sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Funcionários eram forçados a trabalho escravo na produção do iPhone 5



Enquanto fabricantes famosas como a Foxconn estão melhorando cada vez mais as condições de trabalho de seus empregados, outras parecem seguir na direção contrária.
É o caso, por exemplo, da Flextronics International, uma companhia que, segundo um relatório da BloombergBusinessweek, estaria “escravizando” seus funcionários com dívidas, para que estes pudessem atender às expectativas de produção das câmeras do iPhone 5.
O método usado para tal era bastante simples. Utilizando uma série de agentes recrutadores, a Flextronics procurava potenciais funcionários em vilas pobres de regiões do Camboja, Mianmar, Nepal e Vietnã.
Quando contratados, a companhia passava a cobrar de suas famílias uma taxa anual de valor absurdo; isso, por sua vez apenas os deixava cada vez mais endividados. Para piorar ainda mais a situação de vida dos empregados, todos eles eram obrigados a entregar seus passaportes para a companhia, que ficaria com eles até que a dívida fosse paga.
Mas, com um sistema como esses, eles não têm, é claro, a menor chance de quitar suas dívidas – a única solução, para muitos, foi vender suas terras para a Flextronics. “Eu já estou em débito, mas eu preciso emprestar mais, além disso, para poder ir embora” disse Bibek Dhong, um trabalhador demitido da empresa.
Felizmente, parece que dias como esse estão perto do fim. Quando questionados sobre o assunto pelo The Verge, a Apple declarou o seguinte:
“A Apple liderou a indústria descobrindo e prevenindo o abuso de trabalhadores imigrantes, e nossos esforços ajudaram a melhorar as vidas de pessoas que fazem nossos produtos. Nós somos a primeira companhia de eletrônicos a enviar reembolsos para empregados que foram cobrados de taxas de recrutamento excessivas e nosso programa tem ajudado empregados contratados a reclamar $ 16,4 milhões desde 2008.
Nós investigamos agressivamente quaisquer acusações de trabalho forçado onde os produtos Apple são feitos, e nosso time está continuamente auditando mais fundo na rede de fornecimento. Nós recentemente atualizamos nosso código de conduta para requerer que nossos fornecedores entrevistem diretamente funcionários que são contratados através de agentes de trabalho, como mais uma maneira de eliminar práticas antiéticas.
Embora a fábrica de Bukit Raja da Flextronic não esteja mais na cadeia de fornecimento da Apple, nós levamos essas alegações extremamente a sério. A Flextronics comissionou uma auditoria terceirizada e prometeu reembolsar por completo quaisquer trabalhadores cobrados exageradamente pelos agentes. Nós “vamos acompanhar ativamente para garantir que os pagamentos certos tenham sido feitos.”
Com isso, fica a dúvida: o que eles consideram como “cobrar exageradamente” dos funcionários? Vamos torcer que isso não se torne uma brecha em toda a situação – o que é pouco provável visto tudo o que a Apple tem feito para melhorar a condição de seus trabalhadores nos últimos tempos.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Nanotecnologia detecta coágulos antes que eles provoquem danos

Coágulos de sangue formados no interior de veias e artérias são potencialmente fatais ou muito debilitantes.
Eles podem formar-se em qualquer pessoa que fique confinada a uma cama, durante a recuperação de uma cirurgia, por exemplo, ou como efeito colateral de certos medicamentos ou, ainda, em algumas pessoas de alto risco que fiquem sentadas por um longo período de tempo.
Infelizmente, não há nenhuma maneira fácil e rápida para diagnosticar esses coágulos, que muitas vezes passam despercebidos até se liberarem e causarem um acidente vascular cerebral ou um ataque cardíaco.
"Alguns pacientes têm maior risco para a coagulação, mas os exames de sangue existentes não são consistentemente capazes de detectar a formação de novos coágulos," diz Sangeeta Bhatia, do MIT (EUA).
Agora, Kevin Lin, aluno de Bhatia, desenvolveu uma nova tecnologia que pode mudar esse quadro.
Lin encontrou uma maneira de detectar coágulos sanguíneos usando nanotecnologia incorporada em um simples exame de urina.
O diagnóstico não invasivo usa nanopartículas que detectam a presença de trombina, um fator chave para a coagulação do sangue.
A coagulação do sangue é produzida por uma complexa cascata de interações protéicas, culminando na formação de fibrina, uma proteína fibrosa que normalmente estanca o vazamento em ferimentos.
O último passo deste processo - a conversão de fibrinogênio em fibrina - é controlado pela enzima trombina.
O novo exame é composto de nanopartículas de óxido de ferro revestidas com peptídeos curtos (proteínas), que são especializados em interagir com a trombina.
Quando as nanopartículas encontram a trombina, esta "corta" as proteínas em um local específico, liberando fragmentos que são então excretados na urina.
Quando a urina é recolhida, esses fragmentos de proteína podem ser identificados por um exame comum de laboratório.
Os pesquisadores afirmam que esse tipo de exame poderá ser usado para a triagem dos pacientes que chegam ao pronto-socorro queixando-se de sintomas que podem indicar um coágulo sanguíneo, ou para monitorar pacientes com alto risco de um coágulo - por exemplo, pacientes acamados.
A técnica, por enquanto, foi testada apenas em animais de laboratório.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Agência brasileira espionou funcionários estrangeiros

Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, monitorou diplomatas de três países em embaixadas e nas suas residências no Brasil.
Um documento obtido pelo jornal aponta detalhes sobre dez operações secretas da Abin, que é considerada o braço de espionagem do governo brasileiro, levadas a cabo entre 2003 e 2004. Ainda de acordo com o documento, funcionários de países como Rússia, Irã e Iraque viraram alvos da agência.
Diplomatas russos envolvidos com negociações de equipamentos militares foram fotografados e monitorados em suas viagens, por exemplo.
A Folha informou ainda que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ao qual a Abin está subordinada, reconheceu que essas operações foram realizadas, ressaltando que elas estão de acordo com a legislação brasileira.
O governo brasileiro disse também que tais operações são de contrainteligência, isto é, têm como objetivo proteger segredos de interesse do Estado brasileiro.
A Folha afirmou que as operações descritas no documento da Abin têm características modestas, não podendo ser comparadas com a sofisticação do polêmico esquema de espionagem dos EUA.
O jornal ressalta, no entanto, que o governo brasileiro também não hesita em usar seu braço de espionagem quando identifica ameaças aos interesses do país.

Chuva de granizo no interior de Pernambuco

Um fenômeno considerado inédito chamou a atenção dos quase 20 mil habitantes de Riacho das Almas, no Agreste de Pernambuco. Uma chuva de granizo, com duração de aproximadamente 40 minutos, caiu sobre o município na noite desse domingo (3).
Segundo dados da Secretaria Municipal de Agricultura, foram registrados 63 milímetros de chuva apenas neste domingo. O número deste início do mês de novembro já é superior à média de chuva em todos os meses do ano, que ficou em 29,2 milímetros, informou a Secretaria.
Também segundo o órgão, a média de chuvas para todo este ano já foi superada em mais que o dobro. De com os registros do município a estimativa de chuvas de janeiro a dezembro era de 150 milímetros, e até agora, já choveu 355 milímetros.

sábado, 2 de novembro de 2013

OS ESPORTISTAS MAIS BEM PAGOS DO MUNDO

A revista Sports Illustrated elaborou a lista dos 20 esportistas mais bem pagos do mundo. A lista é encabeçada por Floyd Mayweather, um boxeador americano e que no último ano conseguiu faturar cerca de 90 milhões de dólares.
LeBron James do basquete ganhou 56 milhões de dólares no último ano, enquanto que David Beckham, que já se retirou do futebol profissional, ganhou um total de 48 milhões de euros.

1. Floyd Mayweather (Boxe) – US$ 90 milhões

2. LeBron James (Basquete) – US$ 56.545 mi
3. David Beckham (Futebol) – US$ 48.349 mi
4. Drew Brees (Futebol Americano) – US$ 47.8 mi
5. Kobe Bryant (Basquete) – US$ 46 mi
6. Roger Federer (Tênis) – US$ 43.424 mi
7. Fernando Alonso (Fórmula 1) – US$ 42 mi
8. Tiger Woods (Golfe) – US$ 40.839 mi
9. Phil Mickelson (Golfe) – US$ 39.528 mi
10. Cristiano Ronaldo (Futebol) – US$ 35.300 mi
11. Messi (Futebol) – US$ 35.100 mi
12. Manny Pacquiao (Boxe) – US$ 35 mi
13. Derrick Rose (Basquete) – US$ 33.403 mi
14. Rory Mcilroy (Golfe) – US$ 33.336 mi
15. Peyton Manning (Futebol Americano) – US$ 31 mi
16. Samuel Eto’o (Futebol) – US$ 30.200 mi
17. Alex Rodriguez (Beisebol) – US$ 29.9 mi
18. Zack Greinke (Beisebol) – US$ 29 mi
19. Dwyane Wade (Basquete) – US$ 28.682 mi
20. Kevin Durant (Basquete) – US$ 27.670 mi

