sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Estrela de nêutrons


Grandes labaredas e explosões de energia - atividade que,a creditava-se, era exclusiva dos pulsares mais fortemente magnetizados - foram detectadas emanando de um pulsar fracamente magnetizado e de rotação lenta. A equipe de astrofísicos que fez a descoberta acredita que a fonte da potência desse pulsar pode estar oculta sob a superfície.

Pulsares, ou estrelas de nêutrons, são os remanescentes de estrelas de grande massa. Embora tenham, em média, apenas 30 km de diâmetro, eles contam com campos magnéticos poderosos na superfície, bilhões de vezes mais intensos que o do Sol.

O tipo mais intenso de pulsar tem campo magnético de superfície de 50 a 100 vezes maior que o normal e emite poderosas labaredas de raios gama e raios X. Astrônomos acreditam que o campo magnético desses astros, chamados magnetares, sejam a fonte fundamental de energia para explosões de raios gama.

Estudos teóricos indicam que o campo magnético interno dos magnetares é, de fato, ainda mais intenso que o da superfície, uma propriedade que pode deformar a crosta e propagar-se para fora. O decaimento do campo magnético leva à produção contínua de raios X, causada pelo aquecimento da crosta ou pela aceleração das partículas.

Uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista Science sugere que a mesma fonte de energia pode funcionar também em pulsares mais fracos, que não atingem a intensidade de campo magnético de um magnetar.

As observações, feitas pelos telescópios de raios X Chandra e Swift, da estrela de nêutrons SGR 0418, podem indicar a presença de um imenso campo magnético interno nesses pulsares aparentemente fracos.

"Descobrimos atividade do tipo magnetar em um novo pulsar de campo magnético muito baixo", disse, por meio de nota, a pesquisadora Silvia Zane, do University College London, que é coautora da pesquisa.


Segundo ela, trata-se de uma descoberta sem precedentes, que levanta a questão de qual o mecanismo que gera a energia das explosões de radiação. "Também estamos interessados em que proporção da população de estrelas de nêutrons normais e de baixo campo magnético da galáxia pode, em algum momento, acordar e se manifestar como uma fonte de labaredas", acrescentou.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O menor homem do mundo é nepalês


Pojara, Nepal, 13 Out 2010



O menor homem do mundo é um nepalês de 18 anos que mede apenas 65,5 centímetros, anunciou a organização Guinness World Records em comunicado.

Jagendra Thapa Magar, que tem o tamanho e o peso (5,5 kg) de um bebê de poucas semanas, entra no livro dos recordes no dia em que completa 18 anos.

O jovem nepalês destrona o colombiano Nino Hernández, de 24 anos, reconhecido como o menor homem do mundo há apenas cinco semanas.

Os juízes do Guinness World Records foram ao Nepal para medi-lo, precisou em comunicado a organização, com sede em Londres.
Em seu país, Jagendra é uma celebridade: encontrou-se várias vezes com o primeiro-ministro e com a Miss Nepal, convertendo-se num embaixador para o turismo deste pequeno país do Himalaia, onde estão as montanhas mais altas do mundo.

Mês passado, o jovem visitou Nova York pela primeira vez, como parte de uma viagem promocional organizada pelo museu de excentricidades "Ripley''s Believe It or Not!".

O adolescente posou junto a estátua de cera do homem mais alto do mundo de toda a história, o americano Robert Wadlow, que morreu em 1940 aos 22 anos e que media 2,72 metros.
Seu pai, Rup Bahadur Thapa Magar, um vendedor de frutas, resumiu para a AFP o destino de seu filho: "Jagendra é pequeno mas seu tamanho lhe rendeu um grande nome".

Peixe sapo: Instituto Butantan desenvolve droga contra asma




O Instituto Butantan desenvolveu um remédio para o combate da asma, sem os efeitos colaterais do corticoide. A droga, produzida a partir do veneno do peixe Niquim, possui propriedades anti-inflamatórias que atuam de forma mais eficiente que os tratamentos já existentes. O Butantan já patenteou a droga no Brasil e está em processo de registro em outros oito países.

“Os medicamentos mais eficazes contra asma utilizam corticoides, uma substância que causa inúmeros efeitos colaterais no organismo. Nosso desafio foi desenvolver uma droga capaz de atuar com a mesma eficácia, mas sem o impacto negativo”, afirma Monica Lopes Ferreira, uma das responsáveis pela pesquisa.

