domingo, 21 de junho de 2015

Navegadores 20 vezes mais rápidos com Google, Microsoft e Apple

Quando Google, Microsoft e Apple se juntam, certamente, é para algo grande. O mais novo projeto que traz a participação das três gigantes é o WebAssembly, nova abordagem para códigos binários na Internet. A intenção é melhorar a performance de navegadores no carregamento de páginas na rede em até 20 vezes. A empresas farão um esforço conjunto de unificação de códigos e novas tecnologias.
Atualmente, o padrão é que os browsers usem JavaScript para interpretar seus códigos e permitir que os sites tenham certas funcionalidades, como formas e conteúdo dinâmico. O problema é que os códigos são, basicamente, arquivos de texto baixados de um servidor e compilados pela engine do browser, ou seja, um processo que pode demorar.
Algumas mudanças para otimizar o tempo de carregamento destas informações já vêm sendo feitas. Novos tipos de dados foram adicionados à linguagem e combinados ao asm.js, um padrão de alta performance do JavaScript. Assim, ele consegue chegar a uma velocidade um pouco maior.
Fonte-tt


Concurso para procurador de São Lourenço da Mata é suspenso

O concurso público para os cargos de procurador do Município e auditor do Fisco para o município de São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife, foi suspenso, a pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). De acordo com o órgão, houve irregularidades no processo de contratação da empresa organizadora do certame, Instituto IPAD.
O documento visa compelir o município na obrigação de fazer consistente na abertura de novo processo de licitação, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB-PE) em todas as suas fases. A prova estava inicialmente marcada para o mês de julho.

Fonte-dp

sábado, 20 de junho de 2015

Passe Livre para estudantes da UFRPE, IFPE e do Prouni

O líder da oposição e deputado estadual Silvio Costa Filho (PTB) apresentou, nesta quarta-feira, uma emenda ao Projeto de Lei 278/2015 para estender o Passe Livre, que garante o acesso gratuito ao sistema de transporte público do estado, a ainda mais estudantes pernambucanos. De acordo com o projeto original, apresentado pelo governo do estado, o Passe Livre seria concedido aos estudantes da Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e alunos de escolas públicas.
A emenda apresentada por Silvio Costa estende o benefício para estudantes de outras instituições, a exemplo da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e alunos do Programa Universidade para Todos (PROUNI).
“Imagine dois estudantes que moram no mesmo bairro e pegam o mesmo ônibus diariamente para ir à sua instituição de ensino. Como explicar que um tenha Passe Livre por estudar na UFPE e o outro não tenha porque é da UFRPE?  A emenda quer corrigir isto.  Apresentamos então esta proposta para que o Governo do Estado possa incluir mais instituições”, argumentou.
O projeto que garante o Passe Livre passou pelas comissões de Constituição e Justiça e de Finanças da Assembleia Legislativa e deve ser votado pelo plenário até o final do mês.

Leia abaixo a proposta apresentada pelo deputado Silvio Costa Filho (PTB):
"Ementa: Altera a redação do art. 2º do Projeto de Lei Ordinária nº 278.
Art. 1º O art. 2º do Projeto de Lei Ordinária nº 278/2015 passa a ter a seguinte redação:

Art. 2° O Passe Livre Estudantil é assegurado aos alunos do ensino fundamental, médio e técnico que estejam regularmente matriculados e com frequência comprovada em instituições públicas da rede pública estadual de ensino e aos alunos cotistas da Universidade de Pernambuco - UPE, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia em Pernambuco - IFPE,  e os alunos do Programa Universidade Para Todos -  Prouni."
           Fonte- DP

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Seguro-desemprego: Dilma sanciona lei

