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domingo, 9 de abril de 2017

Não há ninguém que faça o bem, não há nenhum sequer

Amados irmãos no Senhor Jesus Cristo,

Quem não fica alegre e sorridente quando recebe elogios? Comentários positivos são sempre bem-vindos. Tais comentários são como doces. Gostamos de ouvir de outros que fizemos um bom trabalho. Gostamos de perceber que os outros estão gostando do nosso desempenho. Mas ser criticado é outra coisa. Ser acusado de uma falha ou de ter causado problemas, é difícil de engolir. Queremos ser valorizados. Queremos ser considerados bonzinhos.
Porém, irmãos, não encontramos nada disso no catecismo. O catecismo não elogia a ninguém. Pelo contrário, o catecismo faz uma crítica muito pesada. Ele afirma que “somos tão corrompidos que não podemos fazer bem algum e que somos inclinados a todo mal”. Mas irmãos, que mensagem dura! Será que devemos reconhecer e até confessar que não podemos e nem fazemos bem algum e que somos inclinados a todo mal?
Esta mensagem tão pesada é uma mensagem bíblica. Ela não foi inventada por homens. Escutem por exemplo o que o profeta Miquéias testemunha. Ele diz: “Os homens bons desapareceram da terra. Não sobrou um homem reto sequer. Todos são assassinos, tentando destruir até mesmo seus irmãos” (Miquéias 7: 2). O apóstolo Paulo, afirma a observação de Micaías. Ele diz “Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma si fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3: 10-12). Então, irmãos, a palavra de Deus não deixa dúvidas: Todos são corrompidos; não há ninguém que possa ser aprovado. Todos são incapazes de amar. Agora, quem vai reconhecer isto? Quem vai reconhecer seus erros e falhas? Quem vai pedir desculpas a Deus e a seus próximos?
O assunto é delicado, irmãos. Reconhecer nosso pecado ou nossa culpa é uma das coisas mais difíceis. Por exemplo, o promotor pode mostrar um monte de provas de que alguém cometeu determinados crimes. Ele pode até mostrar o resultado de um exame de DNA. Mesmo assim o indivíduo vai dizer, com cara de pau, que não foi ele. Foi outro. O juiz pode fazer perguntas sob juramento para apurar a verdade. Mas o réu inventa uma versão diferente daquilo que aconteceu. Se a questão é pecado, crime ou culpa, a tendência do homem é negar qualquer envolvimento. Todos minimizam a própria culpa. Pois admitir e confessar o mal que você fez é humilhante demais. Até uma criança que fez algo de errado, é capaz de dizer que não foi ela, mas outra criança. Desta forma, irmãos, dá para entender que a doutrina bíblica sobre a depravação total do homem é muito impopular. É uma doutrina que bate de frente com o nosso orgulho e a nossa auto-estima. São poucos os que querem confessar que a sua natureza é corrupta. No entanto, esta doutrina é bíblica. É uma doutrina pura e verdadeira. A bíblia não deixa dúvidas que o homem não é mais aquele homem perfeito que viveu no paraíso. A Bíblia mostra em cada página que todos os homens carecem da glória de Deus. A realidade confirma isso: a história humana é um relato de inúmeros pecados e barbaridades.
Os primeiros homens, Adão e Eva, já mostraram como o homem reage diante de sua culpa. Quando Adão pecou, comendo do fruto proibido, o SENHOR Deus lhe perguntou: “Adão, comeste da árvore de que te ordenei que não comesses” (Gênesis 3: 11)? Qual foi a resposta de Adão? Será que ele disse: “Sim SENHOR, peço-te perdão, pequei”? Será que ele admitiu o que fez? Não, Adão, não quis reconhecer e confessar o mal que tinha feito. Ele respondeu: “A mulher que tu me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gênesis 3: 12). Ou seja: Senhor, a culpa não é minha, mas a culpa é tua! Pois se tu não me tivesses dado aquela mulher, eu nunca teria feito a besteira que fiz. Irmãos reparem só como é impressionante a ousadia do homem se o assunto é negar sua culpa. O homem é até capaz de acusar Deus para se livrar das acusações.
