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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Veja o que muda com a reforma trabalhista

A reforma trabalhista está no centro do debate da população nas últimas semanas. Ela prevê a mais profunda alteração nas leis trabalhistas desde a criação da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), em 1943. Aprovada pela Câmara na última quarta-feira, 26/04, ela segue para análise no Senado.
Para o setor empresarial, a reforma é uma modernização essencial para a geração de emprego, pois, segundo eles, a atual CLT é arcaica e engessa a contratação devido aos altos custos gerados por um funcionário.
Já críticos da reforma afirmam que ela ceifa direitos conquistados a duras penas pelo trabalhador. Segundo eles, a reforma não vai gerar empregos, pois isso depende do aumento do investimento e do consumo. Além disso, eles alertam que a reforma resultará na precarização das condições de trabalho. Confira abaixo as principais mudanças propostas pela reforma.
Acordo coletivo prevalecerá sobre a CLT
Considerado o ponto mais polêmico da reforma, o acordo coletivo é também a espinha dorsal da proposta.
Ele permite a negociação de jornadas mais extensas de trabalho, de até 12 horas diárias, seguidas de 36 horas de descanso. Atualmente, essa jornada é permitida apenas para algumas categorias, como policial e vigilante. A legislação atual determina uma jornada de, no máximo, 44 horas semanais, distribuídas em 8 horas diárias.
No acordo, o total mensal não deverá exceder 220 horas de trabalho, incluindo as horas extras, e as férias poderão ser parceladas em até três vezes.
O ponto também prevê a redução do horário de intervalo para descanso e alimentação de uma para meia hora para jornadas com mais de seis horas diárias.
O acordo também permitirá que trabalhadores e empregadores negociem diretamente a participação nos lucros das empresas, planos de cargos e salários. Também poderá ser alvo de acordo a prorrogação da jornada de trabalho em ambientes insalubres, sem a necessidade de licença prévia do Ministério do Trabalho.
A reforma possibilita ainda a possibilidade de trabalho de grávidas em ambientes insalubres, algo que a legislação atual proíbe, obrigando a empresa a realocar a funcionária de setor. A proposta muda essa determinação e autoriza o trabalho de grávidas em ambientes com nível médio e baixo de insalubridade, desde que apresentem atestado médico que afirme que o trabalho não afetará sua saúde nem a do feto. No entanto, elas não poderão trabalhar em ambientes de nível máximo de insalubridade.
Mudanças em contratos de trabalho
A reforma cria dois novos tipos de contrato de trabalho: o trabalho intermitente e o trabalho à distância. No primeiro, o trabalhador é convocado sob demanda, com três dias de antecedência, e recebe por hora trabalhada, sem garantia de uma jornada. Segundo o relator da reforma, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), esse ponto possibilita a formalização de trabalhadores que hoje atuam sem contrato no setor de serviços, como em bares e restaurantes.
Já o trabalho à distância (teletrabalho) deverá especificar as atividades prestadas e definir como será feita a manutenção dos equipamentos usados de forma remota pelo trabalhador.
Outro ponto proíbe que trabalhadores autônomos que prestam serviço exclusivo para uma empresa possam ser considerados funcionários da empresa. Atualmente, é comum esses trabalhadores entrarem na Justiça para exigir o vínculo empregatício.
O contrato de jornada parcial, que atualmente é limitado a 25 horas semanais, sem possibilidade de hora extra, passará a funcionar em dois formatos: um de duração máxima de 30 horas semanais, sem hora extra; outro de 26 horas semanais, com possibilidade de mais seis horas extras. Segundo o texto da proposta, isso facilitará a contratação formal de jovens, idosos e mães.
Fim do imposto sindical
A reforma elimina a contribuição sindical, cujo valor equivale a um dia de trabalho descontado direto na folha de pagamento e remetido a sindicatos da área do trabalhador em questão, seja ele sindicalizado ou não. A reforma torna essa contribuição facultativa. Segundo Marinho, esse ponto visa acabar com sindicatos de “fachada”.
Ações trabalhistas
Esse é outro ponto nevrálgico da reforma. Ele dificulta que trabalhadores entrem com ações judiciais contra empresas. Pelo texto, o empregado que assinar a rescisão de contrato fica proibido de questioná-la posteriormente na Justiça. Além disso, os processos ficam limitados a oito anos de trâmite. Se até o final deste período não houver acordo ou solução, o processo será extinto.
Se aprovada a reforma, trabalhadores que entrarem na Justiça contra o empregador não poderão faltar nenhuma audiência (atualmente, eles têm direito a três ausências).
Além disso, o custo da ação na Justiça do Trabalho com honorários, atualmente pagos pelo poder público, ficará ao encargo do trabalhador. Caso ele perca a ação, terá de arcar também com os custos dos advogados contratados pela parte contrária.
Se for considerado que o trabalhador agiu de má-fé, alterando a verdade dos fatos ou gerando resistência ao andamento do processo, arcarão com uma multa de 1% a 10% da causa, além de indenização da parte contrária.
Em caso de “Ofensas graves” cometidas por empregadores, a proposta determina que a indenização será de, no máximo, “cinquenta vezes o último salário contratual do ofendido”. Atualmente, fica ao encargo do juiz estipular esse valor, de acordo com cada caso.
Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), esse ponto enfraquece a Justiça do Trabalho de tal forma que ela perderá a razão de existir.
Bônus
A reforma determina que bônus recebidos pelo trabalhador deixem de ser considerados parte do salário, ficando, assim, livres de encargos. Atualmente, a Justiça do Trabalho considera os prêmios concedidos ao trabalhador pelo empregador como parte dos rendimentos, impondo encargos previdenciários sobre os mesmos.
Demissão de comum acordo
A reforma permite a demissão em comum acordo entre empregado e empregador. Nesse acordo, o empregador paga somente a metade do aviso prévio. O trabalhador ganha o direito de movimentar 80% do FGTS, mas perde o direito ao seguro-desemprego.
Multa
A legislação atual impõe uma multa de um salário mínimo regional por empregado a empregadores que mantenham funcionários não registrados. A reforma aumenta a multa para R$ 3 mil, para grandes empresas, e R$ 800, para pequenas empresas.
O texto também prevê multas para empregadores que, comprovadamente, discriminem funcionários por conta do sexo ou etnia.
Tempo de deslocamento
Atualmente, o tempo de deslocamento entre a casa e o trabalho de empregados que moram em áreas de difícil acesso ou sem serviços de transporte é contabilizado como parte da jornada de trabalho a ser remunerada. A reforma elimina essa remuneração. Segundo Marinho, a lei atual desestimula empresas a fornecerem transporte para seus funcionários.
Terceirização
Aprovada em março pelo governo Michel Temer, a lei de terceirização autorizou a contratação de terceirizados para todas as atividades de uma empresa.
A reforma trabalhista institui alguns pontos nessa questão. O texto determina que funcionários efetivos demitidos só poderão ser recontratados como terceirizados após 18 meses da demissão. O texto também determina aos terceirizados as mesmas condições de trabalho garantidas aos efetivos, como atendimento em ambulatório, alimentação, segurança, transporte, capacitação e qualidade de equipamentos.

