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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Nanotecnologia detecta coágulos antes que eles provoquem danos

Coágulos de sangue formados no interior de veias e artérias são potencialmente fatais ou muito debilitantes.
Eles podem formar-se em qualquer pessoa que fique confinada a uma cama, durante a recuperação de uma cirurgia, por exemplo, ou como efeito colateral de certos medicamentos ou, ainda, em algumas pessoas de alto risco que fiquem sentadas por um longo período de tempo.
Infelizmente, não há nenhuma maneira fácil e rápida para diagnosticar esses coágulos, que muitas vezes passam despercebidos até se liberarem e causarem um acidente vascular cerebral ou um ataque cardíaco.
"Alguns pacientes têm maior risco para a coagulação, mas os exames de sangue existentes não são consistentemente capazes de detectar a formação de novos coágulos," diz Sangeeta Bhatia, do MIT (EUA).
Agora, Kevin Lin, aluno de Bhatia, desenvolveu uma nova tecnologia que pode mudar esse quadro.
Lin encontrou uma maneira de detectar coágulos sanguíneos usando nanotecnologia incorporada em um simples exame de urina.
O diagnóstico não invasivo usa nanopartículas que detectam a presença de trombina, um fator chave para a coagulação do sangue.
A coagulação do sangue é produzida por uma complexa cascata de interações protéicas, culminando na formação de fibrina, uma proteína fibrosa que normalmente estanca o vazamento em ferimentos.
O último passo deste processo - a conversão de fibrinogênio em fibrina - é controlado pela enzima trombina.
O novo exame é composto de nanopartículas de óxido de ferro revestidas com peptídeos curtos (proteínas), que são especializados em interagir com a trombina.
Quando as nanopartículas encontram a trombina, esta "corta" as proteínas em um local específico, liberando fragmentos que são então excretados na urina.
Quando a urina é recolhida, esses fragmentos de proteína podem ser identificados por um exame comum de laboratório.
Os pesquisadores afirmam que esse tipo de exame poderá ser usado para a triagem dos pacientes que chegam ao pronto-socorro queixando-se de sintomas que podem indicar um coágulo sanguíneo, ou para monitorar pacientes com alto risco de um coágulo - por exemplo, pacientes acamados.
A técnica, por enquanto, foi testada apenas em animais de laboratório.

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