Mas é certo apontar Deus para justificar os nossos pecados? Se eu cometer prostituição, eu posso dizer que a culpa é de Deus, alegando que nada teria acontecido se Deus não tivesse colocado aquela mulher no meu caminho? Se eu roubar, eu posso dizer que a culpa é de Deus, alegando que nada teria acontecido se Deus tivesse me dado um emprego melhor? Se eu deixar de cultuar a Deus, eu posso dizer que a culpa é de Deus, pois se Deus tivesse me dado vontade de ir, eu teria ido? Não, tudo isso é bobagem. É blasfêmia. Qualquer tendência de jogar a culpa sobre Deus é incredulidade e pura maldade. Deus criou o homem bom e à sua imagem. “Viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gênesis 1: 31). Desde o início Deus deu ao homem todas as condições necessárias para viver em santidade. Deus fez um trabalho perfeito quando criou o homem. Mas foi o próprio homem quem estragou a festa. O próprio homem ficou rebelde. Foi ele quem desobedeceu a ordem de Deus. Então: A culpa é do homem. A culpa pela miséria que se encontra em nossa vida e neste mundo é nossa.
Irmãos, o homem é esperto mesmo. Ele precisa encontrar apenas uma brechinha, e já consegue inventar novas desculpas para justificar-se. Quando Adão e Eva caíram, a queda deles teve consequências para todo o gênero humano. De fato, o pecado dos nossos primeiros pais Adão e Eva, afetou todos os seus descendentes. Mas sabem o que muitos dizem? “Adão e Eva pecaram. É problema deles. Eu não tenho nada a ver”! É mais uma tentativa de fugir da questão da culpa. Muitos apontam Adão e Eva como os responsáveis e os culpados pela miséria que existe neste mundo. Se eles não tivessem pecado, nós estaríamos no paraíso. Mas é certo pensar assim? É certo lançar a culpa sobre Adão e Eva, lavando as suas próprias mãos? Vejam só! Adão e Eva não eram estrangeiros. Eles são “nossos primeiros pais”. O novo Testamento confirma isto, dizendo: “De um só fez Deus todos os povos” (Atos 17: 26). Desta forma dá para entender que Adão e Eva são os nossos primeiros pais. Isto significa que nós temos a ver com eles. Os atos deles tinham consequências para todos os seus descendentes.
Quando eles desobedeceram e caíram, a natureza deles se tornou corrompida. No mesmo momento, nós caímos também, e a nossa natureza também ficou afetada e corrompida. Naquele momento quando Adão e Eva caíram, eles eram os nossos representantes. A queda dos nossos primeiros pais deixou marcas que até hoje são visíveis em todos nós. Uma fonte suja, não pode jorrar água limpa. Pela mesma lógica, pais corrompidos não podem gerar filhos santos. “Quem pode da imundícia tirar coisa pura” (Jó 14: 4)? Ninguém pode fazer isso. Então, por isso não existem neste mundo pessoas puras e sem mácula. Pelo contrário, a história de Adão e Eva, não deixa dúvidas: nós precisamos reconhecer, que temos culpa. O nosso currículo de vida, é um currículo com manchas. O assim chamado pecado original de Adão e Eva, nos deixou corrompidos desde os primeiros segundos da nossa existência.
