quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Nanotecnologia: gadgets à prova d'água

Possuir uma proteção contra água para seu gadget é algo muito interessante - inclusive para evitar problemas com chuva e umidade - e está sendo mostrado na CES 2012.
Trata-se de uma proteção criada com nanotecnologia, aplicada como se fosse um gel sobre os dispositivos eletrônicos. Ela impede totalmente a entrada de água pelas conexões e junções existentes no aparelho. O preço pela proteção não é dos mais altos: US$ 60 (cerca de R$ 110) em um período de 24 horas.

Governo promete o 4G operando em todas as cidades-sede até a Copa do Mundo

Não é tão antigo quanto à central telefônica da década de 1920, mas sim, o celular já virou peça de museu. Tão obsoleta quanto à pesada bateria dos primeiros “tijolões” é a ideia de um aparelho feito só para falar. A nova geração de celulares promete uma internet dez vezes mais rápida. O 3G, que ainda ontem trouxe o mundo para a palma da mão, já foi superado.
A tecnologia 4G chegou aos Estados Unidos há dois anos. Para comparar a velocidade das duas redes, a 3G e a nova a 4G, foram usados dois tabletes da mesma operadora, um ligado em cada rede.
A conexão 3G chega a uma velocidade de 1 megabit por segundo, enquanto que a 4G passa de 10 megabits. O acesso mais rápido à internet melhora a qualidade dos vídeos vistos em tempo real, sem necessidade de download.
A diferença realmente é impressionante. A qualidade do vídeo em 4G é muito superior à qualidade do mesmo vídeo em 3G.
Outro aparelho 4G foi submetido a outro teste: o de download de arquivos. Oferecemos a pessoas que usa o 3G a chance de se conectarem ao wi-fi 4G, para avaliarem a tecnologia mais moderna.
Jacqueline baixou uma foto no celular. Em geral, levava 45 segundos, e levou 20. Michael testou baixar um podcast que costuma levar de cinco a dez minutos. Com o 4G, baixou em apenas um minuto. Ele se diz impressionado, “foi muito rápido”.
Japão
No Japão, os celulares são mais usados como computador de bolso ou TV portátil. Com velocidades de download que chegam até 42 Mbps no meio da rua, Mayumi assiste a um vídeo de um grupo famoso lá, enquanto aguarda uma amiga. Qualidade perfeita.
Com a conexão japonesa, já é possível fazer uma teleconferência por telefone. Quando se captam imagens neste celular e se transmite para o computador, ficam granuladas, ficam congeladas de vez em quando. Quando o 4G chegar, não tenha dúvida. A imagem será perfeita: transmissão ao vivo usando apenas um celular.
Embora as empresas americanas usem comercialmente o termo 4G, os japoneses não consideram que a tecnologia atual, a LTE, usada tanto no Japão como nos Estados Unidos, mereça esse nome. É rápida, mas não o suficiente. Por isso, é chamada ainda de 3G pelos japoneses.
Os japoneses seguem o que sugere a União Internacional de Telecomunicações, órgão da ONU, que considera 4G a conexão com velocidade de download de pelo menos 100 Mbps.
A tecnologia funciona perfeitamente em laboratório, mas ainda faltam alguns anos para chegar às ruas. Um dos principais desafios é reduzir o tamanho do aparelho receptor.
Brasil
Estádio do Morumbi, quarta-feira. Faltam poucos minutos para o clássico São Paulo e Corinthians pelo campeonato brasileiro. O estádio não lotou, mas está cheio. Os jornalistas já estão posicionados, e não conseguimos fazer o teste de velocidade de um celular 3G.
A internet ficou instável, lenta. A velocidade, que gira em torno de 1 Mbps, ficou bem menor, porque dividimos o sinal com todo mundo que está acessando a rede.
Para a Copa do Mundo, é preciso mais.
O desafio do Brasil é maior do que o da África do Sul, porque, em 2014, os estádios estarão ainda mais cheios de smartphones e tablets. Atualmente, a telefonia móvel no Brasil funciona assim: o sinal do 3G passa por frequências de ondas entre os aparelhos e as antenas, como em uma estrada.
Quando muita gente usa o celular ao mesmo tempo, os dados emitidos e recebidos são como vários carros que congestionam a via aérea. Os sinais de alguns aparelhos são passados para estradas piores, mais lentas, as frequências do 2G. Quando isso acontece aparece aquela letra "e", de edge (limite) no aparelho. Quando o tráfico de dados é grande demais, tanto o 3G quanto o 2G ficam congestionados e o celular fica sem sinal mesmo.
Para começar a resolver isso, no ano que vem, as operadores vão abrir os sinais 3,5G. Até a copa, deve chegar o sinal do LTE, que no Brasil também chamaremos de 4G. Todos os sistemas vão funcionar ao mesmo tempo. Se o 4G ficar congestionado, o sinal vai para o 3,5G e assim por diante.
O governo promete o 4G operando em todas as cidades-sede até a Copa do Mundo. A largada será dada em abril deste ano, com a licitação da concessão do 4G. “Na hora em que assumimos o compromisso com relação à Copa, nós assumimos o compromisso com todos os eventos intermediários. Copa das Confederações, por exemplo, é a mesma coisa”, explica Ronaldo Sardenberg, ex-presidente da Anatel.
O governo deve liberar para o 4G uma frequência de menor alcance. Com isso, as empresas, além de adaptar a rede 3G, terão que montar novas antenas e investir em fibra ótica e microondas para o escoamento de dados. As operadoras vão gastar junto, esse ano, cerca de US$ 18 bilhões na expansão da rede.
Professor de engenharia elétrica do Instituto Mauá, Marcelo Motta explica que o Brasil está atrasado, mas que há tempo para instalar o 4G nas cidades-sede até a Copa do Mundo. “A implantação das redes 3G no país chegou defasada em relação ao mundo por três anos. O mesmo deve acontecer com o 4G. Muitas vezes se chega a essa situação de ter que investir em uma tecnologia sem ter o retorno da tecnologia predecessora”, diz.
Seja para ver vídeo, ver e-mail ou até mesmo para falar com alguém, o rápido crescimento do 3G no Brasil e o péssimo desempenho do sistema em grandes eventos mostra que o 4G será bem-vindo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Redes sociais: 40 milhões conseguiram emprego em 2011

