sábado, 5 de novembro de 2011

Carro que faz exame médico


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Munique, na Alemanha, desenvolveu um carro capaz de fazer um exame médico rápido no motorista. Sensores instalados no volante medem a frequência cardíaca e o o nível de oxigênio no sangue do motorista. Os dados captados pelos sensores são encaminhados via rádio para um micro controlador que mostra os resultados para o motorista em um visor. O projeto também prevê a instalação de um monitor de pressão arterial.
"A ideia é permitir que o veículo detecte quando o motorista não está mais se sentindo bem”, afirma Tim C. Lueth, principal autor do projeto. “Quando uma situação de emergência é detectada, as chamadas de telefone podem ser bloqueadas e o volume do rádio diminui”. Os pesquisadores trabalham para que no futuro o sistema acenda as luzes do carro, sinalizando perigo, e até reduza a velocidade do veículo.
Os primeiros testes foram feitos com voluntários de uma associação de idosos da cidade de Munique. Metade dos participantes gostou da ideia de fazer um exame de saúde rápido ao se sentar ao volante. Toda vez que tinham oportunidade de guiar o carro, acionavam o sistema para ter informações sobre seus dados vitais.
O projeto é desenvolvido em parceira com a fabricante de carros BMW, mas, por enquanto, não há previsão de quando o carro check-up chegará ao mercado.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Hackers atacam o Bope

Uma nova série de ataques contra órgãos e instituições do Estado, realizada nesta quarta-feira, 2, incluiu até uma invasão ao site do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, o Bope.
Além do site do Bope, hackers invadiram também os sites oficiais das prefeituras de Itaquaquecetuba (SP) e Porto Velho (RO) e do Ministério Público de São Paulo. Um grupo denominado AntiSecBrTeam assumiu a autoria dos ataques.
Na invasão ao site do Bope, os hackers publicaram uma mensagem na qual diziam querer mostrar sua “indignação com o sistema de segurança do nosso país”.
“Nós não queremos uma polícia (sic) para matar e sim para mudar, mas como ela poderá realizar mudanças se ela mesma não muda seu modo de agir e pensar”, escreveram ainda os hackers.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Nanotubos poderão ser usados no combate a tumores

A nanotecnologia é um campo relativamente novo e mais recente ainda é a sua aplicação em medicina.
Os nanotubos de carbono constituem particularmente uma nova classe de material com potencial para aplicação na área biomédica.
Seu diminuto tamanho permite que estas estruturas sejam internalizadas por diferentes células.
Embora isto venha levantando suspeitas de toxicidade, pesquisadores acreditam que o nanomaterial pode ser explorado para o bem.
Internalização dos nanotubos
Embora vários trabalhos demonstrem a capacidade desses materiais ultrapassarem as membranas celulares, o mecanismo desse processo ainda não está bem elucidado.
Foi isto que levou Vânia Daniela Ramos da Silva, da Unicamp, a desenvolver uma pesquisa com o objetivo de elucidar o mecanismo de internalização dos nanotubos de carbono por células de defesa do organismo e células de carcinoma pulmonar de Lewis, além de sua relação com a expressão do receptor Marco.
Os resultados da pesquisa demonstram que as células dendríticas que expressam o receptor Marco em maior quantidade internalizam o nanotubo de forma bastante eficaz. Os macrófagos que expressam menos esse receptor internalizam menores quantidades do nanomaterial.
Já as células tumorais de linhagem de Lewis embora internalizem quantidade significativa dos nanotubos parecem não necessitar de um receptor específico para isso, pois não expressam o receptor Marco.
Carreadores de medicamentos
Segundo a pesquisadora, a elucidação dos mecanismos de ação dos nanotubos sinaliza com a promessa de que substâncias antitumorais acopladas a eles possam ser levadas diretamente às células doentes por meio da corrente sanguínea.
Isto seria facilitado porque o tumor forma um microambiente próprio, que provoca o aumento muito grande de vasos sanguíneos, ávidos por nutrientes.
Elaine afirma que trabalhos futuros poderão estudar os mecanismos envolvendo nanotubos aos quais tenham sido acopladas determinadas drogas. Para ela, o estudo realizado vai permitir que se verifique a possibilidade de uma determinada substância agregada chegar à célula.
Por ora, afirma, "sabemos que as nanopartículas inibem a propagação do tumor. Os nanotubos ativam a resposta imune de forma que ela se volte contra o tumor."
Toxicidade
É claro que a descoberta suscita as preocupações quanto à toxicidade: se os nanotubos podem ser benéficos no caso das células tumorais, isto passa a ser uma preocupação no caso das células sadias.
O trabalho levou os pesquisadores a concluírem que esses nanotubos não são inertes, e que os macrófagos os atacam e liberam mediadores que são inflamatórios.
Por isso, eles consideram que há necessidade de controlar a dose dos nanotubos administrada, o que possivelmente resultará no controle da resposta imune, de maneira a não inviabilizar o ataque aos tumores e não causar danos às células sadias.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Tela flexível para smartphones



