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domingo, 7 de agosto de 2016

Plano de Mobilidade do Recife

A arrumação de uma casa começa deixando cada coisa em seu devido lugar. É mais ou menos isso que propõe o futuro Plano de Mobilidade do Recife com as diretrizes para uma logística urbana e de circulação viária que ajudará a destravar a cidade. Tirar veículos de grande porte das operações de carga e descarga nas áreas centrais da cidade, principalmente nos bairros históricos, é uma delas. O futuro plano deve propor a médio prazo a retirada da operação do Porto do Recife da área urbana. A circulação de veículos de carga, inclusive contêiners passando pelo bairro histórico é uma cena que não cabe mais na cidade para as pessoas.
Outro fator que vai pesar na recomendação do futuro plano da retirada da operação do Porto é o que já está previsto para a Avenida Norte. Um dos projetos da Prefeitura do Recife é de um corredor de VLT na via. A avenida é hoje estratégica para as operações do Porto por causa da ligação com a BR-101. “A própria cidade irá limitar a capacidade de operação do Porto”, explicou o secretário executivo de Planejamento e Mobilidade do Instituto da Cidade Pelópidas Silveira (ICPS), Sideney Schreiner.
Na arrumação da casa, o plano irá avançar em relação ao que existe hoje de carga e descarga. Atualmente há limitação de horário em algumas vias das áreas centrais. O plano vai propor um planejamento dessa logística, que será baseado em uma pesquisa de Origem e Destino de cargas na cidade. Outro ponto é a definição de horários e o tipo de veículo. Empreendimentos de grande porte costumam receber mais de um fornecedor ao mesmo tempo. Na Rua Cosmópolis, por trás do Supermercado Trevo, em Boa Viagem, de dois a três caminhões fazem diariamente as operações de carga e descarga na via. “Pelo plano, os empreendimentos terão que disponibilizar baias para as operações e determinar os horários dos fornecedores para não coincidir vários caminhões ao mesmo tempo”, explicou Sideney Schreiner.
O futuro plano de mobilidade pretende definir os corredores que poderão ser usados para o abastecimento da cidade. “Não é possível fechar todos os acessos, aliás essa é uma tática de guerra para enfraquecer o inimigo. Nós queremos ajudar a fortalecer a economia”, ressaltou o secretário executivo do ICPS. Entre os corredores previstos estão as avenidas Mascarenhas de Morais, Recife e o entorno da BR-101. Já as avenidas Norte e Sul, que hoje funcionam como corredores de carga deverão ser proibidas para este tipo de operação. “A ideia é criar centros de distribuição, a exemplo da Ceasa, em vários pontos da cidade para permitir essa logística. E dependendo da via, essa operação tem que ser feita em carros menores e até mesmo de bicicleta”, disse.
Fonte-dp

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