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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Educação no Brasil tem décadas de atraso

Um levantamento do Instituto Ayrton Senna aponta que o Brasil pode levar décadas para atingir as metas de educação estipuladas para daqui a seis anos. O instituto fez as projeções com base nos dados do Ideb 2015 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) na última quinta-feira, 8/09.
O Ideb é o principal indicador de qualidade de ensino do país. Através de uma escala de zero a dez, ele mede o desempenho e as taxas de aprovação de estudantes das redes pública e privada em Língua Portuguesa e Matemática. A partir dos dados do Ideb, o MEC estipulou, em 2003, metas a serem atingidas até 2021 para equiparar os índices educacionais do Brasil aos de nações desenvolvidas.
Os dados do Ideb mostram que, na etapa inicial do ensino fundamental, que vai do 1º ao 5º ano, houve um avanço acima do previsto pelo MEC, e é possível que supere a meta para 2021. Atualmente, a média para essa etapa é de 5,5. A meta é alcançar a 6,0 em 2021. Caso a tendência de crescimento seja mantida, o instituto projeta que o país chegará a 6,6.
No entanto, os índices se tornam preocupantes nas etapas seguintes. No período final do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, o Ideb aponta que a média dos alunos nas disciplinas é de 4,5. Somado ao atual ritmo de crescimento, em 2021 a média deve chegar a apenas 5,0. O Instituto Ayrton Senna calcula que a meta inicial de 5,5 deve ser batida somente em 2027, com seis anos de atraso.
A etapa mais problemática da educação brasileira é o ensino médio. Estagnado há quatro anos, o índice de 2015 foi de 3,7. O MEC projetava que a média deste ano fosse de 4,3, e que em 2021 atingisse 5,2. Mas, segundo o Instituto Ayrton Senna, o país deve evoluir apenas até 3,9 nos próximos seis anos.
“Avançamos apenas 0,3 ponto em dez anos nessa etapa, que não está saindo do lugar. Se nada for feito e esse ritmo se mantiver, levaremos décadas para bater a meta (de 2021)”, afirma Paula Penko, economista do Instituto Ayrton Senna em entrevista à BBC Brasil.
O ministro da Educação, Mendonça Filho, reconhece que os índices são alarmantes. “É uma tragédia para a Educação do país”, afirmou o ministro no anúncio do Ideb 2015.
Para especialistas, os dados revelam uma falha no modelo de ensino adotado pelo Brasil, em que o aluno é obrigado a cursar disciplinas independentemente de sua vocação, aspiração ou projeto de vida, e dessa forma acabam tendo um baixo índice de aprendizado. Além disso, destacam o problema na formação de professores e a falta de profissionais para a carreira, por conta da desvalorização.

Numa tentativa de melhorar os números da Educação, Mendonça Filho afirmou que vai pedir urgência na tramitação do projeto de lei que institui a jornada integral e flexibilizar o currículo do ensino médio. No entanto, Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação, destaca que, apesar do projeto ser um passo importante, ele não solucionará o problema da Educação enquanto não houver investimento na capacitação profissional de professores.

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