Fonte-opiniao

PROVÉRBIOS 29:4


quarta-feira, 26 de abril de 2017

DIETA DE 21 DIAS



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Recife: os servidores decidiram se juntar a mobilização contra as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo federal



     Assim como diversas categorias de trabalhadores já anunciaram engajamento, os servidores municipais do Recife também decidiram aderir à Greve Geral Nacional, convocada para o próximo dia 28 de abril, sexta-feira. Os trabalhadores decidiram se juntar a mobilização contra as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo federal.
No plano municipal, a categoria não aceita a proposta da Prefeitura do Recife de só iniciar as negociações salariais a partir de julho deste ano, o que estaria desrespeitando a data-base do município, que é janeiro de 2017. Também na sexta-feira, a categoria realizará uma nova assembleia no pátio da Câmara Municipal do Recife, a partir das 9:00hs.
“Essa gestão não valoriza os servidores, estamos com nove Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos discutidos e encaminhados, mas até agora nenhum foi aprovado”, destacou o presidente do SINDSEPRE, Osmar Ricardo.
O sindicato representa os servidores das secretarias da Prefeitura, inclusive o setor de Finanças, Controle Urbano, Fiscalização, as empresas e autarquias municipais e os serviços de farmácias, assistência social, creches, CAPs e setores administrativos.
A pauta de reivindicações geral dos servidores solicita a reposição das perdas salariais do período e implementação imediata do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos aprovados, convocação dos concursados e abertura do Saúde Recife para todos os trabalhadores.
Fonte-folha

terça-feira, 25 de abril de 2017

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sábado, 22 de abril de 2017

Web WhatsApp permitirá apagar mensagens enviadas



        Sabe aquela mensagem que era para amigo e foi para o chefe? Ou aquela lançada no meio da madrugada que não deveria ter ido? Parece que o jogo virou queridinho. A versão web do WhatsApp, que permite acessar o aplicativo de mensagens em computadores, permitirá aos usuários apagarem as mensagens que enviaram. E o melhor: a mensagem é deletada também do dispositivo da pessoa que a recebeu.
A informação veio do WhatsApp Beta Info, uma conta no Twitter que divulga novidades das versões de teste do aplicativo. Segundo eles, assim que apagamos a mensagem, aparece uma notificação que diz "message unsent" - "mensagem desenviada" em tradução mais do que livre.
O post no Twitter fala sobre a versão Web 0.2.4077, afirmando que por aí vêm muitas melhorias e você será capaz de "desenviar" mensagens enviadas nos últimos 5 minutos. Esse recurso já funciona nas histórias do Instagram. Basta apagar a mensagem para que a palavra lançada volte atrás.

