sábado, 10 de dezembro de 2011

ACHAMOS OUTRA TERRA ?


Não vai demorar muito para que encontremos vida em outros planetas – entre 30 e 40 anos, segundo estimativas dos cientistas. E o melhor candidato até agora para ser rastreado no futuro próximo foi descoberto na semana passada. A missão Kepler, da Nasa, agência espacial americana, descobriu o astro com as características mais parecidas com as da Terra – e, por isso mesmo, ele é o que tem mais chance de abrigar seres vivos. Batizado de Kepler- 22b, ele é 2,4 vezes maior que o nosso planeta e sua superfície tem temperaturas por volta dos 22ºC – comparáveis às de um agradável dia de primavera por aqui.
O que torna possível a temperatura propícia à vida é a provável existência de uma atmosfera e de água em estado líquido, viável graças à distância do novo corpo celeste em relação à sua estrela. Eles estão 15% mais próximos entre si do que a Terra está do Sol. Ambas as estrelas também são relativamente parecidas. “Outros já foram encontrados nessa zona de habitabilidade, mas nenhum com características tão semelhantes às do nosso planeta”, diz Amâncio Friaça, pesquisador em astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP). Ele ressalta que a maioria era de grandes massas de gás, ambiente muito pouco provável para abrigar vida.
Distante 600 anos-luz de nós, em outro sistema solar, o astro só foi detectado graças à missão da Nasa, que monitora o brilho de mais de 150 mil estrelas. Até agora, o método tem se mostrado o mais eficaz para identificar novos planetas. A estrela que ilumina o Kepler-22b tem massa e raio um pouco menores que os do Sol. Por isso, ela é 25% menos brilhante. Sua órbita é equivalente a 290 dias, muito parecida com a da Terra, de 365 dias. Os especialistas suspeitam que o astro seja oceânico, mas sem continentes. “Estamos falando de oceanos com até 100 quilômetros de profundidade”, afirma Friaça. 
Ainda não é possível determinar a massa da nova Superterra, como é chamada essa classe de planetas gigantes e possivelmente habitáveis. No entanto, estima-se que seja 36 vezes maior que a da Terra. “Essa descoberta reforça a crença cada vez mais forte de que vivemos num universo lotado de seres vivos”, disse Alan Boss, do Instituto Carnegie de Washington (EUA), um dos pesquisadores responsáveis pela descoberta. “A missão Kepler está muito próxima de determinar a exata abundância de astros habitáveis como a Terra na nossa galáxia”, completou.
Comprovar a existência de vida nesses planetas, no entanto, é muito mais complexo. O projeto mais audacioso com esse fim foi o Darwin, da Agência Espacial Europeia. A ideia era formar uma constelação de quatro ou cinco naves autônomas que, juntas, poderiam detectar sinais da existência de seres vivos nesses exoplanetas – termo usado para designar aqueles que estão fora do nosso sistema solar – por meio de telescópios e outros equipamentos. O projeto foi encerrado em 2007 e não tem previsão de ser retomado.
Se uma nova iniciativa surgir, provavelmente começará do mesmo ponto de partida do Darwin. Na Terra, a atividade biológica produz gases. Plantas expelem oxigênio, enquanto animais liberam gás carbônico e metano. Esses elementos absorvem certas ondas de luz infravermelha, que seriam detectadas pelos potentes equipamentos como os do Darwin. Falta agora encontrar um exoplaneta mais próximo de nós, para que um equipamento a ser lançado possa procurar esses sinais. Levando em conta a velocidade com que se encontram esses astros, achar os primeiros aliens – provavelmente bactérias – não vai demorar muito. 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Como fabricar um vírus mortal


