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terça-feira, 29 de março de 2016

Mulheres mochileiras

O espírito desbravador sempre fez parte da essência humana. Graças a ele, continentes foram descobertos e regiões foram ocupadas, criando os mais diferentes tipos de cultura.
No entanto, quando se trata de mulheres, a questão se torna um pouco mais complexa. Ao longo da história, elas foram vítimas de uma construção social do papel feminino que relegou as mulheres ao ambiente doméstico, tornando um tabu qualquer tipo de ocupação do espaço público sem a companhia masculina.
Esse tipo de cultura machista persiste até os dias atuais. Prova disso foi o assassinato de duas turistas argentinas no Equador no início deste mês. Marina Menegazzo e María José Coni foram mortas a pauladas por dois homens que tentaram abusar sexualmente delas. A notícia do crime gerou uma onda de críticas nas redes sociais, onde muitos acusaram as turistas de “pedirem por isso” por estarem viajando sozinhas. “Sozinhas”, no caso, significa sem a companhia de um homem.
As críticas revoltaram mulheres apaixonadas por viagens e deram início à campanha #ViajoSola, em que mulheres que viajam sozinhas ou acompanhadas de uma amiga compartilham fotos mostrando que, assim como os homens, elas também têm espírito aventureiro e não devem ser julgadas por isso.
Uma representante deste perfil é Nathaly Fogaça, criadora da página do Facebook Chão da América e do blogEstudante do Mundo, onde compartilha suas experiências e se define como “publicitária por formação, mochileira por paixão”. Ela conta que a paixão por viagens despertou em 2012, após uma visita a amigos da Universidade de Integração Latino Americana (Unila), que fica em Foz do Iguaçu, no Paraná, e é frequentada por alunos de vários países da América Latina. O contato com eles fez despertar a curiosidade sobre a cultura latino-americana, e no mesmo ano ela decidiu viajar pelo continente.
“Foi incrível. A cada nova descoberta eu me apaixono ainda mais pela América do Sul. Cada país e povo têm suas particularidades, sua história, sua gastronomia, música, literatura e provar isso por conta própria é incrível. Já estive em alguns países, mas fui de maneiras distintas. De avião/ônibus, fui para Uruguai, Bolívia e Argentina. De carona, fui para Argentina, Chile e Paraguai, além de alguns lugares do Brasil, sempre mesclando viagens solo, com amigos ou com pessoas que conheci na internet.”
Nathaly diz que em todas as viagens que fez inclusive a cidades brasileiras, foi alertada de que estava correndo risco. No entanto, ela afirma que viajar sozinha não é tão perigoso quanto parece e que o medo é fruto de notícias sensacionalistas e da falta de experiência própria das pessoas.
“As notícias sensacionalistas estão ao nosso redor a todo instante e pessoas que se acostumam e aceitam tal conteúdo sem ter tido experiências próprias, vão se basear nestas para definir o que é seguro ou não. Sempre me falam que viajar sozinha é perigoso, mas todos que me falam isso nunca saíram de casa. E todas as manas que já saíram por aí em viagens solo sabem bem do que falo: na estrada as coisas acontecem, as pessoas ajudam e nos sentimos (às vezes) mais seguras do que na nossa cidade. Não é necessariamente uma crítica a quem tem medo disso. Consigo entender tal receio. Na verdade, é um pedido para que cada um vá e tenha sua própria experiência.”
Em suas viagens, Nathaly conheceu outras mulheres mochileiras como ela, tanto pessoalmente quanto virtualmente. “No Chile, um país que tem a carona muito forte na sua cultura, conheci garotas que viajavam assim também, embora muitas vezes acompanhadas de amigos homens. Apenas uma vez me reuni com duas mochileiras na estrada e viajamos juntas por um dia. Já no Brasil, não tive a mesma sorte. Encontrei apenas depois das minhas viagens mochileiras com a mesma sede de aventura. E são muitas!”
Segundo ela, o único desconforto foram os assédios verbais (as chamadas “cantadas”) de alguns motoristas que deram carona a ela. “Os motoristas não entendem o que uma mulher sozinha está fazendo ali, viajando. E sempre aproveitam para tirar uma casquinha. É mega desconfortável, mas todos eles sempre respeitaram meus ‘nãos’ sem grandes problemas”, diz Natahly. Preconceito, de fato, ela diz ter sofrido apenas uma vez, quando namorou um rapaz chileno. “Ele tinha um pensamento conservador de que mulheres estão aqui para cuidar da casa, filhos, servir seus maridos…foi difícil explicar outro lado da moeda para ele”.
No entanto, Nathaly concorda que, embora tenha avançado bastante, “nossa sociedade ainda é muito machista e acredita que mulheres não ‘foram feitas’ para andar livres e sozinhas mundo a fora”.
“Desde sempre nos foi imposto como atividade principal, cuidar da casa e dos filhos e, ainda hoje, qualquer coisa que saia dessa ‘regra’ é vista como loucura: ser solteira, ir morar sozinha, decidir não ter filhos, ser a principal responsável pelas contas do lar, decidir focar na carreira, mochilar sozinha….nenhuma dessas atividades nos é ‘permitida’. Quando homens decidem fazer coisas do tipo, principalmente mochilar, são definidos como desbravadores, corajosos, destemidos. Porém, quando nós fazemos isso, insistem em nos chamar de loucas, em perguntar se não temos medo e apontar inúmeros motivos para desistirmos; poucas são as pessoas que nos incentivam de fato.
Questionada sobre as críticas às turistas argentinas assassinadas, ela afirma que elas comprovam o tabu que ainda existe sobre o tema, mas defende que a violência não pode ser usada como justificativa para tolher a liberdade feminina.
“O trágico ocorrido com as mochileiras mendocinas veio para confirmar tudo isso. Mesmo viajando juntas, as pessoas insistem em afirmar que elas estavam sozinhas, entre outros argumentos que tentem justificar a ação dos assassinos. Elas não estavam sozinhas e nada vai justificar a violência que sofreram. Nada. Somos livres e devemos estar seguras em qualquer parte do mundo. Acompanhadas ou não. Nada justifica a violência.”