A Nokia está desenvolvendo um novo conceito de smartphones. Aparelhos com a tela flexível já estão em etapa avançada de produção. O projeto teve pequena demonstração no Nokia World, evento que está sendo realizado em Londres. Especialistas veem a audaciosa manobra como uma forma de evitar o movimento natural de “correr atrás” das inovações da Apple e encontrar um novo caminho.
A tecnologia foi batizada como Nokia Kinetic, e apresenta uma interação entre o movimento da tela e a interface do aparelho. É uma nova forma de manusear as informações. Dobrá-lo para frente, por exemplo, pode representar um zoom ou alguma outra função.
A tela do protótipo apresentado tem tamanho de quatro polegadas. Ela não é sensível ao toque, limitando a interação à flexibilidade do gadget. Os engenheiros responsáveis pela elaboração da tecnologia não deram previsão de quando ela será aplicada aos aparelhos no mercado.
No mesmo evento, a empresa finlandesa já havia anunciado o primeiro Windows Phone, estratégia da gigante de software para se reposicionar no mercado dominado por Apple e Google. Os smartphones com o novo sistema devem chegar ao Brasil no primeiro trimestre de 2012.

Internet por banda larga: mais de 50 milhões de brasileiros já acessam



Com taxa de crescimento de 67 novas conexões por minuto, o Brasil atingiu em setembro a marca de 50,7 milhões de acessos à banda larga. Os números são da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), que informa ainda que a quantidade de novos assinantes foi 60% superior à média de 2011.

Foram 2,9 milhões de pessoas que passaram a utilizar o serviço de internet rápida em setembro e 16,2 milhões de novos consumidores desde janeiro. Em 2010, nos nove primeiros meses do ano, os novos consumidores somaram 10,8 milhões de pessoas, crescimento de 50% em 2011.

A ampliação do acesso à banda larga é uma tendência que vem sendo confirmada pelos números. De acordo com a Telebrasil, nos últimos dois anos, a quantidade de pessoas que passaram a acessar o serviço mais que dobrou. Foram 33 milhões de novos assinantes nesse período.

A maior parte dos 50,7 milhões de consumidores de banda larga no Brasil faz o acesso por meio de internet móvel. São 34,5 milhões de pessoas utilizando o serviço dessa forma, contra 16,2 milhões que utilizam banda larga fixa. Apesar disso, o modelo fixo cresceu 24% nos últimos 12 meses, colocando o Brasil entre os dez maiores mercados mundiais de banda larga fixa.

Facebook: novas ferramentas



O Facebook anunciou, na última quinta-feira (27), uma nova ferramenta de segurança que usa os amigos de confiança do usuário, caso ele tenha problemas para entrar em sua conta.

De acordo com a rede social, o usuário deve escolher de três a cinco amigos de confiança que irão lhe ajudar, caso ele tenha problemas para acessar sua conta na rede. “É como se você estivesse dando uma cópia da chave da sua casa a seus amigos”, diz a equipe de segurança do Facebook, em um post em seu blog oficial.

Assim, quando o usuário esquecer sua senha ou não conseguir ter acesso a sua conta de e-mail, o Facebook irá enviar códigos para os amigos de confiança. Essa informação poderá ser passada ao usuário e usada no acesso à conta.

