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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Município de Pernambuco usa peixes contra aedes aegypti

     Sem água encanada há quatro anos, a população da cidade de Itapetim, em Pernambuco, depende de caminhões-pipa para abastecer as milhares de caixas d’água que se espalham pelas ruas e casas dos moradores. O uso dos reservatórios cria um cenário propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. Em abril, 13 em cada 100 imóveis da cidade continham focos do mosquito.
Para impedir o crescimento de focos, a cidade passou a utilizar uma arma biológica natural contra os mosquitos: as piabas, pequenos peixes entre 4 e 5 centímetros que se alimentam das larvas do mosquito e impedem – ou pelo menos desaceleram – a sua proliferação.
“Começamos a colocar as piabas no mês de abril e fizemos o trabalho até julho. Em setembro, notamos que o índice de focos do nosso município tinha baixado muito, para 1,2%. Agora, estamos em 2,4%, menos do que no mesmo período no ano passado”, disse Edinaldo Hollanda, agente de saúde da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e coordenador de Combate às Endemias no município. “Deu tanto resultado que até hoje continuamos colocando peixes nas casas.”
Os peixes são colocados em reservatórios fechados e abertos. “O mosquito solta seus ovos nas paredes do depósito e quando você volta a colocar água, os ovos eclodem. A piaba se alimenta dos ovos e impede que virem novos mosquitos.”
A técnica não substitui o uso do larvicida, produto químico que mata as larvas do mosquito na água. O Ministério da Saúde diz que há risco de diarreia caso os peixes sejam colocados na água para beber.
“Colocamos apenas uma piaba em cada reservatório de até 200 litros. Em cisternas maiores, de três a cinco mil litros, colocamos cerca de cinco. Monitoramos as casas para saber se havia ocorrências de diarreia e não tivemos nenhum caso”, afirma Hollanda.
O secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, mostrou interesse nos resultados de Itapetim com o uso das piabas, e disse que estudos estão sendo realizados para medir a possibilidade de utilizar a mesma técnica em outras partes do estado.

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