Aplicativo anticonceptivo


         Todos os aplicativos de fertilidade hoje no mercado têm uma filosofia em comum: existem sinais fisiológicos que podem ser externamente observados para ajudar uma mulher a determinar se ela está no seu ciclo menstrual e oferecer dicas sobre sua saúde em geral. É o chamado método de controle de fertilidade (FAM, na sigla em inglês), que envolve observação regular de certos sinais fisiológicos para determinar quando uma mulher pode ou não engravidar.
A gravidez só acontece enquanto a mulher está ovulando, no período de 24 a 48 horas depois que um de seus ovários libera um óvulo maduro em seu útero. O esperma pode sobreviver até cinco dias no corpo. Então, em um mês, só existem seis dias em que a relação sexual pode resultar em gravidez. Ao descobrir quais são esses dias, pode-se planejar o sexo, utilizar ou não contraceptivos neste período, dependendo de qual seja a intenção (engravidar ou não).
Se praticado perfeitamente, o FAM pode ser tão eficiente quanto a pílula anticoncepcional. EM 2007, um grupo de cientistas alemães publicou um estudo feito ao longo de vários anos com 900 mulheres em que observaram que, nas condições “perfeitas” de uso do FAM, apenas 0.6% das pacientes engravidaram ao longo de um ano. Mas como fazer um método centenário cultivado em salas de ativistas e reuniões religiosas pode chegar aos smartphones?
O aplicativo Kindara espera apresentar, e fidelizar, o método para seus usuários. A cliente, ao adquirir o termômetro Wink, dos mesmos desenvolvedores, pode fazer o download gratuito do aplicativo. As informações fornecidas, combinadas com a temperatura analisada pelo Wink, permitem que o Kindara determine o seu ciclo fértil.
Will Sacks, o criador do termômetro e do aplicativo, insiste que esta tecnologia vai transformar os cuidados com a saúde. “Agora, as pessoas tem relacionamentos com médicos”, diz. “No futuro, o relacionamento será com uma marca. Nós teremos dispositivos sensores que vão cruzar informações sobre o nosso sangue, nosso tecido intersticial, nossos genes e saliva, e vão nos devolver as informações processadas. Análises serão feitas pelos nossos telefones.”