Tiradentes: um herói nacional e uma figura rara

“Um dos raros consensos de nossos tempos é o da ausência de heróis, de gigantes na paisagem humana e intelectual deste início de século”, disse Carlos Heitor Cony em crônica escrita para a Folha de São Paulo em maio de 2004. No texto, o escritor afirma que, enquanto os heróis contam com pouco espaço na história e nas cabeças das pessoas, os vilões são os reis dos noticiários. Estes últimos têm vida breve e atuação datada, mas, enquanto estão atuando, roubam a cena de tal forma que é impossível ignorá-los. Na ocasião, Cony citou Waldomiro Diniz, Cachoeira, Celso Pitta e Paulo Maluf. Não é difícil presumir que, fosse escrito neste momento, o texto citaria Odebretchs e Cunhas.
Apesar da ausência de heróis na memória dos brasileiros, fato agravado pela tímida atenção que recebem dentro das salas de aula e nos livros escolares, algumas figuras ilustres se destacam e parecem ter seus feitos históricos bem claros na memória dos cidadãos. É o caso de Tiradentes – herói com direito a feriado nacional, o que torna mais fácil a sua valorização.
A palavra Tiradentes aparece aproximadamente 2.160.000 vezes no buscador Google, o que mostra que não é difícil encontrar dados relacionados a essa personalidade, diferente do que acontece com outros grandes nomes da história brasileira.
O fim da vida de Joaquim José da Silva Xavier, que viveu no século XVIII e morreu lutando pela independência do Brasil em meio à dominação dos portugueses, remete a questões relacionadas à impunidade que observamos hoje no país. Quando a Inconfidência Mineira foi delatada, em 1789, por Joaquim Silvério dos Reis, seu líder Tiradentes não contava com influências políticas ou econômicas suficientes para reduzir a sua pena. Alguns filhos da aristocracia foram condenados a penas mais brandas quando houve o julgamento dos inconfidentes em 1792. Os castigos podiam ser, por exemplo, o açoite em praça pública ou o desterro. A Tiradentes – e apenas a ele, entre todos os membros da Inconfidência – restou a execução, em 21 de abril de 1792, e ainda a exposição de partes de seu corpo em postes da estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua casa foi queimada, seus bens foram confiscados e seus descendentes foram declarados infames.
Se ainda hoje nota-se e protesta-se contra o tratamento diferenciado dado a presos que têm boas condições financeiras ou influências – ou ambos – em outros quesitos o Brasil atual é bem diferente da terra habitada por Tiradentes. Ele nasceu em 1746 na Vila de São João Del Rey, hoje a cidade mineira que leva o seu apelido – Tiradentes – e foi criado em Vila Rica – hoje Ouro Preto. Nessa época não havia no país constituição nem o direito de desenvolver indústrias em território brasileiro, e os impostos cobrados do povo pela metrópole eram extorsivos e provocavam revolta.
Tiradentes ficou órfão cedo, aos 11 anos. Trabalhou como mascate, pesquisou minerais e foi médico prático. Diz-se que tinha a habilidade de extrair dentes e colocar novos que ele mesmo fazia. Como militar, pertenceu ao Regimento dos Dragões de Minas Gerais. No posto de alferes comandava uma patrulha de ronda do mato, prendendo ladrões e assassinos.
A conspiração representada pela Inconfidência Mineira agregou militares, escritores de renome, poetas famosos, magistrados e sacerdotes e, influenciada pela independência dos Estados Unidos em 1776, tinha como principais ideias proclamar uma república independente, com a abolição imediata da escravatura; construir uma universidade; promover o desenvolvimento da educação para o povo e outras reformas sociais. O movimento planejava chamar o povo para protestar no dia em que o governo fizesse a chamada derrama – nome dado à cobrança de impostos – mas não chegou a se concretizar, devido à traição de Joaquim Silvério dos Reis, que se passou por companheiro para denunciar o grupo.
Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1938, a cidade de Tiradentes apresenta um acervo barroco que permaneceu escondido por muito tempo e hoje está sendo visto por visitantes de diversas origens. Entre seus pontos turísticos principais estão capelas construídas no período em que viveram os membros da Inconfidência – algumas foram habitadas por padres que participaram da conspiração – e o casarão da prefeitura, construído em 1720.
Templos históricos remetem ao período vivido por Tiradentes, como igrejas, museus e construções. Está entre as atrações o Museu do Aleijadinho, o Museu da Inconfidência – que reúne documentos relacionados à Inconfidência – e 19 igrejas e capelas. A cidade foi também tombada como Patrimônio Nacional, em 1938, e declarada Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980 pela Unesco.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Marinha do Brasil divulga edital de concurso para nível superior


       A Marinha do Brasil publicou edital do quadro técnico do corpo auxiliar na última terça-feira (18/04) ofertando concurso para 29 vagas de nível superior nas áreas de humanas e exatas, tais como direito, comunicação social, informática, educação física, entre outras. Uma novidade para este ano é a prova de títulos. As inscrições começam no próximo dia 26 de abril e seguem até 29 de maio. A Marinha também está com outras 64 vagas abertas para o corpo de engenheiros e 146 para o corpo de saúde.
Os três concursos são para ambos os sexos. Para concorrer a uma das vagas é preciso ser brasileiro, ter menos de 36 anos e curso superior na área pretendida ou estar no ano de conclusão, além de outros requisitos listados em edital.
A inscrição deve ser feita, preferencialmente, no site da Diretoria de Ensino da Marinha (www.ingressonamarinha.mar.mil.br). O valor da inscrição é de R$ 110,00.
Os candidatos farão provas de conhecimentos profissionais e redação. Aqueles que forem aprovados em todas as etapas, farão o Curso de Formação de Oficiais (CFO) no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), na cidade do Rio de Janeiro, com duração de 39 semanas.

No final de 2018, após ser aprovado no Curso de Formação de Oficiais, o militar será nomeado Oficial da Marinha do Brasil no posto de primeiro-tenente e passará a receber remuneração de cerca de R$ 10.500,00.

Governo consegue votos para aprovação do regime de urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista.

Por 287 votos a favor e 144 contra, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem quarta-feira, 19/04, o regime de urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista.
O mesmo requerimento tinha sido rejeitado na última terça-feira, 18/04, quando o governo obteve apenas 230 votos (eram necessários 257 votos). O Palácio do Planalto, no entanto, reagiu e pressionou a base para reverter o resultado no dia de ontem.
A aprovação da urgência permite que algumas formalidades sejam dispensadas, como o pedido de mais tempo para analisar o projeto ou a proposta de emendas à matéria.
O governo afirma que a reforma trabalhista busca colocar as contas públicas em ordem, estimular a economia e criar empregos. Críticos dizem, no entanto, que a reforma pode levar à perda de direitos já adquiridos pelos trabalhadores.
De acordo com o relator da reforma trabalhista, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), o projeto pode ser aprovado no plenário da Câmara na próxima semana, seguir para o Senado no final do mês e entrar em vigor em meados de junho. A manutenção deste ritmo, no entanto, dependia da aprovação da tramitação em caráter de urgência.
O texto da reforma trabalhista propõe alterar 117 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho, incluindo uma medida que determina que acordos coletivos entre patrões e representantes dos trabalhadores poderão se sobrepor às leis em 16 pontos específicos.

Fonte-opiniao

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Falar levianamente dos outros pode causar grandes danos que nem sequer imaginamos.