Para a ciência existe uma regra não-dita de sempre publicar seus resultados primeiro e se preocupar com as consequências depois. Mais conhecimento é sempre bom, certo? A informação quer ser livre.
Mas e se o que você quer publicar é algo realmente assustador?
O tipo de assustador que envolve a morte de milhões de pessoas.
Essa não é uma pergunta retórica, graças a alguns experimentos que já estão em preparação para serem publicados. Vírus do tipo influenza H5N1 – também conhecido como gripe aviária – são matadores eficientes que têm dizimado criações de aves e cerca de 600 desafortunados que entraram em contato próximo com as aves. Mas no Centro Médico Erasmus em Rotterdam, na Holanda, o virologista Ron Fouchier conseguiu criar uma gripe aviária que, diferente dos outros tipos de H5N1, se espalha facilmente entre doninhas – o que é considerado um modelo confiável para determinar a transmissibilidade em seres humanos. E mais do que isso, sua descoberta, financiada pelo Instituto Nacional de Saúde, envolve métodos de tecnologia relativamente simples.
Já se assustou? Você tem bons motivos. Na edição de 2 de dezembro da revista Science, Fouchier admite que sua criação “é provavelmente um dos vírus mais perigosos que você pode criar”, enquanto Paul Keim, um cientista que trabalha com antrax, acrescenta, “Eu não consigo pensar em outro organismo patogênico mais assustador do que esse.”
Agora Fouchier espera publicar os resultados de experimentos que muitos cientistas acreditam que nunca deveriam ter sequer sido feitos. Esse tipo de pesquisa é eufemisticamente conhecido como “de dupla utilização”, o que significa que pode ser usada para o bem ou para o mal. “Se eu fosse um editor e eu recebesse um artigo que explicasse como construir uma arma biológica, eu nunca o publicaria, mas isso seria devido a meu julgamento pessoal, e não a nenhuma restrição do governo”, disse o especialista em bioterrorismo e professor da Universidade de Harvard  Matt Meselson.
Yoshihiro Kawaoka, virologista da Universidade de Wisconsin, cujo laboratório também já publicou métodos para reconstituir um vírus patogênico a partir de sua sequência de DNA, não respondeu à Science, mas quando eu falei com ele, em 2002, ele manteve firmemente que informações de dupla utilização deveriam ser publicadas. À época ele argumentou que receitas para armas nucleares podem ser encontradas até mesmo online, e que se começarmos a censurar resultados potencialmente perigosos, então devíamos também banir facas, armas e até aviões – a arma escolhida pelos terroristas em setembro de 2001.

Pernambuco é o primeiro Estado brasileiro que produz torres para gerar energia eólica



 A partir de janeiro de 2013, Pernambuco estará produzindo todas as peças necessárias para a geração de energia eólica. O Governo do Estado assinou nesta terça (6) o protocolo de intenções com a francesa Eolice que, num convênio com a dinamarquesaLM Wind Power, produzirá pás para turbinas eólicas.

 O investimento é de R$ 100 milhões e as obras no terreno de 25 hectares começam em junho do próximo ano. Pernambuco é o primeiro Estado brasileiro que já produz torres flanges (elementos que unem dois componentes de um sistema de tubulações), geradores e pás. Já estão instaladas a Impsa, fabricante de geradores e a RM Eólica, fabricante de torres. A Iraeta, empresa que produzirá flanges, está em construção. Para o governador Eduardo Campos (PSB), essa é uma oportunidade para cuidar da matriz energética do Brasil. 'Há um grande potencial eólico já descoberto em nossa região e há pesquisas de jazidas de ventos em alturas maiores que 100 metros', revelou o governador. A expectativa é que 1.500 empregos diretos sejam gerados pela indústria

domingo, 4 de dezembro de 2011

Redução de impostos sobre computadores é aprovada


Foi aprovada nesta quinta, 1, uma extensão na Lei da Informática que reduzirá o IPI - imposto sobre produtos industrializados - para desenvolvedores de games de consoles e computadores para o Brasil. Além disso, a modificação visa a isenção de alíquotas de PIS e Cofins na importação dos jogos. A medida ainda será analisada por comissões de Constituição e Justiça de Cidadania e Finanças e Tributação antes de entrar em vigor.
Aprovada em caráter conclusivo, a extensão da Lei da Informática não precisará ser levada ao Plenário. O deputado Hugo Motta (PMDB-PB) foi autor do texto, com colaboração de projetos dos deputados Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), Sandro Alex (PPS-PR) e Mauro Mariani (PMDB-SC).
Além da redução dos impostos sobre games, foi votada em primeiro turno na última quarta, 30, na Câmara dos Deputados, uma emenda que visa a isenção de impostos sobre CDs e DVDs produzidos em território nacional. Foram 395 votos a favor, 21 contra e quatro abstenções na última terça, 29. A Proposta de Emenda à Constituição (98/07), intitulada PEC da Música, sugere que fonogramas e videofonogramas produzidos no Brasil não pagarão mais taxas.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tecnologia vai determinar se uma bola ultrapassou ou não a linha do gol



Tecnologia para determinar se uma bola de futebol ultrapassou ou não a linha do gol, pode ser usada na Premier League, de acordo com a Associação de Futebol Inglês(FA).