Atualmente, os medicamentos como os corticoides inalatórios são usados no tratamento e na manutenção dos pacientes com asma persistente. O problema é que para isso eles também inibem o funcionamento do sistema imunológico como um todo, além de poder acarretar problemas nos rins, fígado e osteoporose.

“A droga desenvolvida pela equipe do Butantan inibe a produção exacerbada das células de defesa que atuam no pulmão, e não geram outros problemas. Efeitos colaterais, como disfunções hepáticas e renais e o inchaço gerado pela retenção de liquido, também não foram detectados”, explica Mônica.

Outro ponto positivo da nova droga é a estabilidade da forma química do peptídeo que serve como base. Isso permite que seja utilizada uma quantidade menor de droga por dose, além de uma maior versatilidade em sua apresentação.

“Para garantir que o medicamento chegue ao organismo sem ter sua eficácia prejudicada, a indústria farmacêutica se vê obrigada a formular doses de medicamentos com quantidades de droga maiores do que o organismo precisa. Isso não acontece com a nossa droga. Assim seria possível produzir diferentes tipos de medicamentos a um custo menor”, declara Mônica.

O próximo passo é a produção de medicamentos a partir dessa droga pela indústria farmacêutica.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Stuxnet pode marcar início da ciberguerra


As atenções do mundo cibernético estão voltadas a um vírus que pode ser o sinal do começo de uma nova era: a era da guerra cibernética. Os ataques do Stuxnet a uma usina nuclear no Irã, a sistemas de indústrias fundamentais na China e a uma indústria alemã nas últimas semanas colocaram em alerta especialistas em segurança digital.

Mapa da Symantec mostra os países mais afetados pelo vírus até o fim de setembro

O Stuxnet é o primeiro vírus capaz de causar danos no meio físico, o que o torna uma ameaça diferente de tudo o que foi visto anteriormente. "A lógica de um vírus basicamente é gerar retorno financeiro. Normalmente ele se espalha rapidamente para capturar informações, senhas bancárias, atacar um site de comércio eletrônico. Não faz sentido pensar que esse vírus seguiu essa lógica", diz o CEO da Cipher, empresa brasileira especializada em segurança da informação, Alexandre Sieira.

Como age o Stuxnet
 

O vírus tem como alvo principal sistemas de controle industriais, que são usados para monitorar e gerenciar usinas de energia elétrica, represas, sistemas de processamento de resíduos e outras operações fundamentais. A partir daí, o malware modifica seus códigos para permitir que os atacantes tomem o controle sem que os operadores percebam. Em outras palavras, essa ameaça foi criada para permitir que hackers manipulem equipamentos físicos, o que a torna extremamente perigosa. "Nós definitivamente nunca vimos algo assim antes. O fato de que ele pode controlar a forma como máquinas físicas trabalham é muito preocupante", disse em comunicado Liam O'Murchu, pesquisador da Symantec.

O que também chama a atenção no Stuxnet é que ele foi desenvolvido para atacar um sistema muito especifico de infraestrutura, infectando um software da Siemens que controla instalações industriais fundamentais. O worm se aproveita de quatro vulnerabilidades do Windows desconhecidas até então. "Isso é muito peculiar. Normalmente, quando se descobre uma falha de segurança, se larga o vírus de uma vez, não se espera até ter quatro", diz Sieira.

Origem desconhecida
 

Até agora, são poucas as pistas sobre a origem dessa ameaça. O que se tem por enquanto são apenas especulações. Especialistas da Symantec estimam que o projeto deve ter sido fabricado por uma equipe de até dez pessoas, em um trabalho que não durou menos de seis meses, levando-se em conta o tipo de código presente no Stuxnet. 

A empresa de segurança privada Kaspersky Lab confirma que "este é um ataque de malware singular, sofisticado e apoiado por uma equipe altamente especializada". A empresa vai além, e acredita que o vírus possa ter sido projetado com o apoio e suporte de uma nação, que possuía fortes dados de inteligência à sua disposição. 

"O que se diz por aí, e isso é só uma especulação, é que se trata de uma movimentação do governo americano, de Israel ou de ambos, levando em conta que os principais alvos foram a China e o Irã", afirma o o CEO da Cipher. O vírus teria infectado cerca de 6 milhões de computadores na China e mais de 62 mil no Irã.

