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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Petrobras vende boa parte do pré-sal

A Petrobras vendeu sua participação na exploração do pré-sal no campo de Carcará, na Bacia de Santos, para a empresa de energia norueguesa Statoil por US$ 2,5 bilhões.
O campo é considerado um dos maiores da Bacia de Campos, com reservas estimadas entre 700 milhões e 1,3 bilhão de barris de óleo equivalente (a soma entre a produção de petróleo e gás).
A Statoil foi parcialmente privatizada em junho de 2011, mas o Estado norueguês ainda é o principal acionista, com uma participação de 67% na empresa.
Antes da venda, a Petrobras tinha 66% de participação na exploração do campo, que ainda não está em operação. Os demais sócios no empreendimento são a portuguesa Petrogral (14%), a Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%) e a Barra Energia (10%).
A venda faz parte do chamado “plano de desinvestimento” implementado pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, e pelo diretor financeiro da empresa, Ivan Monteiro, para reduzir o endividamento. A meta é vender US$ 15,1 bilhões de ativos. A venda de Carcará corresponde a cerca de 20% dessa meta.
Segundo Solange Guedes, diretora de exploração da Petrobras, a decisão de vender os ativos para a Statoil se deu por conta da grande experiência da empresa norueguesa na exploração de petróleo.
Atualmente, a Noruega vive um paradoxo. O país tem grandes ambições de se tornar até 2030 o primeiro país com emissão zero de carbono e gasta milhões ajudando países pobres a reduzir suas emissões. Porém, a própria Noruega incentiva a exploração de petróleo no Ártico e toma medidas como a compra dos ativos da Petrobras.
Essa contradição é particularmente visível na cidade de Stavanger, polo do setor de petróleo que fez do país o oitavo maior exportador de petróleo do mundo e o terceiro maior de gás. Apesar disso, muito pouco desses combustíveis fósseis é utilizado na Noruega, que retira quase toda sua energia de hidrelétricas.
“Sabemos que é um paradoxo. Temos vivido bem da renda do petróleo e do gás. Mas nenhum país no mundo está fazendo mais para reduzir a atuação do setor de petróleo do que a Noruega”, disse, ao New York Times, o ministro de Energia norueguês, Vidar Helgesen.


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