Comissão de Constituição e Justiça aprova proposta de cota para parlamentar negro

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira,  o parecer do deputado Luiz Couto (PT-PB) referente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reserva vagas a parlamentares de origem negra. De acordo com a proposta do deputado petista Luiz Alberto (BA), a cota valerá para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal por cinco legislaturas a partir da promulgação da emenda, prorrogáveis por até mais cinco legislaturas. A proposta ainda passará por uma Comissão Especial antes de ir à votação em dois turnos no plenário da Casa.
O texto da PEC 116, de 2011, determina que o eleitor destine além do voto às demais vagas, um voto específico para o preenchimento da cota. O critério para a candidatura é o da autodeclaração.
O porcentual das vagas dos deputados oriundos da população negra deve corresponder a dois terços do porcentual de pessoas que tenham se declarado negras ou pardas no último censo demográfico. O número de vagas não poderá ser menor que um quinto ou superior a metade do total de vagas disponíveis no Parlamento.
"O que se propõe aqui é dar um choque de democracia nas casas legislativas e que esse choque recaia justamente sobre a questão decisiva em todas as discussões histórica e teoricamente mais relevante sobre a democracia no Brasil, que é a das relações entre equidade racial e equidade social, econômica, cultural e política", diz a justificativa da proposta.

Furnas: energia das ondas

A estatal Furnas começou o projeto de uma usina, chamada de conversor offshore e inédita no país, para a geração de energia a partir do aproveitamento das ondas em alto-mar. “A ideia, que já está sendo conversada com a Marinha do Brasil, é a unidade que vai ser  desenvolvida ao final do projeto atender ao Farol da Ilha Rasa e às cerca de 200 casas existentes no local”, disse hoje (30) o gerente da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de Furnas, Renato Norbert. Em uma segunda etapa, a usina flutuante deve gerar energia às plataformas do pré-sal.
A pesquisa é desenvolvida em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e com a empresa Seahorse Wave Energia de Ondas.
Já foi iniciada a construção do protótipo, em pequena escala, que vai ser testado no tanque de ondas da Coppe. Os testes deverão se estender por seis a oito meses informou Norbert.  Após os aperfeiçoamentos que forem introduzidos no projeto, os técnicos se dedicarão à construção da unidade que será instalada na Ilha Rasa. A expectativa de Norbert é que o projeto esteja em condições de operar no final de 2015 ou, “eventualmente”, até o primeiro trimestre de 2016.
Em seguida, Furnas pretende partir para um segundo projeto que visa a explorar outra possibilidade coberta pela patente da Coppe e da Seahorse, que é tornar a unidade de geração de energia flutuante para servir às plataformas do pré-sal que estão muito afastadas da costa, onde a profundidade é elevada.
Norbert destacou que, atualmente, para plataformas de petróleo que operam próximo da costa, a distâncias inferiores a 100 metros, Furnas vai estudar a possibilidade de serem atendidas por usinas que são fixadas no fundo do oceano. Para profundidades mais altas, a solução mais econômica prevista é a instalação de unidades de geração de energia flutuantes.
A usina que será construída inicialmente terá capacidade de 100 quilowatts (kW) de energia, suficiente para abastecer 800 pessoas. “Mas a gente pretende, se tudo der certo, desenvolver outras unidades que vão atender a ilhas próximas da costa e plataformas de petróleo perto da costa”.
A partir de acordo que será firmado com a Marinha, o gerente de Furnas disse que se pretende atender a navios que estejam ancorados a pouca distância da costa, à espera para entrar em algum porto no país.  “Eventualmente, no futuro, os portos vão poder ter unidades dessas para abastecer os navios, que vão economizar diesel, combustível, enquanto estiverem parados, tornando o custo de espera no porto mais baixo, o que é bom para o próprio porto”.
A energia gerada pelas ondas em alto-mar  é totalmente limpa e o funcionamento da usina, bem simples, afiançou Norbert.  “A própria manutenção vai ter um custo baixo”. Segundo o gerente de Furnas, a construção da unidade é mais barata do que qualquer outra solução que se proponha. “É muito mais barato do que uma usina de geração eólica da mesma capacidade, por exemplo”, salientou.  Sobretudo para ilhas, que não têm grande extensão, ele indicou que “é uma solução excelente”.
A Coppe, em conjunto com a empresa Tractebel Energia, já desenvolve a primeira usina de ondas da América Latina, que utiliza o movimento das ondas para produzir energia elétrica. A usina está situada no Porto do Pecém (CE). Renato Norbert observou, porém, que essa unidade se diferencia do projeto de Furnas porque  é fixada no porto (onshore), e não prevê a geração de energia nearshore (próximo da costa), ou totalmente offshore, isto é, em alto-mar,   como sugerem as unidades futuras de geração flutuantes de Furnas.
O investimento total da estatal, englobando todas as etapas de desenvolvimento do projeto, incluindo gastos com homens/hora e diárias de viagens, é cerca de R$ 8,2 milhões.