       Uma das “categorias” de pecado que costumamos minimizar com mais frequência são os pecados da língua ou da palavra. No entanto, talvez a maneira mais comum de pecar seja precisamente o mau uso da palavra.
Com grande frequência, quase sem pensar, nos envolvemos em fofocas, conversas fiadas, mentiras, exageros, ataques venenosos e observações sem caridade.
Com a língua, podemos espalhar o ódio, incitar os outros ao medo e à malícia, espalhar a desinformação, atiçar a tentação, desencorajar, ensinar o erro e arruinar reputações.
Não há dúvida de que podemos causar grandes estragos por meio do dom da palavra, com o qual poderíamos fazer tanto bem!
E também podemos causar estragos por omissão, já que, com frequência, ficamos em silêncio quando deveríamos falar, deixamos de corrigir os erros do próximo quando deveríamos abordá-los com a devida discrição e gentileza.
Em nossa época, o triunfo do mal é largamente amparado pelo silêncio dos bons. Pelo nosso silêncio como povo cristão, inclusive.
Os profetas devem anunciar a palavra de Deus, mas nós, muitas vezes, encarnamos aquilo que Isaías diz em 56, 10:
Os vigias de Israel estão cegos; todos eles carecem de conhecimento, todos eles são como cães mudos, que não podem ladrar; eles mentem, sonham e gostam de dormir”.
Bem disse São Tiago: “Todo aquele que não peca no falar é varão perfeito” (Tg 3, 2).
É verdade que nem todo pecado de palavra é grave ou mortal, mas também é verdade que podemos infligir grandes males com a nossa fala, por isso, os pecados da língua podem chegar, sim, a ser graves e mortais.
Jesus nos adverte: “ os homens terão de dar conta, no dia do juízo, de toda palavra inútil que tiverem proferido” (cf. Mt 12,36).
Com tudo isto em mente, vamos nos concentrar hoje num aspecto dos pecados da palavra que comumente chamamos de “fofoca“.
Numa definição geral, esse termo pode se aplicar a comentários triviais sobre a vida alheia, mas, quando considerada especificamente como pecado, a fofoca consiste em falar de alguém de modo injusto, seja mediante a mentira, seja mediante a divulgação de assuntos pessoais ou privados que não dizem respeito a ninguém, exceto à própria vítima da fofoca. 
Geralmente, a fofoca envolve conversas inapropriadas e sem caridade sobre pessoas que não estão presentes, além do mais, a fofoca quase sempre acrescenta erros e variações na informação que é transmitida.
Santo Tomás de Aquino inclui a fofoca em seu tratado sobre a justiça (II, IIae 72-76) na Summa Theologica, já que, através da fofoca, nós prejudicamos a reputação dos outros.
O Catecismo da Igreja Católica também inclui as fofocas como matéria do oitavo mandamento, o de “não levantar falso testemunho”. Com base nas diversas formas de injustiça no falar identificadas por Santo Tomás de Aquino, podemos mencionar várias modalidades de pecados da língua:
1 – A ofensa ou injúria
Consiste em desonrar uma pessoa, normalmente na presença dela própria e, com frequência, também diante de terceiros. A ofensa ou injúria é cometida de forma aberta, audível e geralmente motivada por impulsos de raiva e por desrespeito pessoal. Ela pode incluir xingamentos, insultos, palavrões e até “pragas rogadas”.
No dia-a-dia, nem sempre nos damos conta de que a injúria é uma forma de ataque à reputação da pessoa ofendida, pois, ao contrário da fofoca, que no geral é feita pelas costas, a injúria ou ofensa é “jogada na cara” da pessoa, que, portanto, teria a chance de se defender. Mesmo assim, a injúria precisa ser mencionada quando citamos os pecados da língua porque ela caminha lado a lado com a desonra, prejudicando a boa fama da vítima. A sua essência é muito próxima da essência da fofoca.
Injuriar é um pecado que tem a intenção de causar constrangimento ou desonra pessoal. Há maneiras mais adultas e mais cristãs de se resolverem os desentendimentos.
2 – A difamação
Consiste em falar mal do próximo de maneira injusta e pelas costas. É lesar o bom nome de alguém perante terceiros, mas sem que a vítima saiba. Esse tipo covarde de fofoca impede que a pessoa de quem se fala consiga se defender ou esclarecer aquilo que está sendo dito a seu respeito.
Podemos mencionar duas modalidades de difamação:
a) A calúnia – Consiste em dizer mentiras sobre alguém pelas costas;
b) A detração ou maledicência – Consiste em dizer verdades sobre alguém pelas costas, mas verdades que são prejudiciais a esse alguém e que os outros não têm necessidade alguma de conhecer. Trata-se de informações que, por mais que sejam verdadeiras, têm o potencial de arranhar desnecessariamente a reputação ou prejudicar o bom nome da vítima diante dos outros. Por exemplo, pode ser verdade que Fulano enfrenta certos problemas com a dependência química, mas esta é uma informação que não precisa ser compartilhada com qualquer um. Há momentos, é claro, em que é importante dividir certas verdades com os outros, mas somente se for com pessoas que, por justa causa, precisam conhecer essas informações. Além disso, as informações devem ser comprovadamente verdadeiras e não apenas baseadas em boatos. Por fim, só podem ser compartilhadas legitimamente as informações que são estritamente necessárias, evitando-se um relatório excessivo, motivado por curiosidades fúteis e mesquinharias.
3 – A murmuração-sabotagem
