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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Rompimento de barragens deve afetar ecossistema por anos

     Além das mortes e do rastro de destruição nos distritos atingidos, o rompimento das barragens de Santarém e Fundão, em Mariana (MG), deixou 250 mil pessoas sem fornecimento de água potável e saturou cursos de água com um sedimento laranja que deve afetar por anos o ecossistema.
A catástrofe, que aconteceu no último dia 5 de novembro, deixou nove mortos, 19 desaparecidos e 500 desabrigados.
A presidente Dilma Rousseff comparou o “mar de lama” em Mariana com o derramamento de petróleo da BP em 2010, no Golfo do México. Já a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o rompimento das barragens da empresa Samarco é uma “catástrofe ambiental”.
De acordo com biólogos e especialistas ambientais, o sedimento que atingiu cursos de água contém químicos usados pela Samarco para diminuir as impurezas do minério de ferro, o que pode reduzir os níveis de oxigênio na água e diminuir a fertilidade das margens de rios e da terra por onde a enxurrada de lama passou.
A mineradora Samarco afirma, por sua vez, que a lama não é tóxica. Mas as famílias resgatadas foram alertadas por autoridades para descartar as roupas que tiveram contato com a lama.
Em entrevista ao Portal Exame, Klemens Laschesfki, professor de geociências da Universidade Federal de Minas Gerais, afirmou que “muitas regiões jamais serão as mesmas”.
A água do rio Doce está sendo testada por pesquisadores. Os resultados devem ser publicados nas próximas semanas.

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