Mar: a biodiversidade da plataforma marítima brasileira está subestimada

A mais recente revisão publicada sobre a biodiversidade da zona costeira e marinha sul-americana – divulgada em 2011 na revista PLoS One – aponta a existência de 9.103 espécies diferentes de animais, plantas e algas já conhecidas em águas brasileiras. Mas o número pode chegar perto de 13 mil espécies descritas, segundo Maria de los Angeles Gasalla, professora do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO/USP).
A afirmação foi feita durante o penúltimo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA-FAPESP Educação, organizado pelo Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade de São Paulo (BIOTA), ocorrido na quinta-feira. Gasalla comparou os dados do artigo publicado na PLoS One por Patricia Miloslavich, pesquisadora da Universidad Simón Bolívar, da Venezuela, e colaboradores, com números provenientes de revisões recentes feitas por pesquisadores brasileiros.
O levantamento coordenado por Miloslavich abrangeu tanto a costa do Atlântico como a do Pacífico, na América do Sul, e foi realizado no âmbito de um projeto internacional conhecido como Censo da Vida Marinha, que teve início no ano 2000 e levou cerca de dez anos para ser concluído.
Em relação à plataforma marítima brasileira, o trabalho destaca o grupo dos crustáceos, com 1.966 espécies conhecidas, como o de maior diversidade, seguido pelos moluscos (1.833), peixes (1.294) e poliquetas (987) – juntos, segundo o artigo, esses animais correspondem a 66,79% da biota marinha conhecida no Brasil.
“Esses números, a princípio, pareciam até mais elevados do que algumas estimativas anteriores. Mas, avaliando o artigo profundamente, percebemos que estão subestimados. Somando dados de trabalhos recentes feitos por pesquisadores brasileiros, chegamos ao número de 10.804 espécies diferentes apenas no que diz respeito à fauna marinha. Se considerarmos também a flora, o número pode chegar perto de 13 mil espécies”, afirmou Gasalla.
De acordo com a revisão da literatura compilada por Gasalla, o número de espécies de crustáceos descritos na costa brasileira atingiria 3.335. Além disso, já seriam conhecidas 1.886 espécies de moluscos, 1.420 de peixes e 987 de poliquetas.
Os cientistas não sabem ao certo qual é a porcentagem da biota marinha ainda desconhecida no Brasil. Acredita-se, no entanto, que esta seja muito alta e que muitas espécies poderão desaparecer antes mesmo de serem descobertas. A pressão antrópica – o impacto causado por atividades humanas como poluição, degradação de habitats por empreendimentos econômicos, expansão do turismo desordenado, introdução de espécies exóticas e atividade pesqueira não manejada – é considerada a principal ameaça à biodiversidade da chamada Amazônia Azul (a costa brasileira).
A zona marinha do país abrangia originalmente uma área de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. Com a extensão da plataforma continental solicitada pelo Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU) na última década, a extensão da Amazônia Azul passou para 4,5 milhões de quilômetros quadrados.
Um estudo apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente em 2010 apontou que 40% desse território correspondem às áreas definidas como prioritárias para a conservação da biodiversidade. No entanto, segundo Gasalla, apenas 1,87% da zona marinha brasileira está protegida em Unidades de Conservação, sendo que em torno de 10% já foram licenciados para a exploração de petróleo e gás natural.
“A porcentagem de área protegida chega a 1,87% se forem considerados apenas os 3,5 milhões quilômetros quadrados originais da zona marinha. Além disso, alguns estudos mostram que diversas Unidades de Conservação não foram delimitadas criteriosamente na sua implantação, seja do ponto de vista científico ou das comunidades locais, e algumas existem do ponto de vista burocrático, mas não funcionam na prática”, avaliou a pesquisadora.
Uma das metas acordadas em 2010 durante a Conferência das Partes das Nações Unidas (COP 10) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), realizada na cidade de Aichi, no Japão, é de que até 2020 pelo menos 10% das áreas marinhas e costeiras consideradas de especial importância para a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos tenham sido incluídas em sistemas de áreas protegidas.
“Não adianta, porém, sair criando áreas de proteção por meio de decretos para atender, supostamente, metas de tratados. A parte política da conservação deve caminhar junto com a fundamentação científica e com o contexto social. O processo precisa ser embasado pelo conhecimento científico, além de envolver efetivamente as comunidades locais que utilizam o mar como meio de sobrevivência, caso contrário, além de não funcionar, pode criar problemas ainda maiores”, alertou Gasalla.
O uso sustentável de recursos naturais marinhos para atender necessidades humanas de alimentação e renda por meio da pesca e aquicultura também foi mencionado por Gasalla. A professora enfatizou a importância do manejo com objetivos claros para a pesca e aquicultura de modo a garantir níveis sustentáveis das populações marinhas, mitigação de impactos colaterais, viabilidade econômica, e equidade social. "Para isso, a ciência pesqueira deverá ser mais desenvolvida no Brasil, assim como ouvida pelos tomadores de decisão no que diz respeito à manutenção dos níveis de intensidade pesqueira necessários para atingir esses objetivos”, disse.

