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sábado, 30 de janeiro de 2016

Depois de quase um ano Comitê do Sistema Prisional decidiu finalmente se reunir

Em meio à crise do sistema carcerário em Pernambuco, agravada pelas fugas em massa ocorridas na Penitenciária Professor Barreto Campelo e no Presídio Frei Damião de Bozzano, no Complexo do Curado, o Comitê do Sistema Prisional decidiu finalmente se reunir nesta sexta-feira (29/01). A iniciativa foi instituída em março do ano passado, mas só passou a vigorar agora. Quem presidiu o conselho foi o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico.
Estiveram reunidos representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Policias Militar e Civil, além de organizações não governamentais. Segundo o juiz da 2ª Vara de Execuções Penais, Cícero Bittencourt, a ideia é que este grupo se reúna semanalmente para discutir melhorias no sistema prisional de Pernambuco.
"A primeira reunião foi para que cada representante se apresentasse. Já destaco que o número de Agentes Penitenciários no estado é o pior do país", afirmou o juiz. "Nosso sistema tem 32 mil presos para 10 mil vagas, mas é difícil acreditar que no momento de crise que estamos vivendo que esses investimentos serão feitos com a rapidez que a sociedade espera".
Pedro Eurico, secretário de Justiça, afirma que as demandas do coletivo serão apresentadas ao governo. Hoje, ele afirma que apesar de o número de cadeias serem insuficiente para a quantidade de presos, a gestão já toma previdências para resolver a questão.
"Estamos construindo sete cadeias, com 400 a 500 vagas cada uma, em Araçoiaba [Região Metropolitana do Recife]. Vamos inaugurar ainda em março um presídio de segurança máxima em Tacaimbó, no Agreste. Estamos duplicando o presídio de Igarassu e temos propostas para liberação dos recursos do fundo penitenciário", afirma o secretário.
No entanto, Pedro Eurico não acredita que a solução para a superlotação das cadeias do estado seja fazer mais cadeias. "Nós temos que agilizar o andamento dos processos judiciais. Muitas vezes as pessoas encarceradas por pequenos delitos poderiam estar em prisão domiciliar ou usando equipamento de monitoração eletrônica. Elas vão para a cadeia superlotar e esta que poderia ser facilmente recuperada se torna um especialista em crime".
Também foi abordada a condição da Barreto Campelo, que tem uma estrutura antiga de tijolos, o que facilitou a fuga dos 53 presos. A população reclama de que as cadeias deveriam ser construídas em áreas isoladas, não com moradia, como é o caso de Itamaracá.
"Na Barreto nós vamos reforçar e ter uma estrutura muito mais sólida e segura. Ninguém quer um presídio perto da sua casa, na sua cidade. Mas todos nós temos que conviver com os presos, eles fazem parte do mundo real", conclui Pedro Eurico.

Fonte-globo

Um comentário:

Marcia Silva disse...

O SINDASP-PE, esteve presente e continuará fazendo parte do Grupo , de seis entidades, para concretizar as sugestões do comitê, que terá reunião uma vez no mês, imitando o Pacto Pela Vida.

 
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