Brasil: um cemitério de fábricas


      A prolongada crise econômica está transformando o Brasil em um cemitério de fábricas. Segundo um levantamento da Junta Comercial do estado de São Paulo, mais de quatro mil fábricas atuantes no estado fecharam suas portas no ano passado, número 24% maior que o de 2014.
O problema se repete em todo o país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre novembro e janeiro, a indústria brasileira perdeu 1,131 milhão de vagas, número recorde para o trimestre. No acumulado do ano passado, as indústrias cortaram em 6,2% o número de pessoas contratadas no setor.
Entre os motivos para os fechamentos e demissões em massa estão baixa demanda, altos impostos e alto custo da energia, juros altos e falta de investimentos.
No ano passado, a produção industrial brasileira acumulou queda de 8,7%, o maior recuo desde novembro de 2009, segundo o IBGE. O declínio da atividade industrial foi mais acentuado nas indústrias de alta intensidade tecnológica, uma categoria que inclui a de produtos farmacêuticos, informática, eletroeletrônicos, equipamentos de comunicação e de aparelhos médios e de precisão. Nesses setores, a retração foi de 19,8%, uma alta nunca registrada neste século. Não há expectativa de melhora neste ano.
O desempenho industrial brasileiro no quarto trimestre de 2015 também ficou na lanterna quando comprado às principais economias globais. A produção nacional caiu 12,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Já a produção mundial registrou crescimento de 1,9%. A produção da Rússia, que também enfrenta uma crise, teve queda de 5,7% no quarto trimestre. Na América Latina como um todo, o recuo foi de 4%.

domingo, 27 de março de 2016

LEGENDA Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou!


“Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora. Como terá sido esse encontro?
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        Nós poderíamos imaginar que Ele tenha aparecido como Senhor esplendoroso — Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.

        Ou, pelo contrário, com um sorriso de afago que lembrava o seu primeiro olhar no presépio de Belém.
O que o olhar d’Ele comunicou a Ela? O que Nossa Senhora, a criatura perfeita, teria dito, vendo-O e amando-O inteiramente?
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Foi o primeiro louvor que Nosso Senhor recebeu da sua Mãe, após a Ressurreição.
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        Quando as cidades eram pouco ruidosas, ouvia-se o bimbalhar dos sinos ao meio- dia, celebrando a Ressurreição. Nas ruas, os moleques espancavam bonecos de Judas.
     A Aleluia cantava-se por toda parte. As pessoas cumprimentavam-se, distribuíam ovos de Páscoa. As igrejas enchiam-se, a liturgia apresentava enorme pompa.
      Da dor do Calvário nasceu a imensa alegria da Páscoa. A alegria verdadeira, que não é filha do vício, mas fruto abençoado da virtude.
        Quando Deus volta a sua Face para os homens, tudo se torna fácil, suave, alegre, brilhante. Quando Deus desvia a sua Face dos homens, são épocas de castigo.
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        É como o sol que desaparece. Ó Senhor Jesus, voltai para nós a vossa Face divina e olhai-nos com bondade. Nesse momento a graça há de nos iluminar, e sentir-nos-emos outros.

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     Que o Divino Espírito Santo, pelos méritos de vossa Ressurreição, comunique aos que Vos são fiéis a força e o valor para congregar os bons e derrotar os inimigos da vossa Igreja.