O mundo da tecnologia: a vez agora e delas

Houve um tempo em que a tecnologia era destinada a jovens com óculos “fundo de garrafa” e camisas por dentro das calças. Nesse período, a maioria esmagadora das pessoas que tinham acesso a computadores era composta por homens e isso se manteve dessa forma por muitos anos. Demorou para que a informática deixasse de ser algo restrito — algo que excluía pessoas que não fossem “de exatas” e também com menor poder aquisitivo.
Outro grupo que ficou de fora durante esse tempo foi o das mulheres. Como a informática era muito mais presente em cursos de engenharia, computação e outras áreas afins — nichos que são, historicamente, dominados por homens —, essa “segregação” acabou sendo facilitada. E atualmente, como anda esse cenário? A resposta é bem mais igualitária do que se pensa.
As mulheres, hoje, são muito mais presentes do que os homens em diversas áreas da informática. E, se utilizarmos as redes sociais como um termômetro para isso, chegamos à conclusão de que elas estão dominando rapidamente mais um dos segmentos que era caracterizado pela presença masculina: a internet. Você já tinha imaginado que os homens perderiam esse espaço?
O instituto Pew Research realizou uma pesquisa entre dezembro de 2009 e dezembro de 2012 para chegar a conclusões bem interessantes acerca do número de pessoas que acessam redes sociais com frequência. Levando em consideração apenas aquelas com acesso regular à internet, os especialistas chegaram a marcas bem interessantes: 74% das mulheres e 70% dos homens têm perfis em serviços deste tipo, nos Estados Unidos — no Brasil, o número chega aos 90%.
E a pesquisa também revelou quais redes sociais chamam mais a atenção dos internautas. O Facebook, como já era de esperar, ficou na liderança da pesquisa (72% das mulheres e 62% dos homens internautas acessam o serviço). Logo em seguida, vemos o Pinterest, que chama a atenção de 25% delas (contra 5% deles), e o Twitter (que reúne 17% das usuárias norte-americanas).
O Instagram também foi bem citado nas pesquisas e apareceu com 16% de aprovação das mulheres. Tumblr surge com 6% e o Reddit com apenas 4%. É válido dizer que, segundo o Pew Research, as mulheres já mostram mais aprovação às redes sociais desde março de 2008 — sempre apresentando um percentual maior do que o referente aos homens.





Nanotecnologia silenciando gene que causa câncer incurável

Um novo estudo da Universidade de Northwestern (EUA) desenvolveu uma terapia que desliga um gene crítico do glioblastoma multiforme (GM), um câncer cerebral agressivo e incurável, diretamente no cérebro de animais, aumentando significativamente as taxas de sobrevivência dos doentes.

A terapia é baseada em nanotecnologia, ou seja, é pequena e ágil o suficiente para atravessar a barreira entre sangue e cérebro e chegar ao local onde é necessária – no tumor. Por sua vez, o medicamento levado através de nanotecnologia é projetado para atingir um determinado gene causador da doença em células, silenciando-o, o que destrói as proteínas que mantêm as células cancerosas imortais.