segunda-feira, 17 de agosto de 2015

'INTERNET DAS COISAS' RISCO IMINENTE

Uma geladeira que coloca o leite na lista de compras quando ele está acabando, um cofre que contabiliza seu dinheiro guardado, um carro que permite transmitir música a partir da internet são exemplos de objetos inteligentes. Mas talvez eles não sejam tão espertos assim.
Essas inovações correm uma série de riscos. Recentemente, dois pesquisadores em segurança controlaram remotamente um Jeep Cherokee da Chrysler. Sentados num sofá apenas com laptops, eles fizeram com que o motor do carro, que andava ao longo de uma rodovia, se desligasse enquanto um caminhão de 18 rodas corria em direção a ele. Eles fizeram isso ao mesmo tempo em que um repórter da Wired estava dirigindo o carro. Com o conhecimento deles seria possível controlar qualquer jeep apenas com o IP do carro, seu endereço de rede na Internet.
Hackear um carro é um bom exemplo do que pode dar errado com a futura “Internet das Coisas” – objetos equipados com softwares e conectados a redes digitais.
A Internet de antigamente se destinava a conectar pessoas que já confiavam um no outro, como pesquisadores acadêmicos ou redes militares. Portanto, ele nunca teve a segurança robusta que a rede global de hoje precisa. À medida que a Internet passou de alguns milhares de usuários a mais de três bilhões, as tentativas de reforçar a segurança foram frustrados por causa do custo e dos interesses conflitantes. Conectar objetos do dia a dia vai acabar por criar a “Internet das Coisas Hackeadas”, o que, segundo a autora, é irresponsável e potencialmente catastrófico. Os hackers podem acabar com a segurança dos objetos inteligentes com um pendrive enquanto eles apagam todos os registros de seu crime.
Apesar da Chrysler ter feito um recall de 1,4 milhões de Jeeps para corrigir esta vulnerabilidade particular, a empresa levou mais de um ano para detectar o problema. Ao anunciar a correção de software, a empresa disse que nenhum defeito tinha sido encontrado. Se desligar o motor de um carro em alta velocidade a milhas de distância não qualificar um defeito, a autora diz que não sabe o que é defeito no mundo da Chrysler. E a Chrysler está longe de ser a única companhia comprometida: a BMW, a Tesla, a General Motors e muitas outras marcas de automóveis também têm sido hackeadas.
A “Internet das coisas” também é um pesadelo em relação à privacidade. Na semana passada, pesquisadores mostraram, na Def Con (conferência anual de segurança da informação) como eles poderiam hackear objetos inteligentes do cotidiano, como os monitores de bebê, termostatos e câmeras de segurança.
Portanto, se já é um aborrecimento uma geladeira normal fucionar mal, imagine hackers invadindo o software do objeto em questão. Já no caso de carros, por exemplo, os hackers são capazes de controlar o motor, a direção, e até mesmo os freios, um perigo e tanto.
Fonte-opiniao


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Cut: Vagner Freitas disse que foi mal interpretado e que usou uma figura de linguagem

Na última quinta-feira, 13/08, Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), fez um discurso polêmico em um evento, no Palácio do Planalto, que reuniu cerca de mil integrantes de movimentos sociais ligados ao governo. Em seu discurso a favor da presidente Dilma Rousseff, ele falou em pegar em “armas” para impedir qualquer tentativa de golpe para tirar Dilma do poder.
“Somos defensores da unidade nacional, da construção de um projeto de desenvolvimento para todos e para todas. E isso implica, neste momento, ir para as ruas entrincheiradas, com armas nas mãos, se tentarem derrubar a presidenta”, disse.
No mesmo dia, ele procurou o Jornal Nacional, da Rede Globo, para dizer que foi mal interpretado, e que seu discurso usava uma figura de linguagem.  Em nota ao site da CUT, Freitas disse: “a frase mais destacada da minha fala de quase oito minutos foi justamente a que citava as armas. Foi entendida como um chamado à violência, ao uso de armas de fogo. Qualquer sindicalista sabe que quando nos referimos a usar ‘todas as armas que forem necessárias’, estamos nos referindo às armas da democracia, que é a luta por direitos, a mobilização organizada, democrática, com respeito às diferenças”.
No evento, Dilma também criticou aqueles que defendem o impeachment. Ela disse que é preciso respeitar o resultado das eleições. “A democracia é algo que temos que preservar custe o que custar”. A presidente também disse ser a favor das manifestações, já que na época do regime militar estes atos eram vistos como ameaça às instituições. “Não vejo nem nunca verei problema em manifestações. Tenho que ter lealdade com a experiência histórica da minha geração, que foi muito dura. Eu sobrevivi”, disse. É esperado que ocorram manifestações em todo o país no próximo domingo, 16, a favor do impeachment.
Além disso, Dilma criticou pela primeira vez o atentado ao Instituto Lula, que foi alvo de uma bomba caseira no mês passado. “Temos que zelar pelo respeito que as pessoas que pensam diferente da gente têm que receber de nós. Diálogo é diferente de pauleira. Dialogo é dialogo, pauleira é pauleira. Ninguém pode chamar de diálogo xingar alguém. Botar bomba não é diálogo”, afirmou.
Fonte-opiniao