        Que Ele renove as almas, restaure as instituições, as nações e a Civilização Cristã — nós Vo-lo pedimos por meio de Nossa Senhora, Medianeira Onipotente e Co-redentora do gênero humano”.
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sexta-feira, 25 de março de 2016

LEGENDA Da condenação de Jesus e subida ao Calvário


      Pilatos, com medo de perder as boas graças de César, depois de haver declarado tantas vezes a inocência de Jesus, condenou-o finalmente a morrer crucificado.
Ó meu inocentíssimo Salvador, que delito cometestes para serdes condenado à morte? Pergunta S. Bernardo, e responde:
O vosso pecado é o vosso amor. O vosso pecado é o grande amor que nos tendes, é ele que mais do que Pilatos vos condena à morte.
Lê-se a iníqua sentença. Jesus a escuta e todo resignado a aceita, submetendo-se à vontade do eterno Padre, que o quer ver morto e morto na cruz por nossos pecados:
“Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte de cruz” (Fl 2,8).
Ah, meu Jesus, vós aceitastes inteiramente inocente a morte por meu amor; eu, pecador, por vosso amor, aceito a morte quando e como vos aprouver.
Lida a sentença, precipitam-se com fúria sobre o inocente cordeiro, impõem-lhe novamente suas vestes e apresentam-lhe a cruz feita com duas toscas traves.
Jesus não espera que lha imponham, ele mesmo a abraça, beija-a e coloca-a sobre seus feridos ombros, dizendo:
“Vem, minha querida cruz, há trinta anos que eu te busco; quero morrer por ti por amor de minhas ovelhas”.
Ah, meu Jesus, que podíeis fazer ainda para obrigar-me a vos amar? Se um criado meu se tivesse oferecido unicamente a morrer por mim, teria conquistado todo o meu amor.
Como, pois, pude eu viver tanto tempo sem vos amar, sabendo que vós, meu sumo e único senhor, morrestes por mim? Eu vos amo, ó sumo bem, e, porque vos amo, arrependo-me de vos ter ofendido.
Contempla o Salvador que vai morrer por ti
Os condenados deixam o tribunal e se dirigem para o lugar do suplício: entre eles se acha também o rei do céu com a cruz às costas:
“E carregando sua cruz se encaminhou para o lugar que se chama Calvário” (Jo 19,17).
Saí também vós do paraíso, ó serafins, e vinde acompanhar o vosso Senhor que sobe o Calvário para ser crucificado.
Ó espetáculo! Um Deus que vai ser crucificado pelos homens! Minha alma,contempla o teu Salvador que vai morrer por ti.
Vê como está com a cabeça curvada, com os olhos trêmulos, todo coberto de feridas, escorrendo sangue com aquele feixe de espinhos na cabeça e aquele pesado madeiro sobre os ombros.
Ó Deus, com que dificuldade caminha Ele, parecendo que vai expirar a cada passo que dá. Ó Cordeiro de Deus, aonde ides? Vou morrer por ti.
Quando me vires morto, recorda-te do amor que te mostrei e ama-me.
Ah, meu Redentor, como pude viver até agora esquecido do vosso amor? Ó pecados meus, vós haveis amargurado o coração de meu Senhor, esse coração que tanto me amou.
Ó meu Jesus, arrependo-me da injustiça que vos fiz, agradeço-vos a paciência que tendes tido comigo e vos amo: amo-vos com toda a minha alma e só a vós eu quero amar.
Recordai-me sempre do amor que me consagrastes, para que eu nunca mais deixe de vos amar.
“…tome a sua cruz todos os dias, e siga-me”.
Jesus Cristo sobe o Calvário e nos convida a segui-lo.
Sim, meu Senhor, vós, inocente, ides adiante com a vossa cruz; pois bem, caminhai, que eu não vos abandonarei.
Enviai-me a cruz que quiserdes, que eu a abraço e com ela quero acompanhar-vos até à morte.
Quero morrer juntamente convosco, como vós morrestes por mim.
Vós me mandais que eu vos ame e eu nada mais desejo senão amar-vos.
Meu Jesus, vós sois e sempre haveis de ser meu único amor. Ajudai-me a vos permanecer fiel. Maria, minha esperança, rogai a Deus por mim. 

