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sábado, 30 de janeiro de 2016

Após 37 anos de desordem urbana no entorno do Complexo Prisional do Curado Governo resolve agir

Somente após 37 anos de desordem urbana no entorno do Complexo Prisional do Curado (antigo Presídio Professor Aníbal Bruno) e no rastro de uma das mais ousadas fugas já ocorridas na unidade, na tarde do último sábado, o poder público resolveu que é hora de agir para ordenar os arredores do presídio. O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, e o secretário municipal de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga, farão uma visita às ruas mais próximas das três unidades, para identificar os locais mais vulneráveis e planejar possíveis intervenções.
Desde 1979, quando foi inaugurado, o presídio, que deveria ser segregado do espaço urbano, vem sendo “engolido” pela ocupação irregular, segundo o governo, dos bairros do Sancho, Coqueiral e Tejipió. Em certos trechos, como nas Ruas São João da Lagoa e Santana de Ipanema, as casas ficam a cinco metros dos muros, desprotegidos, do complexo. A colocação do alambrado que separa as muralhas das casas só foi feita na Rua Orfeu do Carnaval (onde fica a entrada do Presídio Frei Damião de Bozzano), e mesmo assim, de forma incompleta. Na Rua Maria de Lurdes da Silva, por onde os presos fugiram no último sábado, existem apenas as estruturas de ferro. Ou seja, pouca coisa impede que outro artefato explosivo seja colocado em boa parte dos muros das unidades.
“Foi um erro grave, e de várias gestões do poder público ao longo dos anos: deixar que a ocupação do local fosse feita de forma desordenada”, comentou Eurico, durante debate realizado. Eurico afirmou que algumas áreas precisarão ser isoladas.
Na última quarta-feira, um princípio de tumulto resultou em quatro detentos feridos no Presídio Frei Damião de Bozzano (PFDB), o mesmo onde ocorreu a fuga de sábado. Agentes Penitenciários atiraram para espantar uma pessoa que tentava arremessar um malote com armas e drogas para dentro do presídio. Os detentos não gostaram e ensaiaram um motim. Na ação dos Agentes para controlar a situação, o reeducando Alexandre da Silva foi ferido por um tiro, e outros três sofreram escoriações ao correrem pelo pátio.
Segundo o promotor da 19ª Vara de Execuções Penais, Marcellus Ugiette, das 22 guaritas do complexo, apenas 14 estavam ativas no momento do tumulto. “E somente uma delas contava com rádio para comunicação com os demais Agentes”.
Devido ao princípio de motim, a contagem nominal dos detentos, que foi iniciada na manhã da última terça-feira e seria concluída, foi suspensa. O trabalho, que consiste em identificação por impressões digitais e pela íris de cada reeducando, será retomado. Ou seja, o Estado ainda não sabe quantos presos fugiram na tarde do último sábado.
Fonte-boainformacao


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