Uma pesquisa feita por uma agência norte-americana mostrou que 40 milhões de pessoas conseguiram um emprego por meio das redes sociais só no ano passado. Segundo o sistema nacional de empregos, só o Facebook ajudou 16% dos trabalhadores brasileiros a conseguir uma nova vaga em 2011.
O publicitário João Carvalho e o fotógrafo João Noronha, de Curitiba, são dois dos profissionais que se recolocaram no mercado de trabalho por meio das redes de relacionamentos. Especialistas em Recursos Humanos reconhecem a importância das redes sociais para conseguir destaque no mercado, mas alertam para as informações com opiniões pessoais, que podem atrapalhar ao invés de ajudar os profissionais na busca por emprego.

Evite se tornar alvo dos criminosos nas redes sociais

Divulgar informações pela Internet exige responsabilidade. Muitos acabam se tornando alvos fáceis dos criminosos por publicarem na rede, informações preciosas que facilitam o trabalho dos bandidos.
A Polícia Civil esclarece que os criminosos costumam procurar um alvo antes de agir. Com as redes sociais, o trabalho deles fica ainda mais fácil, quando não se toma as medidas necessárias para evitar chamar a atenção dos bandidos.
Primeiramente, é necessário utilizar nas redes sociais, as mesmas regras de segurança utilizadas no dia a dia. Ninguém vai chegar a um desconhecido e mostrar uma foto de família, então, não faça isso na rede. Uma foto de biquíni, não vai ser colocada no mural da faculdade para que todos vejam. No mural do Facebook, por exemplo, funciona da mesma forma, uma foto publicada no perfil, pode ser vista por qualquer um.
A dica mais importante dada pela polícia é que se utilizem os filtros para separar os amigos em grupos. A maioria das redes sociais possui essa ferramenta, a dica é separar os contatos por níveis de intimidade, por exemplo, família, amigos, colegas de trabalho, etc. Dessa forma, ao postar uma publicação ou foto, ela poderá ser direcionada a determinado grupo, como apenas familiares ou colegas de trabalho. Desta forma é possível evitar que a vida pessoal se torne pública.
Outro lado
Para esclarecer um crime, os investigadores da Polícia Civil utilizam de todos os artefatos possíveis. Hoje em dia é comum a utilização das redes sociais para a polícia descobrir determinada informação que pode ser importante. Tudo é válido.
Vale ressaltar que a informação publicada em um perfil de rede social pode ser usado contra a pessoa pela polícia, que pode incluir as informações no inquérito policial.
Polícia localiza vítima de assalto
Na última terça-feira, dia 3 de janeiro, uma residência no Bairro São Francisco foi invadida por assaltantes, que levaram notebook, televisão, máquina fotográfica digital, roupas e sapatos. Pai e filha dirigiram-se à delegacia para registro de boletim de ocorrência do fato. Ao mesmo tempo, um rapaz era preso nas imediações do bairro, em atitude suspeita, com uma máquina fotográfica digital e alegou ter acabado de comprar o objeto de um amigo.
O rapaz foi levado à delegacia para esclarecimentos enquanto os investigadores começaram a procurar pistas sobre os verdadeiros proprietários da máquina. Em uma das fotos, viram uma jovem e uma toalha de banheiro pendurada atrás dela, com o nome Emmily, bordado.