Outro novo serviço de segurança é a possibilidade de colocar senhas para entrar em aplicativos. Será possível escolher uma combinação para fazer o acesso aos aplicativos que funcionam dentro da plataforma do Facebook. A senha será gerada pelo próprio Facebook e não precisará ser memorizada pelo usuário.

As novas ferramentas de segurança serão testadas por alguns usuários na próxima semana, informa o Facebook.

sábado, 29 de outubro de 2011

LCD, LED ou Plasma?

As tecnologias e suas principais características


TV LCD: As telas de LCD são capazes de produzir belas imagens, mas contam com um detalhe que pode fazer toda a diferença: Como as telas de LCD não emitem nenhum tipo de luz, ela precisa utilizar recursos eletrônicos para produzir cores brilhantes. O resultado disso acaba sendo o de imagens menos naturais que as vistas nas outras tecnologias. Um número bem grande de televisores LCD, no mercado, é compatível com o novo sinal de TV Digital, mas justamente pela alta definição, algumas imperfeições podem aparecer principalmente em imagens com muita movimentação de câmeras.


TV LED: As telas LED estão caindo no gosto do consumidor, mas isso não quer dizer que tecnicamente elas são revolucionárias, como muitos segmentos do mercado vendem hoje. As telas de LED de hoje são, basicamente, telas de LCD com diodos de luz na parte traseira da tela. Elas oferecem mais vantagens na qualidade de imagem e no consumo de energia, porém acabam sendo mais caras, principalmente por ser uma tecnologia mais nova que as anteriores. Comparadas às telas de LCD, possuem um melhor contraste e taxa de atualização, e são muito mais adequadas para reprodução de imagens em Full HD.

TV Plasma: As telas de plasma produzem as melhores imagens que você pode encontrar no mercado. Normalmente são vendidas em modelos de telas grandes, que oferecem a melhor relação de contraste, exibição de cores, e uma resposta mais rápida das imagens (por causa do tempo de resposta dos pixels, consideravelmente menor que nos modelos de LCD e LED). Em compensação, elas consomem mais energia do que as outras, além de serem muito mais sujeitas a problemas de superaquecimento. Sem contar que, dos três modelos, ela é a que geralmente tem os preços mais elevados.

Conclusão

Cada usuário tem a sua necessidade e seu objetivo em particular, e essa preferência deve refletir no momento da compra. Usamos a televisão para assistir filmes, shows, jogar videogames, e até para conectar no computador. Por isso, cabe ao usuário fazer uma pesquisa pessoal sobre quais serão os principais usos da TV.

Os modelos de LCD costumam ser mais baratos e consumir muito menos energia que aos outros, e se você não tiver um olho bem treinado, nem conseguirá perceber muita diferença em relação às outras tecnologias.

Mas se você deseja assistir um filme com ‘aquela’ qualidade, em Blu-ray, ou praticamente se sentir dentro de um estádio de futebol (vale para outros eventos esportivos), certamente as TVs de Plasma são as mais adequadas, por conta da sua taxa de contraste e das cores mais nítidas. O meio termo entre estas tecnologias são as tela LED. No geral, a taxa de atualização costuma ser mais rápida nesses modelos, colocando-as como as mais indicadas para os videogames de última geração.



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Bicicleta troca de marcha com a força do pensamento

Em abril, a japonesa Toyota pediu a ajuda de especialistas em bicicletas para desenvolver um modelo inspirado no Prius, o badalado carro híbrido da montadora. O protótipo do que isso significa pode ser visto na foto abaixo. À primeira vista, a PXP parece uma magrela comum. Não é. Para trocar de marcha, o ciclista só precisa usar a força do pensamento.


Ou seja, se ele estiver subindo uma ladeira tem de pensar “subir a marcha”, e, como num passe de mágica, a bicicleta fica mais leve. O segredo está num capacete com neurotransmissores que lêem o cérebro e conversam com um iPhone instalado no guidão.

