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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Cunha: renúncia estratégica

A renúncia de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados, mas não do mandato de deputado federal, segue os passos de Renan Calheiros, que, em 2007, também renunciou à presidência do Senado para escapar da cassação por denúncias de corrupção. Cinco anos depois, Renan voltou triunfante, ao cargo mais importante do Congresso Nacional.
Em setembro daquele ano, Renan escapou de ter o mandato cassado, acusado de ter despesas pessoas pago por um lobista de construtora.  Segundo a denúncia, o dinheiro do lobista bancaria a pensão e o aluguel da ex-amante do senador, a jornalista Mônica Veloso, com quem Renan teve uma filha. Na ocasião, Renan foi absolvido pelos senadores após uma votação secreta em plenário.
Em dezembro daquele mesmo ano, Renan tentou evitar novamente a cassação, desta vez pela acusação de ter sociedade, por meio de laranjas, com o usineiro João Lyra em duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas. Em 4 de dezembro, o parlamentar anunciou sua renúncia, se mantendo, porém, no cargo de senador.
Deste modo, Renan se beneficiou das proteções legais concedidas a legisladores, e os processos que enfrentava por suspeita de corrupção se arrastaram por anos. Ele ressuscitou sua carreira política e agora comanda o Senado novamente.
A carta de renúncia lida por Cunha na quinta-feira, 7, na qual se declarou vítima de perseguição política, lembra a dramaticidade do adeus de Calheiros no plenário do Senado em 2007, momento que ele descreveu como “o mais difícil de sua vida”.
Na prática, no entanto, a renúncia é nada mais que uma manobra para evitar a cassação do mandato e a perda do foro privilegiado. Desta forma, as investigações da Lava Jato contra Cunha, por exemplo, continuarão no Supremo Tribunal Federal e longe das mãos do juiz Sérgio Moro.

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