Eles digitaram então o nome no Facebook e na busca identificaram a garota da foto. De posse do nome completo da moça, buscaram seu endereço no sistema de informação da polícia e por volta das 2h da madrugada de quarta-feira (04), chegaram à casa no Bairro São Francisco.
Este foi um caso em que a exposição na rede social contribuiu para a pessoa em questão, porém, a polícia alerta que as informações não fiquem abertas na rede, pois na maioria dos casos, as consequências podem ser mais nocivas do que benéficas.

Novo vírus rouba dinheiro e ainda cria extratos falsos

A nova versão do trojan SpyEye está mais poderosa do que nunca. O vírus não apenas rouba o dinheiro da conta das vítimas, mas também oferece um extrato falso para fingir que o dinheiro ainda permanece por lá. Significa que, mesmo ao verificar o extrato, a vítima não percebe que foi roubada.
Os ataques, que afetam o Windows, já foram detectados nos Estados Unidos e no Reino Unido. O vírus funciona com o roubo de senha das contas bancárias, para depois “ajustar” o que a vítima verá em sua conta. Para isso, ele espera até que o usuário realize suas transações para forjar uma tela falsa, como se nada tivesse acontecido. “Na segunda vez em que a vítima visita sua conta no banco online, o malware esconde as transações fraudulentas e altera o saldo total.", afirma a empresa de segurança Trusteer.
A companhia ainda diz que o SpyEye acaba escondendo as transações falsas até mesmo depois que o usuário efetuou o logoff na página do banco. A indicação para manter a segurança nesses casos, de acordo com a empresa, é manter o navegador sempre atualizado.

Nanotecnologia: estudo destaca riscos


A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) acaba de lançar o estudo Nanotecnologias: subsídios para a problemática dos riscos e regulação.
O livro teve sua produção coordenada pela Fundação de Desenvolvimento da Universidade Estadual de Campinas (Funcamp) e oferece informações a pesquisadores, empresários e entidades que lidam com o assunto.
O responsável técnico da publicação é Oswaldo Luiz Alves, professor titular do Departamento de Química Inorgânica do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas e coordenador científico do Laboratório de Química do Estado Sólido.
A nanotecnologia é o estudo, manipulação, construção de materiais, substâncias, dispositivos e objetos em escala nanométrica (bilionésimo de metro). A aplicação ocorre em diversas áreas, como fármacos, dispositivos semicondutores, sistemas de energia, polímeros, novas soluções para problemas energéticos e soluções para a agricultura.
Além de abordar riscos e questões regulatórias relacionadas ao uso de nanotecnologia na indústria ou na academia, a publicação reúne ampla bibliografia sobre o tema.
“Percepção pública dos riscos e benefícios das nanotecnologias”, “Das relações entre nanomateriais, toxicidade e avaliação de riscos: a emergência da nanotoxicologia” e “Visão geral da atividade ligada à toxicidade, segurança e avaliação de riscos das nanotecnologias: enfoque bibliográfico” são alguns dos capítulos da publicação.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Computação em nuvem: Pernambuco terá megacomputador


