segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Tela flexível para smartphones



A Nokia está desenvolvendo um novo conceito de smartphones. Aparelhos com a tela flexível já estão em etapa avançada de produção. O projeto teve pequena demonstração no Nokia World, evento que está sendo realizado em Londres. Especialistas veem a audaciosa manobra como uma forma de evitar o movimento natural de “correr atrás” das inovações da Apple e encontrar um novo caminho.
A tecnologia foi batizada como Nokia Kinetic, e apresenta uma interação entre o movimento da tela e a interface do aparelho. É uma nova forma de manusear as informações. Dobrá-lo para frente, por exemplo, pode representar um zoom ou alguma outra função.
A tela do protótipo apresentado tem tamanho de quatro polegadas. Ela não é sensível ao toque, limitando a interação à flexibilidade do gadget. Os engenheiros responsáveis pela elaboração da tecnologia não deram previsão de quando ela será aplicada aos aparelhos no mercado.
No mesmo evento, a empresa finlandesa já havia anunciado o primeiro Windows Phone, estratégia da gigante de software para se reposicionar no mercado dominado por Apple e Google. Os smartphones com o novo sistema devem chegar ao Brasil no primeiro trimestre de 2012.

Internet por banda larga: mais de 50 milhões de brasileiros já acessam



Com taxa de crescimento de 67 novas conexões por minuto, o Brasil atingiu em setembro a marca de 50,7 milhões de acessos à banda larga. Os números são da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), que informa ainda que a quantidade de novos assinantes foi 60% superior à média de 2011.

Foram 2,9 milhões de pessoas que passaram a utilizar o serviço de internet rápida em setembro e 16,2 milhões de novos consumidores desde janeiro. Em 2010, nos nove primeiros meses do ano, os novos consumidores somaram 10,8 milhões de pessoas, crescimento de 50% em 2011.

A ampliação do acesso à banda larga é uma tendência que vem sendo confirmada pelos números. De acordo com a Telebrasil, nos últimos dois anos, a quantidade de pessoas que passaram a acessar o serviço mais que dobrou. Foram 33 milhões de novos assinantes nesse período.

A maior parte dos 50,7 milhões de consumidores de banda larga no Brasil faz o acesso por meio de internet móvel. São 34,5 milhões de pessoas utilizando o serviço dessa forma, contra 16,2 milhões que utilizam banda larga fixa. Apesar disso, o modelo fixo cresceu 24% nos últimos 12 meses, colocando o Brasil entre os dez maiores mercados mundiais de banda larga fixa.

Facebook: novas ferramentas



O Facebook anunciou, na última quinta-feira (27), uma nova ferramenta de segurança que usa os amigos de confiança do usuário, caso ele tenha problemas para entrar em sua conta.

De acordo com a rede social, o usuário deve escolher de três a cinco amigos de confiança que irão lhe ajudar, caso ele tenha problemas para acessar sua conta na rede. “É como se você estivesse dando uma cópia da chave da sua casa a seus amigos”, diz a equipe de segurança do Facebook, em um post em seu blog oficial.

Assim, quando o usuário esquecer sua senha ou não conseguir ter acesso a sua conta de e-mail, o Facebook irá enviar códigos para os amigos de confiança. Essa informação poderá ser passada ao usuário e usada no acesso à conta.

Outro novo serviço de segurança é a possibilidade de colocar senhas para entrar em aplicativos. Será possível escolher uma combinação para fazer o acesso aos aplicativos que funcionam dentro da plataforma do Facebook. A senha será gerada pelo próprio Facebook e não precisará ser memorizada pelo usuário.

As novas ferramentas de segurança serão testadas por alguns usuários na próxima semana, informa o Facebook.

sábado, 29 de outubro de 2011

LCD, LED ou Plasma?

As tecnologias e suas principais características


TV LCD: As telas de LCD são capazes de produzir belas imagens, mas contam com um detalhe que pode fazer toda a diferença: Como as telas de LCD não emitem nenhum tipo de luz, ela precisa utilizar recursos eletrônicos para produzir cores brilhantes. O resultado disso acaba sendo o de imagens menos naturais que as vistas nas outras tecnologias. Um número bem grande de televisores LCD, no mercado, é compatível com o novo sinal de TV Digital, mas justamente pela alta definição, algumas imperfeições podem aparecer principalmente em imagens com muita movimentação de câmeras.