quarta-feira, 23 de março de 2016

O homem de 300 milhões de dólares


       Preso na 25ª fase da Lava Jato, em Portugal, o luso-brasileiro Raul Schmidt é um homem de US$ 300 milhões (mais de R$ 1 bilhão) em patrimônio, segundo repetia a amigos próximos. Galeria de arte em Londres, casa em Genebra, apartamentos em Berlim, Lisboa e um mega no Arpoador no Rio de Janeiro são apenas alguns bens. Os investigadores suspeitam que Schmidt, além de ganhar com contratos fraudulentos na Petrobras, também é ‘laranja’ dos ex-diretores Jorge Zelada, Nestor Cerveró e Renato Duque no abrangente patrimônio internacional.
Raul Schmidt tem amigos poderosos em vários partidos, e a polícia também desconfia de que encontrou o elo entre os governos PSDB e PT no Petrolão.
O luso-brasileiro é produtor de filmes. Foi casado com a atriz Drica Morais. Bancou, entre outros, o filme ‘Jean Charles’, com verbas da… Petrobras.
Fonte-opiniao

domingo, 20 de março de 2016

Origem do mistério do Triângulo das Bermudas


      Um dos maiores mistérios do mundo poderá estar mais próximo de ser desvendado. Uma investigação conduzida na Universidade Ártico da Noruega conclui que o estranho desaparecimento de navios e aeronaves no Triângulo das Bermudas, uma área do Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Lauderdale e as Bahamas, poderá estar relacionado com a existência de crateras subaquáticas no fundo do mar de Barents.
Os cientistas acreditam que as crateras subaquáticas gigantes foram criadas por explosões de gás de metano. Os buracos no fundo do mar, agora descobertos, chegam a ter 800 metros de largura e perto de 46 de profundidade.
Segundo as conclusões da investigação, citada pela imprensa internacional, enormes reservas de gás natural podem ter acumulado gás metano, que acaba por explodir, provocando as crateras subaquáticas e atingindo os navios que atravessam a região.
No ano passado, essa possibilidade foi explorada pelo cientista russo Igor Yelstov, do Instituto Trofimuk, que admitiu que o mistério do Triângulo das Bermudas poderia estar relacionado com reações de hidratos de gás.
Numa entrevista ao Sunday Times, Yelstov explicou que o processo se desenrola da mesma foram que uma avalancha. É uma espécie de reação nuclear que produz enormes quantidades de gás. "Isso faz com que o oceano aqueça, e os navios afundem nas águas misturadas com uma grande proporção de gás", concretizou.
Os detalhes da investigação serão conhecidos na reunião anual da União Europeia de Geociências, em Abril.

AIE:o sumiço de barris de petróleo


         Um mistério ronda a alta produção de petróleo no mundo: o sumiço de barris de petróleo. Somente no ano passado, a Agência Internacional de Energia (AIE), que reúne dados sobre a produção e a demanda global do petróleo, contabilizou o sumiço de 800 mil barris por dia.
Saber o paradeiro dos barris ou se eles de fato existiam é crucial para o mercado global de petróleo, que continua afetado pelo excesso de produção que fez o preço do barril despencar.
Alguns analistas do setor acreditam que os barris estão na China. Outros afirmam que os 800 mil barris não existem e foram criados por conta de falhas no sistema de contabilização da AIE.
Se os barris não existirem, a alta produção que desabou o preço do barril pode ser bem menor do que o estimado, o que pode fazer o preço tornar a subir. Qualquer que seja a resposta, a discrepância mostra como os preços do petróleo mudam de acordo com dados que nem sempre são confiáveis.
Diferenças nos números contabilizados pela AIE já ocorreram outras vezes, mas no ano passado, o cálculo de barris desaparecidos foi o mais alto em 17 anos. No cenário de convulsão atual no mercado, isso é de extrema importância.
“Se o mercado está mais restrito que o estimado, os preços podem subir rapidamente”, disse David Pursell, diretor do departamento de energia do banco de investimentos Tudor, Pickering, Holt & Co.
No ano passado, a AIE contabilizou uma produção global de 1,9 milhões de barris por dia. Deste total, 770 mil foram enviados para armazenamento. Outros 300 mil cruzaram o mar em navios de carga ou foram enviados em dutos subterrâneos. Resta saber o paradeiro dos 800 mil barris que sobram na conta.
A maioria dos analistas acredita que a diferença se deve a limitações estatísticas da AIE que induzem ao erro. “A explicação mais provável para os barris desaparecidos é que eles simplesmente não existiam”, diz Paul Horsnell, analista de petróleo da Standard Chartered.