Mas irmãos, o homem é esperto. Se o negócio é negar sua culpa, o homem é esperto demais. Falando do pecado dos nossos primeiros pais Adão e Eva, muitos dizem: “Olha, eles pecaram, sim, admito, mas o pecado deles foi coisa mínima. O que eles fizeram? Comerem uma maçã ou um jambo. Será que isto foi uma coisa tão séria? É preciso falar tão pesado só por causa de uma maçã”? Isto é mais uma tática que existe para negar aquilo que fizemos. É uma tática bem popular. “Eu roubei, sim, mas não é assim que todo o mundo está roubando? Eu roubei, sim, mas é pouca coisa. Vejam quanto roubou aquele homem ali. Se alguém merece ser punido, é ele, não eu”! Aquele que pecou, aponta outros que fizeram coisas bem piores do que ele. É mais uma tentativa de justificar-se. É mais uma tentativa para salvar a nossa cara e escapar da vergonha e do castigo. Queremos apresentar-nos como pessoas boas. Mas essa história de minimizar nossa própria culpa, alegando que a culpa dos outros é maior, não vem de Deus. O que vem de Deus é a palavra dele. O que Deus exige na sua palavra? Ele exige obediência, obediência de cada um de nós.
No caso de Adão e Eva, que comeram do fruto proibido, Deus também tinha exigido obediência. Deus tinha exigido que não comessem daquele fruto. Eles podiam comer qualquer fruto. Havia muitas árvores boas. Somente não podiam comer do fruto da árvore que estava no meio do jardim. E vejam bem! Esse mandamento foi o único mandamento que tinham. Deus não tinha dado nenhum outro mandamento. Era só isso. De fato foi muito pouco o que Deus exigiu. Mas justamente o pouco que Deus exigiu, Adão e Eva não fez. Eles desobedeceram a palavra de Deus. Isto não era uma coisa muito grave? Isto não era motivo para Deus ficar muito irado contra Adão e Eva? O primeiro pecado, o pecado dos nossos primeiros pais Adão e Eva, foi um pecado muito grave. De fato, todos os pecados são graves. Não devemos minimizá-los. Pecado é rebeldia contra Deus. Pecado, por mais inocente que nos pareça torna réus diante do tribunal de Deus.
Tirando agora uma conclusão: Irmãos, não dá para negar a culpa que temos diante de Deus. Nós temos culpa, e a nossa culpa têm raízes muito antigas. A palavra de Deus faz questão de iluminar as nossas mentes, para que tenhamos consciência da nossa culpa. Isto, com certeza, não é nada agradável para nós. O agradável é receber elogios e ouvir o pastor dizendo que todos os crentes são santos e bonzinhos. Mas a verdade é outra. A verdade é que ninguém presta. A verdade é que ninguém tem dignidade diante de Deus. O nosso desejo mais íntimo, não é obedecer a Deus, mas é fazer a nossa própria vontade. A nossa qualidade é pecar. É triste, mas é verdade. Por que precisamos saber e reconhecer tudo isso? Por que precisamos falar tanto da nossa miséria e culpa? Por que um sermão tão cheio de observações desagradáveis sobre o nosso comportamento? Será que tudo isso é necessário?
Sim, irmãos. Precisamos saber que a nossa salvação, a nossa justificação e a nossa santificação, não são merecimentos nossos, mas puramente presentes de Deus. Se nós pecadores começamos a fazer boas obras, se os valores da palavra de Deus estão sendo resgatados em nossas vidas, devemos dar a glória a Deus. A nova vida, o novo nascimento, a conversão, a nova vontade de servir ao Senhor Jesus Cristo, tudo isto é dom gratuito de Deus. Tudo isto é operado em nós pelo Espírito Santo por pura graça. “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento”, diz o Senhor. Como é que podemos receber a graça do Senhor se achamos que não temos culpa de nada? Como é que podemos entender isto, se achamos que somos bonzinhos? Como é que podemos glorificar a graça do Senhor, se nos consideramos pessoas sadias e perfeitas? É por isto irmãos que a palavra de Deus nos ensina que somos miseráveis pecadores. De nós mesmos somos miseráveis pecadores, sim. Não dá para negarmos a nossa culpa. Mas Deus é grande e rico em misericórdia. Ele cura os doentes, chama os pecadores ao arrependimento e vivifica os que estão mortos em pecados, dando-lhes a vida eterna, que está em Jesus Cristo, seu Filho amado, que levou o nosso castigo, quando morreu na cruz.
Amém.
Foonte - sermaocom


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