O secretário-geral da entidade, Alex Horne, disse que é provável que as regras mudem se funcionar um ou mais sistemas, que estão sendo testados atualmente.
"Tecnologia na linha de meta seria um enorme impulso para o jogo (.. .) Durante anos temos defendido que seria uma boa arma para ajudar o árbitro ", disse ele.

Premier League pioneira


Nove sistemas são atualmente revistos por uma entidade independente usada pela Fifa, o órgão dirigente do futebol mundial, e uma decisão final é aguardada para julho de 2012, ao final da Eurocopa. Horne, recentemente descobriu que a temporada de2012/2013, seria cedo para adotar a tecnologia, mas agora os seus comentários indicam, que uma mudança fundamental nas regras do futebol poderia ser aprovado no início da próxima competição. " Talvez vejamos a tecnologia na linha de meta na Premier League, na temporada 2012/13."

Detecção imediata


As câmeras podem detectar quase que instantaneamente se a bola passou a linha do gol ou não. As informações recolhidas pelas câmeras, são verificadas por um computador, que, utiliza um programa de imagens tridimensionais, localizado próximo ao campo. Se um gol é marcado, um sinal codificado é enviado ao relógio de pulso do árbitro, que gera uma vibração e um aviso visual. Todo o processo demora menos de um segundo, garantindo que não se registrem atrasos na partida.Existe também um potencial para aumentar as receitas comerciais, através do uso de imagens de alta definição em ações na linha de meta.

Utilização importante


O prazo é Julho de 2012, e Horne reconhece que o processo para que tudo esteja totalmente testado pode ser muito longo. "Não tenho certeza se há tempo suficiente para que a tecnologia seja adquirida, paga e instalada numa liga para a próxima temporada".


" O tempo é muito limitado, mas pode ser introduzida na próxima temporada". " Eu acho que tudo que ajude a tornar a decisão da arbitragem certa vai ser bem recebido", disse Horne, acrescentando que, embora o uso da tecnologia talvez não seja usada frequentemente, é "muito importante".

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dedo do pé implantado na mão



O britânico James Byrne, de 29 anos, teve o dedão do pé implantado em sua mão após perder o polegar da mão esquerda.

A operação durou oito horas e foi feita há dois meses em Bristol, segundo o tabloide britânico "Sun".

Os médicos tentaram reimplantar o polegar, mas, como não conseguiram, optaram por usar o dedo do pé.

James, que apelidou seu dedão reimplantado de "Toby", disse que ficou feliz com os resultados.

Ele afirmou que precisa usar suas mãos em seu trabalho como operário e que espera voltar à ativa antes do fim do ano.

sábado, 26 de novembro de 2011

Nanotecnologia Deixa Medicina Mais “Verde”

Um novo artigo publicado na revista Nature Nanotechnology, constatou a possibilidade de se trabalhar com reações que ocorrem com moléculas 1 bilhão de vezes menor do que as que são utilizadas atualmente. Este tipo de estudo caracteriza-se como Nanomedicina, que é a denominação dada à junção da medicina e da nanotecnologia. Em suma a nanomedicina consiste em usar nanopartículas, nanorobôs e outros elementos em escala nanométrica para curar, diagnosticar ou prevenir doenças.