sábado, 19 de março de 2016

Lula: “Justiça, simplesmente justiça”



Em carta aberta divulgada na noite da última quinta-feira 17/03, o ex-presidente Lula afirmou que confia no Supremo Tribunal Federal e que espera justiça.
Lula disse ainda que, “sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e só depois pelos diretamente e legalmente interessados, foram praticado atos injustificáveis de violência contra minha pessoa e de minha família”.
O ex-presidente também lamentou “os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas”, ressaltando, entretanto, que tais atos “não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário […] Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte”.
“Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do estado de direito democrático”, acrescentou o ex-presidente.
Na carta, Lula também criticou o vazamento de grampos telefônicos de suas conversas com parentes e políticos, incluindo a presidente Dilma Rousseff. Na última quarta-feira, 16, o juiz federal Sérgio Moro retirou o sigilo de interceptações telefônicas do ex-presidente.
Lula tomou posse nesta quinta como ministro-chefe da Casa Civil, mas a sua nomeação foi suspensa por duas liminares. Uma delas já foi derrubada.

VEJA CARTA NA ÍNTEGRA:


Creio nas instituições democráticas, na relação independente e harmônica entre os Poderes da República, conforme estabelecido na Constituição Federal.
Dos membros do Poder Judiciário espero, como todos os brasileiros, isenção e firmeza para distribuir a Justiça, garantir o cumprimento da lei  e o respeito inarredável ao estado de direito.
Creio também nos critérios de impessoalidade, imparcialidade e equilíbrio que norteiam os magistrados incumbidos desta nobre missão.
Por acreditar nas instituições e nas pessoas que as encarnam, recorri ao Supremo Tribunal Federal sempre que necessário, e especialmente nestas últimas semanas, para garantir direitos e prerrogativas que não me alcançam exclusivamente, mas a cada cidadão e a toda a sociedade.
Nos oito anos em que exerci a Presidência da República, por decisão soberana do povo – fonte primeira e insubstituível do exercício do poder na democracia – tive oportunidade de demonstrar apreço e respeito pelo Judiciário.
Não o fiz apenas por palavras, mas mantendo uma relação cotidiana de respeito, diálogo e cooperação; na prática, que é o critério mais justo da verdade.
Em meu governo, quando o Supremo Tribunal Federal considerou-se afrontado pela suspeita de que seu então presidente teria sido vítima de escuta telefônica, não me perdi em considerações sobre a origem ou a veracidade das evidências apresentadas.
Naquela ocasião, apresentei de pleno a resposta que me pareceu adequada para preservar a dignidade da Suprema Corte e para que as suspeitas fossem livremente investigadas e se chegasse à verdade dos fatos.
Agi daquela forma não apenas porque teriam sido expostas a intimidade e as opiniões dos interlocutores.
Agi por respeito à instituição do Judiciário e porque me pareceu também a atitude adequada diante das responsabilidades que me haviam sido confiadas pelo povo brasileiro.
Nas últimas semanas, como todos sabem, é a minha intimidade, de minha esposa e meus filhos, dos meus companheiros de trabalho que tem sido violentada por meio de vazamentos ilegais de informações que deveriam estar sob a guarda da Justiça.
Sob o manto de processos conhecidos primeiro pela imprensa e só depois pelos direta e legalmente interessados, foram praticados atos injustificáveis de violência contra minha pessoa e minha família.
Nesta situação extrema, em que me foram subtraídos direitos fundamentais por agentes do estado, externei minha inconformidade em conversas pessoais, que jamais teriam ultrapassado os limites da confidencialidade, se não fossem expostas publicamente por uma decisão judicial que ofende a lei e o direito.
Não espero que ministros e ministras da Suprema Corte compartilhem minhas posições pessoais e políticas.
Mas não me conformo que, neste episódio, palavras extraídas ilegalmente de conversas pessoais, protegidas pelo Artigo 5º da Constituição, tornem-se objeto de juízos derrogatórios sobre meu caráter.
Não me conformo que palavras ditas em particular sejam tratadas como ofensa pública, antes de se proceder a um exame imparcial, isento e corajoso do levantamento ilegal do sigilo das informações. Não me conformo que o juízo personalíssimo de valor se sobreponha ao direito.
Não tive acesso a grandes estudos formais, como sabem os brasileiros. Não sou doutor, letrado, jurisconsulto. Mas sei, como todo ser humano, distinguir o certo do errado; o justo do injusto.
Os tristes e vergonhosos episódios das últimas semanas não me farão descrer da instituição do Poder Judiciário. Nem me farão perder a esperança no discernimento, no equilíbrio e no senso de proporção de ministros e ministras da Suprema Corte.
Justiça, simplesmente justiça, é o que espero, para mim e para todos, na vigência plena do estado de direito democrático."




