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quinta-feira, 28 de julho de 2016

SUS deve oferecer remédio que previne a Aids

O Ministério da Saúde disse que pretende incluir um remédio que previne a infecção pelo HIV na lista de medicamentos gratuitos do Sistema Único de Saúde (SUS) até o fim do ano. Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério foi a responsável por anunciar a informação.
O medicamento, mais conhecido como Truvada, é de profilaxia de pré-exposição ( PrEP), ou seja, ele deve ser tomado diariamente para prevenir as chances de contaminação pelo vírus. O remédio pode provocar alguns efeitos colaterais, como disfunções gastrointestinais e renais. O medicamento é indicado para pessoas não infectadas que têm maior chance de contágio. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Truvada diminui em até 92% o risco de o vírus entrar nas células.
“O remédio deverá ser ofertado em serviços especializados do SUS para populações com risco acrescido, como travestis, homens que fazem sexo com homens, transexuais e profissionais do sexo”, disse a pasta, em nota.
A estimativa é que dez mil pessoas tenham acesso ao medicamento no primeiro ano. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério está fazendo um protocolo clínico de PrEP para ser encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS, órgão que estabelece quais medicamentos, tratamentos e terapias serão incluídas na rede pública. Como a maioria dos integrantes da comissão é de órgãos do ministério, o medicamento não deve sofrer dificuldade para ser incluído.
O ministério financiou dois estudos de PrEP no Brasil, que estão sendo conduzidos pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e pela Fundação Oswaldo Cruz. “Até hoje, a camisinha sempre foi a única forma de prevenção, mas , claramente, não atende a todos. Tanto não atende que a epidemia não parou de se alastrar. Há algumas pessoas que não conseguem usar o preservativo em 100% das situações e, para eles, a PrEP é necessária. A ideia é que ela seja associada ao uso da camisinha”, disse Zarifa Khoury, infectologista do Instituto Emílio Ribas.


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