Os pesquisadores da University of Copenhagen, responsáveis pelo estudo, consideram que esta descoberta possibilitará o desenvolvimento de medicamentos mais rapidamente (ganho econômico), sendo mais “verdes” (impactando menos o Meio Ambiente).
Nos últimos 5 anos os pesquisadores, que fazem parte do Grupo Bionano, do Centro de Nano-Ciência e do Departamento de Neurociências e de Farmacologia da University of Copenhagen, tem trabalhado para caracterizar e testar como as moléculas reagem, se combinam e formam moléculas maiores, que podem ser usados em o desenvolvimento de novo medicamento.
“Nós somos os primeiros no mundo a demonstrar que é possível misturar e trabalhar com quantidades de materiais tão pequenas. Quando alcançamos volumes tão pequenos, sem precedentes, podemos testar muito mais reações em paralelo, o que é a base para o desenvolvimento de novo medicamentos. Além disso, reduzimos o uso de materiais consideravelmente, o que é benéfico para o ambiente e para o bolso “, disse Dimitrios Stamou, professor responsável pelo estudo, que prevê que o método será de interesse para a indústria porque torna possível investigar drogas mais rápido, mais barato e menos impactantes para o Meio Ambiente.
A equipe do professor Stamou atingiu escalas tão pequenas porque eles estão trabalhando com uma automontagem de sistemas. A automontagem de sistemas, tais como moléculas, são sistemas biológicos que se organizam por si só, não havendo controle externo. Isto ocorre porque algumas moléculas se encaixam com outras moléculas tão bem que se reunem em uma estrutura comum. A automontagem é um princípio fundamental na natureza e que ocorre em todas as escalas de diferentes tamanhos, que vão desde a formação de sistemas solares para o dobramento da dupla fita do DNA.
“Usando a nanotecnologia, temos sido capazes de observar sistemas de automontagem específicos, tais como biomoléculas, que reagem a diferentes substâncias e temos usado esse conhecimento para desenvolver o método. Os sistemas de automontagem consistem inteiramente de materiais biológicos, tais como gordura, e como resultados não impactam o meio ambiente, em contraste com os materiais comumente utilizados na indústria de hoje (por exemplo, plásticos, silício e metais). Esta mudança, junto com a redução drástica na quantidade de materiais utilizados, torna a técnica mais respeitadora do ambiente, mais “verde”, ” explica Stamou.

Dilma entrega primeiro navio da Petrobras construído inteiramente no Brasil

A presidenta Dilma Rousseff voltou a dizer, no início da tarde de hoje (25), no Rio de Janeiro, que o Brasil não vai exportar empregos. “Estamos conseguindo garantir emprego e não vamos permitir que se exporte emprego para fora. Não vamos permitir porque nosso compromisso é com a grandeza do nosso país e, para um país ser grande, seu povo tem que ter acesso ao emprego”. A declaração foi feita a um grupo de trabalhadores da indústria naval, na cerimônia de entrega do primeiro navio construído no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Petrobras.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ESCONDENDO A TATOO

Recentemente Rick Genest, 26, conhecido como Zoombie Boy, apareceu como veio ao mundo. Não, ele não estava pelado, mas, sim, sem nenhuma tatuagem.
Ao se ver sem os desenhos, Genest ironiza: "eu posso conseguir um trabalho". Ironia à parte, alguns estereótipos sobre os tatuados ainda existem e, dependendo da situação, há quem prefira escondê-la.



domingo, 20 de novembro de 2011

O metal mais leve do mundo

 Uma equipe de cientistas apresentou nesta sexta-feira o metal mais leve do mundo (100 vezes mais leve que o isopor).
O novo metal, inventado por cientistas da Universidade da Califórnia, dos Laboratórios HRL e do Instituto de Tecnologia da Califórnia, foi apresentado no número desta semana da revista "Science".
Para comprovar a descoberta, a equipe divulgou uma foto em que o novo metal aparece sustentado por um "dente de leão", planta famosa por sua leveza.
De acordo com os pesquisadores, o segredo está na combinação de apenas 0,01% do material sólido com 99,99% de ar na formulação da estrutura.
"O truque foi produzir uma rede interligada de tubos ocos, com uma parede de espessura cerca de mil vezes mais fina que um fio de cabelo humano", afirmou o autor do estudo, Tobias Shandler, ao jornal "Los Angeles Times".
Além de leve, o novo metal também é resistente. Os pesquisadores o submeteram a estresse térmico, vibração, descarga elétrica e, após ser comprimido por uma alta pressão, o material se recuperou até alcançar 98% de seu volume original.