Guerra cibernética
 

O fato do Stuxnet poder ter sido elaborado com o apoio de uma nação sustenta a tese de que o mundo está entrando na era da guerra cibernética. Para a Kaspersky Lab, que trabalha para frear a ameaça juntamente com a Microsoft, o Stuxnet é um protótipo em operação de uma arma cibernética que levará à criação de uma nova corrida armamentista no mundo. "A década de 90 foi marcada pelos vândalos cibernéticos e os anos 2000 pelos criminosos cibernéticos. Agora estamos entrando na década do terrorismo cibernético, com armas e guerras virtuais", afirma Eugene Kaspersky, CEO da empresa.

"Pela sofisticação do Stuxnet, de fato se trata de uma ação de inteligência militar. Imagine o caso de uma guerra real, em que um país pode causar um blecaute em outro, por exemplo, sem tirar uma vida. É uma vantagem bélica muito grande", diz Sieira. 

Esse é um caminho que vai se confirmando com declarações de autoridades nos últimos dias. Em reportagem da agência Reuters, fontes dos serviços de segurança israelenses teriam afirmado que a guerra computadorizada se tornou um dos pilares centrais do planejamento estratégico do país, com uma nova unidade de inteligência militar.

Os Estados Unidos também lançaram, há poucos dias, seu primeiro teste de um plano de resposta a uma ofensiva inimiga contra os seus sistemas de computação de serviços vitais. "Existe uma probabilidade real de que, no futuro, o país seja alvo de um ataque destrutivo, e precisamos estar preparados para ele", afirmou o general Keith Alexander, comandante de uma nova unidade militar norte-americana de guerra computadorizada.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Os 11 peixes mais sinistros do mundo

Peixe Serpente Sid Gigante: ele pode até comer uma pessoa se tiver a chance, além de rastejar em terra.

Peixe Lapa: é um peixe muito caro no mercado mundial

Piranha Vermelha: alimentam-se em grupos de 20 a 30, e podem atacar presas em um frenesi, estimuladas pelo sangue na água.


Peixe Corcunda: este é do sexo feminino, aproximadamente do tamanho de uma bola de tênis. O macho é menor, e acasala com a fêmea trancando-a com seus dentes afiados, bebendo seu sangue e o esperma é fornecido enquanto isso.


Peixe Tigre Golias: o peixe é classificado como um dos top 10 combatentes peixes de água doce do planeta. Há excursões de pesca de cerca de US $ 6.000 para sua pesca. Ele pode pesar mais de 100 quilos e as mandíbulas estão armadas com 32 dentes afiados de tamanho expressivo.


Peixe ogro: suas presas são tão longas que deslizam em uma espécie de bolso especial no céu da boca, quando a mandíbula está fechada.



Truta arco-íris: como pode-se ver ela tem duas bocas.

Peixe lagarto: vive em grandes recifes de corais.


Peixe Gota: o corpo é como geléia, para suportar o mar profundo. Este peixe está em perigo de ser dizimado, devido à pesca de arrasto de fundo.

Salamandra: ele permanece em sua forma larval durante toda a sua vida e nunca se torna adulta. Também está ameaçada de extinção devido à destruição do habitat e a poluição da água.











Grupo de galáxias supostamente extintas é localizado por cientistas


Um cientista de uma universidade australiana localizou um grupo de galáxias supostamente extintas e cuja existência contribuirá para entender a origem das estrelas.

"Se não tivéssemos feito essa descoberta, pensaríamos que essas galáxias haviam desaparecido há aproximadamente 5 bilhões de anos", declarou Andy Green, que fez o achado enquanto pesquisava para seu doutorado na Universidade de Swinburne, em Victoria, à agência de notícias Efe.
No estudo, publicado na nova edição da revista científica "Science", Green explica que o grupo está a "apenas" 1 bilhão de anos-luz da Via Láctea. "Ninguém esperava encontrá-lo, muito menos tão perto", disse.

O cientista calculou que nosso universo tem cerca de 14 bilhões de anos, quando aconteceu o Big Bang, e que a Via Láctea surgiu pouco depois, possivelmente há 10 bilhões de anos.

"As características são similares às de galáxias bem antigas, que teriam sido formadas no começo do universo, mas, no entanto, têm forma de disco, como a nossa, e se comportam como galáxias jovens", descreveu o astrônomo.

Green fez um paralelo com a descoberta de fósseis de dinossauro: "O fato de estar fossilizado dá a sensação de ser um animal já velho, mas é possível que o dinossauro tenha morrido bebê."

ESTUDO APROFUNDADO

As galáxias são conjuntos de gases, pó interestelar e bilhões de estrelas que, por conta da gravidade, giram em torno do seu centro. Quando o gás se condensa nas chamadas "nuvens moleculares", dá origem aos astros que, quando alcançam o final de sua evolução, produzem mais gás.

