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terça-feira, 29 de março de 2016

Aplicativo anticonceptivo


         Todos os aplicativos de fertilidade hoje no mercado têm uma filosofia em comum: existem sinais fisiológicos que podem ser externamente observados para ajudar uma mulher a determinar se ela está no seu ciclo menstrual e oferecer dicas sobre sua saúde em geral. É o chamado método de controle de fertilidade (FAM, na sigla em inglês), que envolve observação regular de certos sinais fisiológicos para determinar quando uma mulher pode ou não engravidar.
A gravidez só acontece enquanto a mulher está ovulando, no período de 24 a 48 horas depois que um de seus ovários libera um óvulo maduro em seu útero. O esperma pode sobreviver até cinco dias no corpo. Então, em um mês, só existem seis dias em que a relação sexual pode resultar em gravidez. Ao descobrir quais são esses dias, pode-se planejar o sexo, utilizar ou não contraceptivos neste período, dependendo de qual seja a intenção (engravidar ou não).
Se praticado perfeitamente, o FAM pode ser tão eficiente quanto a pílula anticoncepcional. EM 2007, um grupo de cientistas alemães publicou um estudo feito ao longo de vários anos com 900 mulheres em que observaram que, nas condições “perfeitas” de uso do FAM, apenas 0.6% das pacientes engravidaram ao longo de um ano. Mas como fazer um método centenário cultivado em salas de ativistas e reuniões religiosas pode chegar aos smartphones?
O aplicativo Kindara espera apresentar, e fidelizar, o método para seus usuários. A cliente, ao adquirir o termômetro Wink, dos mesmos desenvolvedores, pode fazer o download gratuito do aplicativo. As informações fornecidas, combinadas com a temperatura analisada pelo Wink, permitem que o Kindara determine o seu ciclo fértil.
Will Sacks, o criador do termômetro e do aplicativo, insiste que esta tecnologia vai transformar os cuidados com a saúde. “Agora, as pessoas tem relacionamentos com médicos”, diz. “No futuro, o relacionamento será com uma marca. Nós teremos dispositivos sensores que vão cruzar informações sobre o nosso sangue, nosso tecido intersticial, nossos genes e saliva, e vão nos devolver as informações processadas. Análises serão feitas pelos nossos telefones.”

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