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domingo, 25 de setembro de 2011

Cientistas encontram partícula mais rápida que a luz



Os responsáveis pelo experimento Opera disseram nesta sexta-feira (23) ter constatado que os neutrinos, um tipo de partículas subatômicas, podem viajar a uma velocidade superior à da luz, algo que a física considerava impossível até agora. "As medições indicam a velocidade dos neutrinos superior à velocidade da luz", disse Dario Autiero, membro do Instituto de Física de Lyon (França) e integrante do Opera.
"Não podemos explicar os efeitos observados em termos das incertezas sistemáticas conhecidas" acrescentou Autiero durante um seminário no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), com sede em Genebra.
Cercado de grande expectativa, Autiero apresentou no seminário os resultados obtidos pelo Opera, que fez uma série de experimentos físicos para medir a oscilação dos neutrinos. Para isso, foram lançados feixes destas partículas do CERN até o laboratório de Gran Sasso (Itália), a 730 quilômetros de distância. "Os resultados das análises realizadas indicam a chegada de neutrinos antes do tempo, assumindo como parâmetro a velocidade da luz", explicou o físico.
Os autores do experimento apresentaram os dados e evitaram fazer interpretações mais avançadas, dizendo somente que o resultado oferece uma série de "medições intrigantes". A notícia circulava há dias em grupos de cientistas e na internet. Nesta sexta-feira, o CERN pediu cautela antes de chegar a conclusões e ressaltou que são necessárias novas pesquisas.
A confirmação definitiva de que a luz não tem a máxima velocidade cósmica jogaria por terra um dos fundamentos básicos das ciências físicas e do trabalho teórico de Albert Einstein. "Considerando as possíveis consequências do resultado, são necessárias medições independentes antes de refutá-lo ou estabelecê-lo de maneira firme", afirmou um comunicado do laboratório de física.
O CERN ressaltou que a possibilidade da velocidade do neutrino ser mais rápida que a da luz "não concorda com as leis da natureza", consideradas atualmente como certas, mas reconheceu que a ciência avança "derrubando os paradigmas estabelecidos". "As fortes limitações que surgem destas observações fazem com que seja improvável interpretar os resultados do Opera como uma modificação da teoria de Einstein", afirmou o CERN, que insistiu na necessidade de buscar novas medições.
Fonte - epoca

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