Podemos identificar ainda um tipo específico de fofoca que muito se assemelha à difamação, mas que tem matizes particularmente graves. Enquanto o difamador fala pelas costas visando prejudicar a reputação de uma pessoa ausente, o murmurador-sabotador é um mexeriqueiro que, além de falar pelas costas, ainda procura criar problemas concretos para a sua vítima, levando as pessoas a agirem contra ela. Talvez ele pretenda prejudicá-la profissionalmente, talvez o seu objetivo seja incitar reações de ira ou até de violência contra a vítima dos seus fuxicos. O fato é que o mexeriqueiro que pratica a murmuração-sabotagem quer incitar alguma ação contra a pessoa de quem ele está fofocando. Isto vai além do prejuízo da reputação: neste caso, o fuxiqueiro pretende prejudicar, por exemplo, os relacionamentos, as finanças, a situação legal da sua vítima etc.
4 – A ridicularização
Consiste em fazer as pessoas rirem de alguém, de alguma característica física ou comportamental da pessoa, do seu jeito de ser etc. Isto pode parecer uma coisa leve, mas, muitas vezes, é um tipo de bochicho que se transforma em gestos de burla ou em palavras humilhantes e ofensivas, que diminuem a pessoa ou a desonram dentro da comunidade. Em não poucos casos, a ridicularização se transforma naquilo que hoje em dia se tornou conhecido por “bullying”.
5 – A maldição ou “praga”
É o desejo publicamente expresso de que uma pessoa seja vitimada por algum mal ou sofra algum dano. A “praga” pode ou não ser rogada diante da própria vítima, o fato é que se trata de um tipo de pecado da língua que também provoca a desonra da vítima diante de terceiros. O objetivo de se maldizer alguém, com frequência, é incitar os outros a terem raiva desse alguém. A seriedade desses pecados da palavra ou da língua depende de uma série de fatores, entre os quais o alcance do dano cometido contra a reputação da vítima, as circunstâncias de lugar, tempo e linguagem utilizada e quantas e quais foram as pessoas que ouviram os comentários venenosos. Se não houver intenção de prejudicar a vítima, a culpa do pecador até pode diminuir, mas não se elimina o fato de que falar mal dos outros é um pecado em si mesmo.
Desonrar uma pessoa, especialmente com a intenção consciente de prejudicar a sua reputação e a sua posição diante dos outros, é um pecado que, além do mais, pode facilmente se tornar muito grave. Um dos tesouros mais preciosos de qualquer pessoa é a sua reputação, já que nela repousa a sua possibilidade de se relacionar com os outros e de se envolver em quase todas as formas de interação humana. É muito sério, portanto, prejudicar a reputação de alguém. Por mais que esse dano possa parecer leve em muitos casos, não podemos descartar que aquilo que consideramos coisa pequena pode causar, na verdade, danos muito maiores do que imaginamos.
São Tiago nos diz, a respeito da língua fofoqueira:
“Uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena fagulha. Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade. A língua está entre as partes do nosso corpo e contamina o corpo inteiro, e, inflamada pelo inferno, incendeia todo o curso da nossa vida” (Tg 3,6).
É verdade que, às vezes, precisamos ter conversas necessárias sobre pessoas que não estão presentes. Talvez estejamos em busca de conselhos para lidar com uma situação delicada, talvez precisemos de algum incentivo para lidar com uma pessoa difícil ou tenhamos que fazer uma legítima verificação de fatos. Talvez, especialmente em contextos profissionais, sejamos convidados a fazer alguma avaliação sobre colegas, funcionários ou situações. Em casos como estes, temos que limitar o escopo das nossas conversas ao estritamente necessário, abordando somente as pessoas e fatos que de verdade precisarem ser abordados.
Ao procurar aconselhamento ou incentivo, devemos falar somente com pessoas que sejam de confiança e que possam razoavelmente ser de ajuda. Sempre que possível, devemos omitir detalhes desnecessários, entre os quais o próprio nome da pessoa de quem estamos falando. Discrição é a palavra-chave também nas conversas necessárias sobre o próximo. Por outro lado, é importante saber que o sigilo extremo pode ser inútil e até prejudicial. Há momentos em que as situações flagrantes precisam ser abordadas de maneira direta e bem clara. Nesse tipo de caso, temos de seguir as normas estabelecidas por Jesus no Evangelho de Mateus, 18, 15-17:
“Se o teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o em particular. Se ele te ouvir, terás ganhado o teu irmão. Mas se ele não te ouvir, leva contigo uma ou duas outras pessoas, de modo que qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ainda assim ele se recusar a ouvir, dize-o à Igreja, e se ele se recusar a ouvir também a Igreja, trata-o então como gentio e publicano”.
Em outras palavras, a discrição deve abrir espaço também para a transparência em determinadas circunstâncias, como aquelas em que uma comunidade precisa tratar de certas questões de forma pública e clara. Como regra geral, no entanto, devemos manter sempre um grande cuidado com os pecados da língua ou da palavra. Com muita facilidade, afinal, corremos o risco de arruinar a reputação e a dignidade dos outros por causa das nossas fofocas. A conversa fiada sobre os outros pode causar grandes danos, além de levar ao pecado todas as pessoas que tomam parte nesse tipo de conversa.
O Salmo 141, 3 eleva a Deus esta prece: “Guarda a minha boca, ó Senhor; vigia a porta dos meus lábios”.
Nós também podemos fazer preces como esta, por exemplo:
“Ajuda-me, Senhor! Mantém o teu braço sobre o meu ombro e a tua mão sobre a minha boca! Põe a tua palavra no meu coração, de modo que, quando eu falar, sejas Tu, na verdade, aquele que fala por meio de mim. Amém”.