Um supercomputador vai fazer de Pernambuco um dos maiores centros de tecnologia em nuvem da América Latina. A máquina conta com 1.200 processadores que juntos são capazes de analisar até 04 Petabytes de dados, o equivalente a quatro milhões de gigabytes. Para se ter um ideia do quanto isso representa, seria necessário somar a capacidade de 850 mil discos de DVD.
A UFPE foi escolhida para abrigar o equipamento, que desembarca em Pernambuco até abril deste ano a bordo de um contêiner. O megacomputador armazenará a central de dados da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) responsável pelo tráfego de informações de 600 instituições de ensino no País.
A escolha de Pernambuco como endereço da supermáquina foi anunciada nesta quinta-feira (05/01) pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante e pelo governador Eduardo Campos em entrevista concedida no Palácio do Campo das Princesas.
A computação em nuvem é uma tendência mundial e consiste no armazenamento de dados na internet ao invés dos tradicionais discos rígidos físicos. Entre outras vantagens, o usuário pode ter acesso aos seus arquivos em qualquer lugar do mundo.
Um acordo entre o Governo Federal e a fabricante de componentes eletrônicos Huawei firmado pela presidenta Dilma Rousseff em abril do ano passado prevê a doação de equipamentos com grande capacidade de armazenamento de dados. Eles vão formar duas grandes centrais de processamento no Brasil. Além do Recife, a cidade de Manaus foi contemplada.
“Na área de tecnologia da informação, a Huawei está trazendo uma grande oportunidade. A computação em nuvem é uma das fronteiras de inovação e de avanço da tecnologia de massa. Isso é fundamental para os consumidores e para o interesse das empresas que utilizam a internet. Mas é, também, uma área muito promissora de pesquisa, de inovação e de desafios tecnológicos”, explicou Mercadante, antes de seguir para um compromisso no Porto Digital.

domingo, 8 de janeiro de 2012

¨Viver para sempre¨ é possível ‽

Em 2009, três pesquisadores americanos ganharam o Prêmio Nobel de Medicina por terem começado a entender por que as células humanas envelhecem. Eles afirmam que a resposta são os telômeros. Ao anunciar o prêmio, a Fundação Nobel explicou: “o processo de envelhecimento é complexo e depende de vários fatores. Os telômeros são um deles”.
Os telômeros são fragmentos que ficam na ponta dos nossos cromossomos, uma espécie de “tampinha” que os protegem. Quando a célula se divide, o telômero diminui e a célula começa a se deteriorar. Esse processo, que ocorre a cada divisão celular, faz com que o ser humano envelheça.
Os ganhadores do Nobel descobriram, ainda nos anos 1980, que nas células cancerosas existia uma enzima que estimula o fortalecimento do telômero, chamada telomerase. Os cientistas pensam que a telomerase pode prolongar nossa vida, pois deixaria as células saudáveis por mais tempo. O Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas da Espanha testou essa hipótese com ratos. A conclusão é que os ratos com mais telomerase nas células viveram até 50% mais tempo. Mas eles acabavam morrendo de câncer.
Em 2008, a equipe espanhola conseguiu controlar esse efeito colateral e iniciou-se a possibilidade de estudos com humanos. “Projetando um aumento semelhante de expectativa de vida nas pessoas, isso significaria morrer entre os 115 e os 120 anos”, dizem os pesquisadores.
Depois de algum tempo, Raymond Kurzweil e Terry Grossman revelaram ter descoberto que os seres humanos podem viver para sempre se você seguirem certas regras. Kurzweil é um especialista em ciência da computação e inteligência artificial. Grossman é homeopata. Juntos, criaram a teoria que os exercícios, juntamente com os avanços da medicina e nas tecnologias de plástico podem ajudar-nos a ter uma vida mais saudável e mais longa. Talvez até eterna.