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 13.134, que altera as normas de acesso ao seguro-desemprego, tornando-as mais rígidas. A sanção foi publicada nesta quarta-feira (17), no "Diário Oficial da União".
As novas regras foram propostas pelo governo federal, por meio de Medida Provisória, e aprovadas pelo Congresso Nacional. Com alterações, que fazem parte do ajuste fiscal, governo gastará menos com o pagamento do seguro-desemprego.
De acordo com o Ministério do Trabalho, governo espera uma redução de R$ 6,4 bilhões, em 2015, nos gastos com o pagamento do seguro-desemprego com a mudança das regras. A expectativa é de que 1,6 milhão de trabalhadores (19% do total) deixem de receber o benefício neste ano.
Foi vetada pela presidente, porém, a regra que endurecia o acesso ao abono salarial. A norma, proposta inicialmente pelo governo e aprovada pelo Congresso, exigia que, para terem direito ao abono salarial, os trabalhadores tivessem exercido atividade remunerada por, pelo menos, 90 dias no ano-base, e recebessem até dois salários mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado.
Com isso, permanece em vigência a regra anterior, na qual o abono é pago para quem trabalhar por pelo menos 30 dias.
"A adoção do veto decorre de acordo realizado durante a tramitação da medida no Senado Federal, o que deixará a questão para ser analisada pelo Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, criado pelo Decreto no 8.443, de 30 de abril de 2015", justificou o governo.

Ajuste fiscal

Juntamente com a alteração das regras de acesso aos benefícios previdenciários, como pensão por morte, as mudanças no seguro-desemprego e no abono salarial fazem parte do processo de ajuste das contas públicas. O governo espera gastar menos recursos com o pagamento destes benefícios.
Inicialmente, a estimativa era que a limitação nos benefícios poderia gerar uma economia nos gastos obrigatórios de R$ 18 bilhões por ano. Com as mudanças, fruto de acordo com o governo federal no Congresso, a economia será menor: de R$ 14,5 bilhões a R$ 15 bilhões por ano, segundo cálculos divulgados pelo Ministério do Planejamento em maio.

Veto sobre o trabalhador rural

A presidente da República também decidiu vetar o artigo quarto, que dizia que teria direito ao seguro-desemprego o trabalhador rural desempregado dispensado sem justa causa que comprovasse ter recebido salários de pessoa jurídica ou de pessoa física, a ela equiparada, relativos a cada um dos seis meses imediatamente anteriores à data de dispensa; ou ter sido empregado de pessoa jurídica ou de pessoa física a ela equiparada, durante pelo menos 15 meses nos últimos 24 meses; entre outras regras.
"A medida resultaria em critérios diferenciados, inclusive mais restritivos, para a percepção do benefício do seguro-desemprego pelo trabalhador rural, resultando em quebra da isonomia em relação ao trabalhador urbano. Além disso, a proposta não traz parâmetros acerca dos valores e do número de parcelas a serem pagas, o que inviabilizaria sua execução", informou o governo.

Seguro-desemprego

Com a publicação da nova lei, o trabalhador terá direito ao seguro-desemprego se tiver trabalhado por pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses. O prazo inicial proposto pelo governo era de 18 meses de trabalho para poder ter acesso ao benefício. Antes da vigência da Medida Provisória, no fim de fevereiro, o trabalhador precisava de apenas seis meses.
Para poder pedir o benefício pela segunda vez, a lei estipula que o trabalhador tenha nove meses de atividade nos últimos doze meses. Antes, esse prazo exigido era de seis meses de trabalho, e o governo queria ampliar, inicialmente, para 12 meses. A proposta mantém a regra prevista na MP (seis meses) se o trabalhador requisitar o benefício pela terceira vez.

Abono salarial

O abono salarial equivale a um salário mínimo vigente e é pago anualmente aos trabalhadores que recebem remuneração mensal de até dois salários mínimos. Atualmente o dinheiro é pago a quem tenha exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou não, no ano. Essa regra permanecerá.

Seguro-defeso

Para o seguro-defeso, pago ao pescador durante o período em que a pesca é proibida, foi mantida a regra vigente antes da edição da medida provisória – o pescador necessita ter ao menos um ano de registro na categoria. A intenção do governo era aumentar essa exigência para três anos.