TV LED: As telas LED estão caindo no gosto do consumidor, mas isso não quer dizer que tecnicamente elas são revolucionárias, como muitos segmentos do mercado vendem hoje. As telas de LED de hoje são, basicamente, telas de LCD com diodos de luz na parte traseira da tela. Elas oferecem mais vantagens na qualidade de imagem e no consumo de energia, porém acabam sendo mais caras, principalmente por ser uma tecnologia mais nova que as anteriores. Comparadas às telas de LCD, possuem um melhor contraste e taxa de atualização, e são muito mais adequadas para reprodução de imagens em Full HD.

TV Plasma: As telas de plasma produzem as melhores imagens que você pode encontrar no mercado. Normalmente são vendidas em modelos de telas grandes, que oferecem a melhor relação de contraste, exibição de cores, e uma resposta mais rápida das imagens (por causa do tempo de resposta dos pixels, consideravelmente menor que nos modelos de LCD e LED). Em compensação, elas consomem mais energia do que as outras, além de serem muito mais sujeitas a problemas de superaquecimento. Sem contar que, dos três modelos, ela é a que geralmente tem os preços mais elevados.

Conclusão

Cada usuário tem a sua necessidade e seu objetivo em particular, e essa preferência deve refletir no momento da compra. Usamos a televisão para assistir filmes, shows, jogar videogames, e até para conectar no computador. Por isso, cabe ao usuário fazer uma pesquisa pessoal sobre quais serão os principais usos da TV.

Os modelos de LCD costumam ser mais baratos e consumir muito menos energia que aos outros, e se você não tiver um olho bem treinado, nem conseguirá perceber muita diferença em relação às outras tecnologias.

Mas se você deseja assistir um filme com ‘aquela’ qualidade, em Blu-ray, ou praticamente se sentir dentro de um estádio de futebol (vale para outros eventos esportivos), certamente as TVs de Plasma são as mais adequadas, por conta da sua taxa de contraste e das cores mais nítidas. O meio termo entre estas tecnologias são as tela LED. No geral, a taxa de atualização costuma ser mais rápida nesses modelos, colocando-as como as mais indicadas para os videogames de última geração.



quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Bicicleta troca de marcha com a força do pensamento

Em abril, a japonesa Toyota pediu a ajuda de especialistas em bicicletas para desenvolver um modelo inspirado no Prius, o badalado carro híbrido da montadora. O protótipo do que isso significa pode ser visto na foto abaixo. À primeira vista, a PXP parece uma magrela comum. Não é. Para trocar de marcha, o ciclista só precisa usar a força do pensamento.


Ou seja, se ele estiver subindo uma ladeira tem de pensar “subir a marcha”, e, como num passe de mágica, a bicicleta fica mais leve. O segredo está num capacete com neurotransmissores que lêem o cérebro e conversam com um iPhone instalado no guidão.

Quem não se acostumar com a ideia não precisa se preocupar: um aplicativo que analisa a cadência das pedaladas e o ritmo cardíaco ajuda a trocar de marcha. A PXP ainda não tem previsão para ser produzida em série.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pesquisa descarta relação entre uso de celular e aparecimento de câncer

O maior estudo já realizado para investigar a possível conexão entre o uso de telefones celulares e câncer não encontrou evidências de que esses aparelhos estimulem a formação de qualquer tipo de câncer. A pesquisa envolveu 350 mil pessoas e concluiu que não havia diferença nas taxas de incidência de câncer entre usuários de celulares por uma década e não usuários. Em 2010, um outro estudo deixou dúvidas a respeito dessa questão, e não descartou a possibilidade de aparecimento de glioma, um raro porém letal tumor cerebral em indivíduos que passam horas nesses telefones.

Na época, a Agência Internacional para a Investigação de Câncer classificou a energia eletromagnética dos telefones celulares como "possivelmente cancerígena". Mas esses aparelhos não emitem o mesmo tipo de radiação aplicada em alguns exames de radiologia, dizem especialistas. E duas agências americanas - a Administração de Drogas e Alimentos (FDA) e a Comissão Federal de Comunicações - não encontraram qualquer vínculo entre celular e câncer.