Quem não se acostumar com a ideia não precisa se preocupar: um aplicativo que analisa a cadência das pedaladas e o ritmo cardíaco ajuda a trocar de marcha. A PXP ainda não tem previsão para ser produzida em série.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pesquisa descarta relação entre uso de celular e aparecimento de câncer

O maior estudo já realizado para investigar a possível conexão entre o uso de telefones celulares e câncer não encontrou evidências de que esses aparelhos estimulem a formação de qualquer tipo de câncer. A pesquisa envolveu 350 mil pessoas e concluiu que não havia diferença nas taxas de incidência de câncer entre usuários de celulares por uma década e não usuários. Em 2010, um outro estudo deixou dúvidas a respeito dessa questão, e não descartou a possibilidade de aparecimento de glioma, um raro porém letal tumor cerebral em indivíduos que passam horas nesses telefones.

Na época, a Agência Internacional para a Investigação de Câncer classificou a energia eletromagnética dos telefones celulares como "possivelmente cancerígena". Mas esses aparelhos não emitem o mesmo tipo de radiação aplicada em alguns exames de radiologia, dizem especialistas. E duas agências americanas - a Administração de Drogas e Alimentos (FDA) e a Comissão Federal de Comunicações - não encontraram qualquer vínculo entre celular e câncer.

Na investigação publicada na edição on line da "Revista Britânica de Medicina", os autores atualizaram estudo prévio que examinou 358.403 usuários de celulares, com média de idade de 30 anos na Dinamarca, de 1990 a 2007. As taxas de câncer nos usuários de celulares durante aproximadamente 10 anos foram similares às taxas em participantes sem telefone celular. E os usuários não apresentaram uma maior probabilidade de desenvolver tumor de cérebro, como glioma.

Porém, mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo usam celulares, o que dificulta a realização de estudos comparando a incidência de câncer em usuários dos aparelhos e não usuários.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Candidato eliminado na fase de investigação social deve prosseguir em concurso

A eliminação de candidato em concurso público fundamentada no fato de responder a ações penais sem sentença condenatória, ou por ter o nome inscrito em cadastro de inadimplência, “fere o princípio da presunção de inocência”. Foi o que entendeu a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao deferir recurso de candidato eliminado na fase de investigação social de concurso.

O certame foi promovido pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva ao cargo de técnico penitenciário, em 2007. O candidato havia passado na prova objetiva e no exame de aptidão física, mas foi desclassificado na fase de investigação de vida pregressa.

O motivo é que ele respondia a duas ações penais. Uma por receptação qualificada e outra pelos delitos previstos nos artigos 278, por crime contra a saúde pública, e 288, por formação de quadrilha ou bando, ambos do Código Penal. Além disso, tinha seu nome incluído em cadastro de serviço de proteção ao crédito por quatro vezes. O candidato entrou com recurso administrativo, mas logo os aprovados foram convocados para a última fase do concurso.

Inconformado, ele entrou com mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Sustentou que não havia sido condenado e que as inscrições do seu nome em cadastro de devedores não determinaria caráter inidôneo, refletindo apenas “condições financeiras adversas”. Ele alegou ainda que vislumbrou no certame a única saída para suas dificuldades.

Os desembargadores negaram o pedido, em vista da “essencialidade da idoneidade moral e de conduta ilibada do servidor que estará em contato direto com os internos do sistema prisional do Distrito Federal”. Os magistrados destacaram que a exigência constava expressamente no edital.

No documento, a instituição organizadora do concurso afirmava que os candidatos seriam “submetidos à sindicância da vida pregressa e investigação social, de caráter unicamente eliminatório, para fins de avaliação de sua conduta pregressa e idoneidade moral”, e que esses eram “requisitos indispensáveis para aprovação no concurso público”.

Ao julgar o recurso em mandado de segurança no STJ, a relatora do caso, ministra Laurita Vaz, afirmou que a eliminação amparada em processos criminais que ainda não resultaram em condenação “fere o princípio da presunção de inocência” e contraria entendimentos anteriores da corte.

A relatora entendeu ainda que o fato de o nome do candidato constar em cadastro de inadimplência não seria suficiente para impedir o acesso ao cargo público, e que a desclassificação nesse sentido é “desprovida de razoabilidade e proporcionalidade”. Citando jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal (STF) em apoio a sua tese, Laurita Vaz foi acompanhada pela maioria do colegiado.