Pagamento retroativo

O Ministério do Trabalho informou nesta terça-feira (16) que o governo federal estuda pagar parcelas retroativas do seguro-desemprego a parte dos trabalhadores que tiveram o benefício negado durante a vigência da medida provisória 665, que alterou as regras de acesso ao auxílio trabalhista.
O texto original da MP 665, editado pelo Executivo federal em 30 de dezembro, com aplicação a partir do fim de fevereiro, exigia ao menos 18 meses de atividades para que o trabalhador pudesse solicitar o seguro-desemprego.
Em meio à tramitação do texto na Câmara, os deputados alteraram a proposta do Executivo, reduzindo para 12 meses o prazo mínimo de atividade para solicitar o seguro-desemprego. A mudança foi avalizada posteriormente pelos senadores. Dessa forma, um trabalhador que, por exemplo, esteve empregado por 13 meses e pediu o benefício nos últimos meses, teve a solicitação negada pelo governo.
O órgão avalia, segundo informou a assessoria, a possibilidade de trabalhadores que tiveram o pedido negado encaminharem novamente a solicitação. O governo não informou quantos brasileiros fazem parte do grupo que poderia fazer um novo pedido de acesso ao benefício.
Fonte-g1



quarta-feira, 17 de junho de 2015

Tubos magnéticos da Terra

Usando um instrumento construído para observar galáxias a bilhões de anos-luz de distância, astrônomos australianos detectaram estruturas tubulares a umas poucas centenas de quilômetros acima da superfície da Terra.
"Por mais de 60 anos, os cientistas acreditavam que essas estruturas existiam, mas, ao produzir imagens delas pela primeira vez, nós fornecemos evidências visuais que elas estão realmente lá," disse Cleo Loi, da Universidade de Sydney.
As estruturas tubulares são a versão real das linhas tradicionalmente utilizadas para ilustrar o campo magnético terrestre. Na verdade, não são linhas, mas tubos de formatos muito dinâmicos, de várias espessuras, que ficam mudando o tempo todo - de fato, a equipe conseguiu fazer um filme, mostrando todo esse dinamismo ao longo de uma noite.
Os astrônomos fizeram as observações com o radiotelescópio MWA (Murchison Widefield Array), que foi projetado para observar as galáxias do Universo primordial, assim como estrelas e nebulosas dentro de nossa própria galáxia.
Mas usaram essa radiação distante para detectar alterações em nossa própria atmosfera.
Conforme a luz de uma galáxia passa através das camadas na magnetosfera da Terra, o caminho da luz e, portanto, a posição aparente da galáxia, é alterada por variações na densidade dessas camadas. O efeito é similar a olhar para cima do fundo de uma piscina, vendo as distorções causadas pelas ondas na superfície.
Mapeando as variações nas posições de múltiplas fontes de rádio ao longo de uma noite, foi possível mapear as distorções e decifrar a forma e as dimensões das estruturas tubulares.
Os dutos observados, imediatamente acima do radiotelescópio MWA, estão entre 500 e 700 km acima da superfície, alinhados com o campo magnético da Terra e seguindo a curvatura esperada conforme ascendem ou mergulham a partir do planeta.
As estruturas tubulares estão na plasmasfera, uma camada logo abaixo da ionosfera. Agora que a técnica de observação foi desenvolvida, outros radiotelescópios poderão mapear os tubos magnéticos em outros pontos da Terra, eventualmente chegando a um mapa planetário completo das estruturas.
"As estruturas são extraordinariamente organizadas, aparecendo como tubos regularmente espaçados alternando subdensidades e sobredensidades, fortemente alinhados com o campo magnético da Terra. Estes resultados representam a primeira evidência visual direta da existência de tais estruturas," escreveram os pesquisadores.

