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domingo, 1 de janeiro de 2017

FELIZ 2017



         Os filósofos e os sábios refletem há muito tempo sobre o mistério do tempo. Santo Agostinho disse certa vez que todos sabem o que é o tempo. Mas, tão logo refletimos com mais atenção sobre ele, não sabemos mais o que é. O tempo não pode ser segurado. Ele está sempre em fluxo. E se afasta de nós a cada instante: “Cada pequena parte do tempo que se vive é retirada do tempo total da vida, e, a cada dia, torna-se cada vez menor o que resta, de tal maneira que o tempo total de vida é uma corrida para a morte, na qual ninguém pode deter-se ou ir um pouco mais devagar”.
O tempo se afasta de nós. Ele só é palpável no instante, mas não podemos prendê-lo. É preciso ter arte de estar totalmente no instante para aproximar-se do mistério do tempo.
No lugar onde estou totalmente presente, o tempo e a eternidade coincidem. Nesse lugar supero o tempo e participo no mistério da eternidade. No entanto, a eternidade não significa uma duração longa, mas, de acordo com a famosa definição do filósofo romano Boécio, “a posse perfeita, dada em um agora único e omniabrangente, da vida ilimitada”.
Quem é capaz de estar totalmente presente sai por um momento do âmbito do tempo e toca o tempo imóvel, a eternidade. O poeta persa Rumi disse que apenas aquele que é capaz de sair do âmbito do tempo pode entrar no âmbito do amor: “Saia do âmbito do tempo e entre no âmbito do amor”.
No amor, eu toco algo que dura. O filósofo francês Gabriel Marcel expressou  isso nas palavras: “Amar significa dizer para o outro: “Você não vai morrer”. O amor dura mais do que o tempo. Ele faz com que o tempo pare. Ele é a plenitude do tempo.
FELIZ 2017.



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