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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Marcelo Odebrecht confirma repasse de R$ 10 milhões ao PMDB a pedido de Temer

Em depoimento aos procuradores do Ministério Público Federal em Curitiba, o ex-presidente da Odebrecht e herdeiro do grupo, Marcelo Odebrecht, que está preso desde junho de 2015 e que fechou acordo de delação premiada, confirmou à Lava Jato a versão do ex-diretor da empreiteira Cláudio Melo Filho sobre o suposto pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB a pedido de Michel Temer.
Marcelo Odebrecht corroborou a declaração de Cláudio Melo Filho sobre um jantar no Palácio do Jaburu em 2014, com a presença de Temer e Eliseu Padilha, no qual teria sido acertado o repasse de R$ 10 milhões para a campanha do PMDB. Na ocasião, o atual presidente Michel Temer era vice-presidente da República.
O ex-presidente da Odebrecht não forneceu detalhes sobre a operacionalização do dinheiro. Já Melo Filho disse, em seu depoimento, que o esquema foi organizado por Padilha, que solicitou que parte do dinheiro fosse entregue no escritório de José Yunes, um assessor e amigo de Michel Temer.
Em nota divulgada na última sexta-feira, 9/12, a assessoria da Presidência afirmou que Temer “repudia com veemência” a declaração de Melo Filho. Padilha e Yunes também negaram ter cometido qualquer irregularidade. Já a Odebrecht informou que não irá se manifestar sobre o teor dos acordos de delação premiada.
O empresário Emílio Odebrecht, patriarca da empreiteira, também fechou acordo de delação premiada e deve dar detalhes da relação da Odebrecht com os ex-presidentes Lula e Dilma.
De acordo com relatos apresentados aos procuradores da Lava Jato, Marcelo Odebrecht era responsável por tratar dos assuntos da Odebrecht com a Presidência da República. Já Cláudio Melo Filho tratava dos assuntos com o Legislativo.
Caberá ao ministro do Supremo Teori Zavascki homologar ou não os acordos após o término dos depoimentos dos executivos da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.
Fonte-opiniao


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