Metal que flutua

Uma nova matriz metálica é tão leve que flutua na água, mesmo na forma de uma chapa inteiramente plana.
Barcos feitos com esse material compósito não afundariam mesmo se sofressem danos estruturais graves.
O compósito é formado por uma liga de magnésio reforçada com partículas ocas de carbeto de silício, que dá ao material a resistência necessária para lidar com aplicações práticas.
Essa liga metálica híbrida tem uma densidade de apenas 0,92 grama por centímetro cúbico (g/cc). Como a água tem uma densidade de 1,0 g/cc, o material flutua naturalmente.
"A capacidade dos metais para resistir a elevadas temperaturas pode ser uma vantagem gigantesca para esses compósitos em peças de motores e em exaustão, sem contar as peças estruturais," disse Nikhil Gupta, da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.
A resistência estrutural é dada pelas esferas ocas de carbeto de silício, que ajudam também a resistir a impactos, absorvendo a energia durante o estresse.
"O compósito pode ser configurado para a densidade e outras propriedades adicionando mais ou menos camadas na matriz metálica para satisfazer as exigências da aplicação. Este conceito também pode ser utilizado com outras ligas de magnésio, que são não-inflamáveis," escreveu a equipe.
Fonte-it

TECIDO INTELIGENTE

Imagine uma simples camiseta que possa aquecer seu corpo à noite ou no inverno, e resfriá-lo nos dias e horários mais quentes.
A ideia do professor Joseph Wang, da Universidade da Califórnia em San Diego, é não apenas dar conforto individual, mas também substituir os grandes sistemas de aquecimento e ar-condicionado, economizando energia.
"Nos casos em que há apenas uma ou duas pessoas em uma grande sala, não justifica o custo de aquecer ou resfriar a sala inteira," defende ele, acrescentando que o resfriamento ou aquecimento em uma base individual poderia reduzir o gasto de energia em prédios e residências em até 15%.
Para demonstrar seu conceito, ele e sua equipe desenvolveram uma camiseta cujo "tecido inteligente" foi projetado para manter a temperatura em 34º C, o que seus voluntários asseguraram ser a temperatura mais confortável.
O tecido é chamado de inteligente porque adapta-se continuamente à temperatura externa. Quando o ambiente fica mais quente, o tecido se contrai, ficando mais fino e, quando o ambiente fica mais frio, o tecido se expande, aumentando de espessura.
"Independentemente se a temperatura aumenta ou diminui em volta, o usuário ainda sente a mesma temperatura sem ter que ajustar o termostato," disse Wang.
A mudança de espessura do tecido é possível com a inserção de polímeros especiais entre as fibras do tecido, polímeros esses que se expandem ou contraem em resposta a alterações de temperatura.
O protótipo também já possui um aquecedor ativo, com eletrodos implantados no peito, que deverá fornecer calor adicional nos dias mais frios. A equipe trabalha agora em um resfriador termoelétrico de estado sólido que possa retirar o calor em excesso nos dias mais quentes.
Além de camisetas e calças, os pesquisadores estão trabalhando em acessórios para esfriar ou aquecer partes do corpo que esfriam ou aquecem mais em resposta a alterações na temperatura ambiente, como a planta dos pés.
Gerador embutido
Os pesquisadores também estão projetando o tecido inteligente para que ele gere sua própria energia.
O tecido vai incluir baterias recarregáveis que irão alimentar os conversores termelétricos, bem como uma biocélula de biocombustível capaz de gerar energia elétrica a partir do suor humano. Todas essas peças - baterias, células termelétricas e biocombustíveis - serão impressos usando uma tecnologia que a equipe afirma já ter desenvolvido.
A ideia cativou o Departamento de Energia dos EUA, que acaba de fornecer US$2,6 milhões para que a equipe aprimore o tecido inteligente e apronte a novidade para o mercado.
"Estamos trabalhando para dar ao tecido inteligente a mesma textura e aparência das roupas que as pessoas usam regularmente. Ele será lavável, esticável, flexível e leve. Esperamos, também, torná-lo atraente e elegante para vestir," concluiu Wang.
Fonte-it