Fim do mundo está confirmado,mas não será agora

Temores sobre o fim do mundo não são tão infundados quanto parecem, mas são precipitados. Sim, a vida na Terra será extinta, mas isso só deve acontecer daqui a cerca de um bilhão de anos. Quando o Sol chegar a uma avançada idade estelar, o grande aumento de sua temperatura tornará a vida na Terra insustentável.
“Faz parte da evolução das estrelas do tipo do Sol. Quando o hidrogênio de seu núcleo vai acabando, a consequência é a estrela aumentar. Isso interfere em seu brilho e na energia que chega a Terra”, diz Gustavo Rojas, astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
As estrelas são astros compostos de vários gases incandescentes, principalmente hidrogênio. No núcleo os átomos colidem em um ambiente de alta pressão, provocando a fusão nuclear, processo que cria muita energia, permite que a estrela tenha um tamanho estável e gera hélio. No entanto quando o hidrogênio no núcleo solar se esgotar, o Sol vai se contrair por conta de sua própria gravidade, o que elevará a temperatura do núcleo o suficiente para iniciar a fusão do hélio.
Essa substituição fará com que o Sol aumente de tamanho, o calor se espalhe pela extensão da estrela e ela se torne mais fria e por isso mais vermelha. Nesse ponto, daqui a cinco bilhões de anos, ela se tornará uma gigante vermelha (estágio da evolução estelar). O aumento de tamanho de cerca de 200 vezes, será o suficiente para “engolir” Mercúrio, Vênus e a Terra.
Quando esse momento chegar, no entanto, já não haverá vida na Terra. “Daqui a 1 bilhão de anos, com o aumento do brilho do Sol, os oceanos já terão evaporado. Até as rochas derreterão. A vida já terá acabado”, diz Carolina Chavero, do Observatório Nacional, no Rio.

Futuro da humanidade


Ainda que falte bastante tempo para que a Terra comece a sofrer as consequências da ‘velhice solar’, cientistas já estudam alternativas para que a espécie humana sobreviva. Gustavo Rojas aponta a migração para outro planeta. “A zona habitável [região em que há água no estado líquido] do Sistema Solar também mudará. Regiões antes muito frias vão esquentar”. Marte seria a primeira alternativa, mas o Sol não demoraria muito a esquentar sua superfície também. O ideal dentro de alguns bilhões de anos seria o chamado cinturão de Kuiper, onde fica Plutão.
Alternativas mais mirabolantes é um guarda-sol para barrar parte da luz estelar e um complexo sistema capaz de “empurrar” a Terra para outra órbita através do uso da força gravitacional de cometas.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Empresas protestam contra "lei antipirataria" nos EUA

Sob a bandeira de combate à pirataria, uma lei que está em discussão no Senado norte-americano, apelidada de SOPA (Stop Online Piracy Act) pode provocar uma reação significativa por parte de empresas de tecnologia, entre elas a Google, o Facebook e a Amazon. As companhias podem, de forma coordenada, desligar os servidores em protesto contra a lei.
Entre outros tópicos, a lei prevê que os sites que hospedam conteúdos protegidos - mesmo que tenham sido publicados por usuários de forma independente - podem ser suspensos, e os proprietários detidos por até cinco anos. A medida atingiria imediatamente sites de busca, de hospedagem de arquivos e redes sociais.
Se a ameaça for levada a cabo, a internet como conhecemos hoje permanecerá temporariamente desfigurada: não será possível realizar pesquisas no Google, ou fazer uma simples atualização de status no Facebook ou Twitter, por exemplo. Na página inicial dos sites apareceria apenas uma mensagem de repúdio à lei.
A SOPA conta com o apoio, principalmente, das grandes empresas de música e entretenimento dos Estados Unidos, como a Disney, Universal, Paramount e Warner Bros. Estas temem a perda de receitas por conta da distribuição livre de conteúdo na internet, fator que atualmente é impossível de ser controlado.
O projeto é extremamente impopular entre os usuários e muitas companhias. No final de dezembro, o provedor de serviços GoDaddy anunciou apoio à lei. Resultado: 40 mil sites retiraram os seus serviços e, para não falir, o GoDaddy teve que retirar publicamente o apoio.
Para resistir à aprovação da lei, empresas de tecnologia e empreendedores - como Sergey Brin (Google) Arianna Huffington (Huffington Post), Jack Dorsey (Twitter), dentre outros - fundaram a NetCoalition. Em novembro, a organização divulgou um documento que acusa supostos riscos à liberdade dos usuários na internet, caso a lei seja aprovada.