Crimes de terrorismo: Câmara aprova pena de até 30 anos

      A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 12/8, o texto-base de um polêmico projeto de lei que tipifica o crime de terrorismo e que, segundo alguns parlamentares, pode enquadrar manifestante como terrorista.
Entre os atos definidos como terrorismo estão portar explosivos e gases tóxicos, incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado, ocupar prédios públicos, sabotar sistemas de informática ou bancos de dados, entre outros.
Os deputados ainda vão votar propostas de mudança do texto, que posteriormente precisa ser apreciado no Senado.
Deputados do PSOL e do PCdoB afirmam, no entanto, que o texto é genérico e dá margem para enquadrar movimentos sociais no conceito de terrorismo. Já o governo e os demais partidos apoiam o projeto, que prevê pena de 12 a 30 anos para quem praticar atos terroristas.
De acordo com o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), “o objetivo central [do projeto] é criminalizar as manifestações sociais e populares. Todos os outros crimes aqui previstos já estão previstos no Código Penal. O que temos aqui é uma ordem para ampliar isso”.
Já o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) afirmou que “o texto é muito claro e essa era a preocupação de todos nós, que não houvesse qualquer tipo de criminalização aos movimentos sociais. Por isso, foi construído um texto em que fica ressalvado […] O disposto neste artigo não se aplica à conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatórios, visando a contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais, sem prejuízo da tipificação penal contida em lei”.
A líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), por sua vez, ressaltou que a generalidade do texto dá margem à análise subjetiva da Justiça para enquadrar ou não alguém como terrorista. “Isso não tem cabimento”, afirmou Jandira.
Fonte-opiniao

Filho mais velho de Eduardo Campos é principal promessa do PSB

O PSB ainda está em busca de uma liderança nacional um ano após a morte do ex-governador Eduardo Campos em um acidente aéreo durante a campanha presidencial.
Em meio a incertezas, o partido agora tenta encontrar alguém capaz de garantir união à legenda e disputar a Presidência em 2018, com chances de vitória.
Membros do PSB tentam convencer a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, a ser a candidata do partido nas próximas eleições presidenciais. Mas a tarefa será difícil. Renata tem repetido que defenderá o legado do marido, porém apenas nos bastidores.
Já para o futuro, a principal aposta do partido é o filho mais velho do ex-governador. João Campos, de 24 anos, estudante de engenharia civil, será candidato a deputado federal em 2018, segundo o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.
Após a morte do pai, João Campos assumiu em sua família o papel de porta-voz. É ele quem faz discursos em eventos públicos e concede entrevistas.
Embora não descarte a candidatura a deputado, João Campos diz que o plano agora é terminar a faculdade e só depois “pensar melhor, discutir e avaliar no tempo correto o que devemos seguir”.
Além de buscar uma liderança nacional, o PSB também tem investido na filiação de políticos de renome. O objetivo é viabilizar candidaturas próprias para prefeituras, em 2016, e governos estaduais, em 2018.
Fonte-opiniao

