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domingo, 3 de julho de 2016

Inteligência artificial: como a sociedade deve reagir

     Os especialistas advertem que “a substituição do trabalho humano pela máquina” põe em risco o futuro das pessoas. Segundo eles, “a descoberta desse poder antecedeu à noção de como empregá-lo corretamente”. Essas preocupações refletem o receio que o progresso da inteligência artificial (IA) possa eliminar milhões de empregos e ser uma ameaça à humanidade. Mas palavras semelhantes foram ditas a respeito da mecanização e da energia a vapor há dois séculos. Na época, as pessoas referiam-se à “questão das máquinas” quando discutiam os perigos da utilização da máquina como substituto do trabalho humano. Agora, especialistas em tecnologia, economistas, filósofos, entre outros, discutem temas muito parecidos sobre o impacto da IA na vida dos seres humanos.
Depois de muitas expectativas não concretizadas, a IA fez progressos extraordinários nos últimos anos graças a uma técnica versátil chamada “aprendizado profundo”. Com informações suficientes, as redes neurais artificiais grandes (ou “profundas”), que têm um modelo matemático inspirado na estrutura neural do cérebro humano, podem ser treinadas a realizar uma infinidade de tarefas. As tecnologias de inteligência artificial são usadas no mecanismo de busca do Google, no sistema automático de fotos do Facebook, no assistente de voz da Apple, nas recomendações de compras da Amazon e nos carros elétricos da Tesla que dispensam motorista.
Porém esse progresso rápido também é motivo de preocupação quanto à segurança e à perda de empregos. Stephen Hawking e Elon Musk, entre outros, temem que a inteligência artificial possa fugir ao controle dos seres humanos e causar um conflito entre os homens e as máquinas. Outros se preocupam com o desemprego disseminado, como resultado da automação de tarefas feitas antes só pelos homens. Depois de 200 anos, a questão da máquina voltou à discussão e as dúvidas precisam ser respondidas.
Mas, na verdade, os progressos tecnológicos dos últimos anos criaram mais empregos, porque a automação de uma atividade precisa ser complementada pelo trabalho humano em áreas que a máquina não domina. A substituição de caixas de banco por caixas eletrônicos, por exemplo, diminuiu o custo de abrir novas agências e, em consequência, criou mais empregos na área de vendas e atendimento ao cliente.
Do mesmo modo, o comércio eletrônico expandiu os empregos no setor de varejo. Assim como aconteceu com a introdução de computadores nos escritórios, a IA, além de não substituir diretamente os funcionários, exigirá que aprendam novos conhecimentos para complementá-la. Embora um artigo muito citado tenha sugerido que 47% dos empregos nos Estados Unidos correm o risco de serem automatizados nos próximos 10 a 20 anos, outros estudos indicam que menos de 10% do trabalho humano será substituído por máquinas.
Como a tecnologia muda as qualificações para o exercício de cada profissão específica, as pessoas terão de se adaptar a um novo contexto. O aprendizado e o treinamento terão de ser flexíveis o suficiente para que o ensino de novos conhecimentos possa ser rápido e eficiente. As mudanças tecnológicas também irão exigir um aprendizado contínuo, um treinamento no local de trabalho, o uso mais amplo das atividades educacionais online e da metodologia de simulação de jogos empresariais. A inteligência artificial pode ajudar não só no aprendizado personalizado com o uso da tecnologia, como também na identificação de deficiências e aptidões que precisam ser atualizadas.

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