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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

PAPA FRANCISCO: RELIGIÃO E CIÊNCIA JUNTAS

Há cerca de um ano atrás o papa Francisco fez manchetes ao rejeitar a ideia de que existe um Deus que empunha uma varinha mágica. Mas o que o papa quis dizer com isso?
Em seu discurso à Pontifícia Academia de Ciências, ele disse:
“Quando lemos o relato da criação em Gênesis, corremos o risco de imaginar que Deus era um mágico, completo com uma varinha mágica toda poderosa. Mas não era assim. Ele criou os seres e deixou eles se desenvolverem de acordo com as leis internas com que dotou cada um deles, para que eles possam se desenvolver e alcançar a sua plenitude.”
Como muitos perceberam, o papa estava simplesmente declarando que a Igreja Católica aceitara a teoria da evolução das espécies algum tempo atrás. Como o Papa João Paulo II disse em 1996, “Novas descobertas nos levam em direção ao reconhecimento da evolução como mais do que uma hipótese […] A convergência dos resultados de estudos independentes constitui, por si só, um argumento significativo em favor da teoria.”
Mas, como é de costume com o Papa Francisco, parecia haver algo em sua fala que implicava mais do que apenas uma aceitação. Parecia haver compromisso.
George Coyne, astrônomo e padre jesuíta, foi procurado pela rádio pública americana NPR, para explicar a declaração do papa. Ele disse:
“O crente é tentado pela ciência a transformar Deus na ‘explicação’. Colocamos Deus no meio para tentar explicar o que não podemos explicar de outra forma. Como o universo começou? Como chegamos até aqui? E todas essas perguntas. Esse é o Deus das lacunas.”
Mas o apelo desse Deus das lacunas é, de acordo com Coyne, uma negação  dos verdadeiros impulsos religiosos e científicos. Ele explica:
“Tem-se a impressão de que certos religiosos torcem pela durabilidade de determinadas lacunas em nosso conhecimento científico da evolução para que eles possam preenchê-los com Deus. Isso contraria a inteligência humana.”
De acordo com Coyne, o erro de muitos é usar Deus para satisfazer uma necessidade, para explicar alguma coisa. “Na verdade, precisar de Deus seria uma negação de Deus. Deus não é a resposta a uma necessidade.”
Para Coyne, esta é a mensagem de Francisco, ou pelo menos o tipo de diálogo que ele, com sua rejeição ao Deus da varinha mágica, quer estimular.

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