STF: Ministros elevam salários para R$ 39 mil e dão reajuste a servidores

Os ministros do Supremo Tribunal Federal aprovaram nesta quarta (12/08) aumento de 16,38% em seus próprios salários, elevando os vencimentos para R$ 39,2 mil a partir de janeiro de 2016.
Em uma reunião administrativa, os ministros também aprovaram reajuste de 41,47% para os servidores do Judiciário. Não foi divulgada o número de parcelas do aumento, mas as conversas com a equipe econômica indicavam o pagamento em quatro anos.
Agora, os projetos com os valores serão enviados ao Congresso, que é responsável pela elaboração Orçamento de 2016. O Supremo ainda não informou o impacto das propostas.
Um eventual aumento poderá produzir um efeito cascata no Judiciário, uma vez que o salário dos ministros do Supremo é o teto do funcionalismo público, servido de base para os subsídios de ministros de outros tribunais superiores, juízes e desembargadores, de membros de tribunais de contas, além de corte para vencimentos de servidores.
O reajuste no vencimento básico dos servidores é de 12% e as gratificações passaram de 90% para 140% do salário. O Judiciário da União conta com 140 mil servidores.
A proposta é uma alternativa costurada entre o Supremo e o Planejamento após o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto aprovado pelo Senado que fixava um reajuste de 56,4% a 78,6%, com impacto de R$ 25,7 bilhões para os próximos quatro anos.
O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, minimizou o efeito cascata do reajuste do salário dos ministros e destacou com os números levam em consideração o cenário de crise econômica. Segundo ele, os índices representam 70% da proposta original discutida com o governo. “Não há efeito automático”, afirmou.
O ministro Gilmar Mendes defendeu mudanças na lei do teto do funcionalismo, afirmando que há algazarra para garantir vinculações.
“Estão usando o teto do Supremo como referência para ser superado, como pretexto apenas”, disse.
Fonte-uol

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Advogados protestam contra a implantação do Processo Judicial Eletrônico

Advogados realizam um ato público na tarde desta quarta-feira em frente ao prédio do Tribunal de Justiça de Pernambuco(TJPE), na Rua do Imperador. Eles protestam contra a implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) nas 34 Varas Cíveis do Recife. A partir da próxima sexta-feira, a distribuição de novos processos será feita obrigatoriamente pelo PJe, o que tem preocupado muitos advogados pela inoperância do serviço.O grupo espera ser recebido pelo presidente do TJPE, o desembargador Frederico Neves, que determinou a medida através de uma Instrução Normativa publicada no Diário de Justiça Eletrônico, no mês passado.
Para os profissionais, o sistema é falho e não oferece condições de funcionalidade e segurança. O advogado criminalista Emerson Leônidas, diz que a implantação tem prejudicado o trabalho dele e consequentemente da sociedade civil, "passamos a perder várias horas do dia escaneando documentos e tentando inserir nossos argumentos e provas em um sowtware instável e mal desenvolvido", alega. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu adiamento do prazo para implantação, mas os advogados querem a suspensão da medida. "Queremos acesso ao protocolo físico tradicional nos Juizados e que seja formado uma comissão para acompanhar as deficiências do PJe", acrescenta.
Fonte-dp

Energia dos buracos

Brevemente, em vez de se desviar dos buracos nas ruas e estradas, você poderá começar a aperfeiçoar a mira para acertar todos eles.
O professor Lei Zuo, da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, está propondo uma nova técnica para gerar eletricidade nos veículos híbridos e elétricos a partir das irregularidades no asfalto.
Brincadeiras à parte, não será necessário ficar passando por buracos.
Segundo os cálculos do professor Zuo, apenas as suaves irregularidades de um asfalto bem conservado podem ser capazes de gerar entre 100 e 400 watts de energia, um valor impressionante, suficiente para aumentar muito a autonomia de um carro elétrico.
Os sistemas regenerativos de freios já são usados em veículos de linha, mas Zuo quer transformar os amortecedores em geradores de energia.
Para isso, os amortecedores regenerativos devem converter a energia vibracional, as vibrações verticais da suspensão, em movimento rotacional que aciona um gerador.
Em 2009, estudantes do MIT já haviam apresentado o protótipo de uma suspensão regenerativa, mas o professor Zuo garante ter resolvido um problema crucial de eficiência: a conversão do movimento bidirecional dos amortecedores no movimento unidirecional necessário para movimentar continuamente o gerador.
Uma combinação de engrenagens permite que tanto o movimento de descida quanto o movimento de subida do amortecedor, sejam convertidos em eletricidade, essencialmente dobrando a quantidade de energia que pode ser recuperada.
Energia versus maciez
O protótipo construído pela equipe consegue recuperar até 60% da energia teoricamente disponível nos amortecedores. O professor Zuo afirma que, com uma fabricação mais aprimorada dos diversos componentes, eventualmente em escala industrial, será possível chegar aos 85% de eficiência.
O amortecedor-gerador "pode ser integrado no carro diretamente, sem mudar nada no carro," disse o pesquisador.
Como nada sai de graça, o próximo passo da pesquisa será aferir o quanto a captação da energia vibracional tira do conforto da suspensão, o que eventualmente exigirá buscar um equilíbrio entre eficiência na geração de energia e maciez do carro.
Fonte-IT