"As galáxias que descobrimos estão vivas e têm uma turbulência interior que as permite criar estrelas muito mais rapidamente do que a Via Láctea. Elas formam dezenas e até centenas de estrelas a cada ano, muitas delas tão grandes quanto o Sol", relatou o cientista.

Green explica que a turbulência influi na rapidez com que se formam as estrelas e quanto mais estrelas se transformam em gases, mais astros poderão nascer e, assim, parece que as galáxias regulam sua própria regeneração e a geração da matéria. "Mas ainda não se sabe como", salienta.

O cientista acrescenta: "Quando as estrelas nascem, emitem uma energia que cria desordem no gás que as rodeia e a turbulência gera o nascimento de novas estrelas". Esse processo pode ser estudado e aprofundado a partir do grupo de galáxias encontrado.

Green fez a descoberta com ajuda do Telescópio Anglo-Australiano e de especialistas do Australian Astronomical Observatory, com o apoio de uma equipe de cientistas da sua universidade, da Universidade Nacional da Austrália e da Universidade de Toronto, no Canadá.

De acordo com Green, o próximo passo será utilizar o famoso observatório Keck, no Havaí, mas o ideal seria poder trabalhar no observatório Cerro Las Campanas, no Chile.



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domingo, 10 de outubro de 2010

Folhas artificiais são criadas por pesquisadores


Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, criaram folhas artificiais baseados na ideia de usar células solares para imitar a natureza com mais exatidão.

Eles provaram que as folhas artificiais, que são mecanismos de energia solar baseados em água e gel, podem gerar eletricidade como células solares. Além disso, elas são muito mais ecológicas do que as células solares baseadas em silício e podem ser mais baratas também.

Os pesquisadores colocaram gel à base de água em moléculas sintéticas sensíveis à luz, e os combinaram com eletrodos revestidos por materiais como nanotubos de carbono ou grafite. Os raios do sol, em seguida, excitam as moléculas sensíveis à luz, criando eletricidade. É um procedimento bem semelhante ao da natureza, porque as moléculas de plantas se excitam a fim de sintetizar os açúcares necessário para crescer.

Além disso, produtos naturais, como a clorofila, podem ser utilizados nas folhas artificiais para substituir moléculas sensíveis à luz sintéticas a fim de extrair a energia solar como a natureza faz. A matriz de água e gel nestas folhas permite que tanto a clorofila como as moléculas sintéticas sensíveis à luz possam ser usadas de forma intercambiável.

O próximo passo dos cientistas é imitar os mecanismos de auto-regeneração encontrados nas plantas. Outro desafio é melhorar a eficiência células solares. Embora o objetivo a curto prazo seja tornar esses dispositivos fotovoltaicos à base de água mais semelhantes a plantas da natureza, a longo prazo o objetivo é ter telhados residenciais e comerciais cobertos de células solares de folhas artificiais.

Porém, os pesquisadores afirmam que tal conceito só será possível daqui muitos anos. Segundo eles, os aparelhos ainda são de eficácia relativamente baixa e há um longo caminho a percorrer antes que esta tecnologia possa se tornar prática. No entanto, o conceito de dispositivos parecidos com a natureza que gerem eletricidade poderá no futuro apresentar uma alternativa para as tecnologias atuais.

Google testa carro sem motorista


Testes com carro da Google já cobriram 225 mil quilômetros

Engenheiros da Google testaram um carro que se dirige sozinho nas ruas da Califórnia, segundo anunciou a companhia em seu blog.

O carros usa câmeras de vídeo montadas no teto, sensores de radar e uma mira a laser para enxergar outros carros e obstáculos no trânsito, segundo o engenheiro de software Sebastian Thrun.

Um motorista treinado acompanhou os testes dentro do carro para tomar o controle em caso de alguma falha.

A Google espera que os carros possam eventualmente reduzir os congestionamentos e o número de acidentes nas ruas.

Batida por trás

Em um comunicado postado no blog oficial da companhia, Thrun disse que os testes com o carro que se auto-dirige já cobriu 225 mil quilômetros.

O carro cruzou a icônica ponte Golden Gate, em San Francisco, andou pelas famosas ladeiras da cidade, se dirigiu entre escritórios da Google e circulou em volta do lago Tahoe, sem sofrer acidentes.

Os engenheiros responsáveis pelo projeto disseram ao jornal The New York Times que o único incidente ocorrido durante os testes foi uma batida por trás sofrida quando o carro estava parado em um semáforo.