Fonte: aleteia.org

terça-feira, 18 de abril de 2017

Como a terceirização afeta os concurseiros.

A lei que permite a terceirização de todos os serviços em empresas privadas e públicas está em vigor desde o dia 31 de março e tem assustado muitos concurseiros.
O receio é de que a contratação de prestadoras de serviço se espalhe por todas as atividades do serviço público, minando as oportunidades.
Mas, para especialistas, concurseiros não devem se preocupar: a lei não pode afetá-los dessa maneira porque o artigo 37 da Constituição Federal, que diz que ingresso na carreira pública só ocorre por meio de concurso, continua valendo.
Vanessa Pancioni, gerente acadêmica, afirma que a terceirização do setor público seria inconstitucional. Ela questiona quais seriam os métodos para se contratar um funcionário público se não fosse por concurso.
“É difícil escolher um método melhor que esse, por ser um meio que dá igualdade de condições, as pessoas ingressam por mérito”.
Mas, ainda que não resulte no fim dos concursos públicos a lei pode, sim, ter um efeito desagradável para concurseiros, segundo Marco Antonio Araújo Junior, diretor executivo da Damásio e presidente da Anpac (Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos).
Ele prevê que a terceirização vai inevitavelmente aumentar a concorrência nos concursos.
É que diante da possibilidade de “ser terceirizado”, a carreira pública se torna mais atrativa para os profissionais, já que servidores têm mais estabilidade e alguns benefícios diferenciados.
“As pessoas vão acabar recorrendo ao concurso público. Com isso, concurso vai haver, mas vai ficar mais concorrido”, diz Marco Antonio.
A equipe econômica do governo aposta em uma maior geração de empregos com a nova lei. Já quem é contra a terceirização enxerga a medida como “retirada de direitos” dos trabalhadores.
Vanessa afirma que, com a mudança, a iniciativa privada terá vagas, mas ela considera que os direitos trabalhistas serão precarizados.
 “No atual cenário, a iniciativa privada não oferece estabilidade para ninguém. Há um número crescente de pessoas que sonham em ingressar na carreira pública, em razão da vocação e pelos benefícios. Em tempos de crise, estes benefícios da carreira pública ficam ainda mais atrativos”.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, em comparação a funcionários regularmente contratados, terceirizados trabalham em média 3 horas a mais por semana e recebem salários 17% menores.
Para os concurseiros de plantão, Marco Antonio manda o recado: “é necessário estabelecer diretrizes para se atingir esse projeto, ter disciplina, dedicação, tempo de estudo.
Para concursos importantes, a média de tempo de estudo necessária é de 1 ano e meio”.

Fonte-exame

Marinha do Brasil abre Concurso Público para Ingresso ao Quadro Técnico do Corpo Auxiliar



       Nesta terça-feira, 18 de abril de 2017, a Diretoria de Ensino da Marinha (DEsnM), divulgou o edital do Concurso Público para o Ingresso no Quadro Técnico do Corpo Auxiliar da Marinha (CP-T) em 2017, destinado ao preenchimento de vagas disponíveis.
Ao todo, estão disponíveis 29 vagas, distribuídas entre as áreas de Comunicação Social (2), Direito (4), Educação Física (2), Estatística (2), Informática (6), Meteorologia (2),Oceanografia (2), Pedagogia (3), Psicologia (2), Serviço Social (2) e Segurança do Tráfego Aquaviário (2), composta pelas profissões de Engenharia Naval e Ciências Náuticas.
Dentro do total de vagas, há oportunidades para candidatos que se enquadram nos itens especificados no edital de abertura já disponível para consulta em nosso site.
Os interessados devem se inscrever a partir das 8:00hs do dia 26 de abril até o dia 29 de maio de 2017, pelo site www.ensino.mar.mil.br, observado horário oficial de Brasília- DF.
A avaliação dos concorrentes constará de Prova Escrita Objetiva de conhecimentos profissionais e redação, Inspeção de Saúde, Prova de Títulos e Teste de Aptidão Física.
As provas serão realizadas nas cidades de Rio de Janeiro - RJ, Vila Velha - ES, Salvador - BA, Natal - RN, Olinda - PE, Fortaleza - CE, Belém - PA, São Luís - MA, Rio Grande - RS, Porto Alegre - RS, Florianópolis - SC, Ladário - MS, Brasília - DF, São Paulo - SP e Manaus - AM, respectivamente.
Já no período de cinco de fevereiro a quatro de março de 2018 os candidatos selecionados e convocados passarão pelo período de adaptação. O curso de inicia no dia 5 de março do ano que vem.

Fonte-pci

Previdência: Temer recua e tempo mínimo exigido caiu para 40 anos.