terça-feira, 11 de agosto de 2015

11 de agosto dia Advogado

      O dia 11 de agosto é o dia da criação dos cursos jurídicos e, no Brasil, é também conhecido como o Dia do Advogado. A nossa profissão é uma das mais antigas que se tem conhecimento. Além de prestarmos uma função social, cuidamos dos direitos das pessoas, que nos confiam seus anseios e problemas.
Segundo nossa lei maior, a Constituição Federal, o advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. O artigo 133 do capítulo IV da CF traduz a relevância dos trabalhos realizados pela ordem jurídica que é o advogado.
Ser advogado é se preocupar com o bem do próximo, lutar pelos direitos do cliente, pacificando seus conflitos e preocupações.
Não obstante, os profissionais do direito em Pernambuco não têm muito que comemorar no seu dia. A precarização da classe é gritante. As prerrogativas dos advogados são desrespeitadas diuturnamente e o amadorismo na defesa pela Ordem Estadual, nos deixa órfãos de quaisquer agressões que sofremos na atuação profissional.
Os advogados militantes passam horas em longas filas de espera no protocolo de atendimento do Fórum mais movimentado do Estado, sofrendo, ainda, com a falta de regulamentação do piso salarial para classe, com a baixa remuneração para o jovem advogado para alta demanda de trabalho e com a falta de amparo com os advogados do interior.
Em algumas regiões de Pernambuco, sequer existem salas para os advogados trabalharem, nem juízes nas varas, ou seja, as condições para exercer a profissão estão extremamente precárias em grande número das Cidades.
Precisamos de uma Ordem que olhe para o advogado que está no dia a dia dos fóruns, que sofre cotidianamente com a violação da dignidade e a desvalorização das prerrogativas dos advogados e juristas que atuam em Pernambuco.
O dia de amanhã deverá será um dia de luta, de protesto e de indignação do advogado pernambucano que deseja uma advocacia valorizada.
Buscamos o fim de valores míseros para pagamento do nosso trabalho. Almejamos possuir uma Ordem que defenda nossas prerrogativas de uma forma profissionalizada, através de advogados contratados. Em tempos de processo judicial eletrônico, sonhamos possuir salas de advogados com wi-fi e com equipamentos de informática modernos. Queremos uma OAB que valorize a mulher advogada. Enfim, uma Ordem que não materialize a sua atuação apenas em oferecer os benefícios de pão e circo, como se fôssemos uma classe facilmente manipulável e sem consciência crítica coletiva.
Apesar desta conjuntura adversa, a esperança e os sonhos nos movem, pois, parafraseando Chico Buarque de Holanda, amanhã há de ser outro dia e o veremos renascer, esbanjando poesia.

Jefferson Calaça
Coordenador do movimento A Ordem É Para Todos
Diretor da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas
Vice-presidente da Comissão Nacional de Direitos Sociais do Conselho Federal da OAB
Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros

Fonte-uol

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Fenda no deserto da Etiópia pode mudar o formato da Terra

