionando figuras do alto escalão do governo brasileiro.
Foram tais denúncias, feitas pelo ex-funcionário da NSA, Edward Snowden, que levaram Dilma a cancelar uma visita oficial ao país em 2013.
Dois anos depois, ainda é impossível ter garantias de que esse tipo de espionagem não possa voltar a ocorrer, segundo Hartmut Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), entidade que administra a distribuição de endereços eletrônicos e zela pelo bom funcionamento da rede no país.
Segundo Glaser, porém, um dos resultados positivos do caso foi dar ao Brasil protagonismo em uma área que tende a ganhar importância nos próximos anos: a busca pela formulação de um sistema de governança internacional da internet.
O secretário-executivo do CGI diz que, em parte pressionados pelo escândalo da NSA, os Estados Unidos concordaram em abrir mão da tutela que, desde os anos 90, exerciam sobre a chamada Corporação da Internet para Designação de Nomes e Números (ICANN), entidade que administra questões técnicas fundamentais ligadas a internet, como a distribuição de domínios.
Por que isso é importante? Segundo Glaser, o problema é que hoje, tecnicamente, os Estados Unidos podem "desligar a internet" de qualquer país.
Essa transição foi um dos temas discutidos em São Paulo na iniciativa conhecida como NetMundial, encontro que contou com a presença do presidente da ICANN, Fadi Chehadé, e com o Ministro de Administração do Ciberespaço da China, Lu Wei.