Na investigação publicada na edição on line da "Revista Britânica de Medicina", os autores atualizaram estudo prévio que examinou 358.403 usuários de celulares, com média de idade de 30 anos na Dinamarca, de 1990 a 2007. As taxas de câncer nos usuários de celulares durante aproximadamente 10 anos foram similares às taxas em participantes sem telefone celular. E os usuários não apresentaram uma maior probabilidade de desenvolver tumor de cérebro, como glioma.

Porém, mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo usam celulares, o que dificulta a realização de estudos comparando a incidência de câncer em usuários dos aparelhos e não usuários.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Candidato eliminado na fase de investigação social deve prosseguir em concurso

A eliminação de candidato em concurso público fundamentada no fato de responder a ações penais sem sentença condenatória, ou por ter o nome inscrito em cadastro de inadimplência, “fere o princípio da presunção de inocência”. Foi o que entendeu a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao deferir recurso de candidato eliminado na fase de investigação social de concurso.

O certame foi promovido pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva ao cargo de técnico penitenciário, em 2007. O candidato havia passado na prova objetiva e no exame de aptidão física, mas foi desclassificado na fase de investigação de vida pregressa.

O motivo é que ele respondia a duas ações penais. Uma por receptação qualificada e outra pelos delitos previstos nos artigos 278, por crime contra a saúde pública, e 288, por formação de quadrilha ou bando, ambos do Código Penal. Além disso, tinha seu nome incluído em cadastro de serviço de proteção ao crédito por quatro vezes. O candidato entrou com recurso administrativo, mas logo os aprovados foram convocados para a última fase do concurso.

Inconformado, ele entrou com mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Sustentou que não havia sido condenado e que as inscrições do seu nome em cadastro de devedores não determinaria caráter inidôneo, refletindo apenas “condições financeiras adversas”. Ele alegou ainda que vislumbrou no certame a única saída para suas dificuldades.

Os desembargadores negaram o pedido, em vista da “essencialidade da idoneidade moral e de conduta ilibada do servidor que estará em contato direto com os internos do sistema prisional do Distrito Federal”. Os magistrados destacaram que a exigência constava expressamente no edital.

No documento, a instituição organizadora do concurso afirmava que os candidatos seriam “submetidos à sindicância da vida pregressa e investigação social, de caráter unicamente eliminatório, para fins de avaliação de sua conduta pregressa e idoneidade moral”, e que esses eram “requisitos indispensáveis para aprovação no concurso público”.

Ao julgar o recurso em mandado de segurança no STJ, a relatora do caso, ministra Laurita Vaz, afirmou que a eliminação amparada em processos criminais que ainda não resultaram em condenação “fere o princípio da presunção de inocência” e contraria entendimentos anteriores da corte.

A relatora entendeu ainda que o fato de o nome do candidato constar em cadastro de inadimplência não seria suficiente para impedir o acesso ao cargo público, e que a desclassificação nesse sentido é “desprovida de razoabilidade e proporcionalidade”. Citando jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal (STF) em apoio a sua tese, Laurita Vaz foi acompanhada pela maioria do colegiado.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Estudo revela que Internet e redes sociais podem estar “mudando” nossos cérebros

Segundo um novo estudo, os sites de redes sociais podem estar mudando o cérebro das pessoas, bem como sua vida social.
Varreduras do cérebro das pessoas mostram uma ligação direta entre o número de amigos no Facebook e o tamanho de certas partes de seu cérebro.
Os cientistas não sabem dizer se o uso de redes sociais é que aumenta a massa cinzenta, ou se as pessoas com certas estruturas cerebrais são apenas melhores em fazer amigos.
As regiões envolvidas no estudo têm um papel na interação social, memória e autismo.
Os pesquisadores contaram o número de amigos no Facebook que cada voluntário tinha, bem como avaliaram o tamanho de sua rede real de amigos.
Uma forte ligação foi encontrada entre o número de amigos no Facebook que uma pessoa tinha, e a quantidade de matéria cinzenta em certas partes de seu cérebro.
O estudo também mostrou que o número de amigos no Facebook refletia o número de amigos “verdadeiros” que alguém tinha.
“Encontramos algumas regiões do cérebro que parecem se ligar com o número de amigos que temos, tanto ‘reais’ quanto ‘virtuais’”, disse Ryota Kanai, um dos pesquisadores da University College London. “A questão interessante agora é saber se estas estruturas mudam com o tempo. Isto nos ajudará a responder à pergunta de se a internet está mudando nossos cérebros”, explica.
Uma região envolvida é a amígdala, que está associada com a memória e as respostas emocionais.
Pesquisas anteriores já haviam mostrado uma ligação entre o volume de massa cinzenta na amígdala e o tamanho e complexidade das redes sociais do mundo real. Massa cinzenta é o tecido do cérebro onde o processamento mental ocorre.
Três outras áreas do cérebro estavam ligadas com o tamanho da rede online de alguém, mas não com a contagem de amigos do mundo real.