Podemos não notar diariamente, mas a Terra está em constante transformação. Umas menores e outras bem significativas. Como a que pode, segundo especialistas, acontecer em breve na África, continente, que pode ganhar um novo oceano. Uma fenda de cerca de 60 quilômetros se abriu no deserto da Etiópia e geólogos acreditam que lá pode surgir um novo oceano.
 Aberta após a erupção de um vulcão subterrâneo, a rachadura gigante divide especialistas até o momento. Alguns geólogos consideram que a fenda é jovem demais para se estipular que ela poderá causar um efeito de tamanha magnitude. Outro grupo, porém, cita as placas tectônicas da África e da Arábia, que fica no deserto de Afar, vêm se separando ao longo dos últimos 30 milhões de anos para basear a teoria.
A questão, no final das contas, é que dificilmente esse novo oceano seria presenciado em breve. Os especialistas que defendem a tese afirmam que a nova formação aconteceria apenas em 10 milhões de anos, dividindo a África em dois continentes.
Fonte: LR Notícias

Pesquisa diz que maior parte dos brasileiros sabe pouco sobre ciências

      Pesquisa Indicador de Letramento Científico (ILC), divulgada na última sexta-feira pelo Instituto Abramundo, revelou que a maior parte dos brasileiros sabe pouco sobre ciências. De acordo com o resultado da consulta, 79% têm conhecimentos científicos básicos, mas não são capazes de usá-los para entender plenamente a realidade que os cerca. O teste envolveu questões com situações cotidianas, como ler e interpretar uma bula de remédio, entender a importância de um pneu de carro não estar careca e conseguir explicar o efeito do uso de antibióticos.
Os resultados finais do ILC foram apresentados na Reunião Ordinária Itinerante do Conselho Nacional de Educação (CNE). O ILC avaliou 2.002 pessoas de 15 a 40 anos, com, no mínimo, quatro anos de estudos. Elas responderam a 36 itens, entre fáceis e difíceis, sobre a aplicação da ciência no dia a dia e em situações mais complexas.
      Para o presidente do Instituto Abramundo, Ricardo Uzal, o resultado em ciências no Brasil está aquém de outros países, com impactos no desenvolvimento econômico do país e na falta de crescimento por aumento de produtividade.
Educação básica
Segundo ele, indicou também problemas na estrutura educacional, principalmente da educação básica, que tratra ciências de forma marginalizada. "O governo e a iniciativa privada são responsáveis por buscar soluções para a educação em ciências", acrescentou Uzal.
A partir das respostas, os participantes foram divididos em quatro níveis. No primeiro, o mais baixo está 16%. Eles são capazes de localizar apenas informações em textos simples, em situações cotidianas. No extremo oposto, no nível 4, estão 5% considerados eficientes. Esses têm domínio de conceitos e termos científicos e são capazes de aplicá-los em situações simples e complexas.
A maior parte dos participantes está no segundo nível (48%) e no terceiro (31%), considerados, respectivamente, letramento rudimentar e letramento científico básico.
Os participantes têm desde o quinto ano do ensino fundamental até o superior completo. Os resultados mostram que há deficiências também entre aqueles com nível educacional mais alto, que correspondem a 23% da amostra. Entre esses, 11% atingiram o nível mais alto de letramento, 48% estão no nível 3, 37% no 2 e, 4% no nível mais baixo. Há pessoas que não sabem sequer o que é NaCl e  porque a água dos bebedouros dos passarinhos usados em gaiolas não desce.
Apesar do baixo desempenho, a pesquisa mostra que os brasileiros se interessam pelo conhecimento científico. Dos entrevistados, 72% concordaram, total ou parcialmente, que a ciência ajuda a compreender o mundo; 62% disseram se informar sobre as novidades no campo da ciência e tecnologia. Metade afirmou se informar por meio de jornais impressos ou internet.
Em relação ao trabalho, 68% concordam, total ou parcialmente, que quem tem formação na área científica tem boas oportunidades de trabalho.
O ILC é uma iniciativa inédita do Instituto Abramundo, em parceira com o Instituto Paulo Montenegro, do Ibope, e a ONG Ação Educativa. A base da avaliação foi o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), realizado pelo Ibope e Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As entrevistas foram feitas no Distrito Federal e em 211 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Belém.
Prova Brasil
Em 2013, questões de ciências foram incluídas na Prova Brasil, aplicada a cada dois anos. A prova de ciências foi aplicada de forma amostral a alunos do 9º. Um grupo de alunos do 3º ano também fez a prova de ciências em 2013, na Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb).
Esses resultados não foram utilizados no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que considera as provas de português e matemática.
 Fonte-Agência Brasil