Governo:último tiro de canhão


O senador petista Jorge Viana, do Acre, um dos mais próximos do ministro Lula e grampeado pela Polícia Federal na Lava Jato, avisou veladamente a altos oficiais das Forças Armadas que a entrada do ex-presidente na gestão de Dilma Rousseff é a última aposta para tentar salvar o Governo. Se não der certo, não há mais o que fazer, disse ele.
Fonte-opiniao

quarta-feira, 16 de março de 2016

Celular provoca infertilidade masculina?

Mais do que um simples meio de comunicação, o celular se tornou uma ferramenta de trabalho para uma grande parte da população. Essa ferramenta, que tem se tornado cada vez mais indispensável, precisa ser transportada em um local que seja fácil de guardar e de ter acesso. O bolso da calça parece perfeito, mas na verdade, pode ser um local perigoso.
Um estudo realizado por uma equipe do Centro Médico Carmel e do Instituto Technion de Haifa, em Israel, aponta que a qualidade do sêmen masculino piorou desde o início do século XX, e a justificativa pode ser a radiação emitida pelos celulares. O estudo foi publicado na Reproductive BioMedicine Online.
Os aparelhos celulares são responsáveis por emitir ondas eletromagnéticas de radiofrequência, provenientes do sinal do aparelho junto à frequência energética que a bateria dos celulares emite. De acordo com os cientistas, a frequência emitida por esses aparelhos é responsável por piorar a qualidade do sêmen masculino.
“Essa radiação que os celulares emitem é considerada a grande vilã na fertilização e na qualidade seminal dos homens”, afirma a doutora Jacira Ribeiro Campos, biomédica da clínica de reprodução assistida Pró Nascer, no Rio de Janeiro.
A pesquisa aponta que guardar o celular a menos de 50 cm da região pélvica interfere na qualidade do esperma. O estudo feito com 106 homens revela que a qualidade do esperma era pior entre os homens que guardavam o aparelho celular no bolso da calça (47% deles).
O estudo reforça uma tendência que vem se apresentando em diversas pesquisas anteriores que relacionam o uso do celular com a qualidade do esperma masculino. “Existem 579 estudos relacionando a qualidade do espermatozoide com os hábitos de vida moderna”, afirma Jacira. “A maioria dos estudos relaciona a queda na qualidade seminal ao celular estar posicionado a menos de 50 cm da área genital”, acrescenta.
Jacira explica que o contato direto ou muito próximo com a região genital oferece risco de esterilidade pelo aumento da temperatura que os aparelhos celulares provocam. “A bolsa escrotal é externa ao corpo, porque a produção de espermatozoides acontece entre 35,5°C e 36,5°C, geralmente 1°C a menos que a temperatura corporal. Quando você superaquece essa área, você aumenta a produção de radicais livres no sêmen”.
