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domingo, 9 de abril de 2017

O Rei entra em Jerusalém montado em um jumentinho



A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém 

          A
 Semana Santa começa no Domingo de Ramos;
          Porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como:

“Aquele que vem em nome do Senhor”

          Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava maravilhado.
          Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas;
          Mas esse mesmo povo tinha se enganado no tipo de Messias que Cristo era.
          Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero;
Mas o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então;

          O Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena.

          Ele não é um Rei deste mundo!

          Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo.
          O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.
Esses ramos significam a vitória:

“Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”

          Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus;
          Membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que esta é desvalorizada e espezinhada.

Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa;
Lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado;
Um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

          O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. 
          Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente.
          E nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus:
Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas;
A prisão, os maus-tratos causados pelas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás;
Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”.

          As bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu;
          O consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.
         
          A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações.
          Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte.
          Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido.
Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas!
Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos!
          O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo.
          Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas veio para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado.
          E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la.

A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel;
Mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.

          O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos;

Morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor.


          Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para nos Salvar.

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