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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Recife tem o maior PIB

            Em 2014, o Recife manteve-se como a cidade de maior participação no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Com R$ 50,7 bilhões, a capital respondeu por 32,7% do índice pernambucano, que cresceu 2% naquele ano, contrariando a média nacional de 0,1%. A taxa, no entanto, é menor que a de 2013 (33,1%) por causa da desconcentração da produção industrial.
“A perda de participação de alguns municípios não pode ser atribuída apenas à crise; mas às mudanças do setor industrial que fizeram outras cidades ganharem força”, explicou o diretor executivo da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Lima, lembrando que o Governo incentiva a instalação de fábricas fora do Recife. Prova disso é o município de Goiana, que viu sua participação no PIB estadual crescer 45,9% entre 2013 e 2014 com a instalação da Jeep. Outras regiões de destaque são o Agreste Central e o Sertão do São Francisco, por conta da produção de confecções e vinhos, respectivamente.
Mesmo assim, o topo do ranking continua com Recife, Jaboatão (8,5%) e Cabo (5,5%). Fora da Região Metropolitana do Recife (RMR), os municípios de maior peso são Caruaru (4%), Petrolina (3,4%) e Vitória de Santo Antão (1,9%). “Tradicionalmente, a Capital se destaca por receber mais investimentos. Além disso, Recife ocupa a 24ª posição no ranking de indústrias do País e a 11ª no de serviços”, justificou o secretário de Finanças do Recife, Ricardo Dantas, lembrando que, ao contrário das cidades em ascensão, Recife tem uma economia baseada em serviços. “Não temos mais espaço para indústrias, então apostamos em serviços. Recife é um polo de tecnologia da informação, educação, medicina e advocacia”, citou.
Segundo a Condepe, Jaboatão também se destaca pelos serviços. Já Caruaru e Petrolina dependem muito da administração pública, apesar da já relevante produção industrial. O Cabo, por sua vez, se destaca pelo Complexo de Suape.
Os números de 2014 só foram divulgados ontem pela Condepe/Fidem por causa do atraso na liberação dos dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, portanto, traz um retrato defasado da economia pernambucana, que acompanhou a recessão nacional em 2015 e 2016.
“Os municípios pernambucanos começaram a enfrentar a crise em 2015, então os resultados daquele ano já serão bem diferentes. Na RMR, por exemplo, a perda vai ser agravada, já que a crise atingiu principalmente os serviços. A exceção deve ser a Mata Norte, já que Goiana vem segurando o setor industrial”, reconheceu Lima.
Fonte-folha



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