Full-duplex dobra capacidade de celulares e Wi-Fi

Uma nova tecnologia de transmissão sem fios pode mudar fundamentalmente o projeto dos sistemas de transmissão via rádio, além de aumentar a largura de banda e a capacidade das redes sem fios, e reduzir o consumo de bateria dos equipamentos portáteis.
Leo Laughlin e seus colegas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, desenvolveram uma técnica que estima e anula a interferência gerada pela transmissão de cada aparelho.
Isto permite que um dispositivo de rádio transmita e receba no mesmo canal ao mesmo tempo. Em outras palavras, torna-se necessário apenas um canal para a comunicação de duas vias, utilizando a metade do espectro eletromagnético em comparação com a tecnologia atual.
Esta nova arquitetura full-duplex combina uma técnica de "isolamento de equilíbrio elétrico" com outra chamada "cancelamento ativo de frequência de rádio", suprimindo a interferência por um fator de mais de 100 milhões.
O protótipo usa apenas componentes disponíveis comercialmente, tornando-o adequado para uso em aparelhos móveis, como celulares e tablets.
Se for adotada em um sistema Wi-Fi, por exemplo, esta técnica pode dobrar a capacidade de um ponto de acesso, permitindo a conexão de um maior número de usuários, ou dobrar a taxa de dados para os usuários atuais.
Para os celulares, a operação full-duplex também poderia aumentar a capacidade e a velocidade de transmissão, ou, alternativamente, manter a rede atual com menor número de estações rádio-base, diminuindo o custo de operação.
"Até agora havia um problema fundamental não solucionado com as comunicações via rádio. Como o espectro radioelétrico é um recurso limitado, e com as operadoras de rede pagando milhões para ter acesso a esse espectro, a solução deste problema nos coloca um passo mais perto de dispositivos mais rápidos, mais baratos e mais verdes para o nosso futuro conectado," disse Leo Laughlin.
Fonte-it

O QUE É A LEI DE MOORE ?

Se você gosta de ler e se informar sobre tecnologia e informática em geral, certamente já deve ter ouvido falar da famosa Lei de Moore. Mas, afinal quem foi Moore e que lei ele criou? O que essa lei diz e por que ela é tão importante para a informática e a computação em geral? Essas e outras perguntas serão respondidas logo abaixo.

Quem foi Moore?

Gordon Earl Moore é, simplesmente, o cofundador da Intel Corporation, uma das maiores empresas fabricantes de processadores do mundo. Talvez o computador em que você esteja lendo esse artigo seja equipado com um processador Intel. Gordon Moore nasceu no dia 03 de janeiro de 1929, em San Francisco, na Califórnia.
Gordon Moore tem formação em química e em física e, no ano de 1968 fundou, junto com seu amigo Robert Noyce a NM Electronics, que mais tarde se chamaria Intel Corporation, que todos nós conhecemos.

E a Lei de Moore?

Em 1965, Gordon Moore escreveu um artigo para a revista Electronic Magazine, que foi publicado no dia 19 de abril daquele mesmo ano. Neste artigo científico, Moore conjecturava a respeito da evolução da tecnologia dali para frente. E foi nestas reflexões em que, sem saber, fez uma das previsões mais certeiras sobre a informática do último meio século.
Veja o que ele escreveu:

"A complexidade para componentes com custos mínimos tem aumentado em uma taxa de aproximadamente um fator de dois por ano… Certamente, em um curto prazo, pode-se esperar que esta taxa se mantenha, se não aumentar. A longo prazo, a taxa de aumento é um pouco mais incerta, embora não haja razões para se acreditar que ela não se manterá quase constante por pelo menos 10 anos. Isso significa que, em torno de 1975, o número de componentes por circuito integrado para um custo mínimo será 65.000 (65nM). Eu acredito que circuitos grandes como este poderão ser construídos em um único componente (pastilha)".
Em resumo, Moore previu, baseado em suas observações da indústria, que o número de transistores em um processador dobraria, em média, a cada dois anos e mantendo o mesmo (ou menor) custo e o mesmo espaço.
Em 1975 houve uma revisão dessa “lei” onde Moore redefiniu o período em que o número de transistores dobraria de dois anos para 18 meses. E ela tem se mostrado certeira até hoje.

