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sábado, 27 de dezembro de 2014

Xenofobia: um novo movimento com uma mensagem quase explícita de ódio perturba a Alemanha



O grupo autointitulado Pegida, ou “europeus patrióticos contra a islamização do Ocidente”, começou a fazer desde outubro manifestações em Dresden todas as segundas-feiras. Os números de manifestantes crescem todas as semanas: em 15 de dezembro o movimento reuniu 15 mil pessoas. Seus slogans de uma paranoia xenófoba (“Não à sharia na Europa!”) são também xenófobos à política da Saxônia, onde só 2% da população não é de origem alemã e apenas 1% dos imigrantes são mulçumanos.
Os manifestantes não fizeram declarações a respeito de suas exigências ou protestos. Convencidos que existe uma conspiração politicamente correta no ar, eles não falaram com a imprensa. Poucos exibiam símbolos do neonazismo e os protestos foram pacíficos. Mas todos compartilham uma ansiedade quanto à entrada de refugiados (200 mil em 2014) e imigrantes.
Lutz Bachmann, dono de uma agência de publicidade que certa vez fugiu para a África do Sul, a fim de não ser preso por tráfico de drogas, é o líder do movimento. Ele tem seguidores em outras cidades, como o protesto convocado pelo movimento Bogida em Bonn, e Wügida em Würzburg. Mas o leste da Alemanha, em especial Dresden, é a base do movimento. Contra-manifestantes fizeram passeatas em Dresden, mas em número bem inferior aos membros do Pegida (cerca de 5.600 na segunda semana de dezembro). A chanceler Angela Merkel acusou o Pegida de “agitação e difamação”; Heiko Maas, ministro da Justiça, declarou que movimentos como o Pegida eram uma “vergonha para a Alemanha”.
A Alemanha tem uma política tolerante em relação à imigração, um dos motivos da entrada de 465 mil imigrantes no país em 2013, além de ser o segundo maior país a receber imigrantes no mundo depois dos Estados Unidos. Mas Pegida é um lembrete que muitos alemães, sobretudo no leste da Alemanha, nutrem ressentimentos que podem ser explorados como sentimentos xenófobos. “



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