Em seu post no blog, Thrun, que é professor de ciências da computação e engenharia eletrônica na Universidade Stanford, afirmou que a segurança é "a principal prioridade" do projeto.

As rotas são pré-planejadas, mapeadas por motoristas reais, e a polícia local é avisada com antecedência sobre os testes.

Transporte do futuro

Thrun cita os números da Organização Mundial da Saúde, que mostram que mais de 1,2 milhão de pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito, para dizer que esses números podem e devem ser reduzidos.

"Acreditamos que nossa tecnologia tem o potencial para reduzir esse número, talvez em até metade disso", afirma Thrun.

"Este projeto ainda está em um estágio experimental, mas dá uma ideia de como o transporte pode parecer no futuro, graças aos avanços das ciências da computação", diz.

Nos últimos tempos, a Google vem se aventurando cada vez mais em novos negócios à parte de seu serviço principal de buscas na internet.

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sábado, 9 de outubro de 2010

Mulheres precisam de temperatura corporal maior que homens para transpirar


As mulheres têm que se exercitar mais do que os homens para começar a transpirar, enquanto os homens suam com mais facilidade durante o exercício, indica uma nova pesquisa publicada na revista "Experimental Physiology". A informação foi publicada no site de notícias científicas "Science Daily".

O estudo realizado por cientistas japoneses da Osaka International University e da Universidade de Kope analisou as diferenças da reação do suor entre homens e mulheres, além da mudança na intensidade do exercício.

Os pesquisadores pediram a quatro grupos --homens e mulheres que praticam e que não praticam exercícios-- que se exercitassem continuamente por uma hora em um ambiente climatizado com intervalos de intensidade crescente.

Os resultados mostraram que os homens são mais eficientes na transpiração. Embora o treinamento físico melhore esta ação em ambos os sexos, o grau de melhoria é maior entre eles. A diferença se torna ainda mais acentuada de acordo com o nível de aumento da intensidade do exercício.

As mulheres sedentárias tiveram a pior resposta entre todos os grupos, pois exigiram uma temperatura maior que os demais --ou intensidade de exercício-- para começar a suar. Em outras palavras, as mulheres precisam de uma temperatura corporal maior do que a dos homens para transpirar.

Segundo o coordenador do estudo, Yoshimitsu Inoue, "parece que as mulheres estão em desvantagem quando precisam suar durante um exercício, especialmente em ambientes quentes".

Os resultados têm implicações para o exercício e a tolerância ao calor, além de lançar um novo olhar sobre como os sexos lidam com extremos de temperatura.

Inoue acredita que pode haver uma razão evolutiva. "As mulheres geralmente têm menos fluido corporal e podem se desidratar com mais facilidade", explica. "Portanto, a menor perda de suor nas mulheres pode ser uma estratégia de adaptação que atribui grande importância para a sobrevivência em um ambiente quente, enquanto a maior taxa de suor em homens pode ser uma estratégia para maior eficiência de ação e trabalho."

Nanotecnologia: Brasil e Rússia querem intensificar cooperação científica


Brasil e Rússia assinaram ontem (8) um memorando de cooperação na área de nanotecnologia para desenvolver pesquisas em conjunto e incentivar o intercâmbio entre cientistas e centros de pesquisa.

O acordo foi assinado durante a reunião da Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Política e Tecnológica. De acordo com o embaixador do Brasil na Rússia, Carlos Antonio da Rocha Paranhos, esse tema faz parte das prioridades dos dois países.

“Nossa ideia é poder colocar em contato empresas e cientistas dos dois países com o objetivo de desenvolver projetos concretos. Não de comprar caixas pretas, mas desenvolver projetos concretos bilaterais de interesse comum, seja aqui no Brasil ou na Rússia”, informou.

Durante a reunião da comissão foram discutidos temas nas áreas de economia, tecnologia, aeroespacial, energia nuclear, entre outros temas.

Paranhos disse ainda que foram discutidos vários projetos de cooperação, como uma linha área direta entre o Rio de Janeiro e Moscou, que deverá ser operada por uma empresa área russa, e a criação de um grupo de trabalho para examinar a possibilidade de se usar moedas dos dois países nas transações comerciais.

O embaixador afirmou também que os dois países querem diversificar o comércio, que hoje está muito centrado commodities, produtos considerados básico. Ele disse ainda que Rússia e Brasil querem incentivar os seus bancos a instalarem sucursais nos dois países, o que seria importante para o financiamento do comércio bilateral.