Qual a importância dessa lei para a informática?

Como foi possível perceber nos parágrafos acima, inicialmente, a Lei de Moore foi apenas uma observação feita em um periódico científico. Porém, as indústrias de semicondutores, no caso até mesmo a Intel, perceberam que era possível alcançar este grau de desenvolvimento nos chips de processamento.
Vale frisar que a Lei de Moore não engloba apenas os processadores domésticos, que usamos em nossos computadores. Ela vale para todos os tipos de processadores em uso, desde calculadoras e câmeras digitais até supercomputadores, como o IBM Roadrunner, que tem um poder computacional de 1,144 petaflops.
A indústria de semicondutores, vendo que podiam alcançar a meta que Moore havia falado em seu artigo, passou a investir mais pesado em pesquisa e desenvolvimento, de forma que de fato eles conseguiram dobrar o número de transistores nos processadores a cada 18 meses.
Não temos como saber o que teria acontecido se Gordon Moore não tivesse escrito aquele artigo na Electronic Magazine ou não tivesse feito a tal previsão. Mas, provavelmente, a indústria de semicondutores não teria se empenhado tanto para acompanhar a evolução predita por Gordon Moore em 1965.

O futuro da Lei de Moore

Já se foram 50 anos desde que Moore criou a sua “lei”. E mesmo meio século depois ela continua firme e forte. É uma marca impressionante, especialmente se tratando de evolução do hardware. Porém, ela já está chegando ao seu limite.
Os engenheiros da Intel, AMD, Qualcomm, MediaTek e tantas outras empresas de semicondutores em breve não conseguirão mais miniatuarizar os componentes de um processador. A Intel, que foi cofundada por Moore, já fabrica processadores cujos transistores já estão na ordem dos nanômetros. Os atuais chips da Intel são fabricados usando um processo de litografia de 14 nm.
Vários “especialistas” já previram o fim da Lei de Moore. Mas até hoje ela continua se cumprindo. Uma hora, entretanto, será tecnicamente impossível prosseguir com ela. Só não sabemos quando.
Fonte-tt


Sensor nanotecnológico detecta câncer e doenças nervosas

Pesquisadores brasileiros usaram a nanotecnologia para construir um sensor microscópico capaz de identificar os biomarcadores de várias condições patológicas.
O dispositivo deverá ajudar a realizar o diagnóstico precoce de alguns tipos de câncer e de enfermidades do sistema nervoso, como esclerose múltipla e neuromielite óptica.
O nanobiossensor foi desenvolvido inicialmente para a detecção de herbicidas, metais pesados e outros poluentes.
Mas os pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) logo perceberam que ele tinha potencial para usos médicos.
Nanobiossensor
O nanobiossensor consiste em uma haste nanométrica de nitreto de silício (Si3N4) ou de silício (Si), com constante elástica de ordem molecular. Na extremidade da haste, há uma ponta à qual é acoplada uma enzima ou uma proteína.
Quando essa molécula entra em contato com algum alvo de interesse (anticorpo, antígeno etc.), a haste dobra-se por causa da adesão entre as duas moléculas. E a deflexão é detectada e medida pelo equipamento, possibilitando identificar o biomarcador.
"Começamos detectando herbicidas e metais pesados e, agora, já estamos realizando testes para detectar moléculas-alvo características de doenças do sistema nervoso, em parceria com outros pesquisadores de centros de referência em estudos de doenças desmielinizantes," disse Fábio de Lima Leite, coordenador do grupo de pesquisa.
O exame segue um princípio muito simples, bastando colher o líquor do paciente, pingar uma gota em uma lâmina de vidro e fazer o material interagir com o nanobiossensor. Todo este procedimento, contudo, deve ser realizado em condições controladas de laboratório.
Fonte-diariodasaude