Além da proximidade dos aparelhos com a área genital, a pesquisa aponta que falar ao celular por mais de uma hora ou utilizá-lo enquanto está ligado à corrente elétrica são fatores que também prejudicam a qualidade seminal masculina. “Quando o celular está no bolso, ele está em repouso. A partir do momento que você usa para conversar ou carregar, ele entra em atividade e a bateria do aparelho começa a esquentar. Nessas horas, eles estão emitindo muito mais radiação eletromagnética”, explica Jacira.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a piora na qualidade do sêmen significa a perda da motilidade dos espermatozoides (capacidade de se moverem), viabilidade (espermatozoides vivos) e queda na concentração de espermatozoides. De acordo com dados de 2010, houve uma redução de 80% na motilidade, 9% na viabilidade e uma pequena queda na concentração de espermatozoides no ejaculado de homens que passaram a conviver com o celular junto ao corpo.
A OMS aponta que para um homem ser considerado fértil, ele precisa apresentar em seu espermograma uma concentração mínima de 15 milhões de espermatozoides. Desta quantidade presente no esperma masculino, 40% deles devem estar móveis e 60% precisam estar vivos.
Estudo indica tendência mundial
Apesar dos resultados que o estudo apresenta, Jacira reforça que ele não é conclusivo e o celular não pode ser considerado o único responsável pela queda na qualidade do sêmen masculino nos últimos anos. “Podemos dizer que está ocorrendo uma tendência da piora da qualidade do esperma, mas nenhum cientista pode garantir que é o celular que está provocando isso”.
Jacira também afirma que o público pesquisado pelo estudo israelense não pode representar o total da população mundial, e com isso, os resultados não podem traçar um ponto final. “Cento e seis é um número muito pequeno para bilhões de habitantes”.
Para Jacira, o celular é um fator a ser somado a outros na relação com a infertilidade masculina. “O que a literatura mundial diz é que de 30 a 40% dos casos de infertilidade masculina são causados pela rotina estressante que o homem leva na vida moderna”, explica.
Fatores como a exposição à poluição, alimentação ruim, diminuição do tempo de sono, além do contato com outros aparelhos que emitam ondas eletromagnéticas, como tablets, notebooks, roteadores de internet, entre outros contribuem negativamente para as divisões celulares.
“O homem tem uma produção diária de espermatozoides, diferentemente da mulher, que nasce com todos os óvulos prontos e vão sendo liberados a cada mês no ciclo da menstruação. A cada três meses, a população de espermatozoides é renovada. Quando você é submetido a todas essas interferências que são potenciais pra piorar a produção, você tem uma queda da qualidade do sêmen”, explica Jacira.
No entanto, Jacira não descarta a importância dos resultados de estudos recentes acerca da qualidade seminal está aliada às ondas eletromagnéticas dos celulares. “Esse tipo de estudo sobre a qualidade do esperma pode ajudar a esclarecer porque aumenta a população infértil mundial ao longo dos anos”.
Manter os aparelhos celulares a uma distância considerada segura, pelo menos 50 cm longe da região pélvica, transportando-os em bolsos de camisa, por exemplo, e reduzir o uso são formas de limitar o impacto de ondas eletromagnéticas de radiofrequência na produção seminal. Mas a principal recomendação de Jacira vai além dos celulares. “Manter uma boa qualidade de vida e reduzir a rotina estressante ajudam a melhorar a qualidade do esperma”.


 
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