O sulco superior direito temporal tem um papel importante na percepção e pode ser prejudicado no autismo. O giro médio esquerdo temporal é associado a “ler” os sinais sociais, enquanto a terceira área – o complexo direito entorrinal – é pensado para ser importante na memória e navegação.

Geraint Rees, cientista que liderou a pesquisa, disse que pouco se sabe sobre o impacto das redes sociais sobre o cérebro, o que levou a especulações de que a internet é algo ruim para nós.

“Nosso estudo nos ajudará a começar a entender como nossas interações com o mundo são mediadas através de redes sociais”, disse. “Isso deve nos permitir começar a fazer perguntas inteligentes sobre a relação entre a internet e o cérebro – questões científicas, não políticas”.

Embora o estudo tenha encontrado uma ligação entre a estrutura do cérebro humano e o tamanho da rede social online de uma pessoa, não é possível estabelecer causa e efeito

Aparelho que detecta problemas cardíacos

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Politécnica de Lausanne, na Suíça, fabricou um dispositivo eletrônico que detecta anomalias no ritmo cardíaco da pessoa em tempo real e envia a informação do eletrocardiograma, já analisada, ao próprio paciente e a seu médico.

O líder do estudo, o espanhol David Atienza, disse que ao contrário de outros aparatos, este é capaz de interpretar dados e avisar quando algo sai do normal. "Até agora, este tipo de dispositivo apenas coletava informação, que mais tarde tinha que ser analisada pelo médico, enquanto este já indica possíveis patologias que o paciente pode apresentar", explicou Atienza.

O investigador afirmou que o aparelho envia uma mensagem ao telefone celular do paciente se detectar algo errado, além de enviar um e-mail a seu médico com informações detalhadas. "Ambos recebem a evolução do eletrocardiograma das últimas duas horas", precisou o pesquisador.

Desta forma, é possível descobrir anomalias cardíacas num estágio muito inicial, o que pode prevenir problemas maiores. O dispositivo, batizado WBSN ("wireless body sensor network"), requer um modo de transmissão das informações padrão, que pode ser via GPS, 3G ou Bluethooth, e pode ser usado em celulares iPhone, Nokia e HTC.

Atienza contou que a eficácia do WBSN foi comprovada em 20 pacientes com problemas cardíacos e em mais cem pessoas, mas que antes de ser comercializado o aparelho precisa passar por mais uma etapa de estudos. "O processo completo deve estar pronto em quatro ou cinco meses, porque já temos a tecnologia, que é o mais complicado", disse o cientista.

Seu lançamento no mercado, no entanto, pode demorar um pouco mais pois dependeria de decisões empresariais das companhias que já demonstraram interesse em comercializar o aparelho. De acordo com Atienza, existem duas empresas interessadas em sua venda, e três companhias de saúde que pretendem comercializar o produto aos seus assegurados.

"Segundo meus cálculos, se forem fabricadas cinco mil unidades, o que é um número razoável de alcançar, o dispositivo poderia ser vendido por cerca de 50 euros", estimou o líder do estudo.

Concursos públicos podem ter exame antidoping

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 18, a exigência do exame antidoping nas provas físicas realizadas em concursos públicos.
O projeto de lei, de autoria do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), determina ainda que o exame antidoping em concursos públicos seja feito segundo normas e procedimentos adotados pelas entidades nacionais de administração do esporte olímpico, tudo com divulgação obrigatória no edital do concurso.
Igualdade entre candidatos
Segundo o deputado Gurgacz, a ausência do exame antidoping nos testes físicos de concursos públicos dá margem para desrespeitos ao princípio constitucional de igualdade entre os candidatos. O objetivo é punir aqueles que usarem algum medicamento para melhorar o desempenho físico.
A matéria segue agora para votação em caráter terminativo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara.