sábado, 10 de julho de 2010

Avião solar realiza 1º voo noturno


Uma aeronave experimental movida a energia solar aterrissou na manhã de hoje (horário local) na Suíça, após completar um voo histórico de 26 horas. O avião Solar Impulse, pilotado por Andre Borschberg, fez um pouso tranquilo na base aérea de Payerne, no oeste suíço, três horas após o nascer do sol. "É a primeira vez na história que um avião solar voou durante a noite", disse o chefe da equipe, Bertrand Piccard.

A avançada aeronave decolou de Payerne na madrugada de ontem, na primeira tentativa de fazer um vôo totalmente baseado em energia solar, mas enfrentando também as horas de escuridão, mantendo o avião no ar durante um dia e uma noite. O voo noturno foi possível graças à energia carregada nas baterias da aeronave, durante as 14 horas de voo diurno. O avião tem 12 mil células solares em suas asas, que são do tamanho das de um Airbus 340.

Piccard revelou hoje que a aeronave superou o período noturno com três horas de energia ainda disponível, uma margem bem maior que a estimada. Ele espera conseguir promover voos transatlânticos entre 2013 e 2014.

O primeiro protótipo, com a forma de uma libélula gigante, tem uma asa de 63 metros. As células solares e quase meia tonelada de baterias fornecem energia para quatro pequenos motores elétricos e garantem ao avião "a potência de uma scooter", como define a equipe envolvida. A aeronave pesa menos que um carro Sedan.

Pesquisa iniciada por Alcides do Nascimento Lins vence prêmio da Facepe


Uma pesquisa iniciada por Alcides do Nascimento Lins conquistou um prêmio. Alcides é o jovem de família humilde que conseguiu passar em biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e que foi assassinado. A descoberta vai ajudar pacientes que sofrem de anemia.

Durante quase 10 meses, o laboratório do hemocentro de Pernambuco era o local de trabalho de Alcides do Nascimento Lins. Como estagiário de Iniciação Científica do Hemope, desenvolveu uma pesquisa para identificar um tipo de anemia hereditária nos doadores de sangue de Pernambuco. Doença sanguínea transmitida de pai para filho. O estudante universitário de 22 anos não pôde concluir a pesquisa. Foi assassinado na frente de casa, no bairro da Torre, em fevereiro deste ano. Alcides era filho de uma ex-catadora de lixo.

Mas o trabalho de Alcides não foi interrompido. O também estudante de biomedicina da UFPE Fernando Baltar deu continuidade à pesquisa, que conquistou o primeiro lugar em um prêmio promovido pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe). “É uma honra, a gente sabia que era um aluno dedicado, que vivia se envolvendo nos projetos”, disse Fernando.

Os biomédicos Betânia Lucena e Marcos André Bezerra trabalharam diretamente na orientação da pesquisa. Betânia cuidou da parte mais prática, e lembra bem do talento e da dedicação de Alcides. “Alcides, desde que chegou aqui, se destacou bastante. Pelo empenho, pela força de vontade, e por ser estudioso. A parte prática do trabalho, ele fez quase toda”, contou.

A pesquisa iniciada por Alcides, e levada adiante por Fernando, já trouxe contribuições práticas valiosas ao trabalho do dia a dia realizado pelo Hemope. “Fica mais fácil a gente ter uma confirmação do diagnóstico, já que o teste bioquímico pode ter um falso positivo. Vai ser muito útil em outros pacientes com anemia”. Afirmou Marcos.

Próton pode ser menor do que se pensava


Uma nova medição dos prótons, a mais precisa até hoje, sugere que a partícula subatômica pode ser menor do que se pensava. Se não for um erro, o resultado pode representar uma física de partículas totalmente diferente.

"O novo experimento representa um quebra-cabeças, sem uma explicação óbvia", diz Peter Mohr, do Codata (Comitê sobre Data para Ciência e Tecnologia), que calcula valores de constantes fundamentais em física e que não estava envolvida no estudo.

Como a maioria dos objetos quânticos, um próton é indistinto em suas margens. Seu tamanho é definido pela extensão de sua carga positiva, não por uma clara fronteira física. O raio dessa carga não pode ser medido diretamente, mas pode ser inferido a partir do átomo de hidrogênio, formado por um próton e um elétron.

O elétron pode estar localizado em várias camadas de energia, cada uma com uma distribuição espacial diferente. Uma dessas distribuições requer que o elétron mergulhe no próton, outra prevê que o elétron se encontre totalmente fora do próton. As energias dessas camadas podem ser combinadas para deduzir o raio do próton, usando uma teoria chamada eletrodinâmica quântica (QED).

Há um jeito de tornar essa medição mais acurada ainda. Basta trocar o elétron por um múon. Essa partícula, também carregada negativamente, é maior que o elétron de forma que sua camada de energia fica mais próxima e se sobrepõe ao raio do próton.

Desde 1969, quando a QED foi proposta, a criação de um "átomo muônico" tem estado na lista de afazeres dos cientistas, diz Randolf Phol, do Instituto Max Planck de Óptica Quântica, em Garching, Alemanha. Mas o ponto de partida do experimento -a penúltima camada menos energética- persiste por menos de um microssegundo sob condições normais, tempo insuficiente para medir sua energia.

Só agora Pohl e sua equipe desenvolveu um método que os permitiu prolongar esse estado e medir o raio do próton usando átomos muônicos.

Eles colocaram múons movendo-se a baixas velocidades em um contêiner de gás hidrogênio a uma pressão mil vezes menor que a da atmosfera. A medida que os múons se ligavam aos núcleos de hidrogênio, eles começavam em estados de alta energia.

A maioria pulava em seguida para o estado de menor energia, mas 1 em 100 pulava somente até o penúltimo estado menos energético. A equipe tinha uma janela de um microssegundo para acertar esses elétrons com um pulso de laser ajustado na frequência exata para empurrá-los para uma camada superior a fim de medir sua energia.

Para a surpresa deles, quando combinaram essa medição com a energia da camada abaixo, seus cálculos revelaram um raio de 0,84184 femtômetros, menos que um trilionésimo de milímetro, 4% menor que o raio estimado usando o átomo de hidrogênio.

Essa diferença é muito maior do que esperada. "Os teóricos relevantes nos dizem que um erro de tal magnitude é 'impossível'", diz Pohl.

Mohr acredita que o problema deve estar em um erro de medição ou no átomo de hidrogênio ou no átomo muônico, ou um erro nos cálculos.

Savely Karshenboim, outro membro do Codata no Instituto Max Planck de Óptica Quântica, acredita em um erro no estudo com o átomo muônico porque ele "contradiz outro resultado convincente".

No entanto, se tais erros forem excluídos, a discrepância poderia apresentar um problema para QED, uma teoria que sustenta muito da física de partículas. O problema abre a possibilidade de que uma nova física esteja em ação nos átomos, como no caso das partículas subatômicas antes desconhecidas.

Pohl defende seu resultado experimental, mas pede cautela quanto a conclusão. "Uma nova física sempre pode ser usada para explicar qualquer discrepância, mas antes que tal afirmação possa ser feita, ainda tem muito trabalho pela frente."

Petróleo: Brasil será capaz de exportar 20 milhões de barris


Por meio dos investimentos previstos no setor petrolífero, o Brasil será capaz de exportar 20 milhões de barris de petróleo por ano até 2019, segundo o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.

A Petrobras, que é a maior produtora de petróleo do Brasil, prevê um investimento de US$ 118,8 bilhões em exploração entre 2010 e 2014, sendo que US$ 30,9 bilhões serão destinados ao desenvolvimento exploratório em alto mar.

O político, que esteve presente nesta terça-feira (6) em um evento em Xangai, na China, comentou também sobre o acidente da BP no Golfo do México, afirmando que somente após os resultados das investigações o Brasil vai avaliar condições mais rigorosas para a exploração de petróleo no mar brasileiro.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Buraco negro emite bolha de gás de 1.000 anos-luz


Combinando observações feitos pelo Telescópio Muito Grande do Observatório Europeu Sul, no Chile, e do observatório de raios X Chandra, da Nasa, astrônomos encontraram o mais potente par de jatos de matéria já avistado partindo de um buraco negro de massa estelar. O objeto, também conhecido como um microquasar, sopra uma enorme bolha de gás quente, com 1.000 anos-luz de diâmetro, duas vezes maior e dezenas de vezes mais potente que outros microquasares.A descoberta é descrita na edição desta semana da revista Nature.

"Estamos espantados com a energia injetada no gás pelo buraco negro", disse o principal autor do estudo, Manfred Pakull. "Este buraco negro tem apenas algumas poucas massas solares, mas é uma verdadeira versão miniatura dos mais poderosos quasares e galáxias de rádio, que contêm buracos negros com milhões de vezes a massa do Sol".

Sabe-se que buracos negros liberam quantidades imensas de energia, quando engolem matéria. Acreditava-se que a maior parte da energia surgia sob a forma de radiação, principalmente raios X. O novo estudo indica, no entanto, que uma quantia equivalente de energia, ou talvez maior, é emitida por meio de jatos compactos de partículas em alta velocidade.

Essas jatos velozes colidem com o gás interestelar, aquecendo-o e precipitando uma expansão. A bolha em expansão contém uma mistura de gás quente e partículas aceleradas de diferentes temperaturas. Observações em diferentes faixas de radiação eletromagnética ajudam os astrônomos a calcular a taxa total em que o buraco negro aquece os arredores.

Os astrônomos conseguiram ainda observar os pontos onde os jatos se chocam com o gás interestelar local, e revelam que a bolha de gás está crescendo a uma velocidade de quase um milhão de quilômetros por hora.

"O comprimento dos jatos em NGC 7793 é espetacular, se comparado ao tamanho do buraco negro da onde são lançados", disse o coautor do estudo Robert Soria. "Se o buraco negro fosse encolhido ao tamanho de uma bola de futebol, cada jato se estenderia da Terra até além da órbita de Plutão".

O buraco negro está localizado a 12 milhões de anos-luz de distância, na periferia da galáxia NGC 7793. Astrônomos estimam que a emissão de gás já dura pelo menos 200.000 anos.

Cientistas descobrem novas espécies nas profundezas do Atlântico




Cientistas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, anunciaram ter descoberto mais de dez espécies marinhas após explorar as profundezas do oceano Atlântico.

O fotógrafo David Shale, que registrou várias espécies, disse à BBC Brasil que "muitas destas criaturas nunca foram vistas antes".
Segundo os pesquisadores, o resultado da expedição pode revolucionar o conhecimento sobre a vida no mar profundo.

O grupo usou uma sonda britânica de exploração controlada remotamente e que é capaz de alcançar uma profundidade de 3.600 metros.

Entre as criaturas capturadas pela equipe do programa internacional de pesquisas MAR-ECO, foi encontrado um grupo que se acredita estar próximo do elo evolucionário que falta entre animais invertebrados e vertebrados.

Muitas outras espécies raras foram coletadas durante a viagem de seis semanas a bordo do navio de pesquisas James Cook.

O estudo, que utilizou a tecnologia submarina de ponta, ocorreu em junho.

Click na foto para ver as imagens.

Atlântico

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Web é o principal canal de atendimento bancário


A internet passou a ser o principal canal de atendimento bancário no Brasil em 2009. Pesquisa realizada pelo Banco Central e divulgada hoje mostra que as operações via internet, home e office banking responderam por 30,6% de todas as transações entre clientes e bancos no ano passado, com 8,36 bilhões de operações. Com esse desempenho, a web ultrapassou os caixas eletrônicos que, até 2008, lideravam as transações bancárias. Em 2009, os caixas automáticos responderam por 29,8% do movimento com 8,13 bilhões de operações. Um ano antes, a liderança do movimento ainda era dos caixas eletrônicos, que haviam respondido por 32,2% das operações, enquanto a internet tinha 29,4% das operações.

Entre 2008 e 2009, o número de transações via web aumentou 15,6%. Na mesma base de comparação, o movimento nos caixas eletrônicos avançou 2,7%. Entre os demais canais de atendimento, as agências estão em terceiro no ranking do BC, com 23,8% do movimento registrado em 2009 ou 6,5 bilhões de operações. Em seguida, a parecem os correspondentes bancários (9,5%), atendimento telefônico (5,9%) e operações eletrônicas por telefonia celular e aparelhos do tipo PDA (0,4%).

domingo, 4 de julho de 2010

Carro voador


Um sonho coletivo de quem vive nos grandes centros acaba de se tornar realidade para os estadunidenses. A produção do Terrafugia Transition, veículo preparado para rodar como um carro e voar como um avião, foi aprovada pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. A engenhoca, que precisa de uma distância de decolagem de apenas 500 metros, pode ser uma alternativa para quem tem coragem e US$ 194 mil no bolso.

A ideia do carro voador surgiu entre formandos do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT). Depois de ganhar um prêmio de US$ 30 mil, Carl Dietrich e amigos fundaram a empresa Terrafugia e investiram todo o dinheiro no projeto.

São necessários apenas 30 segundos para o Transition mudar de carro para avião. A invenção atinge a velocidade de cruzeiro no ar de 185 km/h, tem motor Rotax de 100 cv e tração nas quatro rodas. Movido a gasolina comum, tem autonomia de voo de mais de 700 km.

O carro-avião leva duas pessoas e o motorista-piloto deve ter cerca de 20 horas de voo para receber sua licença.

Já é possível encomendar o Transition por meio de um depósito de US$ 10 mil. De acordo com a empresa, 70 interessados já fizeram sua encomenda e terão a novidade na garagem em 2011. Segundo declarou Carl Dietrich, presidente da Terrafugia, o objetivo da invenção é transformar o mundo da mobilidade pessoal.

sábado, 3 de julho de 2010

Cientistas identificam sinais genéticos da longevidade


Cientistas identificaram um conjunto de variações genéticas que permitem prever com 77% de sucesso se uma pessoa tem chances de viver mais de 100 anos, segundo estudos publicados esta quinta-feira (1).

Depois de analisar o genoma de mais de mil pessoas com cem anos ou mais, médicos e estatísticos descobriram 150 características genéticas particularmente frequentes nas pessoas que têm uma longevidade excepcional em comparação com o resto da população.

Os centenários são um exemplo ideal de envelhecimento, pois desenvolvem doenças relacionadas com a idade, como câncer, problemas cardiovasculares e demência muito depois dos 90 anos, destacaram os autores da pesquisa, publicada na revista "Science".

A equipe de cientistas conseguiu isolar 19 características genéticas específicas relacionadas à longevidade excepcional que caracterizam 90% dos centenários examinados.

Mercedes-Benz lança primeiro automóvel híbrido no Brasil


A Mercedes-Benz lançou o S 400 Hybrid, primeiro automóvel híbrido à venda no Brasil. O sedan de alto luxo, que custa US$ 253,5 mil (cerca de R$ 455 mil) combina um motor a gasolina 3.5 a uma unidade elétrica.

De acordo com a montadora, a emissão de gás carbônico é de 186 gramas por quilômetro, compatível com carros com motor 1.6 a 1.8 na Europa --onde foi lançado no ano passado.

O presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Jurgen Ziegler, ressaltou a eficiência do veículo, importado da Alemanha, e sua contribuição para a sustentabilidade. A função chamada de "start/stop" desliga o motor do automóvel ao frear, como, por exemplo, em sinais de trânsito.





Na hora da saída, o motor elétrico faz funcionar o motor principal assim que o motorista solta o pedal do freio ou pisa no acelerador, o que contribui para a economia de combustível e a conservação ambiental. Como o motor reinicia praticamente de forma instantânea, as emissões de poluentes também são reduzidas na partida.

Na comparação com o modelo S 350, o híbrido apresenta um consumo médio até 19% menor. Já as emissões de gás carbônico são diminuídas em 21%.

Quando o veículo desacelera, o motor elétrico age como um gerador e converte a energia cinética em elétrica, que é armazenada na bateria de íons de lítio -dispositivo central do sistema híbrido.

Para este ano, de acordo com Dimitris Psillakis, diretor de vendas de automóveis da montadora na América Latina, a previsão é comercializar entre 30 e 40 unidades. "Como os consumidores desse mercado começam a se preocupar com o meio ambiente, as vendas tendem a crescer", afirma.