O texto da proposta de reforma da Previdência passou por mais uma alteração na noite de ontem, 17/04. O governo decidiu aceitar a diferenciação no tempo de contribuição entre homens e mulheres.
Ficou determinado que, para se aposentar com 70% do benefício, homens devem ter pelo menos 25 anos de contribuição. Para mulheres, o período mínimo exigido será de 23 anos. A idade mínima para aposentadoria também foi alterada, ficando em 65 anos para homens, e 62 para mulheres.
A alteração foi feita após uma reunião sobre o tema no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente Michel Temer, ministros, membros da equipe econômica do governo e da bancada feminina da Câmara.
A diferenciação entre o tempo de contribuição é uma forma de compensar a jornada dupla das mulheres, que apesar de terem avançado no mercado de trabalho, ainda arcam com a maior parte dos afazeres domésticos.
Na semana passada, o governo também recuou no tempo mínimo de contribuição exigido para aposentadoria integral. Antes, a proposta era de 49 anos de contribuição para obter 100% do benefício. Agora, o tempo mínimo exigido caiu para 40 anos.



 😓

Pernambuco terá polos industriais na área de defesa


      O ministro da Defesa, Raul Jungmann, reuniu-se ontem (17/04) com representantes de fábricas para apresentar um plano de incentivos federais para instalação de polos industriais na área de defesa em Pernambuco e outros estados do Nordeste. Duas grandes empresas, uma suíça e uma brasileira, manifestaram interesse em abrir fábricas no estado, mas as contrapartidas ainda precisam ser definidas.
Na semana passada, o ministro Raul Jungmann e o governador Paulo Câmara assinaram um protocolo de cooperação para desenvolvimento da indústria de defesa no estado. Jungmann disse que pretende descentralizar o setor, atualmente concentrado no Sul e Sudeste do país. O modelo de protocolo deve ser ampliado para outros estados do Nordeste.
A suíça Ruag e a brasileira CBC já manifestaram interesse em se instalar em Pernambuco. A Ruag prevê investimento de US$ 80 bilhões. De acordo com JungmannJ, a CBC anunciou que irá ao estado na Feira Internacional de Defesa e Segurança (LAAD, na sigla em inglês). Além disso, o estaleiro italiano Vard Pomar foi considerado apto à concorrência em edital a ser lançado em breve pelo Ministério da Defesa para a construção de quatro navios corveta da Marinha, um investimento de US$ 1,8 bilhão. “Será um certame internacional, mas Pernambuco tem condições de competir em pé de igualdade”, disse o ministro.
O prazo para instalação das empresas depende de garantias a serem dadas pelo estado de Pernambuco às companhias interessadas. Jungmann informou que, na semana passada, representantes das empresas almoçaram com o governador. "Quem pode dar as informações é o próprio governo do estado, mas, ao que tudo indica, as empresas estão prontas para fazer o investimento.”
No protocolo assinado no dia 10 de abril, há previsão de que o estado forneça condições para a instalação do setor industrial em território pernambucano, que podem ser desde isenções fiscais a doação de terreno ou garantia da infraestrutura necessária.
Em nota, a assessoria do governo de Pernambuco disse que possíveis benefícios estão em negociação, mas ainda em fase inicial, e que, por questões de confidencialidade, não emitiria comunicado neste momento.
De acordo com o diretor-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger, toda a área está interessada na possibilidade de novos negócios, mas a principal reivindicação é a instalação de um escritório de compras do Ministério da Defesa em Pernambuco, pois os empresários reclamam das dificuldades de acesso às negociações com a pasta. “Esse é o grande problema. Há dificuldade para o médio e pequeno empresário terem acesso. Para autorização do Ministério da Defesa, depois a aprovação dos seus produtos, todo o trâmite”, afirmou Essinger.
Para Essinger, Pernambuco tem potencialidade para a área. “Tem a parte metal-mecânica, que vai ser forte supridora dessa área. Por exemplo, se os estaleiros fabricarem as corvetas, temos as indústrias montadas para dar apoio à construção dos navios”, disse ele. “Essa indústria não é só a fabricação de armas, tem a retaguarda. Temos área e confecção muito próspera e desenvolvida que, no entanto, não abastecem a área de defesa”.
Para contribuir com a criação desse segmento no estado, a Fiepe destaca que tem negociado com o governo estadual a possibilidade de isenção fiscal para as empresas. Além disso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) se comprometeria a preparar a mão de obra necessária.
O ministro apresentou na reunião os incentivos federais disponíveis para a Região Nordeste. A começar pela linha de crédito anunciada na LAAD pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), especial para exportação e para a indústria de Defesa.
A linha terá 100% de financiamento, 25 anos de prazo total para pagar, 10 anos de carência e juros que ficarão abaixo do cobrado pelo mercado, mas analisados caso a caso. Será a primeira vez que o BNDES disponibilizará crédito para esse setor de exportação, o que foi chamado pelo ministro Raul Jungmann de “revolução”.
Outros incentivos estão em fase final de negociação com o Ministério da Integração Nacional para que as indústrias de Defesa possam ser contempladas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Segundo o ministro, a base industrial de Defesa no Brasil fatura mais de R$ 200 bilhões por ano e dá lugar a cerca de 40 mil empregados diretos e 130 mil indiretos.

Fonte-agenciabrasil
 
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